sábado, 13 de fevereiro de 2010



Dicas de beleza para arrasar no carnaval Cuidados com maquiagem e penteados dão um up no visual

O Carnaval chegou!

O que interessa mesmo é aproveitar muito estes 5 dias de folia!
Bacana é ousar nas fantasias, no visual e arrasar na make. É a oportunidade de ficar ainda mais bonita, com a maquiagem que não pode ser usada no dia-a-dia.

Confira as Dicas:

- Deixe a pele bem limpinha (é o segredo do make up) com demaquilante, tonificante e hidratante, conseguindo assim uma pele bem natural;

- Não se esqueça de hidratar os lábios e passar o corretivo para ficar uniformizado.

- O pó matteficante contém oleosidade. É incrível para a pele não ficar brilhosa. (temos que lembrar que vamos dançar, pular e temos que ficar intactas meninas!)

- Olhos marcantes!
Abuse das sombras (dourada, prata e preta) e das purpurinas ou micros paetês.

Estes, colados nos olhos com gloss, dando aquele tchan!

- Os cílios postiços vem logo em seguida, peça ajuda da mãe ou da amiga para colar.

Cole primeiro do centro para o canto externo do olho e finalize com bastante máscara.

-A boca vermelha é contornada com lápis. Depois é aplicado o batom, se quiser pode jogar um gloss em cima para ficar com efeito brilhante.

Meninas, vocês estão prontas para arrasar neste carnaval!

Aproveitem e vão com tudo!

Ivana e Daniela são consultoras de imagem.

Excessos durante a folia podem comprometer seu bem-estar e acabar com a sua festa

Quem gosta de carnaval, em geral, aproveita os dias de folia até o último minuto. São noites sem dormir, alimentação inadequada, desgaste físico, gritos e muito barulho.

Para enfrentar a maratona atrás do trio elétrico, nos blocos de rua, bailes e avenidas, os foliões cometem uma porção de exageros e não percebem que assim colocam a própria saúde em risco.

"Tudo o que o nosso corpo perde em excesso, mesmo que seja em um determinado período, vai tentar repor depois. É uma resposta natural do organismo. Se você fica noites sem dormir, come pouco e se exercita muito, a tendência é que depois seu corpo peça nutrientes e descanso absoluto", explica o fisiologista da Unifesp, Paulo Zogaib.


1. Ai que ressaca!
O consumo excessivo de álcool é a principal ameaça em dias de carnaval. O folião brinca, dança, transpira, come pouco e abusa das bebidas alcoólicas.
O resultado da combinação, infelizmente pode ser embriaguez, acidentes, ressaca, coma alcoólico, entre outros perigos. O fisiologista explica que o álcool funciona como um depressor do sistema nervoso central e que por isso, tende a retardar reflexos e fazer o indivíduo perder os limites de si mesmo.

Outra combinação muito perigosa e típica do carnaval é a ingestão de álcool associado aos energéticos. Segundo Paulo Zogaib, a mistura leva a excessos de ingestão de ambas as substâncias.

"O álcool é um depressor do sistema nervoso central, enquanto o energético é um estimulante, por isso, quando ingerimos álcool é preciso aumentar a dose de energéticos para se alcançar o efeito de euforia. Em geral, os energéticos quando consumidos em combinação com álcool provocam aumento da adrenalina, palpitações, suor e dependendo da quantidade ingerida, podem levar a desidratação".


2. O que você disse mesmo?
A audição também é vítima da batucada fervorosa da folia. A exposição excessiva a volumes elevados pode trazer consequências graves como a perda parcial da audição, zumbidos momentâneos ou irreversíveis e perda auditiva lenta ocasionada por ruídos.

"Ficar perto da caixa de som ou levar um tapa no ouvido pode causar traumas e, em casos extremos, levar a perda da audição. Já para aqueles foliões que se expõem ao barulho, mas em uma intensidade não tão grave, o risco é de sofrer com a chamada Perda de Audição Induzida por Ruído (PAIR), em que há uma perda contínua e lenta", explica o otorrinolaringologista Luciano Neves, da Unifesp.

Outra possibilidade, segundo Luciano, é o tão conhecido zumbido no ouvido, que de acordo com o tempo de exposição e a intensidade do barulho, pode ser irreversível.

Dica: Para quem vai pular o carnaval em meio ao barulho típico da festa, evite a exposição excessiva ao barulho e mantenha uma distância segura de carros de sons e dos trios, além de usar protetores de ouvido.

3.Onde foi parar a voz?
Nas situações em que somos expostos a um nível maior de barulho, como ocorre no carnaval, tendemos a aumentar o tom de voz ou gritar para ser ouvido. Isso, segundo a fonoaudióloga Thays Vaiano, faz com que nossas cordas vocais sofram um desgaste.

O resultado mais evidente é a rouquidão. Mas a voz pode ser vítima de outros danos. "Quando você força demais a musculatura vocal, ela fica cansada, como qualquer outra de nosso corpo e, por isso, podem surgir edemas que deixam nossa voz rouca ou calos vocais, que fazem a rouquidão se prolongar", explica. Para amenizar ou prevenir a voz rouca, aposte na hidratação das cordas vocais, consumindo bastante água, além de descansar.

Quanto às bebidas geladas, Thays dá a dica:"O problema das bebidas geladas é o choque térmico que as cordas vocais sofrem. É por isso que é recomendado deixar a bebida um pouco na boca antes de engolir. A medida vai fazer com que a temperatura do líquido se adapte a temperatura corporal e a voz não sofra prejuízos", afirma a fonoaudióloga.

Dica: evite gritar, hidrate as cordas vocais bebendo bastante líquido e faça exercícios de vibrato vocal (vibração de língua) para que a musculatura vocal se adapte a nova condição sem tantos danos.

4. Sem pique Na hora da curtição, cresce o consumo de bebidas alcoólicas e diminui o volume das refeições.
É comum os foliões se esquecerem da importância de uma dieta equilibrada para manter o pique. A nutricionista Patrícia Ramos, coordenadora do departamento de nutrição do Hospital Bandeirantes explica que em dias onde a agitação e calor são intensos e as noites de pouco sono predominam, o ideal é seguir um cardápio balanceado com muito líquido, proteínas e carboidratos:

"É importante beber muita água, mesmo quando não está com sede, além de comer proteínas e muito carboidrato para ganhar energia", explica Patrícia.

Dica: isotônicos ajudam a repor água e sais minerais, mas não repõem tudo o que o organismo precisa, por isso, é preferível optar por bebidas naturais como água de coco e sucos. Além disso, cerveja e energéticos são diuréticos, portanto, não hidratam.

O ideal seria praticar algum tipo de exercício aeróbio nas semanas que antecedem o carnaval
5.Queimadura de pele
Cair na folia debaixo do sol e com os termômetros nas alturas pode causar queimaduras graves na pele e até uma insolação. Para evitar que isso aconteça, a dermatologista Meire Parada Brasil, da Unifesp, sugere alguns cuidados:

-Use protetor solar com filtro solar, no mínimo, 15

-Procure usar chapéu ou boné

-Depois da folia, não economize nos cremes pós-sol

-Evite os horários em que o sol é mais intenso.

- Hidrate-se, bebendo muita água

Dica: se você não tomou estes cuidados e já está sofrendo os efeitos das queimaduras ou até da insolação, Meire aconselha: "Jogue água gelada sobre as partes queimadas e mantenha o corpo hidratado. Isso alivia a temperatura da pele e ajuda a aliviar o ardor", explica Meire.

6.Pés ilesos
Para evitar que s pés fiquem doloridos ou sofram com bolhas e calos, a medida preventiva é o conforto.

"Procure usar calçados confortáveis, com palmilhas de silicone e, em casos de bolhas e calos, lave a lesão com água e sabão e evite abafar ou colocar algo em cima do local para evitar atrito e piorar o machucado", diz Meire.

7.Prepare o corpo
Para manter o desgaste físico e as torções longe da rota da folia, garanta o mínimo de condicionamento físico. "O ideal seria praticar algum tipo de exercício aeróbio nas semanas que antecedem o carnaval", explica o professor Ismael Toledo, da Fórmula Academia, em São Paulo.

Invista na caminhada, bicicleta e os aparelhos elípticos. "Estes tipos de exercícios são os mais indicados para melhorar o condicionamento físico e certamente vão melhorar o seu desempenho no carnaval", diz o professor.

Dica: não existe motivo para desespero, nem desânimo. Aqueles que não tiveram tempo de se exercitar, mas vão desfilar ou cair na folia, basta manter a dieta em dia, o corpo hidratado e não exagerar no samba no pé.

Natalia do Vale

Quarto de motel esconde perigos para a saúde,Lençol, toalhas e até a banheira são focos para o contágio de DSTs

Você já pensou nos riscos que um quarto de motel pode representar para sua saúde? Quando a temperatura esquenta, pouca gente pensa nisso. Mas o risco de contrair, principalmente, uma doença sexualmente transmissível DST existe. Para se ter ideia, alguns vírus, como o HPV, por exemplo, podem sobreviver por até sete dias em uma superfície. ?Se os cuidados com a higiene não estiverem totalmente alinhados, as chances de contaminação são enormes. Banheiras e lençóis podem guardar uma grande quantidade de vírus, que podem gerar desde problemas mais simples como a candidíase até os mais sérios como o HPV ?, explica o médico mastologista do Hospital A.C.Camargo, Levon Badiglian Filho.

O administrador de empresas Renato conta que pode comprovar como a má higienização de um estabelecimento é capaz de provocar danos ao organismo. "Um dia depois de passar a noite em um quarto de motel comecei a sentir coceiras na região genital. Fiquei quase uma semana sofrendo com o problema, sem saber o que estava acontecendo. Depois de uma consulta com o urologista, descobri que havia contraído chato (uma espécie de piolho que se fixa nos pelos pubianos)".

De acordo com o professor Antonio Carlos Morilha, especialista do Guia de Motéis e colaborador da revista Moteleiro, os cuidados com o quarto do motel devem ser colocados em primeiro plano. "As toalhas devem ser esterilizadas e todo o quarto deve ser desinfetado, como banheiras, sauna e cadeiras. Assim, os riscos de contaminação são nulos e os adeptos podem ficar tranquilos", explica. "O cliente que perceber algo errado deve informar imediatamente a recepção, além de se informar sobre todos os cuidados com a higiene do motel".

