sábado, 9 de janeiro de 2010

Iogurte é gostoso e faz bem

Natural, com suco, com pedaços de fruta, líquido ou para comer de colher. São inúmeros os tipos de iogurte disponíveis nos supermercados. Tanto no café da manhã como para um lanchinho rápido, os iogurtes constituem uma opção gostosa e nutritiva.

Sua origem parece ter sido ao acaso. Uma teoria data do período Neolítico, entre 5.000 a 3.500 a.C, quando os pastores passaram a se alimentar com o leite de animais domesticados. Armazenado em marmitas de barro, o leite ficava exposto às altas temperaturas do deserto, fermentava e virava um tipo de iogurte. Outra hipótese vem da Turquia. Lá o leite fresco era guardado em sacos feitos de pele de cabra. Transportados por camelos, os sacos em contato com o calor do corpo do animal favoreciam a produção de bactérias ácidas e transformavam o leite em iogurte.

Rico em cálcio, vitaminas A e do complexo B, além de proteínas e carboidratos, o iogurte favorece a produção de anticorpos, hormônios e enzimas, importantes para o metabolismo. Isso contribui para reforçar o sistema imunológico e retardar o envelhecimento. Além disso, ajuda a fortalecer os ossos, melhora a saúde da pele, da visão, das unhas, dos cabelos, proporciona energia e oxigena as células. O iogurte também colabora para o bom funcionamento do intestino, pois contém microrganismos vivos que favorecem o melhor trânsito intestinal.

Na linha Taeq Nutrição, é possível encontrar Iogurtes Líquidos oferecidos em garrafinhas individuais (170 g) ou grandes (900 g), para satisfazer a família toda, em variados sabores, e também Iogurtes Naturais de diferentes tipos.

A mais recente novidade oferecida por Taeq é o Iogurte Orgânico, um produto elaborado com ingredientes e processos livres de agrotóxicos. Uma vantagem a mais, que favorece você e o planeta.

E é bom destacar que o iogurte pode ser ainda mais nutritivo se misturado a frutas, mel e cereais. A linha de produtos Taeq Orgânico oferece variadas frutas e também o mel, livres de agrotóxicos. E, na linha Taeq Nutrição, há variados tipos de Mix de Cereais: com soja, cacau e linhaça; com mel; com banana e quinoa; e com uva, banana, damasco e maçã.

Além disso, o iogurte é um prático ingrediente de receitas, salgadas ou doces. Aqui no site Taeq é possível conferir diversas receitas com iogurte, como, por exemplo, Rolê de Frango com Recheio Cremoso, Novilho ao Molho de Iogurte e Mostarda ou Cassata de Ricota e Cheesecake Leve. Bem Estar

Novas descobertas sobre as doenças autoimunes

Diante de incertezas e acasos, o ser humano tenta encontrar uma explicação para fatos à primeira vista inexplicáveis. E um deles é a existência de doenças autoimunes. Os cientistas ainda tateiam em busca de motivos pelos quais nossas próprias defesas passariam a encarar o organismo como um adversário em um campo de batalha. A herança genética, é quase certo, tem parcela de culpa nesse desatino do sistema imunológico. Até aí, não há mesmo o que fazer. O curioso é que muita gente, apesar da predisposição, passa a vida toda sem experimentar essa reação masoquista dos guardiões do corpo. “Isso é o maior sinal de que fatores ambientais atuariam como estopins importantes para a autoagressão”, opina o reumatologista Luis Eduardo Andrade, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Pesquisadores dos quatro cantos do globo querem decifrar quais seriam esses gatilhos. Um grupo do National Institute of Environmental Health Sciences, nos Estados Unidos, investigou o impacto dos raios ultravioleta do sol nos autoataques do corpo. Eles analisaram 380 pacientes diagnosticados com uma doença autoimune que acomete a pele, a dermatomiosite. Colheram amostras de sangue e verificaram a presença de um anticorpo específico, associado à exposição excessiva ao sol. “Confirmamos que a radiação altera o DNA das células cutâneas, o que aumenta, sobretudo nas mulheres, o risco de o organismo enxergá-las como estranhas, desencadeando o problema”, revela Frederick Miller, o autor do estudo.

Outra descoberta vem da Universidade da Califórnia, também nos Estados Unidos. Ali, os investigadores alteraram ratos, retirando de seus macrófagos — integrantes do sistema imune — uma proteína chamada TLR4. Depois, alimentaram os animais com uma dieta gordurosa, até que atingissem a faixa do sobrepeso. Ao contrário das cobaias normais, as modificadas não apresentaram inflamações nem resistência à insulina — reações esperadas quando se engorda demais. Ou seja, seria a tal proteína que ativaria a resposta imune à gordura. “Esse resultado é instigante, mas precisamos de mais estudos”, diz a reumatologista Maria Helena Kiss, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Recentemente na Suíça, na última reunião da Liga Europeia contra o Reumatismo — mal também causado pelas defesas do corpo —, os especialistas identificaram outras faíscas que fariam o sistema imunológico pegar fogo. “Parece que o cigarro e o consumo excessivo de café são capazes de tirá-lo do prumo”, revela a reumatologista Evelyn Goldenberg, da Unifesp. O estresse, as infecções sucessivas e até as pílulas anticoncepcionais completam a lista de suspeitos.

Quanto mais cedo forem detectados o reumatismo e outras encrencas autoimunes, menores os riscos de complicação grave. “Febre, sensação de fadiga, manchas avermelhadas na pele e dor nas articulações nunca devem ser subestimados”, avisa Maria Helena Kiss. Infelizmente, ainda não existe uma cura definitiva para esses males. O que se consegue, com os recursos modernos, é minimizar seus estragos e proporcionar maior bem-estar. Conheça, a seguir, o que é possível fazer nas principais enfermidades provocadas pelo sistema imunológico. Abril

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Alimentação saudável ajuda a controlar as emoções


Você já deve ter visto diferentes tipos de gordura. Por exemplo, a gordura de carne bovina em temperatura ambiente é mais rígida do que a gordura vegetal. Sabendo que nosso cérebro é formado em maior parte por gordura, qual delas você escolheria para "alimentá-lo"?

Segundo o neuropsiquiatra e pesquisador, David Servan-Schreiber, a melhor escolha são as gorduras mais líquidas, em especial os ácidos graxos ômega 3. Por quê? Porque o cérebro é formado em maior parte por gordura e para que ele possa processar informações de forma fluída e flexível precisa também de uma gordura mais fluída e flexível.

Diferentes hábitos alimentares mostram o impacto do ômega 3 em nossa saúde. A depressão pós-parto costuma ocorrer de três a vinte vezes mais em países do ocidente do que em países do oriente. Tal discrepância se dá porque no oriente há maior consumo de peixes e mariscos, alimentos ricos em ômega três.

O ômega 3 é fundamental para a constituição do cérebro e manutenção do seu equilíbrio, é por isso que essas gorduras são a principal nutrição que o feto recebe pela placenta...É também por isso que as "reservas" da mãe que já são baixas na dieta ocidental caem de forma dramática nas últimas semanas da gravidez? e continuam diminuindo durante a amamentação, o que aumenta o risco da depressão pós-parto. Mães precisam de ômega 3 para si e para o bebê!

Servan-Schreiber também aponta a importância do ômega 3 para a redução de sintomas relacionados ao transtorno bipolar, ansiedade, depressão , esquizofrenia, insônia, fadiga, baixa libido e irritabilidade.

O neurocientista e psiquiatra Daniel Amen acredita que o ômega 3 contribui para o alívio dos sintomas de TDAH ? transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Ele aponta uma pesquisa canadense na qual um grupo de crianças recebeu ômega 3 e o outro placebo. Os pais das crianças que receberam ômega 3 relataram melhora significativa da atenção e comportamento de seus filhos. Os pais das crianças que receberam placebo não notaram diferenças.

Onde encontrar o ômega 3? Peixes, em especial salmão, arenque, truta, sardinha, frutos do mar, linhaça, canola, espinafre e agrião.

Medo de engordar com o ômega 3? Fique tranquila, Servan-Schreiber coloca que ?o modo como o corpo metaboliza o ômega 3 reduz o acúmulo de tecido gorduroso?. Alguns pacientes até perdem peso!


O neurocientista e psiquiatra Daniel Amen acredita que o ômega 3 contribui para o alívio dos sintomas de TDAH ? transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Ele aponta uma pesquisa canadense na qual um grupo de crianças recebeu ômega 3 e o outro placebo. Os pais das crianças que receberam ômega 3 relataram melhora significativa da atenção e comportamento de seus filhos. Os pais das crianças que receberam placebo não notaram diferenças.

Onde encontrar o ômega 3? Peixes, em especial salmão, arenque, truta, sardinha, frutos do mar, linhaça, canola, espinafre e agrião.

Medo de engordar com o ômega 3? Fique tranquila, Servan-Schreiber coloca que ?o modo como o corpo metaboliza o ômega 3 reduz o acúmulo de tecido gorduroso?. Alguns pacientes até perdem peso!


O neurocientista e psiquiatra Daniel Amen acredita que o ômega 3 contribui para o alívio dos sintomas de TDAH ? transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Ele aponta uma pesquisa canadense na qual um grupo de crianças recebeu ômega 3 e o outro placebo. Os pais das crianças que receberam ômega 3 relataram melhora significativa da atenção e comportamento de seus filhos. Os pais das crianças que receberam placebo não notaram diferenças.

Onde encontrar o ômega 3? Peixes, em especial salmão, arenque, truta, sardinha, frutos do mar, linhaça, canola, espinafre e agrião.

Medo de engordar com o ômega 3? Fique tranquila, Servan-Schreiber coloca que ?o modo como o corpo metaboliza o ômega 3 reduz o acúmulo de tecido gorduroso?. Alguns pacientes até perdem peso!

Dra Giovana Tessaro
Psicologia

Fique atenta na hora de escolher maquiagem, protetor solar e esmalte

A indústria de cosméticos cresce a cada ano e com ela as novidades e diferentes marcas de produtos seduzem mulheres, adolescentes, homens e mesmo as crianças. Tenha todo o cuidado na hora de escolher a maquiagem, protetor solar, esmalte e até perfume, pois todos os produtos são passíveis de causar alergias.

Embora as manifestações alérgicas possam surgir de repente, em qualquer momento da vida, alguns cuidados podem evitar que elas apareçam.

Prefira marcas já conhecidas no mercado e não se deixe enganar pelas mais baratas. Leia também com atenção as certificações nos rótulos, eles devem trazer a aprovação da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Fuja das substâncias com cheiros. As fragrâncias presentes em xampu, colônias e hidratantes podem desencadear alergias respiratórias, pricipalmente, em quem já tem predisposição alérgica.
Os esmaltes engrossam a lista dos alergenos, ou seja, das substâncias que desencadeiam alergias. Prefira os tons claros, pois, se você tem a pele muito sensível, os de cores escuras tendem a causar reações. A alergia a esmalte costuma se manifestar com eczema na face, pricipalmente nas pálpebras. É raro aparecer na área dos dedos, pois, ali, a pele é mais espessa.

