terça-feira, 12 de outubro de 2010

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Gelatina com calda de maracujá

Ingredientes

1 envelope de gelatina em pó branca, sem sabor
4 colheres (sopa) de água
3 xícaras de creme de leite fresco
3/4 de xícara de açúcar
1 colher (chá) de essência de baunilha
Óleo para untar
Para a calda
1/2 xícara de polpa de maracujá com sementes
1 xícara de polpa de maracujá peneirada
1 xícara de açúcar

Modo de preparo

Em um refratário pequeno, polvilhe a água com a gelatina e deixe descansar por cinco minutos. Leve ao fogo, em banho-maria, até dissolver. Reserve. Em uma panela, leve ao fogo médio o creme de leite com o açúcar e a baunilha até aquecer e o açúcar dissolver. Fora do fogo, junte a gelatina diluída. Distribua esse creme entre seis ramequins com capacidade para 1/2 xícara, untados com óleo. Leve para gelar, coberto com filme plástico, por quatro horas ou até ficar firme.

Prepare a calda
Em uma panela, leve todos os ingredientes ao fogo médio, mexendo às vezes, por oito minutos ou até engrossar ligeiramente. Deixe esfriar. Em seis pratos de sobremesa, desenforme as gelatinas e sirva, regadas com a calda.
Rende 6 porções.

CLAUDIA

Feliz Dia Das Crianças

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ter autonomia sobre os ambientes de trabalho melhora saúde dos empregados

Trabalhadores que têm controle sobre a decoração de seus ambientes de trabalho podem não só ficar mais felizes como mais saudáveis – o que faz que a produção possa aumentar em até 32% – de acordo com um estudo feito pela Universidade de Exeter.

O estudo, feito por Craig Knight, mostrou como a personalização dos próprios ambientes fez que empregados mudassem suas atitudes e pensamentos sobre o próprio trabalho. Os resultados contrastam com o que é sistematizado pela maioria das empresas, onde há regras de padronização dos escritórios, muitas vezes seguindo a identidade corporativa pré-concebida e replicada em todas as esferas de uma companhia.

“A maioria dos escritórios contemporâneos é funcional e oferece pouquíssimo controle ao usuário, mas nosso estudo mostra que isso poderia ser modificado. Quando as pessoas se sentem desconfortáveis com o entorno, elas ficam menos motivadas, afinal é apenas um espaço onde elas precisam estar. Ao ter controle sobre o próprio espaço de trabalho as pessoas afirmam ficar mais felizes, e isso vale para os ambientes de trabalho, pois eles passam a ser uma continuação da identidade de quem o ocupa. O resultado disso é que as pessoas ficam mais felizes fazendo as tarefas rotineiras”, explica Knight.

A pesquisa acompanhou mais de 2 mil trabalhadores, que trabalhavam em espaços fixos. Foram observadas as atitudes – incluindo produtividade – no ambiente de trabalho. Entre os instrumentos utilizados para a pesquisa, incluíram-se questionários on-line e experimentos sobre a resposta a tarefas encomendadas pelos pesquisadores (ambas realizadas em locais e condições diferentes).

Os resultados mostraram que quanto maior o controle sobre seus espaços, mais motivadas as pessoas ficavam. Os trabalhadores diziam se sentir fisicamente mais confortáveis no trabalho, identificavam-se mais com a empresa e mostravam atitudes mais positivas de uma forma geral.

“Não estamos falando apenas de melhorar as condições para que as pessoas não tenham dores nas costas, por exemplo. Mas ampliar sua satisfação com a ambientação e consequentemente com sua posição profissional. Pesquisas anteriores mostraram que o índice de faltas por causa de doenças também diminuiu em empresas que promovem espaços mais personalizados para os empregados”, aponta Alex Haslan, coautor do estudo.

“Essa pesquisa mostra que os espaços onde cada um realiza suas tarefas diárias são importantes e podem modificar a forma como elas conduzem essas tarefas. Eles ficam mais inspirados e isso deixa claro os benefícios para que as companhias sejam mais flexíveis nesse ponto”, completa Kenneth Freeman, que também participou do estudo.


[ O Que Eu Tenho ? ]

Insegurança ambiental contribui para puberdade precoce, diz pesquisa

As meninas estão entrando na puberdade cada vez mais cedo. Um estudo recente mostrou que o desenvolvimento mamário (crescimento dos seios) pode começar a partir dos 7 ou 8 anos (leia mais AQUI). Um estudo publicado no periódico Psychological Science aponta que essas meninas podem estar em risco para diversas condições de saúde, incluindo doenças sexualmente transmissíveis, além de problemas com gravidez indesejada.

Jay Belsky, pesquisador da Universidade de Birkbeck, no Reino Unido, é o autor desse novo estudo que afirma que meninas fisicamente mais maduras também tendem a ter relacionamentos afetivos mais cedo na vida, o que leva a um início de vida sexual em idade mais jovem e, consequentemente, maiores riscos de desenvolver diversas doenças.