Raio-X do quarto

De acordo com o médico do A.C. Camargo, a primeira atitude é prestar atenção nos pequenos detalhes do lugar que você frequenta. "Fazem parte das medidas de segurança procurar estabelecimentos que apresentem o mínimo exigido de condições higiênicas, observar a aparência da fachada externa (que pode dizer muito sobre o ambiente interno), além de desconfiar de preços muito baixos", explica Levon. Outros sinais podem estar invisíveis aos olhos, por isso que os cuidados devem ser redobrados. "Devemos analisar todos os objetos que entrem em contato com a mucosa e principalmente com os órgãos genitais. Principalmente, aqueles que sejam de difícil esterilização, como banheiras e bancos, já que muitos vírus e bactérias causadores de doenças são bastante resistentes", diz o mastologista. "Alguns micro-organismos sobrevivem em superfícies inertes e secas por um longo período de tempo, como o gonococo (causador da gonorreia), que permanece ativo de 1 a 3 dias e o HPV, até 7 dias" .

Há quem prefira levar para o motel um pouco de álcool para desinfetar o local como forma de se precaver. Mas será que essa é a solução mais indicada? "O álcool em gel a 70% é ótimo para eliminar qualquer vestígio de vírus. Mas, vale lembrar que essa é obrigação dos estabelecimentos, e se a pessoa faz isso é por que não confia no padrão de limpeza do motel", explica o mastologista

Os campeões de contaminação

Banheira: marcas de ferrugem ou de manchas são sinais de má higiene. A melhor opção é não usar e desistir do estabelecimento.

Assento sanitário: existem motéis que apresentam um lacre de higienização; esses são os mais confiáveis. Mesmo assim, observe se houve a limpeza, caso contrário, avise a recepção e procure outro lugar.

Toalhas: as toalhas devem ser brancas e não podem apresentar nenhum indício de manchas. Prefira os estabelecimentos que usem o processo de esterilização e mande as toalhas ensacadas individualmente.

Lençol: mesmo uma manchinha pequena indica que a limpeza não foi realizada da maneira correta. Se a sujeira ainda está lá, os vírus também podem estar.

Piscina: antes de mergulhar, preste atenção na cor e no cheiro da água. Qualquer fator incomum precisa ser levado em consideração.

Cadeiras: os bancos e cadeiras precisam estar limpos e secos, e mesmo se tudo estiver em ordem prefira colocar a toalha antes de sentar-se.

Camila Michel

Passe longe das doenças transmitidas pelo beijo ou pelo sexo oral

Samba, suor, cerveja e... claro, muita sedução! Essa fórmula é praticamente infalível para quem quer um carnaval cheio de boas recordações. A agitação dos quatro dias de folia é tamanha que os foleões ficam soltinhos, soltinhos e cheios de amor para dar. O beijo rola solto na praia, na balada, nas ruas, na avenida ou em qualquer cantinho ao som do batuque.Só é preciso tomar cuidado com um temido inconveniente. Muitas doenças, das odontológicas às sexualmente transmissíveis (DST), podem ser transmitidas pela boca, através do beijo ou do sexo oral.

Mas foi só um bbeijinho!
Não importa. Existem vários tipos de doenças potencialmente transmissíveis por uma simples troca de saliva e uma delas é inclusive como a doença do beijo a mononucleose. Isso sem falar em cárie, gengivite, candidíase, herpes labial e genital, tuberculose, hepatite, sífilis e gonorréia.

O ritmo alucinado da farra, com muitas horas de agito somadas a uma má alimentação e a ingestão de álcool e drogas em excesso, abre as portas do organismo para a entrada de vírus e bactérias. "Para que a contaminação aconteça, é preciso haver a combinação entre a carga infectante em um dos indivíduos e a baixa resistência no outro" , alerta o infectologista Paulo Olzon, da Unifesp.

A outra má notícia para os beijoqueiros é que a melhor forma de se proteger com relação a transmissão de doenças pela boca é abstinência ou, pelo menos, uma boca mais comedida, evitando beijar muitas pessoas em pouco tempo ou. "Este cuidado vale para todas as pessoas sadias. Mas, para aquelas com alguma ferida em boca, ele é determinante" , alerta o dentista Pantelis Varvaki Rados, consultor de Estomatologia da Associação Brasileira de Odontologia (ABO) e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Inflamações, como aftas e gengivite, sensibilizam a mucosa e facilitam a entrada dos micróbios. "As doenças de maior risco de transmissão são o herpes bucal, em especial os com lesões ativas, e a mononucleose infecciosa, definitivamente transmitida pelo beijo", avalia Pantelis. Há ainda a candidíase, que surge principalmente quando você está com a resistência baixa. O contágio também pode ocorrer por meio de copos e talheres, mas cada vez com menor probabilidade.

Segundo uma pesquisa publicada no jornal da Academia de Odontologia Clínica Geral dos EUA, em 2002, cerca de 90% dos pacientes analisados que contraíram o componente oral de uma doença sexualmente transmissível (como a gonorréia) não apresentam sinais evidentes de contágio. Os outros 10% exibiam sintomas como inflamação ou edema na gengiva e hemorragia características de outra doença, a dolorosa gengivite necrosante ulcerativa, que apresenta um odor desagradável. "O cirurgião-dentista pode reconhecer os sintomas orais de uma DST e instruir o paciente a procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico!" , alerta o dentista Pantelis Varvaki Rados.

Para reduzir o risco de contaminação através de sexo oral, a regra básica é praticar sexo seguro e usar camisinha. De acordo com o médico infectologista Paulo Olzon, não há estudos científicos suficientes que comprovem a transmissão do vírus HIV, da Aids, por via oral. "A contaminação do vírus pela boca é extremamente difícil, isso ainda não foi comprovado", diz Olzon. O risco de transmissão do HIV através do beijo na boca poderia ser maior entre as pessoas que usam body-piercing na língua ou lábios, mas só quando não houve cicatrização ou há sangramento no lugar do corte mesmo caso de quem usa aparelho ortodôntico e, muitas vezes, tem a mucosa bucal ferida.

O especialista em estomatologia e professor da USP, Francisco Pacca, considera a região onde o piercing é colocado uma via de entrada para todos os microorganismos. Pacca fez um estudo com 100 pacientes usuários de piercing bucal, realizando a biópsia das áreas próximas ao acessório. "Em todos os pacientes foram encontradas alterações microscópicas, seja por infecção, inflamação e modificações epiteliais" , conclui.

Boca-a-boca

A seguir, conheça as principais doenças que podem ser transmitidas quando você resolve brincar de salada mista

cárie: causada por bactérias, é a mais comum das doenças odontológicas. Para prevenir, basta fazer a higienização adequada, com escovação dos dentes e limpeza com fio dental.

gengivite: trata-se da inflamação da gengiva que, quando não tratada, evolui para um quadro de periodontite. Gengivas vermelhas e sangrantes, raramente dolorosas, caracterizam o mal. "Cáries e doenças periodontais são causadas por bactérias, microorganismos transmitidos por um simples beijo na boca. Mas isso não significa que o contato seja capaz de provocar a instalação da doença" , explica o especialista em estomatologia, Francisco Pacca. hepatite: há risco de transmissão do tipo B da doença, caso haja lesões e feridas na mucosa bucal. O tipo A é transmitido por fezes e o tipo C, apenas por agulhas.

herpes: o vírus pode ser transmitido mais facilmente na fase aguda, quando está em plena atividade e deixa a boca cheia de pequenas bolhas. "A herpes tipo 1 é caracterizada como labial e a tipo 2 como genital, mas com a prática do sexo oral, o vírus do tipo 1 pode causar a genital e vice-versa" , explica o médico infectologista, Paulo Olzon.

candidíase: também conhecido como sapinho, caracteriza-se por áreas brancas na mucosa que, quando raspadas, deixam a região vermelha e sangrante.

gonorréia: apresenta vermelhidão, ardência e prurido na mucosa. Raramente faz feridas mononucleose: popularmente chamada de doença do beijo, apresenta pequenas manchas vermelhas no céu-da-boca. Provoca o aumento do volume dos gânglios. Estes sinais costumam aparecer após um mês do contágio.

sífilis: ela causa uma ferida indolor no lábio ou na língua e ínguas no pescoço. "A transmissão é considerada muito rara. Mesmo a sífilis genital só atinge pacientes indivíduos com vida sexual extremamente promíscua", explica Paulo Olzon.
MINHA VIDA

Cardápio da disposição para aguentar os dias de carnaval

Haja fôlego e disposição para atravessar os dias de carnaval. A maratona, que começa na sexta-feira e vai até a terça-feira (tem gente que ainda emenda), exige corpo e mente saudáveis independente do estilo escolhido pelo folião: trio elétrico, bloco de rua, arquibancada da avenida, salão do clube ou camarote, não importa, o lema nestes dias de folia é dieta equilibrada e hidratação.

"As pessoas testam os limites do corpo. Não praticam exercícios o ano inteiro, que resista. É preciso moderação, antes, durante e depois da folia", explica a nutricionista Daniela Silveira, da Unifesp.

Esquentando os tamborins

Para ficar com o corpo preparado para o carnaval, os cuidados devem começar pelo menos um mês antes da folia.

Assim, você evita que a fadiga e o estresse atrapalhem a curtição.
mantêm uma dieta pouco variada e quando chega o carnaval, pulam feito malucos para aproveitar os dias de curtição. Não há organismo
"O ideal é que o folião comece uma dieta equilibrada antes da festa e concilie o cardápio mais saudável a um treino leve, pois, apenas a dieta não é suficiente para dar o pique e disposição necessários para a maratona", explica a nutri.

Se a festa for no trio elétrico ou no bloco de rua:

Antes: o folião que optar por estas modalidades deve ficar atento à hidratação do corpo e ao gasto calórico: "Nestes dias, os foliões gastam muito mais calorias do que em dias normais, por isso, devem aumentar a quantidade de carboidratos e proteínas ingeridas (eles garantem energia ao corpo), além de evitar gorduras e muito sal", explica Daniela.

Café da manhã: sucos e frutas. Pães integrais, queijo, peito de peru light e bolos.

Almoço: o ideal é optar por massas, como macarrão e carnes grelhadas. "Evite molhos, maioneses e tudo o que puder causar alguma irritação intestinal nas altas temperaturas", explica a nutricionista.

Durante a folia: nesta festa não tem medida mais eficaz: hidratar é o refrão. Com a transpiração em excesso, o folião acaba perdendo muitas vitaminas e sais minerais, correndo o risco de ficar desidratado.

Usar a alimentação como fonte de reposição exige cuidados já que, no meio do agito e da multidão, fica difícil fazer uma refeição. Além disso, cair na pista logo na sequência pode causar desconforto.

"Mas não dá para ficar sem repor o que perdemos, por isso, a sugestão é investir em líquidos e lanches leves", sugere a nutricionista.

Opções para a tarde: invista em isotônicos que repõem o sódio, o potássio e as vitaminas perdidas; sucos de fruta e água, que hidratam.

Mas se a fome bater, invista em uma barrinha de cereal ou uma fruta.Um pedaço de queijo vai bem, já que as proteínas ajudam a manter o pique e não são tão calóricas.