A maquiagem merece atenção redobrada. Produtos com a validade vencida e de baixa qualidade só trazem danos à saúde. As marcas utilizadas devem ser já difundidas e com nome respeitado.
Muito cuidado com o que usamos nas crianças. Como a pele é mais sensível e fina, as irritações tendem a aparecer. Em relação às alergias de contato, quanto mais cedo expostas aos alergenos, mais chances têm de se tornarem adultos alérgicos. Nunca incentive o uso de maquiagem e esmaltes em crianças.

Caso esteja fazendo tratamento dermatológico, siga corretamente as instruções de seu dermatologista e só utilize substâncias prescritas por ele. Assim, previna-se das complicações graves, pois a pele pode estar mais sensível. Qualquer alteração como coceira e irritação, procure imediatamnete seu dermatologista.

Dra Bruna Bravo
Dermatologia

O desenvolvimento do bebê depende do comportamento da mãe durante a gravidez

A importância do pré-natal baseia-se na premissa que tudo o que a futura mamãe faz, ou deixa de fazer, durante os nove meses de gestação, tem um grande impacto na saúde do bebê. É por essa razão que é tão importante seguir à risca as recomendações médicas e fazer todos os exames recomendados pelo obstetra nos meses que antecedem o nascimento do bebê.

O pré-natal é o acompanhamento médico dedicado à gestante e ao bebê que tem como objetivo a prevenção, a orientação, o esclarecimento e o diagnóstico de qualquer alteração da saúde da gestante e/ou do bebê. É durante o pré-natal que todas as dúvidas do casal serão esclarecidas, o que é muito importante, já que é possível descaracterizar alguns mitos que são muito frequentes neste período.

Em média, uma gravidez dura quarenta semanas, por essa razão além da qualidade das consultas, a frequência é fundamental. Durante o pré-natal, as consultas são mensais até a 32ª/33ª semana, quinzenais, até a 37ª semana e, semanais, a partir da 40ª semana. Após esse período, a gestante deve ser acompanhada pelo obstetra a cada dois ou três dias.

Importância do pré-natal
Garantir que a gestante e o nenê mantenham-se saudáveis durante os nove meses é a principal missão do pré-natal, mas o período também possui outros atributos. Além de fazer o acompanhamento do desenvolvimento do bebê e diagnosticar intercorrências clínicas e/ou obstétricas, os nove meses de gestação tem também a função de preparar o casal para o parto, assim como para a amamentação.

A gestação é um período marcado por transformações físicas e emocionais, por isto, tanto a gestante quanto o seu companheiro têm muitas dúvidas durante este período que antecede o nascimento. Todo casal que espera um bebê deve ter respostas às suas indagações. Quanto mais seguros sobre todo o processo que está por vir, melhor e mais tranquilo será o parto. Todas as vantagens e desvantagens de cada escolha devem ser esclarecidas.

Hoje, recomendamos que o pré-natal comece antes mesmo da concepção, preferencialmente, três meses antes. Pois, assim, a mulher poderá realizar uma consulta médica completa, bem como todos os exames prévios à gestação. Se houver qualquer alteração, tanto clínica como laboratorial, ela mulher poderá, em tempo hábil, realizar o tratamento mais apropriado. O uso de ácido fólico, três meses antes da concepção, com o objetivo de diminuir a incidência de malformações do sistema nervoso central faz parte desta fase anterior à concepção.

Além disso, se a mulher que deseja engravidar é obesa, diabética ou hipertensa, é muito importante realizar um tratamento prévio à gestação com a finalidade de alcançar o controle e o equilíbrio antes da concepção.

Tudo sobre o pré-natal
Para o obstetra, a primeira consulta do pré-natal é a mais importante. Afinal, é nessa consulta que se estabelecerá uma relação mútua de confiança entre a grávida e seu médico. Geralmente, a primeira é a consulta mais demorada, pois será questionada toda história clínica da gestante, bem como todos os antecedentes pessoais e familiares, hábitos, vícios, cirurgias prévias e uso de medicamentos.

Além disso, é nesta primeira consulta que serão solicitados vários exames como hemograma, glicemia de jejum, tipagem sanguínea + fator RH, sorologias para toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, sífilis, AIDS, hepatite B e C, urocultura + antibiograma, exame de fezes, prevenção do câncer do colo uterino (Papanicolau) e ultrassonografia obstétrica. Muitos destes exames serão repetidos no decorrer do pré-natal, assim como a ultrassonografia, que será realizada conforme a idade gestacional.

Sinais de problemas
Durante o pré-natal podemos identificar mulheres com maior risco de complicações durante a gestação e o parto e podemos utilizar os recursos necessários para garantir uma gravidez e um parto saudáveis, diminuindo as chances da ocorrência de problemas para a mãe e o nenê.

A intercorrência clínica mais frequente durante a gravidez é a anemia. É por essa razão que os obstetras recomendam o uso de sulfato ferroso durante o pré-natal. No parto normal, a grávida perde em média 500 ml de sangue e na cesárea, 800 ml. Imagine se por qualquer motivo a perda for maior? Não podemos nos esquecer de que após o parto é necessário disposição e saúde para os cuidados com o bebê e para a amamentação.

Outra intercorrência clínica comum durante a gestação é a infecção urinária. É fato que de todas as gestantes, 6% apresentarão bacteriúria assintomática, que é uma infecção urinária que não apresenta sintomas; destas 30% evoluirão com um tipo de infecção urinária mais grave que necessitará de internação hospitalar.

Mas, se a gestante contar com o acompanhamento pré-natal, tratar esse problema será bem mais fácil e seguro. Outro problema comum e que pode ser tratado durante o pré-natal é a hipertensão arterial, presente em 10% das gestantes, sendo a maior causa de óbito materno, se não tratada previamente.

Em relação à saúde do bebê, a incidência de nascimento de bebês prematuros no grupo de mães que fazem o pré-natal não chega a 10%, sendo que daquelas que não contam com o acompanhamento apropriado chega a 40%. Quando falamos de bebês prematuros devemos pensar em maior mortalidade neonatal, maior tempo de internação com cuidados intensivos, ou seja, UTI Neonatal, maior chance de sequelas, além do desmame precoce.

Dr Aléssio Calil Mathias Ginecologia e obstetrícia

Proteja seu corpo dos cheiros que destroem a popularidade

Alguns cheiros são tão desagradáveis que o incômodo sentido pelo nariz acaba sendo a menor parte da confusão principalmente em se tratando de saúde. Quem sofre com odor forte nos pés ou gases intestinais bem sabe disso: a irritação ao olfato perturba menos do que a coceira entre os dedos ou as dores abdominais, que atrapalham na hora de sentar e até de falar. "A fermentação dos alimentos faz parte da digestão e só deve ser vista como um problema quando causa cólicas ou prejudica a vida social do paciente", afirma o médico nutrólogo Laércio Gomes. Da mesma maneira, é natural suar mais nos pés o que não alivia a barra de quem morre de vergonha quando precisa tirar as meias em público.

Odor forte nas axilas e mau hálito são outros dois desconfortos que chegam a abalar a autoestima de algumas pessoas. "Minha melhor amiga tinha mau hálito. Demorei mais de um ano para criar coragem e contar para ela. Como ela tem gastrite, achei que as duas coisas pudessem ter relação e sugeri uma consulta com o gastroenterologista", afirma a esteticista Caroline Pavão. O conselho fez efeito, mas não imediatamente a amiga ficou irritada e deixou de falar com Caroline por meses.

Quando o nariz apita, no entanto, o caso é grave e precisa de tratamento. Mas só isso não basta: os cuidados preventivos são a melhor maneira de evitar os constrangimentos e as crises de autoestima que todo esse mau cheiro é capaz de provocar. A seguir, você acompanha as dicas dos especialistas para acabar com o quarteto do azedume.
MINHA VIDA

Depilação sem erro!

É comum que no Brasil as mulheres queiram ficar sem pelos indesejáveis, especialmente os das pernas, axilas, virilha e buço. Se você está lendo esta matéria, deve pensar assim também. Está certa: a depilação deixa a pele mais bonita e mais limpa. Porém, existem alguns cuidados que devem ser tomados antes, durante e depois dela para evitar que a pele rache e os pelos encravem.

Em primeiro lugar, adote um creme hidratante diário para as áreas que costuma depilar e minimize o risco de rachaduras. Outro bom hábito é o de esfoliar a pele com uma bucha ao menos uma vez por semana durante o banho. Lembre-se que o período pré-menstrual é o pior para fazer depilação com cera, já que o corpo retém mais água que o normal, deixa a pele um pouco inchada e sensível e aumenta a sensação de dor.

Nunca - mas nunca mesmo - depile áreas feridas, queimadas ou irritadas nem reaproveite os produtos. Com essas informações preliminares em mente, escolha seu método - depilação a laser, cera quente, cera fria, creme depilatório, depilação elétrica, gilete - tome coragem e se livre dos pêlos. Para o resultado ser melhor, siga nossas dicas. E fique linda.

Depilação a laser
O mais avançado método para a redução prolongada dos pêlos. O processo envolve três sessões . Antes da depilação é aplicado um gel anestésico para evitar qualquer desconforto. O ideal é fazer a depilação em clínicas.

Cera quente
Ela não pode estar muito quente ao ser aplicada na pele, pois isso dilata os vasos. A textura ideal é a cremosa. Use uma espátula para distribuir a cera uniformemente. Estique a pele com uma mão e puxe a cera com a outra. . Passe sempre um gel pós-depilação para evitar irritações.

Cera fria
É a ideal para quem tem varizes ou tendência a desenvolvê-las. Não deixe o plástico com a cera sobre a pele por muito tempo. Puxe o plástico de uma vez, mesmo que sinta um pouco de dor. Se você for puxando aos poucos, corre o risco de ficar com sangue-pisado (semelhante a um hematoma) na região. Aplique gel pós-depilação e evite irritações.

Creme depilatório
Teste o produto em uma pequena região da pele antes de aplicá-lo de uma vez. Ele é um produto químico forte, por isso dissolve os pêlos. Sempre utilize os produtos pós-depilação que vêm junto com o creme - eles evitam futuras irritações e suavizam a pele.

Depilação elétrica
Se o aparelho escolhido for daqueles que arrancam o pêlo pela raiz, evite as regiões com dobras, como a virilha e as axilas -ele pode puxar sua pele, e isso vai doer. Os aparelhos costumam vir com um creme pós-depilatório. Não deixe de usá-lo. Se o aparelho for dos que apenas cortam os pelos, ele faz o mesmo serviço da gilete, só que a seco. Passe gel pós-depilatório para a pele não ficar irritada.

