quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O impacto das cores nas nossas emoções

Os chineses devem estar certos em considerar o vermelho a cor da sorte. E agora a ciência assina embaixo — ao menos para esportistas. Uma pesquisa conduzida pelo Departamento de Psicologia do Esporte da Universidade de Münster, na Alemanha, observou que o uso de indumentárias dessa cor aumentava as chances de vencer numa luta marcial.

Os cientistas mostraram a 42 experientes árbitros dessa prática esportiva vídeos de combates em que um atleta vestia vermelho e o outro, azul. Depois, usando os mesmos vídeos, mas trocando a cor da vestimenta por meio de manipulação digital, os cientistas apresentaram novamente as imagens aos juízes. Resultado: eles deram 13% mais vitórias aos competidores de vermelho. “O experimento constata que existe realmente uma preferência do cérebro por essa cor”, diz Christina Joselevitch, pesquisadora do Laboratório de Psicofi siologia Sensorial do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Embora essa não seja a primeira vez que a coloração carmim influencie no esporte — anos atrás antropólogos da Universidade de Durham, no Reino Unido, avaliaram os jogos das Olimpíadas de Atenas e constataram que, quando os atletas tinham o mesmo preparo físico, o fato de o uniforme ser colorado ajudava a desempatar a competição. “O tom vermelho intimida. Da mesma forma que cobrir-se com ele pode melhorar a autoconfi ança”, afi rma Christina.

A predileção por essa cor teve início no nosso processo evolutivo. “Há 30, 40 milhões de anos, após um grande degelo, surgiram as primeiras frutas coradas, e, para distingui-las, os primatas sofreram uma mutação na retina. Antes só enxergavam o azul e o verde”, explica a pesquisadora. As mucosas do corpo também fi cam mais rubras quando excitadas. Por tudo isso faz sentido interpretar a tonalidade sanguínea como a da sobrevivência ou, em outro extremo, a do perigo — o rubor na face de alguém enraivecido que o diga —, além de estar associada à reprodução. Ah!, sim, o adjetivo picante do matiz tem tudo a ver com esse último tópico.

Vivemos em um mundo colorido. E, mesmo que a gente mal repare, as cores tingem nosso campo de visão e invadem o cérebro, infl uenciando-o para o bem ou para o mal, quer você queira, quer não. Mas, depois de saber que o matiz do fogo incendeia nossas emoções, a pergunta que se segue é: como as outras cores afetam nossa mente e bem-estar?

A curiosidade de muitos cientistas ainda não foi saciada. “Embora a pesquisa alemã tenha confi rmado que interpretamos as tonalidades de forma diferente, falta o embasamento para explicar por que uma parede amarelo ovo incomoda muito mais gente do que um tom de palha, por exemplo”, brinca Christina Joselevitch.

A neurocientista Claudia Feitosa Santana, que desenvolve seu pós-doutorado em visão humana das cores na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, tem, no entanto, uma boa justificativa para nos sentirmos bem em lugares claros: “Precisamos da luz do dia. E o que é essa luz? Fisicamente é uma somatória de todas as frequências de onda que formam o espectro solar e que resulta em branco”. Daí o conforto de ambientes cândidos. “Mas, detalhe, se o tom for asséptico, impessoal demais, a sensação poderá ser desagradável, justamente porque se distancia da luz natural”, diz.

Explorar essa ação cromática é uma missão para especialistas em marketing, semiótica, a ciência dos símbolos, ou arquitetura. Seja na hora de bolar um anúncio, sinalizar o perigo, decorar a casa, seja para tornar um hospital menos árido. Nesse último caso, a escolha de mensagens calmas como o azul e o verde-água tem a intenção de apaziguar o paciente. Já o rosa ou o escarlate podem levar à confusão em um diagnóstico. “Esse problema já aconteceu em uma ala pediátrica com paredes rosadas. É que o rosa, como o vermelho, provoca um efeito colateral que é o de esverdear o entorno, até a pele”, alerta Claudia.

