terça-feira, 29 de março de 2011

Filhos de coleira?

Quantas vezes você pede, mais de uma vez, para o seu filho não se afastar de você na loja, no parque ou no supermercado e ele parece não ouvir? Procurando uma solução rápida para não perder os filhos nesses momentos, muitos pais estão aderindo à ideia de usar uma coleira nas crianças. Claro que não é aquela que usamos em nossos bichos de estimação. Ela pode ser de pulso, colete ou até mesmo uma mochila colorida e cheia de desenhos. Mas será que essa é a melhor solução mesmo?

A prática tem dividido opiniões de pais e especialistas. Segundo Quézia Bombonatto, psicopedagoga e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), essa atitude interfere no diálogo que se pode ter com os filhos. “A criança tem que aprender a lidar com o comando da mãe. Os pais têm de impor limites e explicar o que pode acontecer se ela sair de perto deles”, diz.

A auxiliar administrativa Samira Bereta de Almeida, mãe do João Victor, de 1 ano e 4 meses, afirma que jamais usaria a coleira no seu filho, porque acredita que a criança deve ter o seu espaço. "Eu sou contra e, todas as vezes que saio com meu filho, ando de mãos dadas, no colo ou com o carrinho. Não vejo necessidade de colocar esse acessório. Tem que deixar a criança à vontade e, se ela se afastar, os pais têm de mostrar onde deve andar", critica. Segundo uma rede especializada em produtos para bebês, o acessório tem bastante saída, principalmente em período de férias, quando as mães têm ainda mais medo de perder as crianças em lugares desconhecidos.

É por esse motivo que a psicóloga Helena Porcheddu, mãe da Rebecca, de 3 anos - que vive em Londres, onde a prática é bastante comum –, diz que a coleira foi uma das melhores coisas que comprou para sua filha. "Vamos muito a museus, feiras, ou seja, lugares com muitas pessoas, e eu prefiro colocar a mochila que tem a coleirinha em vez de ficar empurrando carrinho. Ela se sente livre como se estivesse indo sozinha", defende. Para Quézia, apesar de atitudes como gritar, puxar e arrastar a criança sejam muito mais agressivas, “quando os pais pensam em encoleirar a criança, têm de se questionar por que estão fazendo isso”. “É hora de se perguntar por que não estão conseguindo fazer o filho obedecer e como fazer isso da melhor maneira possível”, diz.

O acessório jamais deve substituir a disciplina dada pelos pais. “Os valores da criança são formados a partir do que os adultos ensinam. Assim, se a noção de autoridade for embasada em objetos e não no diálogo, como ela vai identificá-la quando estiver na adolescência?”, diz a psicóloga infantil Andréia Souza. Impor limites e zelar pela segurança das crianças dá trabalho, sim, mas também é uma forma de criar vínculos com elas. É isso que vai fazer com que se sintam amadas e seguras.

Agora, conte para nós. Você é contra ou a favor do uso de coleira em crianças?