Gilete
Lave a pele com sabonete hidratante logo antes de depilar. Isso diminui os riscos de se cortar. Passe a lâmina suavemente sobre a pele - a força não vai "cortar mais" os pelos. Use e abuse do gel pós-depilatório para ficar com a pele suave e livre de irritações.

Fonte: Portal Fique Linda na coluna de "Dermatologia em Especialistas do Bemstar" por Dra. Yara Figueiredo. Minha Vida

Conheça a maratona emocional da reprodução assistida

Quando um casal recebe do médico o diagnóstico de infertilidade e a indicação de tratamento, muitas vezes, não faz a menor idéia do que vem a ser uma técnica de reprodução assistida. Ambos acreditam que, tão logo, iniciem o tratamento, terão a tão almejada criança em seus braços. Porém, a realidade nem sempre é assim.

Para a maioria dos casais, são necessárias várias tentativas de tratamento até a realização do sonho, visto que, a cada tentativa, as chances da técnica dar errado são maiores do que as de dar certo. No entanto, muitas pessoas iniciam o tratamento, acreditando que engravidarão "de primeira", negando para si próprias a possibilidade do "não".

Em geral, com o resultado negativo, o tamanho da frustração costuma ser de acordo com o da idealização, sendo bastante dolorido esse processo, até que o casal possa se recompor emocionalmente. Há casais que chegam a abandonar o tratamento ou têm dificuldades para reiniciá-lo, justamente por não desejarem passar por esse sofrimento novamente.

Outra situação bastante freqüente nos tratamentos de reprodução humana assistida é a troca de médico, quando a tentativa de engravidar não dá certo. É necessário haver um responsável ou um "culpado" por esse fracasso, porque, para muitos, é difícil aceitar que tentar algumas vezes pode fazer parte desse processo. Presenciamos, muitas vezes, que a imagem de quase "Deus", construída pelo casal para a figura do médico, de um momento para o outro, se inverte para a imagem do "Diabo", que passou a castigá-los.

Muito comum também durante o tratamento é o casal querer logo mudar de técnica, se não obtiver o resultado desejado. Em certos casos, mesmo com a indicação médica para continuarem com o mesmo procedimento, o casal acaba insistindo em realizar "algo mais avançado". Entretanto, já sabemos que as técnicas de reprodução humana assistida mais simples podem chegar a resultados positivos, e que quem decide o que pode ser melhor para cada caso são os profissionais que acompanham o casal. Há casais que tentam controlar o que não é controlável, e acabam quase que atropelando o saber do médico.

Tendo em vista os aspectos até agora expostos, percebemos o quanto os casais ficam fragilizados com a vivência do diagnóstico de infertilidade, sendo de extrema importância o suporte psicológico, desde o início do tratamento. O suporte emocional adequado pode auxiliar todo esse processo, tornando-o mais leve e "possível de vivenciar".

Cada casal tem uma história particular e, assim como existem os que engravidam logo na primeira tentativa, há também os que precisam tentar várias vezes, até o resultado positivo de gravidez, que jamais seria possível sem a persistência e o real enfrentamento dessa situação. Bem estar

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O uso incorreto de lentes de contato pode cegar

Lentes de contato são uma opção prática para muitas pessoas com problemas de visão. Mas especialistas alertam: seu mau uso traz risco de cegueira. Estudo conduzido pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier (Campinas), mostra que 2 em cada 10 brasileiros que usam lente de contato têm complicações na córnea.

Desde setembro tramita na Câmara Federal parecer do Conselho Federal de Medicina para que a prescrição de lentes seja feita exclusivamente por oftalmologistas. Queiroz Neto destaca que as complicações atingem mais quem compra lentes em farmácias ou óticas sem prescrição médica. "Para evitar ferimentos na córnea é preciso fazer vários exames. Nem toda pessoa pode usar lente de contato. Quem tem baixa produção lacrimal ou doenças alérgicas pode não ter boa adaptação", exemplifica.

Segundo o especialista, mesmo as lentes indicadas para uso noturno devem ser retiradas antes de dormir porque à noite a produção de lágrimas é menor. Dormir com lentes de contato ou usar além do tempo prescrito reduz a oxigenação da córnea. "Isso aumenta em até dez vezes a chance de contrair contaminação por bactérias que podem levar à ulcera corneana e à cegueira", diz.

Outro erro comum é lavar a lente e o estojo com soro fisiológico, em vez de usar soluções apropriadas. "O soro não contém conservantes e se torna um campo fértil para a proliferação de bactérias e fungos."

O oftalmologista recomenda, ainda, lavar cuidadosamente as mãos antes de manipular as lentes de contato. Outras providências importantes são trocar o estojo a cada quatro meses e nunca entrar no mar ou na piscina com as lentes. No caso de viagens de avião, elas devem ser retiradas se o voo durar mais de três horas. E, a qualquer desconforto, deve-se procurar oftalmologista. Viva Saúde

Saiba como clarear os dentes para um sorriso mais bonito

Que fatores influem na cor dos meus dentes?

Algumas pessoas nascem com dentes mais amarelados que outras. Outras têm dentes que se tornam amarelados com o tempo. A cor natural de seus dentes também pode ser afetada por diversos fatores. Manchas na superfície (chamadas pelos dentistas de manchas extrínsecas) e descoloração podem ser causadas por:

Tabaco (tanto fumado como mastigado);

Ingestão de café, chá, ou vinho tinto;

Ingestão de alimentos altamente pigmentados como cerejas e amoras;

Acúmulo de depósitos de tártaro resultantes da placa que endureceu.

Manchas internas (chamadas pelos dentistas de manchas intrínsecas)


Tratamento com o antibiótico tetraciclina durante o período de formação dos dentes;
Aparência amarelada ou acinzentada dos dentes, como parte do processo de envelhecimento;
Trauma nos dentes que podem resultar na morte do nervo do dente, conferindo-lhe a cor marrom, cinza ou preta;
Ingestão demasiada de flúor durante a formação dos dentes (desde o nascimento até os 16 anos), o que dá ao dente uma aparência manchada.

Quais as formas de se clarear os dentes?
Limpezas abrangentes realizadas por um dentista removerão a maior parte das manchas externas causadas pelos alimentos ou tabaco. A utilização de cremes dentais branqueadores também pode auxiliar a remover estas manchas superficiais nos intervalos das visitas ao dentista.

Se as manchas estiverem presentes durante anos, você pode necessitar de um clareamento realizado por um profissional, a fim de remover estas manchas externas mais insistentes.

Manchas internas podem ser clareadas, cobertas por facetas coladas ou totalmente recobertas (com uma coroa). Sendo cada um destes métodos seguros e eficazes, seu dentista irá recomendar qual o tratamento apropriado para você, dependendo do estado de seus dentes e dos resultados que deseja alcançar. Seu dentista levará em consideração:

O grau e tipo de mancha;
Quanto da estrutura dentária permanece (o dente está muito restaurado? Mudanças no formato dos dentes são necessárias ou desejadas?)..

Como funciona o clareamento dos dentes?
O clareamento pode ser feito tanto em um consultório dentário ou em casa, utilizando um sistema fornecido pelo seu dentista. Ambos os métodos utilizam um gel branqueador que oxidam a mancha. Durante o processo de clareamento, é normal que os dentes se tornem ligeiramente sensíveis.

Clareamento em casa
O clareamento em casa é o procedimento mais comum hoje em dia. Seu dentista faz um molde de seus dentes e prepara um suporte sob medida (moldeira), que você preenche com o gel branqueador e utiliza durante duas horas diariamente ou à noite, por cerca de duas semanas. Muitos kits de clareamento prescritos por dentistas atualmente contém uma solução de 10 a 15% de peróxido de carbamida. Quando feito sob a supervisão de seu dentista, o clareamento em casa é bastante eficaz.

Clareamento no consultório
Menos freqüente e mais caro, este procedimento demora de 30 minutos a uma hora por visita, e talvez você tenha que retornar várias vezes até obter o resultado desejado. A fim de proteger sua boca, uma substância em gel é aplicada em suas gengivas e um protetor de borracha é colocado em volta do colo dos dentes. Um agente oxidante (a solução branqueadora) é então aplicada em seus dentes. Algumas vezes uma luz especial é utilizada em intervalos de cinco minutos para ajudar a ativar o agente clareador.

Como funciona a aplicação de facetas?
Facetas coladas são feitas com um composto de resina ou porcelana para cobrir a superfície dos dentes manchados, e dar uma aparência homogênea aos dentes quebrados e de formato irregular. Existem duas técnicas básicas de revestimento:

Facetas de resina composta
Primeiramente, a parte frontal do dente é ligeiramente desgastada para evitar que o novo dente fique muito saliente. Sulcos microscópicos são feitos na superfície do dente por meio de um ácido suave. O composto de resina da mesma cor dos dentes vizinhos é aplicado e esculpido na forma, endurecido com uma luz polimerizadora e finalmente alisado e polido.

Coroa de jaqueta
Uma coroa de jaqueta é feita na mesma cor e formato de seu dente. A coroa de jaqueta de porcelana é geralmente mais forte, enquanto que a resina é mais barata. Para se colocar uma jaqueta de porcelana, o dentista primeiramente faz um molde do dente e o envia ao laboratório de prótese para fabricar a jaqueta, geralmente após já ter desgastado a parte frontal do dente. Em qualquer um dos métodos utilizados, o dente é preparado para o revestimento, tornando sua superfície frontal levemente áspera através de um suave ataque ácido. A jaqueta pode então ser colada ao seu dente através de um cimento apropriado.
Embora mais caro, o revestimento de porcelana oferece uma cor mais próxima à dos dentes vizinhos e dura em geral de cinco a dez anos.

Meus dentes recém clareados podem manchar?
Qualquer dente pode manchar, inclusive aqueles que sofreram os processos mencionados acima. A fim de prevenir o aparecimento de manchas, evite o cigarro, café, chá, vinho tinto e alimentos altamente coloridos. Além disso, escove seus dentes pelo menos três vezes ao dia com um creme dental branqueador. Saúde Bucal

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Mensagens Angels - Recados para Orkut

Falta de desejo nas mulheres tem solução

Noite mais fria, edredom e um companheiro perfeito: a combinação propícia para incendiar os lençóis. E, para as mulheres cuja única vontade é virar para o lado e dormir, a ciência traz novidades que prometem reacender a libido.
Elas não têm botão de liga e desliga. Na hora do prazer na cama, a combinação de alguns detalhes faz toda a diferença. “No pacote pró-sexo, entram autoestima elevada, mente tranquila e bom conhecimento do próprio corpo”, enumera o psiquiatra e professor de psicologia Alexandre Saadeh, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Sem contar uma enxurrada de hormônios e de outras substâncias químicas — além, é claro, de um parceiro dedicado, que esteja disposto a estimular pontos estratégicos.