O crédito das cores nunca está, é bom frisar, destacado do seu contexto. Isso interfere enormemente na percepção visual. “E é um dos maiores motivos pelos quais é muito difícil afi rmar que tal cor é melhor ou pior para determinada coisa”, esclarece Claudia. A pesquisadora se refere principalmente às experiências que podem alterar uma qualidade. Se você morava numa casa laranja e foi muito infeliz lá, pode ser que não queira usar esse tom na sua roupa.

“As cores são interpretações do nosso cérebro, que reúne informações das frequências de ondas recebidas e os dados guardados na nossa memória”, traduz Edson Amaro, responsável pelo Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, e professor do Departamento de Radiologia da Universidade de São Paulo. Em resumo: cor é vital, mas não é tudo. Se fosse, o Brasil nunca seria pentacampeão do mundo vestindo azul e amarelo. A Rússia teria mais chances.

SAÚDE

É possível ser uma mãe que trabalha mais feliz

A missão de conciliar filhos e carreira parece (muito!) complicada? Duas autoras norte-americanas entrevistaram mais de mil mães e contam aqui como você pode fazer isso sem abrir mão da sua felicidade

Um dos grandes desafios que toda mãe que trabalha fora enfrenta é encontrar um equilíbrio entre filhos e carreira. Você organiza a rotina da família, tem sempre um plano B e um C, se desdobra para chegar cedo em casa e fazer a lição com seu filho, torce para a festa da escola ser aos sábados (e você não precisar trabalhar), segura a emoção toda vez que ele liga dizendo que está com saudades e por aí vai. Fora tudo isso, ainda tem que lidar com as suas expectativas – e a dos outros – em relação ao que você pode e o que não consegue fazer. Você quer que tudo dê tão certo que a sua felicidade, às vezes, não figura na lista das prioridades. Mas deveria. Mães mais felizes no trabalho criam filhos mais felizes. Esse é o principal argumento de uma dupla de mães norte-americanas que está fazendo sucesso nos Estados Unidos (EUA). Cathy L. Greenberg, fundadora da h2c Happy Companies Happy People (h2c Empresas Felizes, Pessoas Felizes), e Barrett S. Avigdor, advogada especializada em liderança e estratégia, entrevistaram mais de mil mães de diversos países, entre eles o Brasil. Todas, na época, estavam no mercado de trabalho. Com o material em mãos, escreveram What Happy Working Mothers Know (O que as mães felizes que trabalham sabem, em tradução literal para o português). Recém-lançado nos EUA, já entrou na lista de best-seller dos jornais The New York Times e Wall Street Journal. Em entrevista exclusiva à CRESCER, elas contam como você pode achar esse equilíbrio e ser ainda mais feliz.

“As pesquisas mostram – e todas sabemos – que nossos filhos não são feridos porque suas mães trabalham. As crianças prosperam quando as mães são felizes”

CRESCER: Existe um segredo para trabalhar e ser uma mãe feliz?
Barret Avigdor: Uma das maneiras é achar o significado que seu trabalho tem para você e para as pessoas que convivem com você. As mães mais felizes que trabalham são aquelas que, de fato, amam o que fazem. Se tudo o que você receber em troca de seu trabalho é um cheque de pagamento, você está mal – não importa o quanto faça. Muitas pessoas escolhem trabalhos que elas adoram, mas depois ficam tão atribuladas que esquecem o que gostam. Se você achar essa resposta, vai ficar mais fácil se despedir do seu filho para ir ao trabalho todos os dias. Outra dica importante é construir uma rede de suporte. O maior estresse para as mães que trabalham é quando o filho fica doente e elas não podem faltar no serviço. Toda mãe deveria ter mais de uma pessoa de confiança que pode cuidar da criança quando ela precisa trabalhar. Pode ser o marido, uma das avós ou algum amigo.

Cathy Greenberg: Acredito que você precisa ser honesta com você mesma. Tem de saber por que decidiu ser uma mãe que trabalha e manter essa rede de suporte. Mães solteiras precisam se dedicar ainda mais nessas questões, ter planos de como gerenciar esses problemas com trabalho e finanças. Se você já se planejou e sabe com quem pode deixar seu filho doente, por exemplo, seu nível de estresse será menor. A felicidade requer planejamento e um pouco de flexibilidade. Ninguém é perfeito.

