terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Obesidade causa encolhimento do cérebro, diz estudo

Um estudo da University School of Medicine, de Nova York, nos Estados Unidos, indicou que a obesidade pode levar ao encolhimento do cérebro.

Os pesquisadores realizaram um exame de ressonância magnética em 63 pacientes, sendo 44 obesos e 19 magros. As pessoas acima do peso apresentaram mais água na amígdala, parte do cérebro responsável pelo comportamento alimentar, e um encolhimento na camada externa da parte frontal do cérebro, área envolvida no processamento cognitivo e tomada de decisões.

“Com esse resultado, os pesquisadores concluíram que no cérebro dos pacientes obesos existem neurônios a menos ou eles estão encolhidos”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Dr. Ricardo Cohen.


Band Saúde

Síndrome do Túnel do Carpo

O túnel do carpo é uma passagem que vai do antebraço até o punho – mais ou menos no local onde se coloca o relógio de pulso. Os ossos nesta região formam três paredes, ligadas por um ligamento largo e espesso. O nervo mediano, que inerva o polegar, o indicador, o dedo médio e os nove tendões que flexionam os dedos, passa por este Túnel. Este nervo também inerva os músculos da base do polegar (músculos tenares).

A Síndrome Túnel do Carpo (STC) é uma inflamação causada comumente por estresse repetitivo, contusões ou outros distúrbios que edemaciem os tecidos ao redor do nervo mediano. A compressão das fibras nervo mediano reduzem a transmissão de sinais nervosos através do Túnel do Carpo, resultando em dor, dormência e formigamento no punho, na mão e nos dedos (exceto no dedo mínimo, que não recebe fibras do nervo mediano).

Quais as causas as frequentes da Síndrome do Túnel do Carpo?

Pode ser difícil determinar se a causa principal da STC é o trabalho ou alguma outra doença subjacente. A STC quase sempre ocorre em adultos – e a maioria dos adultos trabalha. Assim, freqüentemente associa-se a STC ao ambiente de trabalho, mesmo que não tenha relação com ele. Na verdade, as estimativas de STC relacionada ao trabalho variam grandemente. Provavelmente, as várias causas da STC ocorrem inter-relacionadas, incluindo uma predisposição exacerbada ao estresse no trabalho e tensão emocional. A causa da STC permanece obscura em muitos casos.

O que sente a pessoa afetada?

Os sintomas da STC geralmente evoluem progressivamente por semanas ou meses e, em alguns casos, anos.

Os primeiros sintomas podem ser dor no punho e na mão ou dormência e tremores nos dedos (especialmente no dedo mínimo). Também pode ocorrer fraqueza nas mãos e uma tendência a deixar as coisas caírem. Algumas pessoas se queixam de perda da sensibilidade para calor e frio ou uma sensação de inchaço nas mãos.

Existem Fatores de risco para a doença?

Estima-se que algo entre 7% e 16% das pessoas apresentem STC, e a incidência parece estar crescendo. As pessoas com mais de 54 anos idade possuem um risco maior que os adultos mais jovens.

O maior risco encontra-se naquelas ocupações que combinam força e repetição no mesmo movimento nos dedos e na mão por períodos muito longos. Por exemplo: empacotadores, serralheiros, operadores de martelos hidráulicos, empregados de serviços postais, dentistas, etc – virtualmente qualquer trabalhador que utilize suas mãos e punhos repetitivamente.

Ainda que o maior número de pessoas utilizando computadores tenha provocado uma publicidade exagerada sobre o risco de STC, ela é na verdade menor que nas ocupações que envolvem trabalho pesado. A força do movimento, contudo, pode ser um fator decisivo na STC em datilógrafos - um datilógrafo com uma velocidade de 60 palavras por minuto pode exercer até cerca de 25 toneladas de pressão nos dedos a cada dia.

Pessoas que se envolvem intensamente em certas atividades domésticas, como costurar, cozinhar, e fazer outros serviços de casa e carpintaria, também apresentam um risco mais elevado. Muitos lazeres também podem contribuir para o surgimento da STC, incluindo jogos de computador, esportes e jogar cartas.

Como é feito o tratamento?

A maioria das pessoas com STC obtêm alívio com o uso de talas especiais, antiinflamatórios, corticosteróides, ou uma combinação destes métodos. Se a dor e a dormência persistirem, pode ser necessário realizar uma intervenção cirúrgica no local.

As pesquisas mostram que, quando bem indicada, a cirurgia possui índices de satisfação superiores a 70%.