Depois: quando a festa terminar, o melhor a fazer é voltar aos poucos ao ritmo normal. O certo é voltar à dieta equilibrada, que estava sendo seguida antes do carnaval. "O perigo do pós-carnaval, é que o folião acostuma a ingerir quantidades maiores de comida em função do consumo excessivo dos dias de folia e depois não percebe que precisa retomar o ritmo normal, senão este resultado aparece nos quilinhos a mais na balança. Além disso, é preciso repor os sais minerais e vitaminas com ingestão de água e sucos naturais", explica Daniela.

O que ingerir: frutas, verduras, sucos, água.

O que deixar para traz depois da festa: isotônicos, já que o corpo não precisa mais de uma reposição rápida de vitaminas e sais minerais, e diminuir a quantidade de alimentos ingeridos na medida em que o gasto calórico diminui.

Direto da avenida

Nas arquibancadas: apesar de agitar as arquibancadas nos dias de desfile, os foliões não fazem tanto esforço físico quanto quem desfila no palco do samba ou pula atrás dos trios e blocos, por isso, a dieta aqui é diferente:

Café da manhã: dieta à base de frutas, sucos e menos carboidratos. Almoço: saladas, arroz, feijão, carnes grelhadas ou assadas. Jantar: saladas, carnes magras.

Durante o desfile: como não há grande gasto calórico, o ideal é se abastecer com lanches naturais, biscoitos integrais e bastante líquido.

Porém, cuidado com a conservação dos alimentos, já que nas altas temperaturas, há comidas que estragam com rapidez. Leve estes pratos em uma sacola térmica e consuma em período razoável para evitar desperdícios.

Na avenida
Se você vai desfilar sambando na avenida, a preparação deve ser semelhante a de quem vai curtir atrás do trio: "A lógica é a mesma: manter uma dieta à base de carboidratos e líquidos, evitar gorduras e opções mais pesadas", sugere a nutri.

O que não pode faltar: sucos, isotônicos, carboidratos, frutas.

O que deixar para traz depois do desfile: isotônicos, já que o corpo não precisa mais de uma reposição rápida de vitaminas e sais minerais, e diminuir a quantidade de alimentos ingeridos na medida em que o gasto calórico diminui.

Camarote, mas sem exageros

Nos bailes e na avenida, os camarotes levam o status de espaço "VIP" e são conhecidos pela fartura de comes e bebes. Mas será que é possível passar os dias de festa no espaço sem cair em tentação?

Para a nutricionista Daniela Silveira, apesar das tentações, dá para aproveitar o camarote sem ganhar quilinhos extras:

"Os buffets servem opções mais leves de canapés assados e com recheios light ou bem leves, além disso, frutas e drinks não alcoólicos também estão à disposição", explica.

Antes:
- Mantenha uma dieta um pouco mais leve do que em dias normais para compensar os exageros.
- Não pule nenhuma refeição antes de sair de casa, isso evita que bata aquela fome durante os desfiles.

- Carboidratos são bem vindos para fornecer energia ao corpo e passar horas dançando e pulando. Durante o desfile: -Invista em sucos e drinks não alcoólicos.

- Canapés e lanches naturais são bem vindos.

- Fuja de frituras e opções mais gordas como empadinhas e croissants.

-Se optar por bebidas alcoólicas, prefira a cerveja aos destilados. Eles são mais calóricos, porém, cuidado, a cerveja é diurética e se consumida em excesso pode levar a desidratação.

Mesmo assim, a regra é moderação. Depois dos desfiles: volte a sua rotina com uma dieta mais leve e mantendo o corpo hidratado.
MINHA VIDA

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Vinho e chocolate são poderosos anticancerígenos, diz estudo

O vinho tinto e o chocolate amargo são remédios poderosos contra o câncer, segundo estudo apresentado por especialistas em uma conferência na California (oeste dos EUA).

"Estamos classificando os alimentos segundo suas qualidades como anticancerígenos", disse William Li, titular da Fundação Angiogenesis, sediada em Massachusetts (nordeste). "O que comemos é realmente nossa quimioterapia três vezes por dia", acrescentou.

Os pesquisadores compararam alguns alimentos com medicamentos utilizados em tratamentos contra o câncer e descobriram que a soja, a salsa, as uvas escuras, morangos, framboesas e outros alimentos são tão ou mais potentes para combater um tumor do que remédios.

Consumidos juntos, esses alimentos resultaram ainda mais poderosos no combate às células cancerosas, segundo o estudo.

"Descobrimos que a mãe natureza criou uma grande quantidade de alimentos com propriedades antiangiogênicas", enfatizou Li, referindo-se à capacidade destes alimentos de reduzir a multiplicação de células malignas. Folha Online

Idec alerta para excesso de açúcar e presença de aditivos em sucos de fruta

Pesquisa realizada pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) com 12 bebidas à base de fruta, comprados em supermercados da cidade de São Paulo, avalia que muitos produtos disponíveis no mercado têm excesso de açúcar, aromatizantes e corantes.

O estudo avaliou a qualidade nutricional das bebidas, baseando-se na presença ou não de açúcar, aromatizantes e corantes, e as informações contidas nas embalagens, conforme a legislação vigente do setor.

Na análise do Idec, o poder da publicidade e do marketing é tão grande que uma simples embalagem pode levar a crer que determinada bebida é tão saudável quanto a fruta in natura que originou o produto. Mas, conforme explica Vera Barral, sanitarista e coordenadora da pesquisa, apenas o consumo de frutas in natura pode proporcionar o aproveitamento total dos nutrientes. "Os processos de fabricação dos sucos eliminam nutrientes. As fibras, por exemplo, raramente são encontradas em sucos", explica ela.

As bebidas industrializadas tendem a conter altos teores de açúcar, como explica o Idec. É o caso dos néctares, que são diluições açucaradas de sucos concentrados. "Chegam a ter cerca de 20 gramas de açúcar por porção de 200 ml, o equivalente a duas colheres de sopa cheias", alerta Vera Barral.

Outro detalhe importante é que um dos corantes contidos em algumas bebidas, a tartrazina, que pode causar reações de natureza alérgica, entre as quais asma brônquica, especialmente em pessoas alérgicas ao ácido acetilsalicílico. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve editar em breve uma norma obrigando que seja mencionado, com destaque, os efeitos adversos do corante.

Açúcar

O único suco adoçado, o suco tropical de manga Jandaia, traz essa informação apenas na face da caixa escrita em inglês, segundo o Idec. O Decreto nº 6.871/09 determina que a palavra "adoçado" seja acrescentada no rótulo principal do produto, junto ao seu nome. O mesmo deve ocorrer quando o adoçante utilizado for artificial.

Além disso, segundo esse mesmo decreto, a quantidade de sacarose adicionada à bebida deve ser expressa à parte (separado da frutose). Por exemplo, o suco Jandaia de manga informa apenas que uma porção de 200 ml do suco contém 23 g de açúcar (ou seja, são 115 g por litro). No entanto, é impossível saber quanto dessa quantidade é proveniente da própria fruta e quanto foi adicionado.

O Idec não reprovou o produto porque a bebida foi produzida antes de 2 de dezembro de 2009, data de aprovação do decreto, e por isso não precisava seguir tal determinação. Mas orienta o consumidor a ficar atento às bebidas fabricadas depois dessa data.

Aromatizantes, corantes e conservantes

Três bebidas foram reprovadas por não informar a presença de aromatizantes no rótulo, o que contraria a legislação: o suco tropical de manga Su Fresh fit, o néctar de uva Disfrut e o suco Jandaia de manga. As duas primeiras têm aromas naturais em sua fórmula e a terceira tem aroma idêntico ao natural (isto é, sua molécula é quimicamente idêntica à do aroma natural, mas obtida por síntese).

Apenas dois dos produtos avaliados continham corantes: a bebida mista de frutas verdes Skinka, que continha tartrazina; e a bebida de frutas sabor uva Del Valle Frut, que tem os corantes amaranto, tartrazina e azul brilhante. O rótulo de ambos trazia essa informação, como previsto.

O conservante benzoato de sódio está presente em quatro das bebidas analisadas: o suco tropical de maracujá Carrefour, o suco de abacaxi Maravilha, o suco tropical de manga Jandaia e a bebida de frutas verdes Skinka, que ainda contém tartrazina.

Os corantes tartrazina (INS102) e amaranto (INS123), assim como o conservante benzoato de sódio (INS211), são apontados como causadores de reações alérgicas e estão ligados ao aumento de distúrbios de atenção e hiperatividade infantil.

Outro dado que chamou a atenção do Idec é que alguns produtos utilizam ácido ascórbico (a vitamina C) como conservante. O problema é que essa porção de vitamina C extra consta da tabela de informação nutricional, o que pode fazer o consumidor acreditar que aquela bebida é saudável. É o caso do suco tropical de manga Su Fresh fit, do suco de manga Jandaia e da bebida de frutas verdes Skinka. Além disso, os três trazem no rótulo apelos do tipo "rico em vitamina C".

Glúten

O suco de laranja orgânico Ecocitrus foi reprovado por não informar na embalagem que não possui glúten em sua composição. A descrição é fundamental para portadores da doença celíacas, proibidos de consumir essa proteína.

Suco, néctar ou refresco?

O Idec também faz uma crítica à legislação, que dificulta aos consumidores a compreensão do que é suco, néctar ou refresco. O suco é o que tem a maior concentração. Em seguida vem o néctar e, por último, o refresco (também chamado de bebida de fruta). Para o instituto, deveria ser obrigatória a informação na embalagem sobre o teor da polpa de fruta contida no produto. Uol Saúde

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Grande beijo para todos

scraps fofos

Encontre os 7 erros durante a refeição que podem levar à obesidade infantil. Saiba o que fazer para virar esse jogo

Já foi dado o alerta: o número de crianças obesas aumenta ao redor do globo. O país campeão de meninos e meninas em guerra contra a balança são os EUA, cujos índices aumentam a cada ano. Nos últimos 30 anos, a quantidade de casos triplicou no país e hoje chega a aproximadamente 17% das crianças e adolescentes.

Enganam-se os que pensam que o problema está apenas na terra do Tio Sam. O Brasil também luta contra a obesidade infantil. Por aqui, a estatística aumentou cinco vezes nos últimos 20 anos e está bem próxima do número norte-americano. Uma pesquisa feita pelo departamento de Medicina Integral, Familiar e Comunitária da Universidade Estadual do Rio de Janeiro aponta que 15,6% de crianças e adolescentes entre 10 e 19 estão acima do peso considerado ideal para sua idade. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) comprova esses dados. No estudo com três mil voluntários entre dois e seis anos, de nove Estados brasileiros, o resultado é preocupante: 27% deles estão com os ponteiros da balança acima do esperado e 11%, com obesidade.