CRESCER: A culpa é um problema. Como lidar com ela?
B.A.: Sim, a culpa é um grande obstáculo para a felicidade. Ela surge de tentativas de viver com expectativas irreais ou expectativas que os outros impõe a você. Por isso, no livro nós falamos sobre as supermães. Muitas mulheres que trabalham pensam que elas precisam ser perfeitas em tudo – mães perfeitas e profissionais perfeitas. Nós demandamos a perfeição em nossa vida mais do qualquer outra pessoa. Quando começamos a cuidar das nossas vidas como sendo a nossa melhor amiga, a culpa desaparece.

C.G.: A culpa é imposta. Nós temos o poder de livrar-nos dela se criarmos limites saudáveis – assim não comprometemos demais a nossa vida – se aprendermos a dizer NÃO e confiarmos, sem voltar atrás, na nossa decisão.

CRESCER: Muitas pessoas não entendem – nem respeitam – a decisão das mães de continuar trabalhando. O que elas podem fazer?
B.A.: Para ser feliz, nós precisamos viver uma vida que seja condizente com nossos valores, e não com os valores dos nossos pais, parentes ou amigos. Isso pode ser difícil, mas muitas mulheres que entrevistamos para fazer o livro contaram que, quando elas tentaram viver de acordo com as expectativas dos outros, se sentiram miseráveis.

CRESCER: Algumas mulheres pensam que depois de se tornarem mães, com a nova rotina, vão ter de desistir de crescer no trabalho...
B.A.: As mulheres mais felizes são aquelas que estabelecem o ritmo da própria carreira. É como falamos: você precisa viver alinhada com seus valores. Para algumas mães que trabalham, é uma possibilidade desacelerar ou até parar de trabalhar um tempo e depois voltar a cuidar do crescimento da carreira. Se você decide desacelerar, precisa aceitar o preço disso. Você tem que se perguntar honestamente se vai se sentir bem vendo seus colegas avançarem enquanto você tem mais flexibilidade e fica mais tempo com seu filho. Não existe uma resposta certa ou errada, toda mãe tem que fazer essa escolha. E tem que ser uma decisão sua, não uma decisão sob pressão do marido ou da família. Por outro lado, mais e mais empregadores estão aprendendo o valor de reter ou recontratar essas mulheres. A maternidade é um treino de liderança. Como mãe, você tem que tomar decisões, estabelecer uma direção e resolver disputas – todas as coisas que líderes têm de fazer.

CRESCER: Vocês dizem que mães que trabalham constantemente duvidam das decisões que tomam. Elas deveriam confiar mais no “instinto feminino”?
B.A.: Sim!!! Na medida em que crescemos, nos falam para deixar nossas emoções de lado quando, na verdade, elas fazem uma diferença valiosa nas nossas decisões. Você pode usar a lógica para analisar um problema e trazer uma solução, mas se aquela decisão causa um aperto no seu estômago, seu corpo está dizendo que aquilo não está certo. O melhor empreendedor (aqui me refiro aos homens) sempre fala de “ter faro para os negócios”, que é o jeito masculino de descrever a intuição feminina. As melhores decisões são resultado de uma combinação entre razão e emoção. Outra coisa para ter em mente é que aprendemos com nossos erros, então, mesmo que você tome uma decisão errada, alguma coisa boa vai surgir daquela situação. Crescer

Deixar de fumar sem cuidar do peso pode aumentar risco de diabetes, diz estudo

Um estudo americano sugere que deixar de fumar pode aumentar os riscos de desenvolver a diabetes do tipo 2 em até 70%, já que os ex-fumantes tendem a ganhar peso.

Os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, no Estado de Maryland, monitoraram 10.892 adultos de meia-idade durante 17 anos.

Segundo os resultados, publicados na revista científica Annals of Internal Medicine, nos seis primeiros anos após abandonar o cigarro, o ex-fumante corre 70% mais riscos de sofrer da doença em comparação com pessoas que nunca fumaram.

Mas ainda de acordo com os especialistas, o risco de desenvolver a diabetes do tipo 2 é mais alto nos três primeiros anos após a suspensão do cigarro.