Belsky afirma ainda que seu estudo não focou os pontos positivos ou negativos de uma puberdade precoce, mas partiu de uma perspectiva evolucionária. Desse ponto de vista, a puberdade precoce é, portanto, uma resposta evolutiva a ambientes de alto risco, muito instáveis e correlacionada com um baixo nível de apego com a mãe ou o pai. Essa combinação levaria a um aumento do ritmo de maturação do organismo, diminuindo a idade do início da puberdade, pois isso seria a garantia de se reproduzir em idades mais jovens.

Para testar essa hipótese, Belsky e sua equipe analisaram dados de 370 meninas que participaram de um estudo amplo sobre desenvolvimento infantil e aplicado pelo Instituto Americano de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano (NICHD). Os indivíduos no estudo foram acompanhados desde o nascimento até a idade de 15 anos. Com 1 ano e meio de idade foi medido o nível de apego à mãe, usando um procedimento padrão de laboratório. As meninas então foram avaliadas em mais ou menos apegadas à mãe (menor índice apego é observado em indivíduos mais inseguros, por exemplo). Com idade média de 9,5 anos, essas meninas foram avaliadas para nível de desenvolvimento do corpo.

Como os pesquisadores esperavam, as meninas com maior nível de insegurança (menor índice de apego) iniciaram a adolescência mais cedo – entre 2 e 4 meses, em comparação às garotas mais seguramente apegadas. Elas também completaram o ciclo de desenvolvimento pueril mais cedo. A menarca (primeira menstruação) dessas meninas com perfis mais inseguros também ocorreu mais cedo.

Belsky afirma que apenas um ambiente instável, consequentemente, vivenciar maior insegurança, não é a única razão para a puberdade precoce: parte dessa equação passa pela herança genética. Além disso, alimentação e ambientes onde agentes químicos diversos estão presentes também podem contribuir de alguma maneira para o aparecimento desta condição, apontam os pesquisadores.

A nutrição excessiva também parece ter contribuído com o processo, de acordo com os resultados observados nas 150 meninas que tiveram a puberdade adiantada. “Tudo isso faz parte de uma lógica evolucionária, onde a insegurança nos primeiros anos de vida leva à puberdade precoce”, diz o pesquisador.

Até o momento não é possível descartar nenhum fator, diz Belsky, que dividiu a autoria do estudo com Renate Houts, da Universidade de Duke, nos EUA, e Pasco Fearson, pesquisador da Universidade de Reading, no Reino Unido.


[ O Que Eu Tenho ? ]

Perda gradativa do desejo sexual afeta a saúde feminina

A desculpa da dor de cabeça, nem sempre, é uma escolha. Muitas mulheres sofrem de uma disfunção que inibe a vontade de fazer sexo, a síndrome do desejo sexual hipoativo (DSH). O problema, além de trazer instabilidade conjugal, pode atrapalhar a saúde. Cansaço, indisposição, briga com o parceiro, envolvimento com o trabalho, podem tirar o foco da vida sexual, porém, a ausência de vontade por muito tempo pode sinalizar o problema. "A mulher vive sob influência de ciclos e é muito suscetível às diferentes fases pelas quais passa: menstruação, gravidez, menopausa. Por isso, o desejo delas por sexo varia de acordo com esses ciclos. É natural, mas a mulher precisa ficar atenta, caso isso se repita por muito tempo", explica a psicóloga e sexóloga Maria Claudia Lordello, do projeto Afrodite, da Unifesp.

A disfunção é mais comum do que se imagina. A síndrome do desejo sexual hipoativo faz com que 35% das mulheres brasileiras vá para cama com o parceiro apenas para dormir, sem sentir a menor falta do relacionamento sexual. A síndrome é considerada séria pelos médicos, na medida em que afeta a saúde das mulheres, deixando-as mais fragilizadas. Mas a DSH não acontece de uma hora para outra. Normalmente, as mulheres que sofrem com a síndrome perdem gradativamente a vontade sexual. As causas dessa diminuição podem ser tanto físicas como psicológicas.

Causas físicas

A jornada extensa de afazeres pode impactar a saúde sexual. "As mulheres começaram a assumir multifunções. Precisam ser mães, esposas, cuidar da casa, da comida e trabalhar fora. Isso tudo eleva os níveis de estresse, aumentando os níveis de adrenalina e de cortisol no corpo, hormônios que provocam a diminuição da libido", explica a psicóloga Arlete Gavranic, terapeuta sexual do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática (Isexp).

Além do estresse, a depressão também é uma das razões que leva as mulheres a perderem a disposição, inclusive para o sexo. O desgaste físico e psicológico proporcionados pela depressão influencia negativamente o comportamento da mulher, mas também os remédios antidepressivos, assim como alguns tipos de anticoncepcionais, também levam a diminuição da vontade sexual. Nesses casos, a melhor solução é o tratamento com remédios que não causem esse efeito.