Graves consequências
À medida que as crianças crescem, estica também o número de doenças decorrentes do problema. Hipertensão, diabetes tipo 2, aumento das taxas de colesterol são apenas alguns dos males que podem dar as caras já na infância ou aparecer na idade adulta.

"A curto prazo surgem problemas emocionais, pois a criança começa a ser excluída pelos colegas. Além disso, elas passam a sofrer com dores nas costas, joelhos e pés, falta de ar e pouca resistência em atividades físicas. E, quando atingem a maioridade, o grande fantasma é a síndrome metabólica, que eleva o risco de doenças cardiovasculares", lista Durval Damiani, chefe da unidade de Endocrinologia Pediátrica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Onde está o perigo
Há diferentes fatores que contribuem para a garotada ficar rechonchuda. Além da má alimentação, o sedentarismo dá um empurrãozinho para o aumento de peso. "Crianças gastam muito tempo em frente ao computador, assistindo à tevê ou no videogame. A atividade física, apesar de existir, é insuficiente para compensar o consumo excessivo de energia", alerta Rose Vega Patin, nutricionista e especialista em Nutrição Materno-Infantil da Unifesp.

"Os erros estão em toda parte. Começa sempre com a predisposição genética. Depois, os maus hábitos alimentares em casa. Certas escolas, em vez de educar para uma dieta saudável, estimulam o consumo de comidas calóricas. Algumas delas disponibilizam restaurantes fast food para os alunos. Um absurdo", comenta Damiani.

O culpado mora em casa
Responda rápido: onde a criançada faz sua pior refeição? Para quem disse na escola ou na creche, errou feio. Na mesma pesquisa realizada pela Unifesp, uma bomba para os pais: os pequenos estão se alimentando mal na própria casa. Isso porque eles apresentam carência de nutrientes ingeridos nas principais refeições (café-da-manhã, almoço e jantar), normalmente feitas em casa. Enquanto o consumo de produtos com alto teor de colesterol e gorduras trans são altos, na contramão está a baixa ingestão de fibras, vitaminas e ferro. Em outras palavras: eles ingerem poucas frutas, legumes e verduras e muitos doces, gorduras e sal.

"São poucas famílias que têm o hábito de almoçar e jantar e acabam recorrendo a refeições rápidas, com produtos prontos ou semiprontos. Em alguns casos até, as crianças têm jornadas longas nas escolas e se alimentam nos refeitórios. Apesar de existir alimentação de qualidade nesses locais, com variedade de frutas, legumes e verduras, a criança não tem o costume de consumi-los, simplesmente porque não o adquiriu em casa", adverte Rose.

E, já que é de pequeno que se torce o pepino, ainda dá tempo de eliminar os erros da alimentação e investir em novos hábitos. Que tal começar agora?

Erro nº 1
Pratos limpo
Fazer a criança comer tudo que está no prato é o erro mais comum. E, nele, também está incluso outro deslize: os pais servirem a mesma quantidade de comida que colocam para eles, porque, obviamente, o organismo da meninada precisa de menos para garantir o bom funcionamento. "Aquela quantia que a mãe coloca no prato não é a que o filho precisa ingerir. Tem que comer o quanto tem disposição no momento", esclarece Fábio Ancona Lopez, pediatra, nutrólogo e professor de Nutrologia do departamento de Pediatria da Unifesp. "A diferença entre a alimentação adulta e a infantil é o tamanho das porções. Qualidade e variedade devem existir para ambos", conta Rose Vega Patin. Para não pecar com o excesso, o ideal é a própria criança se servir ou sinalizar aos responsáveis quanto é o suficiente. Os pais não devem encarar a situação como preguiça ou má vontade do filho para comer. Respeite o organismo do pequeno. Se ele ainda sentir fome, pedirá mais.

AS PRINCIPAIS CARÊNCIAS DE NUTRIENTES ESTÃO NAS REFEIÇÕES FEITAS EM CASA, COMO CAFÉ-DA-MANHÃ, ALMOÇO E JANTAR

Erro nº 2
Troféu comilão

Quem nunca prometeu um brinquedo, um doce, um passeio com o coleguinha ou outros brindes para a criança raspar o prato? O mesmo vale para castigos: proibir a tevê, o jogo e a brincadeira. Não use a comida para puni-la. Ela não deve se sentir forçada a comer, e, sim, estimulada. "Não se deve adotar uma conduta emocional em relação à comida, pois o pequeno pode deixar de comer em função disso. Assim, você estabelece distúrbios de comportamento e de bem-estar que podem refletir na vida inteira", adverte Lopez. Experimente explicar o quão bem aquele alimento pode fazer para seu crescimento e desenvolvimento. Faça também a sua parte e dê o exemplo.

Erro nº 3
Saco vazio não para em pé
Se esse hábito faz mal para os adultos, o que dizer na infância. Já está provado por A mais B que o café-da-manhã pode fazer muita diferença no decorrer do dia. E, quanto mais variada for essa primeira refeição, melhor, pois são esses alimentos que fornecerão energia para os estudos e as brincadeiras até a hora do almoço. Quem não começa a jornada diária se alimentando bem pode ter a concentração prejudicada e aumentar a sensação de cansaço e indisposição. O que acontece é que o cérebro precisa de glicose para funcionar. Essa substância é produzida pelo corpo depois da ingestão por meio de alimentos ricos em carboidratos, como o pão e cereais. Além desses, queijos, leite e frutas também fazem parte das fontes de energia. Incentive a molecada a adquirir esse hábito, de preferência tomando o café junto com eles. As refeições em família são importantes para meninos e meninas aprenderem sua real importância.

Erro nº 4
Refeição distraída
E não é só a tevê que entra aqui. Videogame e computador também despontam como vilões da atenção dos pequenos na hora da refeição. Para o pediatra Fábio Ancona Lopez, "o problema de comer enquanto a atenção está voltada para o que passa na tevê, brincadeiras ou jogos é que, nesse momento, o sistema nervoso está ligado à imagem e isso se torna mais importante que o paladar. Assim, a criança come mais do que precisa, sem perceber". Não hesite em desligar o aparelho eletrônico, qualquer que seja ele. Lugar de se alimentar é na cozinha, e não no quarto ou na sala, onde há muitas distrações que podem influenciar no apetite infantil.

Erro nº 5
Comida não foge!
A pressa é a inimiga da perfeição, diz o ditado popular. E ainda mais quando se trata das crianças, que estão sempre com pressa de brincar. Na euforia de não perder um minuto sequer de diversão, elas praticamente engolem toda a comida. E é quando ela bate no estômago, rápida como um foguete, que o peso vai para o espaço. Acontece que o cérebro demora aproximadamente 20 minutos para processar a satisfação da pessoa. É nesse momento que o hormônio da saciedade, denominado PYY, dá as caras. Isso significa que é preciso comer mais até a cabeça entender que seu corpo já ingeriu o suficiente. A solução para o caso é simples: "Ensine a criança a diminuir a quantidade de alimento por garfada", orienta Rose. Também vale fazê-lo mastigar mais vezes antes de mandá-la para dentro.
Erro nº 6
Só um golinho

Seja suco, água ou refrigerante, é comum ver algumas crianças alternarem um golinho de líquido entre uma mastigada e outra. Nos dois primeiros casos não é de todo mal ingeri-los no momento da refeição, desde que seja no final dela e em pouca quantidade. O excesso de líquidos pode diluir o suco gástrico, fundamental na digestão e com isso dificultar o processo. Outro perigo é dilatar o estômago, o que faz a criança comer mais. Portanto, nada de bebidas no meio da alimentação. Somente as ofereça à criançada quando eles terminarem de se alimentar. Essa espera pode até ajudar na digestão. Mas atenção: não ultrapasse a quantidade de 200 ml, o equivalente a um copo.

DIETA DOS PEQUENOS

O diagnóstico confirma: a criança está obesa. Hora de começar a dieta, certo? Antes de qualquer coisa, é preciso saber que há muitas diferenças no tratamento de obesidade na idade adulta e na infância. "Não fazemos dietas restritivas em crianças. Adequamos o que ela come de maneira que passe a ganhar mais altura do que peso e, ao final de um determinado período, haja equilíbrio entre os dois", esclarece o pediatra Fábio Ancona Lopez. "A redução de alimentos é gradativa, até atingir o tamanho da porção indicada para a idade. De modo geral, é preciso reduzir o consumo de alimentos calóricos e guloseimas, beliscos entre as refeições, substituir os sucos artificiais por água, além, é claro, de estimular o consumo da alimentação variada no dia-a-dia", orienta Rose Vega Patin. Essas medidas não significam proibir alimentos, apenas restringi-los para consumo esporádico. "Ele pode ir a aniversários e comer bolo, brigadeiro, porém, no dia seguinte, é preferível que consuma frutas e diminua o volume do prato", ensina Lopez.

Erro nº 7
Filho de peixe...

Entre uma pizza e um prato de brócolis, o que você prefere? Pois é, com a criança não poderia ser diferente. Se os pais não têm o costume de comer certos vegetais, com certeza, os pequenos também não. E esse é um grande erro para toda a família. "Incentive o consumo das frutas e vegetais que as crianças gostam ou faça-o experimentar coisas novas. Essas são formas eficazes de introduzir esses alimentos na rotina familiar", orienta Rose, da Unifesp, que dá outra dica: "Tente também modos de preparo diferentes". Lopez complementa: "Não adianta oferecer os mesmos produtos para as crianças. A alimentação tem que variar. Os pais precisam investir naqueles de época e não nos que estão fora. Além de custarem até três vezes mais, a qualidade não é tão boa".

SÍLVIA DALPICOLO

Descubra quais são os melhores exercícios para manter a boa forma mental

Você passou parte da vida ouvindo que atividade física é fundamental para a saúde, certo? Provavelmente nunca ocorreu à maioria de nós que o cérebro igualmente precisa de malhação e, quanto mais envelhecemos, maior atenção deve ser dada às nossas conexões nervosas para ativá-las constantemente e mantê-las azeitadas, funcionando bem e melhorando nossas respostas mentais. Ou seja, muda a localização, mas o mecanismo da chamada "neuróbica", que atua no sistema nervoso central, é o mesmo da aeróbica que bota o corpo em movimento. "Esse termo é usado quando usamos os cinco sentidos por meio de atividades não rotineiras. Este exercício tem o objetivo de manter um nível constante de capacidade mental mesmo com o passar dos anos", explica a psicóloga Paula Teixeira Fernandes, doutora em Neurociências pelo departamento de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A ideia, como ela exemplifica, é que possamos utilizar várias informações sensoriais como os gestos e o cheiro de uma pessoa que acabamos de conhecer, além de guardar seu nome ou fisionomia. Assim, o cérebro terá mais elementos para "lembrar" futuramente daquela a pessoa. Esse exemplo pode ser aplicado a qualquer situação do cotidiano. Para lembrar onde ficou o carro no estacionamento, reúna o maior número de informações (número e letra da coluna, a sinalização, elevador ou escada próxima etc.). Os estímulos contribuem para a formação de novas sinapses, a comunicação que ocorre todo o tempo entre os neurônios, as células que constituem nossa matéria cerebral. É a "plasticidade cerebral", que define as mudanças que ocorrem na estrutura ou da função no cérebro frente a um estímulo, seja ela de origem interna ou externa. Assim, a malhação cerebral está no fornecimento de estímulos contínuos, como diz Li Li Min, professor associado de Neurologia da Unicamp e doutor em Neurociências pela Mcgill University, Canadá.