A média anual de participantes que deixaram de fumar e começaram a sofrer de diabetes nesse período de 36 meses foi de 1,8%.

Também nesse intervalo de três anos, os ex-fumantes engordaram em média 3,8 kg.

De maneira geral, os que fumaram mais, e os que engordaram mais após parar de fumar, foram os que apresentaram os mais altos riscos.

Dez anos após abandonar o cigarro, os riscos de desenvolvimento da diabetes do tipo 2 voltaram à média normal para os ex-fumantes.

Os que não deixaram de fumar apresentaram um aumento constante de 30% nos riscos de desenvolver a doença em comparação com não fumantes.

'Desculpa'
Os autores do estudo enfatizam que os resultados não devem ser usados como desculpa para que o fumante não abandone o cigarro, uma vez que quem fuma corre mais riscos de desenvolver uma série de doenças, inclusive diabetes.

Para os especialistas, o estudo mostra apenas a importância do controle do peso quando a pessoa abandona o cigarro.

"Se você fuma, desista de fumar. É a melhor coisa a fazer", disse uma das pesquisadoras envolvidas no estudo, Jessica Yeh. "Mas as pessoas também têm de prestar atenção ao seu peso".

Açúcar
A diabetes do tipo 2 ocorre quando o corpo não consegue produzir insulina suficiente ou não pode utilizá-la de maneira apropriada, o que resulta em um descontrole nos índices de açúcar no sangue.

Se não for tratada, ela pode levar a complicações sérias, como cegueira, falência dos rins e danos no sistema nervoso.

A obesidade é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da diabetes.

Os pesquisadores recomendam que médicos tenham em mente a importância do controle do peso em pacientes que planejam abandonar o cigarro.

Ex-fumantes tendem a engordar porque o cigarro inibe o apetite.

"Os pesquisadores estão certos de que fumantes devem abandonar o cigarro, mas se você fuma muito ou se já está acima do seu peso, talvez seja melhor aumentar os exercícios quando você parar", disse Martin Dockrell, representante da entidade britânica contra o fumo Ash.

Natasha Marsland, da ONG Diabetes UK, destacou que os resultados não devem ser usados como desculpa para desistir de fumar.

"Os benefícios de deixar de fumar para a saúde são muito maiores do que o risco de desenvolver diabetes do tipo 2 quando o ganho de peso é modesto e de curto prazo", disse. Uol Sáude

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Nove exercícios ideais para praticar no verão

Com a chegada da estação quente, muitos esportes ganham adeptos por terem a cara do verão. Bolas, raquetes, bicicletas, pranchas entram em cena, principalmente ao ar livre.

Porém, o calor exige alguns cuidados redobrados na hora de praticar exercícios. Alimentação leve e balanceada, preparo físico para treinos mais pesados e proteção solar são algumas das recomendações. Confira nove sugestões de esportes e aulas que vão agitar as suas férias e turbinar sua saúde.

Hidro Kick Boxer: boxe na água--O que ela faz por seu corpo: a modalidade utiliza a resistência da água para intensificar os movimentos, promovendo a tonificação dos músculos e secando as gordurinhas. -Calorias perdidas por aula (50 minutos): 500 Kcal. -Cuidados: "A resistência que a água oferece provoca a queima calórica e a contração da musculatura para vencer o obstáculo, porém, é preciso uma alimentação saudável, já que as aulas são puxadas", aponta o professor Antônio Aboarrage, da academia Estação do Corpo, do Rio de Janeiro. Msn

Não seja vítima do colesterol alto e nem dos boatos sobre ele

Você está dentro do peso ideal, mantém uma dieta balanceada e não deixa de praticar exercícios. Por conta disso, sente-se livre do colesterol alto. Infelizmente, este mal silencioso não é assim tão simples de evitar. As causas genéticas e a ausência de sintomas explicam os números que tanto assustam os especialistas: no Brasil, por volta de 40 milhões de pessoas estão com as taxas de colesterol alteradas. Deste grupo, somente 200 mil (ou 0,5%) estão em tratamento, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Não é espantar, portanto, que o assunto provoque cada vez mais interesse. Basta tocar no assunto, que alguém cita uma receita infalível para combater a doença ou cita a história de um parente que se desdobra para vencer o problema. O pior? Dificilmente as informações coincidem. Ovos, vinho tinto, o poder da berinjela e até o próprio conceito e colesterol rendem debates que, muitas vezes, terminam com mais confusão do que esclarecimento. Antes que você caia em mais uma dessas discussões, confira abaixo a opinião dos especialistas sobre alguns dos tópicos que fazem mais sucesso e provocam os ânimos.