Como evitar

Não existe uma medida única capaz de evitar completamente a STC, mas algumas dicas podem diminuir seu risco de desenvolver a doença:

Diminua a força que você exerce: aprenda a fazer suas atividades mantendo o punho mais relaxado. A maioria das pessoas utiliza mais força que o necessário para as tarefas do dia a dia.
Faça pausas mais freqüentes: a cada 15-20 minutos, alongue e estique suas mãos e punhos. Se você manuseia equipamentos vibratórios, estas pausas são ainda mais importantes.
Atenção com sua postura! Evite deixar seu pulso muito estendido ou muito flexionado. Se você trabalha com digitação, p.ex., mantenha os pulsos na mesma altura dos cotovelos – ou poucos centímetros mais baixos.


Boa Saúde

sábado, 8 de janeiro de 2011

Saiba o que fazer pra se livrar da dor e da sensação incômoda do inchaço

Nas férias, é muito comum o contato com a natureza e, por esta razão, o corpo fica mais exposto às picadas de insetos.

Quando uma pessoa é ferroada por uma abelha, imediatamente surge a dor, o rubor e o inchaço. Se a picada acontece no rosto, lábio, orelhas, lugares preferidos das abelhas, o incômodo é ainda maior.

Essa reação de dor irá perdurar por três até seis horas, mas o inchaço, a inflamação e a coceira poderão permanecer por dias. Para algumas pessoas, no entanto, o veneno pode ser um perigo grave ou mortal devido a uma reação alérgica ao veneno depositado pela abelha.

O ferrão tem pequenas farpas, o que impede que seja retirado com facilidade da pele humana.

Em caso de risco de picada de abelha, tenha em sua farmácia de emergência "Apis mellifica 12CH"O que fazer?

Logo após a picada, retire o ferrão com a ajuda de uma pinça ou com a unha, puxando na direção oposta a picada, tomando cuidado para não romper a bolsa de veneno.

Nunca esprema o local. A aplicação de água gelada ajuda a controlar a dor e diminui a circulação do veneno pelo organismo.

Aplicar a pomada de Calêndula, ou algumas gotas de óleo de lavanda, ajudará no alívio das dores. Caso não melhore, ou em caso de reação alérgica, é aconselhável procurar atendimento médico.

A ação do veneno

O veneno de abelhas é um líquido transparente, com odor de mel e sabor amargo, acre. É uma mistura complexa de substâncias químicas: enzimas, peptídeos, histamina, dopamina, noradrenalina, serotonina, aminoácidos livres, acetilcolina, lipídeos, açúcares (glicose e frutose) e componentes voláteis como o acetato de iso-amilase. Essa poderosa combinação ocasiona inflamação em diferentes níveis, sobre a pele, mucosas, membranas pulmonares e sobre o aparelho urogenital, associada às vezes a um estado febril.

A brutalidade do aparecimento do edema e da inflamação é a sua maior característica. Sobre a pele, observa-se um edema róseo de aparecimento rápido, ardente que melhora com compressas geladas. Este edema pode aparecer na região da picada ou estender-se às mucosas e serosas e se tornar perigoso, como no caso do edema de glote, que ocasiona a asfixia.

O quadro pode ser acompanhado de uma febre com ausência de sede. Há uma agravação dos sintomas pelo calor e pelo toque, mesmo o mais leve roçar.

O uso homeopático e a indicação terapêutica de Apis mellifica

Como a homeopatia está baseada na Lei da Semelhança, utiliza-se o medicamento homeopático Apis mellifica (inseto- medicamento), preparado a partir de abelhas operárias pelo método homeopático clássico.

Seu preparo e prescrição tornaram-se muito popular a partir da publicação em 1853, do resultado da experimentação no homem são realizado pelo médico Dr. Constantino Hering, nos Estados Unidos. Muitos estudos têm sido publicados desde então.

O remédio recomendado para o tratamento das picadas de insetos, também é usado nas queimaduras de primeiro grau, nos edemas palpebrais, em caso de furúnculos, nas urticárias, em função de sua semelhança às reações cutâneas provocadas pela picada de abelha.

Na Europa, vários médicos indicam o Apis mellifica antes da exposição ao sol, como preventivo das queimaduras solares. Também se podem tratar os edemas sobre mucosas, como as rinites, as conjuntivites, as faringites e as amigdalites, desde que exista um edema que melhore pela aplicação de água gelada, gelo, bolsa de água fria, eventualmente, se a pessoa estiver com febre e sem sede.

Em caso de risco de picada de abelha, tenha em sua farmácia de emergência Apis mellifica 12CH, pois ele poderá reverter o processo inflamatório de forma rápida.