Em outras palavras, vários fatores, psicológicos e orgânicos, servem de combustível para acender a vontade de transar na mulher. “Os hormônios femininos, como o estrogênio, e os masculinos, como a testosterona, têm um papel preponderante para que isso ocorra”, afirma a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Sim, as mulheres também produzem testosterona nos ovários e nas glândulas suprarrenais”, continua o ginecologista especialista em sexualidade humana Aurélio Molina, da Universidade de Pernambuco. “Quando seus níveis se encontram muito baixos, costumam acontecer alterações na libido.”

Assim, não é tarefa simples indicar um tratamento quando essa intrincada rede por trás da vontade feminina enfrenta temperaturas siberianas. Tratase do que os especialistas chamam de desejo hipoativo, um problema mais comum do que se imagina. Só para ter uma ideia, uma pesquisa realizada com 749 mulheres na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, revela que o desinteresse sexual acometia 33,2% das entrevistadas e a dificuldade de lubrificação, 21,5%. Felizmente, os cientistas estão próximos de soluções para que o termômetro do sexo volte a sinalizar somente tempo quente em quem passa por esse tipo de problema.

Uma das novidades é o flibanserin, droga desenvolvida pelo laboratório alemão Boehringer Ingelhein. Ela poderá ser a primeira pílula capaz de estimular o apetite sexual feminino. Sem previsão de lançamento, a Boehringer não tem ainda resultados definitivos sobre a molécula. “Ela modula a disponibilidade de serotonina”, explica Sonia Dainesi, diretora da filial brasileira da empresa. “Essa modulação do neurotransmissor encarregado de promover bem-estar leva a um aumento de dopamina, substância fundamental para instigar o interesse em transar.”

Diferentemente das pílulas masculinas que agem quase na mesma hora, o flibanserin levaria de seis a oito semanas para produzir efeitos. A droga começou a ser estudada pelos cientistas alemães nos anos 1990 com a promessa de ser um antidepressivo para fazer face à fluoxetina e similares. E, para surpresa geral, o flibanserin mandou as mulheres para a cama — para uma boa transa, bem entendido.


A depressão, vale ressaltar, está por trás de 40% dos casos de libido abaixo de zero, segundo uma pesquisa do Hospital das Clínicas de São Paulo. As oscilações do estrogênio durante o ciclo menstrual têm participação nessa gangorra do humor. E algumas integrantes da ala feminina são mais sensíveis à queda de suas taxas após a ovulação. Esse fenômeno derruba a concentração de serotonina. Aí, bate aquela tristeza e a atração pelo parceiro torna-se uma lembrança do passado. A fase crítica vem à tona na menopausa, quando os ovários encerram de vez a fabricação de estrogênio. “Então, a depressão geralmente dá as caras e arrasa com a libido”, avisa a psicóloga Carolina Fernandes, do Instituto Paulista de Sexualidade.

O chato é que a maioria das drogas contra esse problema da alma atua no sistema límbico, região do cérebro onde moram as emoções, afetando a vida sexual da paciente. A boa notícia é a desvenlafaxina, um antidepressivo recém-lançado no Brasil pelo laboratório Wyeth. “Ao contrário de muitos remédios da mesma classe, ele trata a depressão sem afetar o desejo”, garante Carmita Abdo. “Isso porque regula os neurotransmissores serotonina e noradrenalina de forma mais natural, sem interferir no impulso de ter relações.”

Outra consequência da queda vertiginosa do estrogênio é o ressecamento vaginal. Além de provocar dores na hora da penetração, a falta de lubrificação — até por causa disso — congela o ânimo em relação ao sexo. “O estrogênio também é importante para a produção de óxido nítrico, que dilata os vasos, melhorando a irrigação sanguínea nos órgãos genitais e proporcionando prazer”, explica Aurélio Molina. Ainda bem que, para esses casos, já existem géis à base do tal óxido, capazes de incrementar a excitação e, ainda por cima, preservar a umidade natural da vagina. Sem contar adesivos de testosterona, que devem ser usados somente com prescrição médica.

Por fim, os dilemas psicológicos muitas vezes interferem à beça na disposição para a transa. “Diante de estresse, ansiedade e baixa autoestima, o desejo sai de cena”, confirma Alexandre Saadeh. Aqui, a psicoterapia comportamental pode ser a saída. “Ela incentiva a pessoa a conhecer o próprio corpo e a refletir sobre seus conflitos e inseguranças”, afirma o psiquiatra Aderbal Vieira Júnior, da Universidade Federal de São Paulo. Ninguém está condenado a uma vida sexual morna. Se o fogo apagou, o primeiro passo é procurar um ginecologista para checar se está tudo ok com a saúde física. Talvez seja o caso de mudar o contraceptivo (veja o quadro à direita). Uma coisa é certa: os recursos disponíveis hoje reaquecem o clima debaixo do edredom.


Adriana Toledo

Bem-estar embrulhado com papel e fita

Símbolo de afeto, o presente ajuda a expressar sentimentos. E dar uma lembrança, está provado, ativa no cérebro as áreas ligadas a mecanismos de recompensa. Por isso, o gesto falaFala direto ao coração e... traz prazer. Pesquisadores da Universidade do Sul da Dinamarca comprovaram algo que o filósofo Sêneca, contemporâneo de Jesus Cristo, já dizia há mais de 2 mil anos: “Muitas vezes, uma pequena oferta produz grandes efeitos”. Por meio de ressonância magnética, eles descobriram que a mera imagem de um embrulho bonito já desencadeia um turbilhão de reações cerebrais. O estudo, publicado na conceituada revista inglesa New Scientist, revela que a visão do pacote aciona áreas de comunicação verbal, como o giro fusiforme esquerdo, usado na leitura, e o córtex frontal inferior, responsável por dar significado às coisas.

Para psiquiatras e psicólogos, esse é o retrato do afeto na massa cinzenta. “Presentear faz parte da natureza humana e é um gesto que dá tanto sensação de bem-estar a quem dá como a quem recebe”, diz a psicóloga Maria Cristina Dotto, da Universidade de São Paulo. O curioso: as respostas cerebrais são mais intensas quanto maior for a proximidade do objeto ofertado com símbolos de carinho. “Dessa maneira, uma rosa pode fazer muito mais efeito no cérebro do que um carro último tipo”, explica a psicóloga.

Para o neurocientista Jorge Moll, coordenador do Centro de Neurociências da Rede Labs-D’Or, no Rio de Janeiro, os presentes fazem parte da história da evolução humana. “Nós desenvolvemos comportamentos pró-sociais, isto é, que demonstram características de cooperação social e reciprocidade, para aumentar as chances de sobrevivência da espécie.” Para muitos especialistas, isso justificaria as reações de prazer observadas no cérebro.

Não é pelo fato de o hábito de presentear estar relacionado a sensações positivas que se deve cair na tentação de banalizá-lo. O psiquiatra Geraldo Possendoro, professor de medicina comportamental na Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp, opina: “A recompensa material permanente, como a daqueles brinquedos mais baratos comprados por qualquer motivo, estimulam o prazer imediato e o materialismo, o que nunca é bom”. Segundo ele, no mundo moderno, o pacote bonito bem que poderia ser substituído por tempo. “É preciso arranjar alguns momentos para estar ao lado de quem a gente ama. Abraçar e beijar os filhos, dizer quanto eles são importantes não deixa de ser uma maneira de presentear e ser presenteado — com pacotes de carinho.” Fique claro: o que os cientistas dinamarqueses enxergaram como reação a embrulhos coloridos na verdade também aparece em outras manifestações que têm como pano de fundo a generosidade — o saber dar e o saber receber. “Há experiências mostrando respostas cerebrais muito parecidas em quem realiza trabalhos voluntários”, lembra Jorge Moll. “O engajamento em causas sociais, quando o indivíduo consegue doar um pouco de si mesmo, está relacionado não apenas ao bem-estar psicológico como ao próprio aumento da longevidade.” Em grande parte, isso acontece porque há uma redução do estresse quando o cérebro vivencia essas reações de recompensa. E, afinal, quem vive mais estressado tende a apresentar uma série de problemas de saúde.

Jorge Moll está entre os pesquisadores que já mapearam os efeitos da generosidade no cérebro. “Em nosso estudo, trabalhamos apenas com doações anônimas, ou seja, com gente que não pretendia impressionar a pessoa presenteada para ganhar em troca qualquer coisa, como reputação ou prestígio.” Junto com uma equipe de cientistas dos Institutos Nacionais de Saúde, em Bethesda, nos Estados Unidos, ele demonstrou que as doações fizeram o córtex subgenual, muito ligado a sentimentos tão prazerosos quanto o da mãe que olha amorosamente para o seu bebê, funcionar intensamente. Então, ciente disso tudo, aproveite esta época do ano: conecte-se com as sensações de alegria e realização embutidos no presente escolhido com carinho. Ele é a sua forma particular de dizer o que sente pelos outros.

FABIANA PARAJARA

Continuar trabalhando depois da aposentadoria faz bem

Essa estratégia ajuda a manter a saúde do cérebro, que fica menos vulnerável ao Alzheimer.
Tem gente que não vê a hora de se aposentar para dar o chute inicial em um novo projeto de vida — o sonhado plano B. E há quem, apesar da baixa na carteira profissional, nem pensa em ficar na reserva. Para todos, a boa notícia é: deixar para pendurar as chuteiras mais tarde posterga a perda de memória. O estímulo para continuar pegando no batente veio de um estudo do Instituto de Psiquiatria do King’s College London, na Inglaterra.

Depois de analisar os dados de 1 320 pessoas com demência senil, os pesquisadores constataram que, mais do que o nível de educação e o tipo de trabalho, aqueles que suaram a camisa por períodos mais longos demoraram igualmente mais para apresentar os primeiros sintomas da doença. A cada ano extra de serviço, a investigação apurou seis meses de lambuja das lembranças.

As habilidades mentais exigidas para resolver as encrencas e desafios do dia a dia de uma corporação, por exemplo, ajudam a malhar o cérebro. “Como toda atividade intelectual, isso provoca maior oxigenação dos circuitos neurais, produção e liberação de neurotransmissores. E ativa as sinapses, local de contato entre os neurônios, reduzindo o risco de morte dessas células”, explica Wagner Gattaz, presidente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

É verdade que quem trabalha por mais tempo são as pessoas que se sentem melhor. “Daí vem a boa pergunta: é o trabalho que conserva a saúde ou a saúde que sustenta a força de trabalho?”, questiona Paulo Caramelli, neurologista e professor da Universidade Federal de Minas Gerais. Os estudos precisam se aprofundar para encontrar a resposta. Seja ela qual for, a ordem é prosseguir com o jogo. Mesmo que em um ritmo mais leve, até porque prazer também é fundamental. E melhor ainda: uma das novidades na prevenção do Alzheimer defendida no último Icad (International Conference on Alzheimer’s Disease), o grande congresso sobre o tema, que aconteceu em julho, em Viena, capital austríaca, foi a possibilidade de o trabalho retardar os sintomas dessa degeneração neurológica mesmo que a gente só se atente para isso aos 50 anos.