Quanto mais, melhor

Essa dica de usar para expandir é a base das novas teorias expansionistas em matéria de neurônio. "Quanto mais se usa o cérebro, melhor e mais saudável ele se torna", diz a neurocientista Suzana Herculano, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Não basta reaprender, reelaborar, raciocinar. O corpinho também participa ativamente do processo, como diz Suzana. "A prática do exercício físico ajuda a regular o mecanismo da resposta ao estresse, o que repercute favoravelmente no hipocampo, região do cérebro responsável pelas memórias novas."

Manter-se lendo, estudando, pensando, brincando e entrando em contato com novidades contribui para permanecer com as funções cerebrais "azeitadas" em todas as idades

O sono adequado é outro fator que contribui para mantermos o cérebro em bom funcionamento - é quando se dorme que a nossa versão de HD, disco de memória cumulativa, sofre uma faxina e se atualiza para novo bombardeio de informações. Também é necessário combater coisas que sabidamente fazem mal ao organismo, como sedentarismo, fumo e colesterol alto, todos fatores de risco para entupimentos e vazamentos nos vasos sanguíneos do cérebro. "Estes 'derrames' ocasionam a morte de células cerebrais e a perda de suas funções, o que gera sequelas", afirma o neurocientista Rogério Panizzutti, professor adjunto do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ e fellow da Human Frontier Science Program na Universidade da Califórnia, EUA. Ele chama a atenção para se manter o foco em exercícios que aprimorem a capacidade de captarmos as informações sensoriais básicas, como o som e a visão. É como em uma transmissão de dados pela internet: quanto melhor o input, melhor o processamento.

Atividades de lazer são importantes, como o contato com pessoas diferentes daquelas que constituem nosso círculo social. "Quando estimulamos áreas cerebrais relacionadas ao prazer, isso repercute na saúde física e no estado emocional", diz Paula Fernandes. Ela descreve atividades não rotineiras incentivadas pela neuróbica. Por exemplo, tomar banho com os olhos fechados, escovar os dentes com a mão não dominante (se você for destro, escove com a mão esquerda e viceversa), usar estímulos sensoriais (no banho, por exemplo, usar aromas), ler textos em voz alta. E o mais interessante: são atividades que podem ser realizadas a qualquer hora do dia. É só ligar o cérebro para responder ao seu comando e realizá-las.

O GRANDE ACHADO: o cérebro não estaciona, ou melhor, pode nunca estacionar
No passado, se julgava que manter o hábito de ler, estudar e entrar em contato com novidades ajudava a manter as capacidades mentais por mais tempo. Claro, isso continua valendo, mas a explicação era que manter o cérebro ativo evitaria o seu "envelhecimento". Esta associação tomava por base a hipótese de que após o término do desenvolvimento da estrutura cerebral, ao final da infância, o cérebro não teria mais capacidade de se modificar profundamente. De acordo com o neurocientista Rogério Panizzutti, este conceito começou a ser revisto a partir de 1984, quando o professor Michael Merzenich e seus colegas da Universidade da Califórnia (EUA) mostraram que o cérebro de macacos adultos se modificava profundamente após a amputação de um dedo. Esta descoberta abriu caminho para vários estudos visando entender os mecanismos envolvidos na "plasticidade" do cérebro adulto. "Extensos estudos realizados com animais de experimentação, como os ratos de laboratório, levaram ao desenvolvimento dos primeiros programas de ginástica cerebral.", conta Panizzutti. Nos últimos anos estes programas começaram a ser testados em humanos com efeitos surpreendentes, mas permanecem no plano experimental.
15 maneiras de exercitar a aos 30, 40, 50 anos e além

Não consegue encontrar as suas chaves. de novo? Não se dê por vencido. Os especialistas dizem que você pode ampliar instantaneamente as suas chances de lembrar onde coloca as suas chaves - e todo o resto que você continua a esquecer - se começar a tratar o seu cérebro corretamente (não importa a sua idade). Simples mudanças no estilo de vida irão ajudar você a ficar atento à medida que os anos passam.

Após ter atingido um pico em torno dos 27 anos, a capacidade do cérebro começa a decair já a partir dos 30 anos de idade. Nesse momento devemos começar a investir no futuro, cuidando da saúde por meio da prática de exercícios físicos regulares, do bom sono e da alimentação equilibrada e saudável. Nessa década, geralmente a vida profissional está em ascensão e passa a assumir grande importância em nossos pensamentos. Para cuidarmos do cérebro temos que diminuir o estresse, buscando atividades como meditação, ioga e massagem.

Use fio dental
Um inimigo do cérebro que muita gente ignora é a formação de placa de tártaro nos dentes. "A placa pode causar uma reação imune que ataca artérias, que passam a não mais poder entregar nutrimentos vitais a células cerebrais," diz o médico norteamericano Michael Roizen, co-autor de Você - o manual do proprietário (Editora Campus). Solução? Use o fio dental diariamente. Não consegue lembrar-se? Deixe o fio dental onde você guarda sua maquiagem ou seu barbeador. "Facilitar o trabalho cerebral de achar os objetos só depende de nós mesmos", diz Roizen.

Multitarefa na academia

Assim como malhar pode manter seu corpo em boa forma (à medida que você envelhece), alongar seu cérebro pode igualmente deixá-lo em ótima forma também. Os dois exercícios reunidos são garantia de dupla diversão. Faça palavras cruzadas enquanto se exercita em uma bicicleta ergométrica ou ouça lições de uma língua estrangeira no seu MP3 player enquanto corre na esteira. Os cientistas dizem que trabalhar corpo e mente ao mesmo tempo revitaliza células cerebrais. Não gosta de multitarefas? Faça palavras cruzadas depois dos esportes, quando o seu cérebro está energizado e receptivo.

Vá de peixe
Já se sabe há algum tempo que peixe e células do sistema nervoso central foram feitos um para o outro. E por quê? O DHA, um tipo de ômega 3, ácido gorduroso encontrado em peixes como salmão e truta e em alguns alimentos como o iogurte, é um super poupador da memória. "O DHA reduz a inflamação arterial e melhora o reparo da bainha protetora em volta dos nervos," diz Roizen. O resultado, conforme o médico, é menor perda de memória relacionada com idade, redução do risco para a doença de Alzheimer, menos depressão e até mesmo uma mente mais rápida.

O declínio das funções cerebrais continua. Pesquisas em curso têm mostrado que poderíamos nos beneficiar da ginástica cerebral já a partir dos 45 anos.

A quantidade e frequência necessárias ainda estão por ser determinadas, segundo Rogério Panizzutti. A estabilização profissional, que muitas vezes ocorre durante esta década, não pode ser acompanhada por estagnação. Devemos procurar novas informações e desafios, realizando cursos e buscando novas atividades, como aprender a pintar ou a tocar um instrumento musical.

A partir dos 40 anos, o declínio das funções cerebrais continua. É preciso funções cerebrais continua. É preciso procurar novas informações e desafios: que tal aprender a pintar ou tocar um instrumento musical?

Brinque novamente

Há uma nova versão do cubo mágico que você amou quando era criança, agora tridimensional e provavelmente bom para cérebros de qualquer idade, porque os torna mais flexíveis para solucionar problemas, diz a neuropsicóloga Karen Spangenberg Postal, presidente da Associação de Psicologia de Massachusetts, EUA. A chave: ao jogar, você está trabalhando sua memória, estratégia e habilidades espaciais, requisitos que atuam em conjunto para melhorar a saúde cerebral.

Apenas faça

Elevar a média de seus batimentos cardíacos três vezes por semana durante 20 minutos, ainda que apenas caminhando, equivale a banhar o seu cérebro em oxigênio, ajudando-o a cultivar novas células. Exercício aeróbico duas a três vezes é tão eficaz quanto qualquer atividade de treinamento cerebral conhecida, diz Sam Wang, professor associado de Neurociência da Universidade Princeton e co-autor de Bem-vindo ao seu cérebro (Editora Pensamento-Cultrix). Se você não tem tempo para a academia durante a semana, tudo bem: pesquisas recentes mostram que exercícios moderados e outros mais vigorosos mesmo uma vez apenas por semana (digamos uma corrida aos sábados) fornecem 30% mais de chance para manter a sua função cognitiva à medida que você envelhece.

Comece a jogar cartas

Se os clubes de livro te chateiam e os jantares festivos o deixam esgotado, então talvez um jogo mais vivo seja justamente o que o doutor recomendou. A combinação de estratégia e memória de alguns jogos desafia o cérebro a aprender a nova informação e exercita células, diz Karen Postal. Facilita, ainda, a socialização, enquanto o jogo de cartas acrescenta um nível da imprevisibilidade que funciona como uma carga para o cérebro - algo que os jogos individuais não oferecem. Os jogos de cartas estão de volta, portanto você pode aprender a jogar em um clube da comunidade ou por meio de um programa de educação de continuada, ou ainda contratar um instrutor particular.

Para manter as funções cerebrais, a ginástica mental deve ser utilizada, talvez com maior frequência. Continuar se expondo a situações e informações novas é fundamental para manter o fascínio em relação à vida. A atenção à saúde geral se intensifica com um aumento da frequência de exames preventivos. Devemos manter a atenção aos cuidados gerais com a saúde do corpo, incluindo exercícios físicos regulares e alimentação saudável. Potenciais problemas de saúde devem ser combatidos com medidas preventivas específicas, instrui o neurocientista Rogério Panizzutti.

Pauzinhos para comer

"Os estudos mostram que ativar as células nervosas concentradas nas pontas do dedo leva estímulo diretamente para o cérebro," diz Maoshing Ni, autor de Segunda primavera: centenas de segredos naturais para revitalizar e regenerar mulheres de qualquer idade (ainda sem tradução para o português). A verdade é que qualquer atividade que use a ponta dos dedos - manuseio dos pauzinhos ou até mesmo a rotação de uma caneta ou lápis entre os dedos - também ajuda o seu cérebro, por promover o estímulo à maior circulação sanguínea. E uma boa circulação elimina resíduos inúteis que podem impedir que nutrientes cheguem ao seu cérebro.
Jogue jogos eletrônicos


Não, você não é demasiado velho para um Wii ou para um dos novos jogos de exercício cerebral portáteis.