Crescer

domingo, 27 de março de 2011

DIU contra a endometriose

Evitar a gravidez indesejada, diminuir a intensidade das cólicas e do sangramento mensal. Esses são os principais benefícios que o uso do dispositivo intrauterino (DIU) pode trazer para as mulheres. “Trazido para o Brasil há 10 anos, o DIU LUNG-20, feito com o hormônio levonorgestrel, um derivado da progesterona, está sendo cada vez mais usado para a melhora de vários problemas da saúde feminina, como a endometriose”, alerta Carlos Alberto Petta, especialista em Reprodução Humana e Endometriose e professor de Ginecologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Conhecida como a doença da mulher moderna, a endometriose já atinge seis milhões de brasileiras, provocando cólicas intensas e incapacitantes, além de dores durante as relações sexuais. “Hoje, com o uso do DIU no tratamento clínico, conseguimos evitar entre 50% e 70% das cirurgias para endometriose. Isso porque ele é bastante indicado para quem quer ter controle sobre a dor”, aconselha Petta. O próprio ginecologista realizou uma pesquisa em três universidades de São Paulo, publicada no periódico Human Reproduction, na qual pôde comprovar a eficácia do DIU LNG-20 no tratamento da endometriose e responde, para a VivaSaúde, algumas questões sobre a doença e o método contraceptivo. Algumas mulheres ainda têm muito preconceito sobre o uso do DIU por não saberem como efetivamente ele funciona. Poderia explicar? É importante dizer a essas mulheres que, hoje, ao falar sobre DIU, estamos nos referindo a um método anticoncepcional seguro e eficaz. Mesmo assim, é preciso entender a diferença entre o DIU, que, em geral, é feito de cobre e recomendado apenas para a anticoncepção, e o DIU LNG-20, feito com o levonorgestrel. Este último é na verdade um sistema intrauterino, pois também libera um hormônio. Se repararmos, o principal efeito colateral do DIU comum relacionado ao tem cobre. Esse metal pode aumentar o sangramento de 30% a 50%, em volume e dias, além de provocar cólicas. Anos atrás, ele era bom por ser barato e foi muito usado para a contracepção. Só que em países mais pobres – em que muitas mulheres têm anemia–, o aumento do sangramento piora ainda mais esse quadro. Então a diferença é que, em vez de liberar cobre, o novo DIU libera um hormônio. Qual é o hormônio liberado e como ele age no corpo da mulher? O hormônio chama-se levonorgestrel e é um derivado da progesterona. Seu efeito é contrário ao do hormônio natural, portanto não aumentará o sangramento, mas vai diminuí-lo. Também não aumentará a dor da cólica, vai diminuir sua intensidade. Qual é a relação entre o uso de DIU e a endometriose? Ao percebermos que o uso desse método diminuía a dor e o sangramento na mulher, passamos a pensar que essas são as principais queixas das mulheres com endometriose. Daí, começamos a relacionar seu uso com o tratamento desta doença que já atinge seis milhões de brasileiras. O primeiro estudo feito no Brasil, realizado em parceria com Unicamp, USP e USP de Ribeirão Preto, avaliou 39 pacientes e comprovou que quando elas usaram o DIU de levonorgestrel tiveram sua dor diminuída. O DIU , que um dia foi lançado para fazer anticoncepção, agora passa a ser usado para vários problemas ginecológicos que causam sangramento ou muita dor Essas dores são constantes ou só acontecem durante o ato sexual? A dor mais comum é a cólica menstrual. Mulheres com endometriose relatam uma dor que aumenta ao longo dos anos. Outros tipos de incômodo acontecem durante a relação sexual ou podem se manifestar como uma alteração intestinal ou de hábito urinário. Normalmente, a mulher com endometriose menstrua e tem diarreia, incômodo para urinar e dor crônica. Por isso, deve-se escolher o método anticoncepcional pelos benefícios que ele proporciona para essa paciente. E foi assim que o DIU LNG-20 começou a ser usado para tratar a dor em mulheres com endometriose e evitar cirurgias. Ele melhora a qualidade de vida com um tratamento clínico que dura até cinco anos. Hoje, evitamos entre 50% e 70% das cirurgias para endometriose, usando o DIU LNG-20. Em sua opinião, a endometriose está afetando cada vez mais mulheres? A endometriose é considerada a doença da mulher moderna porque tem a ver com ansiedade, estresse, gravidez tardia... Se você observar, as adolescentes, já aos 15 anos, estão todas estressadas e nervosas. Tudo isso mudou o perfil não só da endometriose, mas de outras doenças como diabetes e hipertensão, que são diagnosticadas cada vez mais cedo. O problema da endometriose é que ela afeta a mulher nos anos produtivos, quando está começando uma carreira. Para essa adolescente diagnosticada, é recomendável o uso do DIU ou o método é muito invasivo? Acho que é preciso discutir o tratamento com a adolescente e a mãe junto. Porque, querendo ou não, a virgindade é um tabu. Só que, às vezes, a dor é tão preocupante e incapacitante que o médico opta por colocar o DIU como um procedimento cirúrgico. Vamos desmitificar a cirurgia de inserção do dispositivo. Na verdade não é uma cirurgia, é um procedimento. O DIU passa pelo colo do útero, e na maioria das vezes isso é feito no próprio consultório médico, sem necessidade de anestesia ou sedação. As mulheres reclamam de um pouco de cólica, parecida com uma cólica menstrual forte, mas que dura dois ou três minutos no máximo. É importante que o médico que vai colocá-lo explique tudo à paciente, senão ela fica com medo e pode doer ainda mais. Em 90% das minhas pacientes, o DIU foi colocado no consultório. Que tipos de cuidados deve ter a mulher que adotou o DIU ? Ela precisa fazer mais consultas médicas? Não, o que normalmente acontece é que, após a inserção, o primeiro retorno deve ser feito em 45 dias, para tirar dúvidas e dar orientação. O segundo retorno é marcado para seis meses depois. Em seguida, a consulta é agendada uma vez por ano, quando é realizado o papanicolau e o exame de mama, daí o médico pode checar o DIU também. Outro temor das mulheres é o de o DIU sair do lugar. Isso realmente pode acontecer? A taxa de expulsão do DIU é de 2%. Nesses casos, o médico coloca, e ele realmente sai do lugar, mas não vai perfurar o útero ou passar pelo sangue. A maioria das expulsões acontece nos primeiros dois, três meses. Na relação sexual, se ele estiver fora do lugar, pode doer. Mas a relação em si não é capaz de tirar o DIU do lugar. Independentemente do vigor. Fernanda Emmerick e Renata Armas

Deus manda,até diabo obedece !