Para os que estavam de pijama sem nada mais interessante para fazer, ainda é hora de levantar do sofá e recomeçar o bate-bola. “Sabe-se que de 10 a 15% dos indivíduos se aposentam com um transtorno cognitivo leve, algo que não chega a atrapalhar sua rotina, mas já denota falhas nas recordações. Se o estilo de vida não mudar, em um ano aumenta-se o risco de desenvolver Alzheimer”, lembra Gattaz.

Acenda o raciocínio

O perigo de a demência aparecer evolui com a idade — depois dos 65 anos, dobra a cada cinco. “E diminui à medida que se incluem na rotina atividades cognitivo-intelectuais, exercícios físicos, dieta apropriada, prazer e controle dos fatores de dano vascular como hipertensão, diabete e colesterol alto”, entusiasma-se Caramelli. “A aposentadoria é uma conquista, o começo de uma nova fase. Mas cuidado: não desligue o cérebro”, alerta o especialista. Esse segundo tempo vale ouro.

E a grana?

É preciso garantir o básico com a aposentadoria, ok. Então, além do INSS, o consultor financeiro Paul Lesbaupin, de São Paulo, fez um cálculo de quanto aplicar por mês na previdência privada para engordar a renda mensal vitalícia com R$ 500. Ao imaginar que a aposentadoria virá aos 55 anos, se você tem 40, poupe R$ 530 por mês durante 15 anos. Para os que estão na casa dos 45, R$ 900 por dez anos. E, para os cinquetinhas, R$ 2 025 por cinco anos. Quer dobrar a renda? Duplique a poupança.

Kátia Stringueto e Diogo Sponchiato

A cada 10 segundos morre alguém no planeta por doenças relacionadas ao diabetes

Essa substância é um hormônio vital, pois tem a função de conduzir às células a glicose que servirá de combustível para seu metabolismo. Na falta ou diminuição da insulina, esse trabalho é comprometido e os níveis de açúcar no sangue D cam acima do normal, causando danos ao organismo. O tipo 2 é o caso de Pichinin e de 90% dos diabéticos do mundo inteiro, que costumam desenvolver a doença a partir dos 40 anos. Nesse caso, a insulina existe, mas não funciona direito. A conseqüência é a mesma: parte da glicose ingerida continua na corrente sangüínea e fazendo estragos.

As causas do diabetes ainda são um mistério para a ciência, mas se conhece bem o que pode desencadear a doença. Predisposição genética, obesidade e sedentarismo - esse trio é explosivo para a saúde e dá pistas de quem corre risco de ter o tipo 2. E aí também está a resposta para o alto índice de diabéticos no mundo. "A doença é um reG exo de hábitos pouco saudáveis que temos hoje em dia, como falta de exercícios e alimentação desequilibrada", alerta o médico Alexandre Hohl, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). De fato, peso em excesso e corpo parado têm tudo a ver com diabetes - estima-se que 60% a 90% dos diabéticos do tipo 2 são obesos.

INIMIGA SILENCIOSAA melhor maneira de escapar de uma doença é ficar atento aos sintomas, certo? No caso do diabetes não é tão simples assim. Os sintomas clássicos são: sede exagerada, vontade constante de urinar, fome além do normal, perda de peso e fadiga inexplicável. Porém, em alguns casos, os alertas enviados pelo corpo são muito sutis ou passam despercebidos pelos pacientes. "Eu tinha muita sede, suava em excesso, urinava com freqüência, mas achava tudo isso normal", lembra Pichinin.

Quando alguém não dá a devida atenção a esses sintomas, o diabetes tem sinal verde para agir. Silenciosamente, vai causando danos ao organismo - pode deteriorar vasos sangüíneos e nervos e, com isso, comprometer o funcionamento de diversos órgãos. Se continuar atuando livremente, com o tempo provoca conseqüências graves, como cegueira, insuficiência renal, infarto do miocárdio e amputações.

Nos homens, um dos efeitos mais sérios do diabetes não controlado é a disfunção erétil, que é a dificuldade ou incapacidade de manter a ereção por muito tempo. Segundo o urologista Aguinaldo Nardi, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, 75% dos homens diabéticos no mundo apresentam o problema. No Brasil os números também são alarmantes: 62% dos pacientes têm algum grau de disfunção erétil. E os prognósticos não são nada bons. "Estima-se que 50% dos homens com diabetes vão ter disfunção erétil após dez anos de diagnóstico", afirma ele.

O caminho para fugir das estatísticas é detectar a doença o quanto antes. Os especialistas recomendam fazer exames periódicos para quem tem mais de 40 anos, pois a incidência do tipo 2 é maior a partir dessa idade. "Mesmo sem apresentar os sintomas clássicos, se a pessoa passou dos 40, vem ganhando peso, é sedentária e tem casos de diabetes na família, vale a pena fazer um checkup periódico", recomenda Alexandre Hohl.

Na prática nem sempre é assim. Muita gente costuma esperar as conseqüências do diabetes se manifestarem para só depois procurar o médico. No caso dos homens, é comum eles recorrerem aos consultórios para tratar a disfunção erétil, e só então descobrem que a origem do problema está nos altos níveis de glicose. Por sorte, medicamentos orais podem melhorar a vida sexual dos diabéticos. Mas os remédios não agem sozinhos, e o melhor é não precisar recorrer a eles, detectando a doença o quanto antes e aprendendo a lidar com ela.

MENOS AÇÚCAR, MAIS EXERCÍCIOSA fórmula para controlar o diabetes é simples e começa com três passos vitais: adotar uma dieta equilibrada, manter o peso na linha e praticar exercícios físicos regularmente. Os diabéticos também precisam monitorar constantemente a glicose no sangue. E, dependendo do caso, é necessário utilizar medicamentos orais ou recorrer à insulina para manter as taxas equilibradas.

Pacientes do tipo 1 precisam de doses diárias de insulina para garantir que o açúcar ingerido por meio dos alimentos entre nas células e sirva de combustível ao corpo. Os do tipo 2, que representam a maioria, nem sempre necessitam da chamada insulinização. Em geral, medicamentos especíícos resolvem o problema, melhorando a ação do hormônio produzido no pâncreas. "Mas, após 10 ou 15 anos de doença, grande porcentagem dos diabéticos do tipo 2 também precisa tomar insulina", explica o endocrinologista Sérgio Atala Dib, coordenador do Centro de Diabetes da Escola Paulista de Medicina. É aí que muita gente reclama. Afinal, ninguém gosta de receber picadas todo dia. Para acabar com esse desconforto, novos mecanismos de aplicação de insulina, como canetas e inaladores, estão substituindo as tradicionais seringas e ampolas.

Uma dieta saudável também é essencial para quem tem diabetes ou está a um passo do problema (essa condição é chamada de resistência à insulina, quando as células não respondem bem ao hormônio secretado pelo pâncreas e os níveis de açúcar começam a subir). No cardápio diário é importante evitar alimentos que elevam muito a concentração de glicose no sangue (doces) e investir no consumo de verduras, legumes e cereais integrais, que ajudam no controle glicêmico. "O ideal é manter uma dieta com cerca de 50% de carboidratos complexos (encontrados no pão, arroz, feijão e macarrão), 30% de gorduras não-saturadas (carnes vermelhas, queijos amarelos) e 20% de proteínas (encontradas em frangos, peixes e ovos)", diz Sérgio Atala Dib.

Os cuidados também envolvem atividade física. Em diabéticos do tipo 2, a prática regular de exercícios aumenta a sensibilidade à insulina e ajuda a reduzir os níveis de glicose. É um duplo benefício, sem falar que faz bem para o coração, os pulmões e para o bom funcionamento do corpo. Vale caminhar, correr, nadar e andar de bicicleta, desde que não haja contraindicação do médico (veja quadro abaixo). Por fimm é fundamental controlar o peso e, se for o caso, queimar a gordura em excesso.

Pichinin seguiu todas essas recomendações. Seis meses depois de ser diagnosticado com diabetes do tipo 2, o empresário perdeu 20 quilos. De sedentário, passou a fazer caminhadas e a praticar taichi chuan regularmente. Além da melhora na auto-estima, ele sentiu que sua vida mudou quando adotou os novos hábitos. "Hoje me alimento melhor, tenho mais disposição e sou uma pessoa muito mais saudável do que antes", diz ele. Os médicos esperam que milhões de outras pessoas façam o mesmo e também aprendam a conviver com o diabetes, o que garantirá maior expectativa de vida a elas. O aposentado Natalício Silva Barão, de 74 anos, é um exemplo. Ele monitora a glicose constantemente, aplica insulina, tem novos hábitos alimentares e faz musculação três vezes por semana. Desde que foi diagnosticado com diabetes do tipo 2, aos 55 anos, não sofreu nenhuma das temidas complicações decorrentes do problema. O segredo? "Percebi que é muito arriscado não se cuidar. Diabetes é uma doença traiçoeira, por isso estou sempre de olho nela", recomenda


MENSEALTH

O impacto das cores nas nossas emoções

Os chineses devem estar certos em considerar o vermelho a cor da sorte. E agora a ciência assina embaixo — ao menos para esportistas. Uma pesquisa conduzida pelo Departamento de Psicologia do Esporte da Universidade de Münster, na Alemanha, observou que o uso de indumentárias dessa cor aumentava as chances de vencer numa luta marcial.

Os cientistas mostraram a 42 experientes árbitros dessa prática esportiva vídeos de combates em que um atleta vestia vermelho e o outro, azul. Depois, usando os mesmos vídeos, mas trocando a cor da vestimenta por meio de manipulação digital, os cientistas apresentaram novamente as imagens aos juízes. Resultado: eles deram 13% mais vitórias aos competidores de vermelho. “O experimento constata que existe realmente uma preferência do cérebro por essa cor”, diz Christina Joselevitch, pesquisadora do Laboratório de Psicofi siologia Sensorial do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Embora essa não seja a primeira vez que a coloração carmim influencie no esporte — anos atrás antropólogos da Universidade de Durham, no Reino Unido, avaliaram os jogos das Olimpíadas de Atenas e constataram que, quando os atletas tinham o mesmo preparo físico, o fato de o uniforme ser colorado ajudava a desempatar a competição. “O tom vermelho intimida. Da mesma forma que cobrir-se com ele pode melhorar a autoconfi ança”, afi rma Christina.