E pode ser bom porque até mesmo a simples tentativa significa algo de novo para o seu cérebro, diz a neuropsicóloga Reon Baird, do Long Beach Memorial Medical Center. "Quando este algo novo é um jogo em vídeo, você estimulará partes diferentes do cérebro que não usa normalmente no cotidiano," ela diz. Tente o Desafio Cerebral do Wii ou Idade Cerebral do Nintendo DS. Se isto é também é muito high tech para você, jogue Bingo ou outro formato de jogo, sugere Reon.

Cuidado com remédios

Se você sente dores sempre que se exercita ou nunca dorme bem devido a suores noturnos, há uma pílula para este caso. Mas tenha cuidado: vários estudos já detectaram o risco de haver prejuízo cognitivo, como confusão mental e falta de clareza nas ideias, em pessoas que fazem uso regular de remédios para dormir, especialmente quando se automedicam. Alguns itens desta classe de medicamentos têm efeito anticolinérgico, que bloqueia a comunicação entre os neurônios. Fale com seu médico sobre outras opções como relaxamento ou terapia cognitiva para problemas de sono.

A ciência já comprovou que a prática de ginástica cerebral adequada a partir desta idade pode oferecer benefícios importantes para a função cerebral e a qualidade de vida da pessoa. Pode contribuir, por exemplo, para que a pessoa continue dirigindo seu carro com segurança e se comunicando bem com seus familiares. Manter-se lendo, estudando, pensando, entrando em contato com novidades também contribui para permanecer com as funções cerebrais nessa idade. Os cuidados com a saúde mental devem ser intensificados. "Devemos ficar atentos para identificar e tratar principalmente a depressão, frequente nesta época da vida. É fundamental mantermos a alegria de viver", propõe Rogério Panizzutti.

É interessante que as pessoas melhorem suas capacidades cognitivas com estímulos "mentais", como palavras-cruzadas ou sudoku. Este tipo de atividade ajuda a manter a memória, auxiliando o processamento de informações, como diz a doutora em Neurociências pela Unicamp, Paula Fernandes.

E, apesar do muito que já foi dito a esse respeito, nunca é demais reforçar que pessoas com mais de 60 anos de idade que praticam exercícios físicos melhoram as capacidades mentais. A vida social também pode fazer a diferença. "Quem se relaciona com outras pessoas e situações tende a usar mais a orientação espacial (localização dos lugares - ir de um ponto para outro)", diz o neurologista Li Li Min. O cérebro, afinal, não gosta de ficar quieto.

STELLA GALVÃO

A fixação por comidas saudáveis e o uso do álcool para ajudar a emagrecer são distúrbios alimentares emergentes

Você tem medo dos alimentos transgênicos? Treme só de pensar que a carne do churrasco possa estar contaminada com germes? Nas prateleiras do supermercado escolhe apenas produtos orgânicos? Essas preocupações são normais. Mas, quando excessivas, podem comprometer a rotina e o bem-estar da pessoa. Embora ainda não seja classificada como um transtorno psiquiátrico, a ortorexia - como se chama essa apreensão exacerbada em comer apenas alimentos saudáveis - vem se tornando cada vez mais frequente. Ao lado da drunkorexia - nome dado ao uso de álcool para o controle de peso -, formam a dupla de novos transtornos alimentares.

Juntas, as duas são um reflexo, ainda que indireto, das campanhas feitas pela mídia, pelas autoridades e, inconscientemente, até por amigos, por uma alimentação saudável e pela exaltação do corpo perfeito. Não que essas campanhas, sozinhas, possam desencadear o problema. "Atribuir ortorexia à onda de produtos naturais que vem sendo lançados, como se fosse sua causa exclusiva, seria o mesmo que dizer que o culto ao corpo é a única causa dos transtornos alimentares", diz a psicóloga Fernanda Kalil, especialista em Transtornos Alimentares e coordenadora de cursos de extensão em Transtornos Alimentares na Faculdade Fead, em Belo Horizonte (MG). "Todos nós estamos expostos à moda da alimentação correta e do corpo perfeito, mas nem todos ficamos obcecados com essa ideia, só as pessoas que apresentam uma tendência ao desequilíbrio", lembra. Mulheres são muito mais vulneráveis, de modo geral, e representam 90% dos casos.
Medo da comida

A ortorexia foi descrita pela primeira vez pelo médico americano Steven Bratman, autor do livro Health food junkies (em uma interpretação livre, "Viciados em comida saudável", ainda sem tradução para o português) em 1997. Entre os principais sintomas estão passar horas no supermercado lendo os rótulos dos produtos para saber se há conservantes ou outra substância considerada nociva à saúde, e escolher exclusivamente alimentos orgânicos, macrobióticos e integrais. "A pessoa começa a recusar convites para encontros sociais como almoços e jantares. Assim, evita se expor aos alimentos dos quais não pode controlar a origem", avalia Eliane Domingues Carbone, psicóloga clínica especializada em Distúrbios Alimentares. "O ortoréxico confia apenas nos alimentos que ele mesmo cozinha, porque só assim é possível conhecer os ingredientes e a forma de preparo do prato", completa. Além disso, gasta boa parte do dia pensando em comida, porque não mede esforços para comprar os alimentos que considera adequados.

Normalmente, os ortoréxicos não procuram ajuda médica. "A maioria acha sua preocupação legítima. Há pouco tempo uma nutricionista me encaminhou o caso de um paciente. Ele me contou que, durante a semana, comia apenas alimentos de qualidade, sem conservantes, sem aditivos. Mas no final de semana tinha vontade de comer uma fatia de doce. Chamava isso de 'descontrole alimentar'. Mas ele se orgulhava de ser tão disciplinado e cuidadoso com a própria saúde. Não permaneceu no tratamento", conta Fernanda Kalil. A preocupação principal dos ortoréxicos não é a perda de peso, mas manter o organismo limpo, consumindo apenas alimentos absolutamente saudáveis. Mas como ingerem uma quantidade indevida de calorias, é comum ficarem muito magros.

Dois transtornos juntos

Se os ortoréxicos não têm como foco a silhueta, o mesmo não se pode dizer de quem sofre de drunkorexia, termo de origem inglesa para denominar quem usa o álcool para ajudar a controlar o peso. É também chamado de ebriorexia ou alcorexia. "Trata-se, na verdade, de uma comorbidade. Ou seja, a associação de duas doenças que são o distúrbio alimentar e o alcoolismo", explica Maria Clara Mansur, presidente da Associação Brasileira de Transtornos Alimentares (Astral), no Rio de Janeiro.

A drunkorexia costuma acometer quem sofre de anorexia nervosa: a pessoa bebe em grande quantidade para ficar anestesiada e perder o apetite

A drunkorexia se manifesta principalmente de duas formas. A primeira está associada à bulimia. "A pessoa come demais e depois usa o álcool para provocar o vômito", descreve Maria Clara. Ou ainda bebe para se sentir entorpecida e diminuir a culpa por ter comido em excesso. "É uma forma bastante comum da doença, já que tanto a ingestão de comida quanto a de bebida são um tipo de compulsão, nesse caso".

A segunda forma da drunkorexia costuma acometer quem sofre de anorexia nervosa. A pessoa bebe em grande quantidade para ficar anestesiada e perder o apetite. É esse o perfil que está sendo representado por Renata, personagem da atriz Bárbara Paz na novela Viver a Vida, da Rede Globo. "Nesse caso fictício encontramos uma pessoa que ao mesmo tempo tem uma busca obsessiva pelo corpo e consome álcool em excesso. Ela ainda nega esses fatores e o prejuízo social, cultural e físico que a doença provoca", descreve Eliane Carbone.

"Não é possível dizer o que vem antes, a anorexia ou o vício pelo álcool", diz o psiquiatra Hamer Palhares Alves, coordenador da Rede de Apoio aos Médicos da Escola Paulista de Medicina (EPM). "Depende da situação, mas o fato é que é comum essas duas doenças andarem juntas", diz Palhares. Segundo uma pesquisa feita com 80 pacientes do Programa de Atenção à Mulher Dependente Química, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq/USP), 56% das mulheres dependentes de álcool ou droga em tratamento apresentavam também algum transtorno alimentar.

Sueli* começou a apresentar os primeiros sinais de anorexia nervosa aos 14 anos. Chegou a pesar 44 quilos e estava sempre insatisfeita com seu corpo. Com 17 anos ingressou na faculdade e passou a ingerir álcool em excesso. A princípio a situação se mostrou bastante conveniente já que, embriagada, não tinha fome. Mas depois de várias quedas - provocadas pela fraqueza e pelo álcool - foi levada pela mãe para iniciar um tratamento médico. Hoje ela está com 20 anos e depois de três anos usando medicamento contra a compulsão por álcool e para as crises de abstinência, curou-se do alcoolismo. A anorexia ainda está sendo tratada com acompanhamento psicológico, mas Sueli já está com 56 quilos e engordando sem a culpa que a acompanhou durante sua adolescência.

Por Ivonete Lucirio

Doenças cardiovasculares matam mais mulheres que o câncer de mama e útero. Saiba como prevenir

As mulheres conseguiram conquistar a independência financeira, a liberdade de expressão e uma porção de outras coisas que tornaram suas vidas muito melhores. Será? Que todas essas conquistas trazem 1 milhão de alegrias, ninguém duvida. Mas não podemos deixar de considerar que este ritmo, tão acelerado, traz consigo uma série de prejuízos que podem comprometer, inclusive, a saúde do coração.

Para se ter uma ideia, dados recentes publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que as cardiopatias respondem por um terço das mortes entre mulheres no mundo. Isso significa 8,5 milhões de óbitos por ano e mais de 23 mil por dia.

Se tudo isso já não fosse tão grave, as brasileiras ainda têm que conviver com um recorde da América Latina, que seria melhor não possuirmos: 30% das mortes femininas em nosso País são ocasionadas por doenças cardiovasculares. Para o cardiologista Otávio Gebara, do Hospital Santa Paula de São Paulo, esses números são fruto de uma população mal informada, que acredita que a saúde da mulher se resume às consultas ao ginecologista uma vez ao ano. "Infelizmente as pacientes não têm um olhar preventivo para esses males. Para elas, o grande cuidado com a saúde está no exame de Papanicolau. E as enfermidades do coração são seis vezes mais frequentes do que o câncer na mulher", alerta.