Um bruxo do mal que ouvia o programa resolveu pregar-lhe uma peça. Conseguiu seu endereço, chamou seus secretários ordenou que fizessem uma compra e levassem para mulher, com a seguinte orientação: - Quando ela perguntar quem mandou, respondam que foi o diabo! Ao chegarem à casa da senhora, a mulher os recebeu com alegria e foi logo guardando os alimentos. Os secretários do bruxo, conforme as orientações, recebidas lhe perguntaram: - A senhora não quer saber quem lhe enviou estas coisas? A mulher, na simplicidade da fé, respondeu: - “Não, meu filho. Não é preciso. – Quando Deus manda, até o diabo obedece!” NÃO SE PREOCUPE DE QUE MANEIRA VIRÁ SUA VITÓRIA! MAS QUANDO DEUS DETERMINA, ELA VEM.

Conheça a dieta à base de laranja que ajuda a emagrecer 9 kg em um mês e a acabar com a celulite

Quer potencializar os efeitos dos cremes anticelulite? A sua solução pode estar na fruteira: a laranja é uma ótima aliada desse processo.Segundo a nutricionista Vivian Goldberger, a fruta possui substâncias que contribuem para combater a celulite. "Rica em vitamina C, a laranja ajuda na produção de colágeno e deixa a pele mais firme", explica. Mas esse não é o único benefício da fruta. "Essa e outras frutas cítricas possuem uma enzima, a carnitina, que combate o acúmulo de gordura.

"De 3 a 5 porções Coma de três a cinco porções por dia (um suco de três laranjas elimina três porções), siga o cardápio que seca até 9 quilos em um mês e derrote a celulite.

Sugestão de cardápio anticelulite

Café da manhã· 1 copo (300 ml) de suco de laranja batido com 1/2 maçã· 2 torradas integrais com 1 col. (chá) de azeiteLanche· 1/2 papaia e 1 castanha-do-paráAlmoço· Salada de escarola e alface americana com gomos de laranja e 1 col. (sopa) de azeite· 3 col. (sopa) de arroz integral· 1 concha média de lentilha· 1 filé de frango grelhado· 1 pires de brócolis refogado apenas com azeite e alhoLanche· 1 copo (300 ml) de suco de melancia batido com 1 col. (café) de gengibre raladoJantar· 1 prato (raso) de macarrão integral com cenoura em tiras, buquê de brócolis temperados com 1 col. (chá) de shoyu, 1 col. (café) de gengibre ralado e 1 col. (sopa) de azeite de olivaCeia· 1 copo (300 ml) de suco de laranja

7 heróis anticelulite


Além da laranja, confira outros alimentos que ajudam você a combater os furinhos que aparecem em várias partes do corpo


· Arroz integral Este alimento contém fibras, vitaminas do complexo B e minerais (magnésio e cromo), que favorecem a digestão do açúcar e o funcionamento do intestino. · Aveia É rica em silício, o que contribui para fortalecer as fibras de sustentação da pele e prevenir a formação dos furinhos da celulite.


· Azeite de oliva extravirgem Tem ação anti-inflamatória, ou seja, combate os edemas acarretados pela celulite.


· Castanha-do-pará Alimento repleto de selênio, um importante antioxidante que combate o envelhecimento precoce das células.


· Folhas verde-escuras Como couve e espinafre. Elas são ótimas fontes de clorofila, que ajuda a melhorar a circulação e desintoxicar o organismo.


· Lima-da-pérsia Assim como a laranja, esta fruta também limpa o sistema linfático e desintoxica o fígado. · Maçã A fruta é fonte de pectina, um tipo de fibra que neutraliza as toxinas presentes no organismo


7 dicas infalíveis para perder peso!


1. Purifique o organismo A celulite não é apenas um problema estético, e sim um indicativo de que nosso organismo não está funcionando bem. Uma forma de combatê-la é fazer a purificação do organismo tomando sucos naturais de vegetais, como aipo e espinafre, antes de cada refeição.


2. Ferro no prato A falta do ferro em seu organismo, além de causar anemia, favorece o surgimento de celulite. Alimentos como feijão e ervilha devem fazer parte da sua dieta.


3. Evite sal em excesso Reduzir a ingestão de sal é um passo importante para combater a celulite. Ele dificulta a circulação e atrapalha a eliminação de toxinas.