A polêmica do vinho tinto
O consumo moderado de vinho tinto é seu aliado para o controle do colesterol. As uvas roxas contêm flavonóides, substâncias que protegem o coração contra as placas de gordura que podem se formar nas paredes das artérias (os ateromas). Mas os benefícios não param aí: outra substancia, chamada resveratrol, dilata os vasos sanguíneos e melhora a circulação, além de aumentar o HDL (bom colesterol).

Mas se há tantas vantagens, por que a moderação? Devido à presença do álcool, que sobrecarrega o fígado para ser metabolizado (justamente a mesma glândula responsável pelo equilíbrio dos níveis de gordura no sangue). Para quem está com as taxas balanceadas, um cálice diário de vinho é boa pedida. "Já pacientes em tratamento precisam conversar antes com o médico antes de acrescentar a bebida na rotina (até porque ela pode atrapalhar o efeito dos medicamentos usados no controle da doença)", afirma o cardiologista Francisco Antonio Fonseca, da Unifesp. Enquanto o dia da consulta não chega, portanto, usufrua dos benefícios tomando um copo de suco de uvas ele traz as vantagens da fruta sem os riscos do álcool.

Fim da condenação dos ovos
Condenados por muitos anos, os ovos não são tão nocivos como muita gente ainda pensa "Os 200mg. de colesterol da gema não chegam a ser um perigo numa dieta balanceada. Além disso, os ovos são uma fonte de proteína insubstituível no cardápio do brasileiro", afirma o cardiologista. E não é só isso: atualmente, os pesquisadores dedicam-se a entender o papel de uma substância conhecida por fosfolipídio, presente na gema, e que impediria que seu organismo acumulasse o colesterol contido na gema. Comer ovos três vezes por semana é a indicação médica para pessoas saudáveis.

Colesterol, todo mundo tem
O colesterol é um membro da família dos lipídios esteróides e, na sua forma pura, é um sólido cristalino, branco, insípido e inodoro. Apesar da má fama, é um composto essencial para a vida, estando presente nos tecidos de todos os animais. "Sem colesterol, não é possível viver, já que é um dos componentes básicos do sistema nervoso e das membranas celulares, e ainda, participa na formação de alguns hormônios, da vitamina D e da bile (produzida pelo fígado)", afirma a nutricionista Solange de Oliveira Saavedra, do Conselho Regional de Nutricionistas (CRN) - 3ª Região (São Paulo e Mato Grosso do Sul).

O colesterol é obtido por meio de síntese celular (colesterol endógeno, sintetizado pelo fígado: 70%) e da dieta (colesterol exógeno: 30%). Com exceção das pessoas que herdaram os excessos por causas genéticas, as taxas altas são resultado da alimentação desregrada e do sedentarismo.

A pílula em xeque
O anticoncepcional, à base de estrógeno e progesterona, pode interferir nos níveis de colesterol. Isso porque a progesterona aumenta o LDL (colesterol ruim) e diminui o HDL (colesterol bom). Mas a alteração é suave é, geralmente, só atrapalha mulheres com tendência ao problema.

Mais uma do cigarro
O cigarro diminui a capacidade que o organismo tem de remover o excesso de colesterol. "As partículas tóxicas prejudicam a ação do HDL e, dessa maneira, fazem com que os níveis de gordura aumentem", afirma o cardiologista da Unifesp.