Entre as principais causas desses números, está a dificuldade feminina em controlar o peso, os níveis de colesterol e a pressão alta. "Tanto a hipertensão quanto o colesterol alto comprometem os vasos sanguíneos, causando problemas de circulação, principalmente a formação de coágulos", diz o especialista. Gebara ainda afirma que o processo de envelhecimento aumenta os riscos para essas doenças. "Depois do período da menopausa esse risco se agrava e a fase mais crítica para as mulheres é depois dos 45 anos de idade. Isso porque o ritmo acelerado de sua jornada dupla ou tripla acaba afastando-a de hábitos saudáveis, como manter uma dieta bem equilibrada, praticar exercícios regularmente, evitar o sal, controlar os níveis de estresse e fazer um check-up anualmente", explica.

A boa notícia é que 80% do risco podem ser evitados com mudanças no estilo de vida e, em casos já diagnosticados, o uso de medicação pode ajudar. Ou seja, a responsabilidade do cuidado e o futuro estão nas mãos de cada uma.

Para prevenir, a dica é se observar

A adoção de uma alimentação saudável, além da perda de medidas, são fatores fundamentais para a prevenção das cardiopatias. Com isso a mulher se sente mais disposta a praticar atividades físicas que contribuem para diminuir a pressão sanguínea e assim, fortalecer o coração. "Portanto, o ideal é incluir mais frutas, legumes e verduras no cardápio diário e moderar o consumo de carnes, massas e frituras. O consumo excessivo de álcool também pode ocasionar sérios problemas cardíacos, incluindo derrame cerebral. Já com relação ao fumo, o melhor a fazer é parar definitivamente, já que a nicotina e o monóxido de carbono atingem o sistema cardiovascular, aumentando as chances de infarto", completa o médico.
VIVA SAÚDE

Futebol duas vezes por semana dá goleada na pressão alta, diz pesquisa

A pressão alta, problema diagnosticado recentemente no presidente Lula, ganha um adversário de peso: o futebol. Sim, recente pesquisa realizada pela Universidade de Copenhague e pelo Instituto Federal Suíço de Tecnologia, com hospitais e clínicas associadas, mostrou que a prática de futebol duas vezes por semana em pessoas inativas (homens e mulheres), como pressão arterial elevada fez os índices da doença terem uma queda significativa.

O artigo publicado pela universidade na última semana mostrou ainda que os voluntários estudados por três meses, jogando futebol duas vezes por semana, tiveram redução também na frequência cardíaca de repouso e no percentual de gordura corporal. Outras pesquisas, segundo o artigo, indicaram ainda que tanto em homens quanto em mulheres, o futebol tem mais efeitos cardiovasculares, como consumo máximo de oxigênio, elasticidade do sistema vascular, colesterol e gordura do que treinamento de força, como a musculação, e igual ou até mais do que a corrida.

"Nossa pesquisa mostra que o futebol é uma forma versátil e intensa de exercício que proporciona um efeito positivo sobre fatores de risco cardiovascular em um grupo grande de homens e mulheres adultos inativos", disse Peter Krustrup . "Com base nos resultados, o futebol pode ser recomendado como parte do tratamento para pressão alta e para a prevenção de doenças cardiovasculares." O pesquisador afirmou ainda que os resultados foram os mesmos se o futebol é praticado por grupos pequenos de quatro ou seis pessoas ou maiores, chegando a 14. Os voluntários que optaram por jogar futebol (com direito a passes, giros, corridas e chutes) tiveram a pressão reduzida duas vezes mais do que os que apenas correram.

Com o resultado, os pesquisadores afirmaram no artigo que a eficiência do futebol contra a pressão alta é maior que as recomendações de médicos em relação às dietas e a outros exercícios físicos. Mas não custa lembrar que as peladas de fim de semana, regadas a cerveja, caipirinha, picanha e torresmo, tão comum em solo brasileiro, não passaram pelo crivo dos estudiosos. Assim, se você é sedentário, tem pressão alta e gosta de futebol apenas assistindo no sofá, a pesquisa, sem dúvida, é uma boa notícia, mas antes de sair por aí correndo atrás da bola, achando que o sal, a gordura e os aperitivos estão liberados, é bom falar com seu médico.

A pesquisa faz parte de um grande estudo, financiado pelo departamento médico e de pesquisa da FIFA, pelo Ministério da Cultura da Dinamarca, entre outras entidades, para mostrar a relação do futebol com a saúde. Conduzidos pelos professores Peter Krustrup e Jens Bangsbo, do Departamento de Exercício e Ciências do Esporte, da Universidade de Copenhague, 50 pesquisadores de sete países estudaram os aspectos físicos, psicológicos e sociais do futebol. Neste mês, o Scandinavian Journal of Medicine and Science in Sports (Jornal Escandinavo de Medicina e Ciências nos Esportes), vai publicar uma edição especial chamada "Futebol para a Saúde", com 14 artigos científicos analisados no projeto. Terra Saúde

Tomar sol é fundamental para saúde, dizem pesquisadores

É preciso, sim, tomar sol! Pode parecer estranha essa afirmação em tempos de buraco na camada de ozônio e campanhas para se proteger do sol como forma de prevenção ao câncer de pele. Mas a verdade é que há indícios em todo o mundo de que as pessoas já apresentam déficits de vitamina D por falta de exposição solar. O alerta foi disparado por pesquisadores finlandeses no American Journal of Epidemiology: baixos índices de vitamina D estariam associados a maior incidência de derrame e outras doenças cardiovasculares em 5 mil voluntários, monitorados por 27 anos naquele país.

Mesmo no clima tropical do Brasil (aparentemente com menos risco para o problema do que a Finlândia) a discussão é pertinente: um estudo realizado com 603 funcionários do Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo) mostrou deficiências da vitamina tanto no fim do inverno quanto no término do verão. A falta de vitamina D está associada a vários problemas no organismo: déficit na fixação do cálcio nos ossos, hipertensão, diabetes, infecções e até aparecimento de alguns tipos de câncer. Uma das explicações mais aceitáveis para o aparecimento dessa deficiência de vitamina D nas populações é a pouca exposição ao sol – já que as pessoas passam boa parte do tempo em escritórios ou fechadas em apartamentos – e o baixo consumo de alimentos com boa oferta dessa substância. A recomendação internacional para o nutriente é de 10 a 15 microgramas por dia, mas o brasileiro consome cinco vezes menos do que isso, de acordo com Marcelo de Medeiros Pinheiro, reumatologista da Unifesp.

A boa notícia é que dá para consertar o problema de forma relativamente simples: ingestão de alimentos como peixes oleosos e defumados, salmão e truta (bem leves e saudáveis) e sete minutos diários de exposição solar (salve os trópicos!). O sol é muito, muito importante nesse caso, pois a vitamina D, diferente das demais vitaminas, tem como forma biologicamente ativa um hormônio que se forma quando os raios solares atingem a pele. Viver Melhor

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Homens também se preocupam com a própria imagem

O homem moderno cuida mais de sua imagem pessoal. Lhe agrada sentir-se desejado pelo sexo oposto e admirado por seus pares. Cada dia mais os homens procuram as academias de ginástica, centros de estética e SPAs, além dos consultórios médicos para melhoria de suas peles, saúde e aparência. A calvície, a obesidade e flacidez corporal e acne são as principais preocupações estéticas masculinas.

Algumas diferenças fundamentais entre a pele masculina e feminina devem ser salientadas:

- A derme e epiderme dos homens são 24% mais espessas e o extrato córneo (camada que proteje a pele mais externamente) tem mais camadas;

- Proporcionalmente possuem mais número de fibras colágenas e menos elastina;

- O biotipo cutâneo se define a partir dos 18 anos e declina aos 60 anos;

- As glândulas sebáceas e sudoríparas são mais abertas e maior número;

- Os orifícios pilo sebáceos são mais dilatados;

- Têm o filme hidrolipidico mais abundante devido a influencia dos hormônios masculinos como andrógeneos;

- Por causa dos andrógeneos é comum que sofram mais de acne e alopécia (queda de cabelos e calvície).

A pele acneica:
O tratamento da pele acneica masculina consiste :

Higienização com espuma de limpeza e acido glicólico 4%
Dermoabrasão com peeling de cristal ou diamante ou sabonetes esfoliantes
Pincelar com acido glicólico a 15% e neutralizar com água e leite de aveia associado aos óleos essenciais
Extração dos comedões abertos e assepsia (limpeza da pele)
Máscara descongestiva por 15 minutos
Protetor solar em base gel para evitar a oleosidade

Os cuidados em consultórios e clinicas serão particularizados após terem sido classificados em graus e seqüelas da acne, ou seja, o profissional determinará a necessidade ou não de uso de antibióticos orais, peelings químicos, antissépticos, laser e ate a isotretinoina, conhecida como roacutan.

Alopécia:
Cabelos, assim como a pele, são muito importantes para imagem do homem. Estes se sentem menos atraentes com a perda dos cabelos.

Alem dos fatores androgênicos, os emocionais como stress, depressão, ansiedade produzem uma queda imunológica com perda de nutrientes e diminuição da irrigação capilar tendo como conseqüência a queda e morte precoce do folículo piloso. Nestes casos é que se recomenda uma boa alimentação a base de frutas e verduras.

A alopécia androgênica pode se manifestar se depois da adolescência pela participação da testosterona e da 5 alfa redutase e 5 alfa dihidrotestosterona que tem sítios de união na raiz do cabelo e em toda área frontal da cabeça dos homens. O cabelo então não tem força e cai. Assim , o mais adequado é que se consulte o medico que avaliará substancias que poderão bloquear estes hormônios. O tratamento basea se nas causas. A opção clinica incluímos:

Mesoterapia: injeções intradermicas de substancias que promovem um aumento da circulação do folículo pilos e estimulo direto para crescimento destes
Aplicações de medicamentos tópicos com este mesmo fim
Uso de medicamentos orais comprovadamente eficazes para diminuição de queda e da seborréia
Carboxiterapia: infusão de gás anidrocarbonico que promove uma maior capilarizaçao do folículo piloso

A opção cirúrgica mais eficaz é o microtransplante capilar. Uma cirurgia simples de riscos mínimos e os cabelos transplantados permanecerão por toda vida.

Conselhos para cuidar dos cabelos:
Lavá-los com freqüência
Não usar gel
Aplicar shampoo adequado para cada tipo de cabelo
Se usar secadores, utilize os de temperaturas mais baixas
Evitar tinturas
Cortar os cabelos regularmente para ter uma higienização mais adequada
As massagens capilares podem modificar a informação genética da raiz do cabelo. Porém, não se tem certeza que a massagem capilar contribui efetivamente para deter a queda de cabelos por causas emocionais e que ative a irrrigação sanguínea do couro cabeludo. Beleza

Grávida no Carnaval: quais são os principais cuidados

No país do Carnaval, quem é folião mesmo não gosta da ideia de ficar longe da farra. Até as grávidas costumam cair no samba, como é o caso de Andréia Gomes, rainha de bateria da escola de samba Tom Maior. A verdade é que, se a gravidez for normal, tomando alguns cuidados dá, sim, para entrar na festa. Já se a gestação apresentar riscos, o melhor é curtir os desfiles pela televisão.