A predileção por essa cor teve início no nosso processo evolutivo. “Há 30, 40 milhões de anos, após um grande degelo, surgiram as primeiras frutas coradas, e, para distingui-las, os primatas sofreram uma mutação na retina. Antes só enxergavam o azul e o verde”, explica a pesquisadora. As mucosas do corpo também fi cam mais rubras quando excitadas. Por tudo isso faz sentido interpretar a tonalidade sanguínea como a da sobrevivência ou, em outro extremo, a do perigo — o rubor na face de alguém enraivecido que o diga —, além de estar associada à reprodução. Ah!, sim, o adjetivo picante do matiz tem tudo a ver com esse último tópico.

Vivemos em um mundo colorido. E, mesmo que a gente mal repare, as cores tingem nosso campo de visão e invadem o cérebro, infl uenciando-o para o bem ou para o mal, quer você queira, quer não. Mas, depois de saber que o matiz do fogo incendeia nossas emoções, a pergunta que se segue é: como as outras cores afetam nossa mente e bem-estar?

A curiosidade de muitos cientistas ainda não foi saciada. “Embora a pesquisa alemã tenha confi rmado que interpretamos as tonalidades de forma diferente, falta o embasamento para explicar por que uma parede amarelo ovo incomoda muito mais gente do que um tom de palha, por exemplo”, brinca Christina Joselevitch.

A neurocientista Claudia Feitosa Santana, que desenvolve seu pós-doutorado em visão humana das cores na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, tem, no entanto, uma boa justificativa para nos sentirmos bem em lugares claros: “Precisamos da luz do dia. E o que é essa luz? Fisicamente é uma somatória de todas as frequências de onda que formam o espectro solar e que resulta em branco”. Daí o conforto de ambientes cândidos. “Mas, detalhe, se o tom for asséptico, impessoal demais, a sensação poderá ser desagradável, justamente porque se distancia da luz natural”, diz.

Explorar essa ação cromática é uma missão para especialistas em marketing, semiótica, a ciência dos símbolos, ou arquitetura. Seja na hora de bolar um anúncio, sinalizar o perigo, decorar a casa, seja para tornar um hospital menos árido. Nesse último caso, a escolha de mensagens calmas como o azul e o verde-água tem a intenção de apaziguar o paciente. Já o rosa ou o escarlate podem levar à confusão em um diagnóstico. “Esse problema já aconteceu em uma ala pediátrica com paredes rosadas. É que o rosa, como o vermelho, provoca um efeito colateral que é o de esverdear o entorno, até a pele”, alerta Claudia.

O crédito das cores nunca está, é bom frisar, destacado do seu contexto. Isso interfere enormemente na percepção visual. “E é um dos maiores motivos pelos quais é muito difícil afi rmar que tal cor é melhor ou pior para determinada coisa”, esclarece Claudia. A pesquisadora se refere principalmente às experiências que podem alterar uma qualidade. Se você morava numa casa laranja e foi muito infeliz lá, pode ser que não queira usar esse tom na sua roupa.

“As cores são interpretações do nosso cérebro, que reúne informações das frequências de ondas recebidas e os dados guardados na nossa memória”, traduz Edson Amaro, responsável pelo Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, e professor do Departamento de Radiologia da Universidade de São Paulo. Em resumo: cor é vital, mas não é tudo. Se fosse, o Brasil nunca seria pentacampeão do mundo vestindo azul e amarelo. A Rússia teria mais chances.

SAÚDE

É possível ser uma mãe que trabalha mais feliz

A missão de conciliar filhos e carreira parece (muito!) complicada? Duas autoras norte-americanas entrevistaram mais de mil mães e contam aqui como você pode fazer isso sem abrir mão da sua felicidade

Um dos grandes desafios que toda mãe que trabalha fora enfrenta é encontrar um equilíbrio entre filhos e carreira. Você organiza a rotina da família, tem sempre um plano B e um C, se desdobra para chegar cedo em casa e fazer a lição com seu filho, torce para a festa da escola ser aos sábados (e você não precisar trabalhar), segura a emoção toda vez que ele liga dizendo que está com saudades e por aí vai. Fora tudo isso, ainda tem que lidar com as suas expectativas – e a dos outros – em relação ao que você pode e o que não consegue fazer. Você quer que tudo dê tão certo que a sua felicidade, às vezes, não figura na lista das prioridades. Mas deveria. Mães mais felizes no trabalho criam filhos mais felizes. Esse é o principal argumento de uma dupla de mães norte-americanas que está fazendo sucesso nos Estados Unidos (EUA). Cathy L. Greenberg, fundadora da h2c Happy Companies Happy People (h2c Empresas Felizes, Pessoas Felizes), e Barrett S. Avigdor, advogada especializada em liderança e estratégia, entrevistaram mais de mil mães de diversos países, entre eles o Brasil. Todas, na época, estavam no mercado de trabalho. Com o material em mãos, escreveram What Happy Working Mothers Know (O que as mães felizes que trabalham sabem, em tradução literal para o português). Recém-lançado nos EUA, já entrou na lista de best-seller dos jornais The New York Times e Wall Street Journal. Em entrevista exclusiva à CRESCER, elas contam como você pode achar esse equilíbrio e ser ainda mais feliz.

“As pesquisas mostram – e todas sabemos – que nossos filhos não são feridos porque suas mães trabalham. As crianças prosperam quando as mães são felizes”

CRESCER: Existe um segredo para trabalhar e ser uma mãe feliz?
Barret Avigdor: Uma das maneiras é achar o significado que seu trabalho tem para você e para as pessoas que convivem com você. As mães mais felizes que trabalham são aquelas que, de fato, amam o que fazem. Se tudo o que você receber em troca de seu trabalho é um cheque de pagamento, você está mal – não importa o quanto faça. Muitas pessoas escolhem trabalhos que elas adoram, mas depois ficam tão atribuladas que esquecem o que gostam. Se você achar essa resposta, vai ficar mais fácil se despedir do seu filho para ir ao trabalho todos os dias. Outra dica importante é construir uma rede de suporte. O maior estresse para as mães que trabalham é quando o filho fica doente e elas não podem faltar no serviço. Toda mãe deveria ter mais de uma pessoa de confiança que pode cuidar da criança quando ela precisa trabalhar. Pode ser o marido, uma das avós ou algum amigo.

Cathy Greenberg: Acredito que você precisa ser honesta com você mesma. Tem de saber por que decidiu ser uma mãe que trabalha e manter essa rede de suporte. Mães solteiras precisam se dedicar ainda mais nessas questões, ter planos de como gerenciar esses problemas com trabalho e finanças. Se você já se planejou e sabe com quem pode deixar seu filho doente, por exemplo, seu nível de estresse será menor. A felicidade requer planejamento e um pouco de flexibilidade. Ninguém é perfeito.

CRESCER: A culpa é um problema. Como lidar com ela?
B.A.: Sim, a culpa é um grande obstáculo para a felicidade. Ela surge de tentativas de viver com expectativas irreais ou expectativas que os outros impõe a você. Por isso, no livro nós falamos sobre as supermães. Muitas mulheres que trabalham pensam que elas precisam ser perfeitas em tudo – mães perfeitas e profissionais perfeitas. Nós demandamos a perfeição em nossa vida mais do qualquer outra pessoa. Quando começamos a cuidar das nossas vidas como sendo a nossa melhor amiga, a culpa desaparece.

C.G.: A culpa é imposta. Nós temos o poder de livrar-nos dela se criarmos limites saudáveis – assim não comprometemos demais a nossa vida – se aprendermos a dizer NÃO e confiarmos, sem voltar atrás, na nossa decisão.

CRESCER: Muitas pessoas não entendem – nem respeitam – a decisão das mães de continuar trabalhando. O que elas podem fazer?
B.A.: Para ser feliz, nós precisamos viver uma vida que seja condizente com nossos valores, e não com os valores dos nossos pais, parentes ou amigos. Isso pode ser difícil, mas muitas mulheres que entrevistamos para fazer o livro contaram que, quando elas tentaram viver de acordo com as expectativas dos outros, se sentiram miseráveis.

CRESCER: Algumas mulheres pensam que depois de se tornarem mães, com a nova rotina, vão ter de desistir de crescer no trabalho...
B.A.: As mulheres mais felizes são aquelas que estabelecem o ritmo da própria carreira. É como falamos: você precisa viver alinhada com seus valores. Para algumas mães que trabalham, é uma possibilidade desacelerar ou até parar de trabalhar um tempo e depois voltar a cuidar do crescimento da carreira. Se você decide desacelerar, precisa aceitar o preço disso. Você tem que se perguntar honestamente se vai se sentir bem vendo seus colegas avançarem enquanto você tem mais flexibilidade e fica mais tempo com seu filho. Não existe uma resposta certa ou errada, toda mãe tem que fazer essa escolha. E tem que ser uma decisão sua, não uma decisão sob pressão do marido ou da família. Por outro lado, mais e mais empregadores estão aprendendo o valor de reter ou recontratar essas mulheres. A maternidade é um treino de liderança. Como mãe, você tem que tomar decisões, estabelecer uma direção e resolver disputas – todas as coisas que líderes têm de fazer.

CRESCER: Vocês dizem que mães que trabalham constantemente duvidam das decisões que tomam. Elas deveriam confiar mais no “instinto feminino”?
B.A.: Sim!!! Na medida em que crescemos, nos falam para deixar nossas emoções de lado quando, na verdade, elas fazem uma diferença valiosa nas nossas decisões. Você pode usar a lógica para analisar um problema e trazer uma solução, mas se aquela decisão causa um aperto no seu estômago, seu corpo está dizendo que aquilo não está certo. O melhor empreendedor (aqui me refiro aos homens) sempre fala de “ter faro para os negócios”, que é o jeito masculino de descrever a intuição feminina. As melhores decisões são resultado de uma combinação entre razão e emoção. Outra coisa para ter em mente é que aprendemos com nossos erros, então, mesmo que você tome uma decisão errada, alguma coisa boa vai surgir daquela situação. Crescer

Deixar de fumar sem cuidar do peso pode aumentar risco de diabetes, diz estudo

Um estudo americano sugere que deixar de fumar pode aumentar os riscos de desenvolver a diabetes do tipo 2 em até 70%, já que os ex-fumantes tendem a ganhar peso.

Os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, no Estado de Maryland, monitoraram 10.892 adultos de meia-idade durante 17 anos.

Segundo os resultados, publicados na revista científica Annals of Internal Medicine, nos seis primeiros anos após abandonar o cigarro, o ex-fumante corre 70% mais riscos de sofrer da doença em comparação com pessoas que nunca fumaram.

Mas ainda de acordo com os especialistas, o risco de desenvolver a diabetes do tipo 2 é mais alto nos três primeiros anos após a suspensão do cigarro.

A média anual de participantes que deixaram de fumar e começaram a sofrer de diabetes nesse período de 36 meses foi de 1,8%.