Dra Maria Isabel de A. Prado
Homeopatia

Inverno intensifica incômodos Otorrinolaringologista ensina os cuidados para amenizar os sintomas

Tosse, olhos lacrimejando constantemente, dores de cabeça e na região que vai do nariz às bochechas e secreção nasal podem ser sintomas de alergias (rinite, asma e/ou bronquite), que se intensificam nas baixas temperaturas, conseqüência dos dias mais secos e maior índice de poluição e pó.

"As piora das alergias é mais freqüente nesta época do ano. Primeiro porque o próprio clima deixa um número maior de partículas em suspensão no ar, aumentando a reatividade no trato respiratório. Segundo porque a aglomeração das pessoas no frio facilita a transmissão de resfriados e gripes, infecções que pioram o problema", explica o otorrinolaringologista do Hospital Bandeirantes, Dr. Arthur Castilho.

O tratamento para Rinite é feito de maneira continuada - regular - além da utilização de solução fisiológica para a lavagem nasal. Outras medidas medicamentosas exigem acompanhamento médico e estão relacionadas à administração de anti-histamínicos e corticóides tópicos.

"Para amenizar os sintomas, as pessoas podem tomar algumas medidas em casa como passar pano umedecido no chão todos os dias, trocar a roupa de cama duas vezes por semana e manter animais domésticos fora do quarto. Além disso, se deve limpar debaixo da cama e em cima dos armários, ensacar bichos de pelúcia, optar por cortinas que não retenham pó e manter a casa bem arejada, principalmente, o s quarto s ", aconselha Dr. Castilho.

Ao contrário do que muita gente pensa, as crianças não são necessariamente as que mais sofrem com as alergias, pois a incidência deste mal depende do nível de reatividade de cada indivíduo. Segundo o médico, só uma consulta com um otorrino p ode definir qual a gravidade do quadro e como tratá-lo.

Os descongestionantes nasais, conhecidos também como vasoconstritores tópicos, são vendidos sem receita e as pessoas abusam do seu uso. Mas o especialista alerta que raramente o medicamento é receitado e, quando há indicação, o uso tem que ser por curto período e com acompanhamento.

"Estes medicamentos podem ter efeitos adversos severos se usados de forma irregular, pois tendem a induzir um quadro de rinite medicamentosa e agravar outras afecções do organismo", conclui.

Dr. Arthur Castilho
Otorrinolaringologista do Hospital Bandeirantes

Prevenção na Infância Ajuda a Evitar Doenças Oculares

Os cuidados com a visão devem começar desde os primeiros anos de nossa vida. A oftalmologia inclui uma área específica para esse atendimento: a oftalmopediatria, responsável pelo diagnóstico e tratamento de uma variedade de alterações oculares que podem se manifestar nas crianças desde o nascimento. "Cerca de 90% da visão se desenvolve durante os dois primeiros anos de vida. É durante essa fase que os pequenos aprendem a fixar, a movimentar os olhos de maneira conjunta e a perceber profundidade", revela a especialista em saúde ocular infantil, Manuella Nevez da Rocha Nader.

A médica explica que, logo após o nascimento, os pais devem procurar um profissional para realizar o já conhecido Teste do Olhinho. O exame consiste em avaliar o reflexo-vermelho e mapear a retina com o intuito de prevenir e tratar algumas doenças, entre elas: a catarata e o glaucoma congênitos, a ambliopia, o estrabismo, os erros refracionais e o retinoblastoma - que podem levar à cegueira se não tratadas nos primeiros dias de vida.

Segundo Dra. Manuella, as doenças mais freqüentes são o estrabismo e a ambliopia. A primeira atinge de 2% a 5% das crianças em idade pré-escolar e significa a perda do paralelismo dos olhos, ou seja, um olho encontra-se alinhado e o outro desvia-se. "Existem vários tipos de estrabismo e sua complicação mais séria é a formação de imagem diferente no olho desviado, o que impede o desenvolvimento da visão e provoca a perda tridimensional", diz. Já a ambliopia é a baixa da acuidade visual de um ou de ambos os olhos na ausência de lesões oculares ou de causas neurológicas. Normalmente, 50% das ambliopias ocorrem devido ao estrabismo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, nos dois primeiros anos de vida deve ser feito um exame criterioso a cada 6 meses. Passada essa fase, e se tudo estiver normal, um exame anual é suficiente até que a criança complete 8 ou 9 anos de idade - fase na qual se encerra o desenvolvimento da visão.

Dra. Manuella Nevez da Rocha Nader
Oftalmologista especialista em saúde ocular infantil do Inob, em Brasília

Nando Reis - Pra Você Guardei O Amor