4. Beba bastante chá Sálvia, menta e chá-verde ajudam a eliminar a retenção de líquidos e as toxinas. Isso contribui na luta contra a celulite.


5. Tome bastante água O consumo de pelo menos dois litros de água por dia é essencial para combater a celulite. A água limpa o organismo e mantém o corpo sempre bem hidratado.


6. Cuide do intestino Alimentos ricos em fibras, como cereais integrais, frutas e verduras, facilitam a movimentação no intestino ajudando a limpar o organismo.


7. Cozinhe bem Escolha o preparo de alimentos grelhados, carnes magras e, sempre que possível, coma verduras cruas.


ANAMARIA

sexta-feira, 25 de março de 2011

Passar a noite em claro dá prazer, mas prejudica decisões

Ficar uma noite sem dormir não deixa as pessoas apenas de mau humor. Um estudo realizado por cientistas americanos revelou que ficar acordado a noite inteira também pode levar a pessoa a estados de euforia, causando mais prazer, mas, por outro lado, prejudica sua capacidade de decisão. O estudo foi publicado esta semana na revista científica Journal of Neuroscience.

Os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley e da Escola de Medicina de Harvard avaliaram a saúde de jovens adultos saudáveis e descobriram que o circuito do prazer é estimulado após uma noite em claro. Esse efeito, no entanto, é momentâneo.

Além disso, o estudo também revelou que esse mesmo caminho neural – que estimula a euforia e motivação - pode levar ainda a comportamentos de risco. É o que o explica o professor de psicologia e neurociência Matthew Walker, da Universidade da Califórnia.

- Quando o cérebro funciona normalmente, ele procura por pontos de equilíbrio no espectro do humor. No entanto, com a falta de sono, o cérebro oscila entre os extremos.

O objetivo do estudo, segundo Walker, é fazer um alerta para pessoas que trabalham em profissões de risco.

- Nós precisamos garantir que os profissionais que tomam decisões complexas, como médicos e pilotos de avião, durmam o suficiente. De acordo com os resultados, eu ficaria preocupado se tivesse que ser atendido numa sala de emergência por um médico que está trabalhando há 20 horas.

Os cientistas decidiram fazer o estudo após notar que pacientes com problemas de depressão se sentiam melhores após uma noite sem dormir – ao menos temporariamente. A partir disso, eles avaliaram o cérebro de 27 adultos jovens. Eles fizeram exame de ressonância magnética após metade do grupo passar a noite em claro e o restante ter tido uma boa noite de sono.

Os participantes também foram estimulados com algumas imagens, como coelhos e sorvetes, e tiveram de classificar os retratos entre neutros e positivos. Os resultados mostraram que aqueles que ficaram sem dormir deram respostas mais positivas do que os demais, ou seja, eles se sentiram mais agradados.

Segundo Walker, o que ocorre no cérebro de quem não dorme é que os comandos do planejamento e da tomada de decisões ficam desligados.


R7

Conheça a síndrome da visão do computador, que causa danos à saúde

Em casa, na rua ou no trabalho. Praticamente em todos os lugares as pessoas ficam expostas a algum tipo de tela eletrônica. E esse costume de passar muito tempo na frente do computador, do videogame e do telefone pode levar a uma doença: a síndrome da visão do computador.

Os sintomas desse problema de saúde são dores de cabeça, dores no pescoço, vista embaçada e cansaço ocular.

De acordo com o oftalmologista Leonardo Marcolino, esses sinais estão diretamente ligadas ao uso exagerados das novas tecnologias.

- Com o tempo que as pessoas passam na frente do computador, o índice de concentração faz com que elas diminuam o piscar dos olhos. Isso faz os olhos ficarem mais secos, o que traz irritações.


R7

Hipocondria pode começar em casa

Você conhece alguém que sabe tudo a respeito de doenças e medicamentos, que está sempre atualizada sobre novos exames e se sente preparada para distribuir diagnósticos para qualquer um que tiver uma reclamação de saúde? Depois de ler esta matéria, repare novamente neste comportamento: pode se tratar de um caso de hipocondria.

Diferente do que a maioria acredita o hipocondríaco não é exatamente aquele indivíduo que toma remédio para tudo e a toda hora, mas sim o que pensa frequentemente possuir algum quadro orgânico grave.

Enquanto as pessoas comuns não ligam muito para pequenas dores, desconfortos ou marquinhas na pele, as pessoas que sofrem deste mal interpretam esses fenômenos habituais de maneira particular, geralmente exagerada.