Vai uma berinjela aí?
A berinjela é um vegetal com alto teor de água, baixo teor de proteínas, rica em fibras, sais minerais (cálcio, fósforo, potássio e magnésio), vitaminas (A, B1, B2, niacina e vitamina C) e flavonóides (ela é roxa, como as uvas do vinho tinto). "As fibras solúveis do legume inibem a absorção do colesterol no intestino. Isso não significa que comer muita berinjela diminui bruscamente os níveis de colesterol, mas o consumo regular é aliado no tratamento", afirma Solange. Minha Vida

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Como espantar o cansaço depois de uma noite maldormida

A maratona de festas deixou você sem disposição? Veja três ideias naturais para espantar o sono (e as olheiras)

Suco para dar disposição
Anote essa receita que promete uma dose extra de energia:

Bata no liquidificador 1 xícara de uva verde sem sementes, 3 kiwis, 1 laranja-lima descascada com o bagaço, 100 ml de água e pedras de gelo. Beba sem coar. Evite açúcar refinado. Se for adoçar, prefira mel ou aspartame natural.

Chá contra olheiras
Prepare um chá de camomila bem forte, deixe esfriar e coloque-o na geladeira até ficar gelado. Faça compressas com o chá e deixe-as sobre os olhos por 15 minutos. Elas relaxam e clareiam as olheiras porque a temperatura fria causa uma contração dos vasos. Você também pode usar fatias de pepino ou chumaços de algodão embebidos em água boricada gelada.

Exercício que desperta
Para dar disposição, o melhor é fazer um alongamento ainda na cama. Os exercícios abaixo ativam a circulação. Mantenha cada posição por 20 segundos.

1. Comece com uma boa espreguiçada. Em seguida, fique sentada com a coluna reta e estenda as pernas em cima da cama. Tente alcançar a ponta dos pés.

2. Deite novamente, flexione e abrace as pernas, girando o corpo levemente para os lados.

3. Sente com os pés apoiados no chão e com a coluna reta. Tente encostar a orelha no ombro, mexendo apenas a cabeça. Em seguida, gire a cabeça para os lados.

4. Por fim, fique em pé, entrelace os dedos nas costas e levante os braços até o seu limite. Crescer

domingo, 3 de janeiro de 2010

Intestino Preguiçoso

Que dureza!!! Ir ao banheiro pode ser tarefa difícil para algumas crianças. Conforme especialistas, a prisão de ventre está ligada à má alimentação, ao sedentarismo, a fatores emocionais e pode causar desconforto ao evacuar. Uma receita simples e fácil para solucionar é a amamentação.
“A criança que come guloseimas diariamente, consome poucas frutas, quase não bebe água e substitui o leite materno pelo artificial tem maior chance de ficar constipada”, alerta Maria Cristina Senna Duarte, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e diretora da NeoVacinas.

A atenção dos pais para resolver o problema é fundamental. “É necessário observar se as fezes estão duras, ressecadas ou em forma de bolinha; se ela sente dor; e se vai menos de três vezes por semana ao banheiro", aconselha.

Para estimular o funcionamento do intestino, praticar atividades físicas, andar, correr e até mesmo brincar podem ajudar. Pesquisas afirmam que a imaturidade do sistema locomotor leva ao retardo dos movimentos intestinais, o que diminui o reflexo da evacuação. Outra dica é ficar de olho nos hábitos alimentares. “Os pais devem investir em frutas, verduras e legumes crus, iogurtes com probióticos (que ajudam a regular o intestino), muita água e sucos de frutas sem coar. Já para os bebês a dica é abusar dos benefícios do leite materno”, diz a especialista.

Veja as dicas da nutricionista do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, Adriana H. Zampolo:
• Para bebês de até seis meses de idade o aleitamento materno deve ser exclusivo;
• A partir do sétimo mês sucos e frutas amassadas podem colaborar. Prefira mamão, laranja, ameixa, mexerica e banana;
• Para crianças acima de um ano é possível misturar mais de uma fruta ao suco, por exemplo, mamão e laranja. Além de aguçar o sabor ajuda no funcionamento intestinal;
• Nas papinhas, use bastantes verduras como abóbora, escarola e couve. Evite batata e mandioquinha;
• Adicionar aveia às refeições também é ótima sugestão.
SEMPRE MATERNA.UOL.