Alterações hormonais, provocadas por algumas doenças ou pela menopausa podem ser a causa da DSH. "Quando ocorre diminuição dos níveis de testosterona, hormônio responsável pelo desejo sexual, a vontade por sexo fica reduzida. O ideal é que seja feita a reposição, através da indicação médica, por meio de medicamentos para que não afetem a vida sexual da mulher", explica Maria Claudia.

Causas psicológicas
De acordo com a sexóloga Maria Claudia, as causas psicológicas são as grandes responsáveis pela síndrome DSH, uma vez que as mulheres são muito sensíveis e, em geral, não conseguem separar problemas mal resolvidos do prazer sexual. "Problemas como a dificuldade de relacionamento com o parceiro, falta de confiança, mágoa ou frustrações acumuladas, baixa autoestima, desvalorização, entre outros fatores derivados dos relacionamentos pessoais fazem com que as mulheres passem a considerar o sexo como algo inviável em sua vida", explica a especialista da Unifesp.

Geralmente, essas frustrações acontecem com mulheres mais velhas, porém, a síndrome do desejo sexual hipoativo afeta também muitas mulheres jovens. Quando isso ocorre, é normalmente decorrência de uma educação repressiva, que trata o assunto sexo como tabu ou de questões religiosas, que reprimem o prazer sexual. "Isso tende a deixar o entusiasmo e o nível de energia da mulher jovem reduzidos, na medida em que ela não entende as transformações internas pelas quais seu corpo passa", esclarece Maria Claudia.

No caso de problemas psicológicos, o tratamento mais aconselhado é a terapia sexual, que vai trabalhar os aspectos ligados à educação sexual, a desmistificação das práticas sexuais, o enfoque corporal e a conscientização dos benefícios e problemas. "Em geral, esses tratamentos são lentos, demorando de seis meses a um ano, mas são eficientes, uma vez que a mudança ocorre de dentro para fora", diz a especialista da Unifesp.

O maior desafio da medicina nessa área é a invenção de medicamentos que estimulem o desejo sexual feminino. Diferentemente dos homens, nas mulheres a vascularização da região vaginal não é o motivo da disfunção, pelo fato da diminuição da libido estar associada às emoções. Por isso, a psicoterapia com um especialista em sexualidade ainda é a forma mais garantida de tratamento.

Falta de vontade ou DSH?

O fato de a mulher não ter vontade de fazer sexo todo dia não que dizer que ela está sofrendo da síndrome do desejo hipoativo. Para chegar a esse estágio, a mulher tem que estar muito tempo imersa no processo de recusa sexual, meses e até anos. As mulheres que sofrem com isso, costumam demorar para perceber, já que a diminuição do desejo ocorre lentamente. A terapeuta sexual Arlete Gavranic recomenda que as mulheres que começam a notar falta de desejo sexual, façam uma autoavaliação, que contenham as seguintes perguntas:

- Com que frequencia eu me recuso a ter relações sexuais?

- Sinto preguiça na hora que estou com meu parceiro?

- Costumo investir ou ter vontade de investir em produtos que aumentam a energia sexual, como lingeries, objetos eróticos ou livros e revistas que tratem do assunto?

- Qual a qualidade do meu relacionamento a dois?

Como a DSH está ligada basicamente às emoções é possível tomar medidas que contribuam para a constante estimulação sexual. "É importante se permitir conhecer o corpo, aprender a pensar que o interesse por sexo não é vergonhoso, e muito menos a prática dele, viver bem com o próprio corpo e aceitar as mudanças que acontecem naturalmente com o envelhecimento, descobrir que é possível ser sensual em qualquer fase da vida e, principalmente, limpar a "lixeira emocional" para que as mágoas e tristezas não fiquem acumuladas e causem mal para a saúde", explica a terapeuta sexual Arlete Gavranic.


[ Minha Vida ]

Inveja pode levar a reações agressivas

Um estudo japonês publicado na publicação American Journal of Science descobriu a área do cérebro que controla o sentimento da inveja. A pesquisa analisou 19 pessoas com boas condições de saúde que por um ano e meio foram induzidas a imaginar um cenário que envolvia três personagens. A ideia é que dois desses personagens fossem mais capazes, ricos e inteligentes que os voluntários, motivos que desencadeariam o sentimento da inveja.

Os pesquisadores descobriram que, quando os voluntariam sentiam inveja, a parte do córtex dorsal anterior do cérebro era ativada e, consequentemente, encontraram a área exata responsável por esse sentimento. Os cientistas também afirmam que uma pessoa invejosa tende a apresentar uma atividade maior nessa região que também é associada à depressão.

De acordo com a psicóloga Karen Camargo, todos os indivíduos sentem alegria, raiva e inveja, porém a forma como cada um lida com essas emoções é o segredo. "Quando a raiva ou a inveja ganham espaço, o corpo se contrai, os batimentos cardíacos se aceleram e existe uma descarga de adrenalina. Isso pode levar a uma reação de agressividade física ou maldosa. Mas o sentimento em si não é mau, o que precisamos e saber controlá-lo", explica.


[ Minha Vida ]