De acordo com o psiquiatra e coordenador do Programa de Atendimento a Estudos de Somatização da Unifesp, Dr. José Atílio Bombana, essas pessoas passam boa parte do tempo coçando, apalpando, analisando ou dando atenção específica ao corpo. "Eles têm um interesse exagerado pelo próprio corpo, funcionando de forma até autoerótica e autoagressiva. Sofrem com o medo de ser portadores de alguma doença importante, que está ligada a algo sério", explica.
A hipocondria

A hipocondria é um dos diagnósticos de um grupo de doenças chamado Transtornos Somatoformes de indivíduos que relatam ter sintomas que não são explicados pelas investigações médicas. "Pacientes com este tipo de transtorno tendem a ter dores e sensações que, ao serem investigadas, não apresentam alterações significantes", explica Bombana.

Os sintomas da hipocondria também se apresentam em transtornos não somatoformes, como a depressão. "A diferença é que, nestes casos, quando melhoram do quadro depressivo, deixam de acreditar que possuíam alguma outra doença", afirma.

Enquanto a somatização acontece mais com mulheres, a hipocondria acontece também entre os homens. E tende a ser crônica, com agravamento em períodos de estresse e de muita tensão.

Ainda são investigadas as causas da doença, mas um fator que colabora para o seu surgimento são as famílias que valorizam demasiadamente o corpo, impondo dietas ou treinamentos pesados. Pessoas que convivem com pais com doenças graves como diabetes ou hipertensão também têm um fator predisponente.

Consumo de medicamentos

Conforme descrito acima, a característica principal do hipocondríaco não é a de tomar medicamentos o tempo todo. Em alguns casos, são tão preocupados com a possibilidade de portarem alguma doença que deixam até mesmo de tomar alguns medicamentos prescritos pelo médico. Chegam a acreditar que a medicação pode piorar o seu quadro de saúde ou presentear-lhes com efeitos colaterais indesejados.

"Eles estão frequentemente pesquisando na internet, sabem das novidades em termos de exames e desconfiam até mesmo dos médicos, porque se sentem bastante instruídos a respeito de doenças", afirma o psiquiatra.

Relação médico x paciente

A relação entre um médico e um paciente hipocondríaco pode ser bastante difícil. "Eles tendem a procurar os médicos e a repetirem as mesmas reclamações no consultório. São detalhistas, sofredores e repetitivos. Não se convencem do que o médico fala. É preciso repetir, esmiuçar cada assunto e isso pode gerar uma relação problemática entre o profissional e o paciente", explica.

"São pacientes muito angustiados e apenas buscam alívio nas palavras dos médicos, não é proposital. Estão geralmente à procura de outros profissionais pela dificuldade em acreditar em quem já os atende", afirma Bombana.

Doenças mais comuns

As preocupações mais comuns entre os hipocondríacos são geralmente relacionadas a uma ou duas doenças principais. Problemas no sistema digestivo ou no intestino são reclamações bastante frequentes, por isso muitos iniciam dietas desnecessárias, sempre acreditando que não podem ingerir esse ou aquele alimento. Doenças do coração também são queixas comuns.

Ao deixarem o consultório sem um diagnóstico positivo, tendem a voltar para casa frustrados, com a certeza de que não foram bem investigados.

Riscos

Além da automedicação – que é sempre um perigo para qualquer indivíduo – um dos grandes riscos para pacientes hipocondríacos é se submeter desnecessariamente a procedimentos delicados.

Quando a relação com o médico entra em uma fase de desconforto, com o paciente sempre duvidando de sua palavra, não raro os profissionais vão ficando cada vez mais inseguros em não encontrar o que ele relata e acabam solicitando exames cada vez mais invasivos e até mesmo cirurgias sem necessidade.

"Outro risco bastante nocivo ao paciente é viver em função da doença, deixando de fazer as atividades do dia a dia normalmente, como ter prazer ao lado da família e de amigos, trabalhar ou viajar", afirma o psiquiatra.

Tratamento

Não existe medicação específica para o tratamento de hipocondria. Geralmente, são prescritos antidepressivos, que não curam, mas diminuem os sintomas, e ansiolíticos para reduzir a ansiedade. Para os casos mais graves, a alternativa principal é a psicoterapia.

Como ajudar?

Hipocondríacos se sentem melhor só de serem ouvidos. Para quem convive com um, a indicação é ter paciência para ouvir as reclamações, sem se deixar levar. Não é preciso ir ao médico a toda hora!

"Só de serem ouvidos, já se sentem muito melhor. E para quadros mais importantes, indicamos que ajudem o indivíduo a procurar terapia profissional", conclui o psiquiatra da Unifesp.


Albert Einstein