Também nesse intervalo de três anos, os ex-fumantes engordaram em média 3,8 kg.

De maneira geral, os que fumaram mais, e os que engordaram mais após parar de fumar, foram os que apresentaram os mais altos riscos.

Dez anos após abandonar o cigarro, os riscos de desenvolvimento da diabetes do tipo 2 voltaram à média normal para os ex-fumantes.

Os que não deixaram de fumar apresentaram um aumento constante de 30% nos riscos de desenvolver a doença em comparação com não fumantes.

'Desculpa'
Os autores do estudo enfatizam que os resultados não devem ser usados como desculpa para que o fumante não abandone o cigarro, uma vez que quem fuma corre mais riscos de desenvolver uma série de doenças, inclusive diabetes.

Para os especialistas, o estudo mostra apenas a importância do controle do peso quando a pessoa abandona o cigarro.

"Se você fuma, desista de fumar. É a melhor coisa a fazer", disse uma das pesquisadoras envolvidas no estudo, Jessica Yeh. "Mas as pessoas também têm de prestar atenção ao seu peso".

Açúcar
A diabetes do tipo 2 ocorre quando o corpo não consegue produzir insulina suficiente ou não pode utilizá-la de maneira apropriada, o que resulta em um descontrole nos índices de açúcar no sangue.

Se não for tratada, ela pode levar a complicações sérias, como cegueira, falência dos rins e danos no sistema nervoso.

A obesidade é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da diabetes.

Os pesquisadores recomendam que médicos tenham em mente a importância do controle do peso em pacientes que planejam abandonar o cigarro.

Ex-fumantes tendem a engordar porque o cigarro inibe o apetite.

"Os pesquisadores estão certos de que fumantes devem abandonar o cigarro, mas se você fuma muito ou se já está acima do seu peso, talvez seja melhor aumentar os exercícios quando você parar", disse Martin Dockrell, representante da entidade britânica contra o fumo Ash.

Natasha Marsland, da ONG Diabetes UK, destacou que os resultados não devem ser usados como desculpa para desistir de fumar.

"Os benefícios de deixar de fumar para a saúde são muito maiores do que o risco de desenvolver diabetes do tipo 2 quando o ganho de peso é modesto e de curto prazo", disse. Uol Sáude

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Nove exercícios ideais para praticar no verão

Com a chegada da estação quente, muitos esportes ganham adeptos por terem a cara do verão. Bolas, raquetes, bicicletas, pranchas entram em cena, principalmente ao ar livre.

Porém, o calor exige alguns cuidados redobrados na hora de praticar exercícios. Alimentação leve e balanceada, preparo físico para treinos mais pesados e proteção solar são algumas das recomendações. Confira nove sugestões de esportes e aulas que vão agitar as suas férias e turbinar sua saúde.

Hidro Kick Boxer: boxe na água--O que ela faz por seu corpo: a modalidade utiliza a resistência da água para intensificar os movimentos, promovendo a tonificação dos músculos e secando as gordurinhas. -Calorias perdidas por aula (50 minutos): 500 Kcal. -Cuidados: "A resistência que a água oferece provoca a queima calórica e a contração da musculatura para vencer o obstáculo, porém, é preciso uma alimentação saudável, já que as aulas são puxadas", aponta o professor Antônio Aboarrage, da academia Estação do Corpo, do Rio de Janeiro. Msn

Não seja vítima do colesterol alto e nem dos boatos sobre ele

Você está dentro do peso ideal, mantém uma dieta balanceada e não deixa de praticar exercícios. Por conta disso, sente-se livre do colesterol alto. Infelizmente, este mal silencioso não é assim tão simples de evitar. As causas genéticas e a ausência de sintomas explicam os números que tanto assustam os especialistas: no Brasil, por volta de 40 milhões de pessoas estão com as taxas de colesterol alteradas. Deste grupo, somente 200 mil (ou 0,5%) estão em tratamento, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Não é espantar, portanto, que o assunto provoque cada vez mais interesse. Basta tocar no assunto, que alguém cita uma receita infalível para combater a doença ou cita a história de um parente que se desdobra para vencer o problema. O pior? Dificilmente as informações coincidem. Ovos, vinho tinto, o poder da berinjela e até o próprio conceito e colesterol rendem debates que, muitas vezes, terminam com mais confusão do que esclarecimento. Antes que você caia em mais uma dessas discussões, confira abaixo a opinião dos especialistas sobre alguns dos tópicos que fazem mais sucesso e provocam os ânimos.

A polêmica do vinho tinto
O consumo moderado de vinho tinto é seu aliado para o controle do colesterol. As uvas roxas contêm flavonóides, substâncias que protegem o coração contra as placas de gordura que podem se formar nas paredes das artérias (os ateromas). Mas os benefícios não param aí: outra substancia, chamada resveratrol, dilata os vasos sanguíneos e melhora a circulação, além de aumentar o HDL (bom colesterol).

Mas se há tantas vantagens, por que a moderação? Devido à presença do álcool, que sobrecarrega o fígado para ser metabolizado (justamente a mesma glândula responsável pelo equilíbrio dos níveis de gordura no sangue). Para quem está com as taxas balanceadas, um cálice diário de vinho é boa pedida. "Já pacientes em tratamento precisam conversar antes com o médico antes de acrescentar a bebida na rotina (até porque ela pode atrapalhar o efeito dos medicamentos usados no controle da doença)", afirma o cardiologista Francisco Antonio Fonseca, da Unifesp. Enquanto o dia da consulta não chega, portanto, usufrua dos benefícios tomando um copo de suco de uvas ele traz as vantagens da fruta sem os riscos do álcool.

Fim da condenação dos ovos
Condenados por muitos anos, os ovos não são tão nocivos como muita gente ainda pensa "Os 200mg. de colesterol da gema não chegam a ser um perigo numa dieta balanceada. Além disso, os ovos são uma fonte de proteína insubstituível no cardápio do brasileiro", afirma o cardiologista. E não é só isso: atualmente, os pesquisadores dedicam-se a entender o papel de uma substância conhecida por fosfolipídio, presente na gema, e que impediria que seu organismo acumulasse o colesterol contido na gema. Comer ovos três vezes por semana é a indicação médica para pessoas saudáveis.

Colesterol, todo mundo tem
O colesterol é um membro da família dos lipídios esteróides e, na sua forma pura, é um sólido cristalino, branco, insípido e inodoro. Apesar da má fama, é um composto essencial para a vida, estando presente nos tecidos de todos os animais. "Sem colesterol, não é possível viver, já que é um dos componentes básicos do sistema nervoso e das membranas celulares, e ainda, participa na formação de alguns hormônios, da vitamina D e da bile (produzida pelo fígado)", afirma a nutricionista Solange de Oliveira Saavedra, do Conselho Regional de Nutricionistas (CRN) - 3ª Região (São Paulo e Mato Grosso do Sul).

O colesterol é obtido por meio de síntese celular (colesterol endógeno, sintetizado pelo fígado: 70%) e da dieta (colesterol exógeno: 30%). Com exceção das pessoas que herdaram os excessos por causas genéticas, as taxas altas são resultado da alimentação desregrada e do sedentarismo.

A pílula em xeque
O anticoncepcional, à base de estrógeno e progesterona, pode interferir nos níveis de colesterol. Isso porque a progesterona aumenta o LDL (colesterol ruim) e diminui o HDL (colesterol bom). Mas a alteração é suave é, geralmente, só atrapalha mulheres com tendência ao problema.

Mais uma do cigarro
O cigarro diminui a capacidade que o organismo tem de remover o excesso de colesterol. "As partículas tóxicas prejudicam a ação do HDL e, dessa maneira, fazem com que os níveis de gordura aumentem", afirma o cardiologista da Unifesp.

Vai uma berinjela aí?
A berinjela é um vegetal com alto teor de água, baixo teor de proteínas, rica em fibras, sais minerais (cálcio, fósforo, potássio e magnésio), vitaminas (A, B1, B2, niacina e vitamina C) e flavonóides (ela é roxa, como as uvas do vinho tinto). "As fibras solúveis do legume inibem a absorção do colesterol no intestino. Isso não significa que comer muita berinjela diminui bruscamente os níveis de colesterol, mas o consumo regular é aliado no tratamento", afirma Solange. Minha Vida

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Como espantar o cansaço depois de uma noite maldormida

A maratona de festas deixou você sem disposição? Veja três ideias naturais para espantar o sono (e as olheiras)

Suco para dar disposição
Anote essa receita que promete uma dose extra de energia:

Bata no liquidificador 1 xícara de uva verde sem sementes, 3 kiwis, 1 laranja-lima descascada com o bagaço, 100 ml de água e pedras de gelo. Beba sem coar. Evite açúcar refinado. Se for adoçar, prefira mel ou aspartame natural.

Chá contra olheiras
Prepare um chá de camomila bem forte, deixe esfriar e coloque-o na geladeira até ficar gelado. Faça compressas com o chá e deixe-as sobre os olhos por 15 minutos. Elas relaxam e clareiam as olheiras porque a temperatura fria causa uma contração dos vasos. Você também pode usar fatias de pepino ou chumaços de algodão embebidos em água boricada gelada.

Exercício que desperta
Para dar disposição, o melhor é fazer um alongamento ainda na cama. Os exercícios abaixo ativam a circulação. Mantenha cada posição por 20 segundos.

1. Comece com uma boa espreguiçada. Em seguida, fique sentada com a coluna reta e estenda as pernas em cima da cama. Tente alcançar a ponta dos pés.

2. Deite novamente, flexione e abrace as pernas, girando o corpo levemente para os lados.

3. Sente com os pés apoiados no chão e com a coluna reta. Tente encostar a orelha no ombro, mexendo apenas a cabeça. Em seguida, gire a cabeça para os lados.

4. Por fim, fique em pé, entrelace os dedos nas costas e levante os braços até o seu limite. Crescer

domingo, 3 de janeiro de 2010

Intestino Preguiçoso

Que dureza!!! Ir ao banheiro pode ser tarefa difícil para algumas crianças. Conforme especialistas, a prisão de ventre está ligada à má alimentação, ao sedentarismo, a fatores emocionais e pode causar desconforto ao evacuar. Uma receita simples e fácil para solucionar é a amamentação.
“A criança que come guloseimas diariamente, consome poucas frutas, quase não bebe água e substitui o leite materno pelo artificial tem maior chance de ficar constipada”, alerta Maria Cristina Senna Duarte, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e diretora da NeoVacinas.

A atenção dos pais para resolver o problema é fundamental. “É necessário observar se as fezes estão duras, ressecadas ou em forma de bolinha; se ela sente dor; e se vai menos de três vezes por semana ao banheiro", aconselha.