- Dance, em vez de pular.

- Evite multidões. Prefira os clubes e salões fechados, que são mais tranquilos do que o Carnaval de rua. Gestantes podem sentir tonturas ou queda de pressão no meio de muita gente;

- Beba bastante água;

- Use protetor solar, para evitar as manchas causadas pelo sol;

- Fique atenta aos limites do seu corpo, se sentir desconforto ou estafa, descanse;

- Prefira sapatos sem salto;

- Não passe muito tempo em jejum, leve alimentos saudáveis na bolsa, como frutas, por exemplo;

- A mulher que se sentir bem e preparada fisicamente pode até encarar a folia na avenida. Se este não for o seu caso, não arrisque, prefira atrações menos cansativas;

- Não use fantasias que possam machucar o corpo ou a barriga;

- Se for viajar, é ideal ter momentos para levantar e andar, fazendo com que a circulação sanguínea - principalmente nas pernas - volte ao ritmo normal. Crescer

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Depressão

É uma palavra usada freqüentemente para descrever nossos sentimentos. Todos nós temos altos e baixos emocionais, e alguns sentimentos são normais em determinadas fases da vida. Muitas vezes confundimos o sentimento de tristeza com a depressão. Tristeza é um sentimento normal do ser humano, uma emoção que pode ser notada diante da realidade que nos frustra. E como no mundo moderno é muito comum vivermos situações que provocam decepções, perdas e frustrações, este sentimento é experenciado inúmeras vezes na vida e não tem nada de patológico.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a depressão é uma das doenças mentais cuja incidência mais tem crescido nos últimos anos, principalmente nos países industrializados. A depressão sob o aspecto de evento psiquiátrico é uma doença que se caracteriza por afetar o estado de humor da pessoa, deixando-a particularmente com um estado anormal de tristeza. Ou seja, é uma doença caracterizada, sobretudo pela perturbação do humor. Não é simplesmente estar na "fossa", ou uma condição que pode ser superada com força de vontade ou pensamento positivo. É uma doença que acomete o físico e o psíquico, provocando enorme sofrimento.
Segundo o manual Diagnóstico de Transtornos Mentais (DSMIV-TR), os Transtornos de Humor incluem os Transtornos Depressivos (ou depressão unipolar), Transtornos Bipolares (que incluem pelo menos um episódio de hipomania), e dois transtornos baseados na etiologia - Transtorno de Humor, baseado em uma condição médica geral, e Transtorno do Humor, induzido por substâncias.
Em geral, a pessoa deprimida sente-se triste a maior parte do dia, praticamente todos os dias, desanimada, abatida, com o conhecido "baixo-astral". A característica essencial de um episódio depressivo é um período mínimo de duas semanas, durante as quais há um humor deprimido ou perda de interesse ou prazer por quase todas as atividades. O indivíduo também deve experimentar pelo menos quatro sintomas adicionais, extraídos de uma lista que inclui alterações no apetite ou peso, no sono, na atividade psicomotora, diminuição de energia, sentimentos de desvalia ou culpa, dificuldades para pensar, concentrar-se ou tomar decisões, ou pensamentos recorrentes sobre morte ou idéias suicidas.

Homens e mulheres, independentemente da faixa etária, podem ser atingidos pela doença. No entanto, as mulheres apresentam um risco duas vezes maior de terem depressão em algum momento de suas vidas. Algumas mulheres relatam uma piora dos sintomas depressivos nos dias que precedem a menstruação ou em algum momento da adolescência ou da menopausa.

Os sintomas da Depressão
A sintomatologia da depressão é muito variada, e ainda assim podemos contar com diferentes manifestações, dependendo da personalidade de cada indivíduo. Existem alguns sintomas básicos evidenciados nos quadros depressivos:

Humor deprimido
O humor é descrito pela pessoa como deprimido, triste, desesperançado e desencorajado. Alguns indivíduos relatam queixas somáticas em vez da tristeza. Em crianças e adolescentes este humor pode ser manifestado pela irritabilidade, raiva exagerada ou ataques de ira.

Perda de interesse
Este sintoma está quase sempre presente, com diferentes intensidades. Há um menor interesse por atividades rotineiras e anteriormente consideradas prazerosas. Pode ocorrer uma diminuição de interesse ou desejo sexual.

Alterações do Apetite e do Sono
O apetite geralmente está reduzido ou aumentado para alguns alimentos específicos, podendo ocorrer perda ou ganho significativo de peso.
O distúrbio do sono mais comum é a insônia, geralmente a do tipo intermediária (em que a pessoa acorda durante a noite e não consegue dormir) ou terminal (aqueles que despertam muito cedo, com incapacidade de conciliar o sono novamente).

Alterações Psicomotoras
Incluem agitação ou retardo psicomotor.

Diminuição da energia, cansaço e fadiga
É comum o relato de fadiga constante, mesmo quando não há atividade que exija um esforço físico considerável.

Sentimento de desvalia
Pode-se observar que o indivíduo faz uma avaliação negativa e irrealista do próprio valor, tem muitas preocupações com sentimento de culpa ou ruminações acerca de pequenos fracassos do passado.
٭ Prejuízo na capacidade de pensar, concentrar-se ou tomar decisões.
٭ Idéias suicidas ou tentativa de suicídio.

Causas da Depressão
Apesar de existir uma predisposição genética para os casos de depressão, este fator por si só não determina a ocorrência de uma crise depressiva. Sabe-se que intensas emoções, o estresse do dia-a-dia e fatores sociais podem provocar e desencadear fortes alterações no funcionamento cerebral que levam à depressão.

Pesquisas já evidenciaram na depressão a alteração de uma série de neurotransmissores, níveis alterados de neuropeptídios, perturbações hormonais, como alterações no hormônio da tireóide, além de mudanças no fluxo sanguíneo.

Toda doença orgânica tem o seu representante psíquico, e com a depressão não seria diferente. Do ponto de vista emocional, pode-se observar uma certa constância no tipo das vivências emocionais dos indivíduos que apresentam depressão. É claro que a personalidade de um indivíduo está sempre vinculada à sua história e ao modo como se criou, se desenvolveu e adquiriu sua maneira de ser. Mas em geral as pessoas que apresentam depressão têm maior "rigidez" mental, isto é, apresentam para si exigências e limites muito maiores do que seria necessário para se viver bem. Com padrões mais altos de como as coisas e a vida deveriam ser vividas, gasta-se muita energia mental para mantê-los e sobra menos disposição de conseguir a satisfação de viver de forma mais prazerosa. Maiores exigências provocam mais e repetidas frustrações.

Diversos estudos da área psiquiátrica e psicológica encontraram uma associação significativa entre traumas por perdas na infância e depressão na vida adulta. Os autores destes estudos acreditam que o trauma incindindo sobre um indivíduo geneticamente vulnerável pode desencadear o epsódio depressivo.

Existem alguns fatores estressores que podem propiciar o início da depressão. Esses fatores desencadeantes de um episódio podem ser: mudanças de emprego, de cidade ou de país, separações, divórcio, perda de ente querido, descoberta de doenças graves, entre outros.
Muito freqüentemente ouvimos falar da depressão após a morte de um ente querido. Entretanto, é preciso compreender que mesmo que os sintomas do quadro depressivo existam, temos que associar este episódio depressivo ao período de luto normal do indivíduo. Estudos psicológicos já demonstraram que todos nós passamos por algumas "fases" emocionais após perder uma pessoa querida. Estas fases incluem sentimentos de muita tristeza, perda do interesse e prazer em viver, além de raiva, frustração e revolta. Esses momentos emocionais são esperados e fazem parte deste processo normal de elaboração psíquica da perda e devem ser observados ao tentarmos elucidar um caso "real" de depressão.

O parto também pode se transformar em um evento desencadeante de um episódio depressivo. Aqui também é necessário distinguirmos a depressão do conhecido "baby blues", ou a tristeza pós-parto, que dura aproximadamente 10 -15 dias e afeta quase 70% das mulheres. Este tipo de sentimento é normal e até esperado nesse momento da vida. Além da tristeza, mesmo estando diante do novo bebê, as mulheres se deparam com uma grande insegurança, muitas dúvidas e medos sobre sua capacidade de compreender e atender às demandas da maternidade.

Tratamento

Atualmente já existem muitos medicamentos capazes de tratar a depressão, sem expor o indivíduo de maneira agressiva aos efeitos colaterais das drogas. O tratamento medicamentoso só deverá ser feito pelo médico psiquiatra, diante de uma estudo e acompanhamento minucioso do caso.
As terapias psicológicas também vêm se revelando cada vez mais como um grande aliado nos tratamentos médicos. Busca-se no tratamento psicoterápico a compreensão de aspectos da personalidade e da forma de se comportar e viver do indivíduo, que podem estar interferindo na sua melhora e no seu bem-estar.

É importante lembrar que o tratamento da depressão se dá de forma gradativa. No início do uso da medicação é comum uma melhora considerável do indivíduo, mas outras fases regressivas poderão surgir. Deve-se ter em mente que esses altos e baixos podem ocorrer durante o tratamento, e que gradativamente o indivíduo vai encontrando um equilíbrio. O uso correto da medicação associado ao trabalho psicológico vai proporcionando momentos de maior bem-estar e disposição, fases que com o tempo vão se tornando mais constantes até que se atinja uma certa normalidade.

A medicalização do sofrimento

Diversos pesquisadores em saúde mental vêm alertando para o problema da medicalização excessiva ou da imagem difundida de que os medicamentos podem resolver todos os problemas e sofrimentos psíquicos. A busca pelo alívio imediato dos sintomas, de preferência indolor, nos remete a características da nossa atual cultura e sociedade. O consumo exagerado, imediatista, a opressão pelas conquistas de idéias de beleza de tratamento.

Vale lembrar que os medicamentos têm a função de auxiliar o indivíduo na melhora de seu funcionamento físico, o que inclui o funcionamento cerebral. Porém, não tratamos somente de cérebros, e sim de pessoas que também reagem a um tratamento humano como o desempenhado pela psicoterapia e psicanálise. Ao abrirmos essa possibilidade do encontro humano, podemos oferecer uma nova escuta da dor mental e, conseqüentemente, um alívio das angústias na medida em que o homem passa a conhecer melhor os seus conflitos e sua própria história.
BEM ESTAR DA MULHER