Para estimular o funcionamento do intestino, praticar atividades físicas, andar, correr e até mesmo brincar podem ajudar. Pesquisas afirmam que a imaturidade do sistema locomotor leva ao retardo dos movimentos intestinais, o que diminui o reflexo da evacuação. Outra dica é ficar de olho nos hábitos alimentares. “Os pais devem investir em frutas, verduras e legumes crus, iogurtes com probióticos (que ajudam a regular o intestino), muita água e sucos de frutas sem coar. Já para os bebês a dica é abusar dos benefícios do leite materno”, diz a especialista.

Veja as dicas da nutricionista do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, Adriana H. Zampolo:
• Para bebês de até seis meses de idade o aleitamento materno deve ser exclusivo;
• A partir do sétimo mês sucos e frutas amassadas podem colaborar. Prefira mamão, laranja, ameixa, mexerica e banana;
• Para crianças acima de um ano é possível misturar mais de uma fruta ao suco, por exemplo, mamão e laranja. Além de aguçar o sabor ajuda no funcionamento intestinal;
• Nas papinhas, use bastantes verduras como abóbora, escarola e couve. Evite batata e mandioquinha;
• Adicionar aveia às refeições também é ótima sugestão.
SEMPRE MATERNA.UOL.

Desça do salto

Além da tortura das dores, o desnível do calcanhar encurta músculos e tendões, aumenta o risco de torções e provoca mais calos e joanetes.

É quase um consenso entre as mulheres que usar salto alto valoriza as pernas. Visualmente é bonito e faz efeito: os homens gostam. Mas, o que é invisível é a série de problemas à saúde da musculatura e das articulações da mulher. O correto, o ideal, alertam os ortopedistas, seria nem usar esse tipo de calçado.
“Mas o trabalho e algumas ocasiões exigem”, retrucam as mulheres. Para não jogar fora o salto alto, o tênis pode ajudar. É que os efeitos da corrida aliviam e combatem os prejuízos na saúde das mulheres que precisam viver nas alturas.

E não precisa ser muita altura não. Se a mulher se submete constantemente a saltos acima de três centímetros, vai provocar o encurtamento do tendão de Aquiles –ligamento que reveste o calcanhar – e da musculatura isquiotibial –que vai da coluna lombar ao pé –, aparecimento de joanetes e dedos em garras e maior incidência de entorses no tornozelo.

Segundo a ortopedista especialista em pé e tornozelo Cibele Réssio, mestre em ortopedia e traumatologia pela Unifesp, quem pratica atividades físicas de impacto constantemente tem tendões, ligamentos e ossos muito mais resistentes a eventuais lesões. Isso porque exercícios dessa natureza, como a corrida:

• induzem a produção de massa óssea;
• aumentam a resistência do arcabouço do esqueleto;
• aumenta a vascularização nos tendões e no periósteo (membrana que recobre o osso),
• alimentam e oxigenam esses órgãos

Além disso, uma corredora que cuida da preparação física e mantém uma rotina de alongamentos tem vantagem sobre as sedentárias, já que alongamento é o tipo de exercício mais indicado pelos ortopedistas para evitar crises de dor e relaxar a musculatura. “Em especial no músculo posterior da coxa e nos músculos isquiotibiais da perna e do pé”, ensina Cibele.

Em 1999, ela defendeu sua tese de mestrado, sobre os efeitos do salto alto no corpo feminino. Com um aparelho chamado baropodômetro F-Scan, um computador que mede a pressão na ponta dos pés, a médica analisou 400 passos de 10 mulheres. Cada uma delas foi avaliada descalça e com saltos de 3 cm, 6 cm e 9,6 cm. O objetivo era descobrir quais as alterações que o salto causa na marcha da mulher. A conclusão? “Todos os saltos são maléficos. Acima dos 3 cm trazem os mesmos problemas que os de 9 ou 10 cm.”

Ari Zekcer, ortopedista, cirurgião de joelho e médico do esporte pela Unifesp, também alerta para os problemas que o uso constante de salto pode trazer aos joelhos. “O calcanhar, elevado pelo salto, automaticamente faz com que a mulher ande com os joelhos mais dobrados. Essa mudança traz uma sobrecarga na região logo abaixo da patela, o que pode causar uma rachadura na cartilagem, chamada condromalácia, ou até mesmo tendinite patelar, uma inflamação dos tendões dessa região.”

O ortopedista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, Ricardo Munir Nahas, ensina a escolher o tipo de salto:

“Quando os sapatos são mais baixos na frente e altos atrás, esse desnível não deve passar dos dois ou três centímetros. Se mulher usa salto diariamente, deve preferir os chamados anabela.” E a ortopedista Cibele completa. “Até mesmo as plataformas, que distribuem melhor a pressão na planta do pé, devem ser aquelas que o deixam paralelo ao solo.”

Outro conselho de Nahas é que a mulher use o salto apenas nos dias em que passará mais tempo sentada. “As americanas tem como costume trocar de sapato durante o dia. Levam consigo um par para trocar quando a ocasião é mais formal, mas não passam o dia inteiro de salto. Aqui deveria funcionar assim também”, alerta.

Por motivos profissionais, Juliana Guerra, 33, não pode seguir as recomendações dos especialistas. Ela é administradora de empresas, há dez anos, e precisa passar no mínimo oito horas diárias, de segunda a sexta, sobre o salto. “Na primeira empresa em que trabalhei, esse tipo de sapato era obrigatório”, conta. “E sempre que eu não estava de salto sentia dores, um repuxo.” A saída, então, foi praticar exercícios. “Há dois anos e meio eu comecei a correr. As dores foram diminuindo e hoje meu corpo responde bem melhor aos problemas que o salto traz”, comenta.

Agulha matador
Com mais de 3 cm, o salto pode causar:

• Dores
• Encurtamento do tendão de Aquiles
• Encurtamento da musculatura do pé e da perna
• Aparecimento de joanetes
• Dedos em garra, com calos
• Entorses de tornozelo
• Condromalácia (rachadura na cartilagem do joelho)
• Tendinite patelar

Tire os pés do sufoco

• compre o calçado no final da tarde ou à noite, porque os pés incham um pouco durante o dia.
• experimente sempre os dois pés do calçado, pois um pé nunca é exatamente igual ao outro.
• compre um número que deixe 1,5 cm entre o último dedo e a ponta do sapato, para movimentar os dedos durante a marcha.
• o sapato deve estar confortável já na hora da compra, não acredite que ele vai lassear.
• meça o tamanho do seu pé frequentemente. Após os 20 anos, os pés costumam aumentar de um a dois números.
• não repita o mesmo calçado todos os dias, varie o modelo, para não machucar o pé sempre no mesmo lugar. Se possível, troque duas vezes por dia.

Dicas de alongamento
Manter os exercícios por 30 segundos e repetir três vezes


1) Para toda a região posterior da perna, deitada e com uma das pernas para cima, com uma toalha ou faixa presa à ponta do pé, a mulher deve puxá-la em direção ao peito; alternar a perna;
2) Para a panturrilha, apoiar as duas mãos na parede e afastar os pés, como se fosse dar um passo longo. Semiflexionar a perna da frente, manter a de trás esticada com o calcanhar apoiado no chão e empurrar a parede.

Mariana Romão

Problemas de visão em cachorros

Não importa a idade do seu animal, pois os problemas que atingem a visão sempre podem dar o ar da graça. E devem ser tratados no início para eliminar qualquer embaço.

As doenças oculares podem ser congênitas, aparecerem com a velhice ou serem disparadas por um simples acidente. Porém levar o seu animal ao oftalmologista canino ajuda a manter tudo sob controle. Até os 2 anos, essa consulta deve acontecer ao menos uma vez. Assim você sabe se o filhote tem alguma predisposição a problemas como catarata e glaucoma e diminui os riscos de complicações futuras.

O oftalmo Luiz Felipe Moraes Barros, do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo, tranquiliza: “Quando diagnosticadas logo no começo, as alterações oculares têm bons prognósticos. A ceratite tem cura e o glaucoma e a catarata são tratados com ótimos resultados”. Saiba mais sobre cada uma dessas encrencas que afetam a cachorrada.

LEVE A SÉRIO
• Alteração na coloração dos olhos
• Olhos vermelhos e irritados
• Secreção ou lacrimejamento
• Piscadelas frequentes ou o hábito de viver de pálpebras cerradas

CERATITE
O que é: caracterizada por uma inflamação na córnea, sua origem pode ser um trauma, o mau posicionamento dos cílios ou uma fragilidade ocular. Ao notar o comprometimento, leve o animal imediatamente ao oftalmologista.
Tratamento: antibióticos orais ou em forma de colírio, que devem ser administrados, no mínimo, quatro vezes ao dia até a cicatrização. Lembre- se de que o cão não pode coçar o local. Segure as patas dele a caminho do atendimento. “As bactérias das unhas agravam a lesão. Sem contar que, coçando, ele pode perfurar os olhos”, alerta Angélica Safatle, oftalmologista, do Hospital Veterinário, da Universidade de São Paulo.
Raças com maior risco: aquelas com os olhos grandes, como o lhasa, o shi-tsu e o buldogue. Como a região ocular é maior, a lágrima evapora rápido, diminuindo a proteção natural.

GLAUCOMA
O que é: nessa doença, que ainda não tem cura, a pressão intraocular fica elevada. Devagar, vai causando a morte das células do nervo óptico, levando à cegueira. A idade contribui para o aparecimento do problema, que acaba surgindo entre os 4 ou 5 anos dependendo do cachorro.
Tratamento: se descoberta no início, a doença pode ser controlada com a aplicação intravenosa de um diurético que facilita a drenagem do líquido acumulado dentro do globo ocular, ajudando a aliviar a pressão. Além disso, colírios hipotensores deverão ser usados por toda a vida.
Raças com maior risco: cocker, sharpei, basset, basset hound, beagle, samoieda e husky, por uma questão genética.

CATARATA
O que é: outra doença silenciosa que, nos cachorros, chega tanto na juventude como na velhice (acima dos 9 anos). O cristalino, lente interna dos olhos, fica opaco e não deixa que a luz chegue à retina. Por isso, o animal não enxerga.
Tratamento: “A cirurgia é o melhor meio de correção, pois retira o cristalino opaco”, diz Barros.
Raças com maior risco: poodle, cocker, schnauzer, yorkshire e lhasa.

INVESTIGAÇÃO A TODA PROVA
O ideal é que, de tempos em tempos, um oftalmologista veterinário examine a estrutura ocular, a produção lacrimal, a medida da pressão intraocular e o fundo dos olhos, onde fica a retina. O primeiro exame deve ser realizado antes dos 2 anos porque assim o dono fica sabendo se o animal tem algum problema que poderá ser passado aos seus filhotes caso ele procrie. A partir dos 10 anos, a frequência dos exames deve ser anual mesmo que não haja sintomas de encrenca. Saúde é Vital