segunda-feira, 21 de março de 2011

Entenda por que as mulheres ficam bêbadas mais rapidamente

Ao se observar um casal consumindo uma garrafa de vinho, por exemplo, é possível notar que, antes do final da garrafa, a mulher já se encontra bem mais descontraída, enquanto o homem leva mais tempo para sentir o efeito do álcool. O que acontece não é apenas por uma falta de costume de beber, como é pregado por aí.

O organismo de homens e mulheres reage de formas distintas à presença do álcool. Isso acontece porque há algumas enzimas e cofatores que são utilizados na digestão do álcool, como a ADH (álcool dehidrogenase), a ALDH (aldeído dehidrogenase) e o sistema microssômico de oxidação do etanol, como lembrou a nutróloga Luciana Carneiro, do Rio de Janeiro (RJ), que estão presentes em maior quantidade no corpo dos homens do que no organismo feminino.

Além disso, dados oficiais do Observatório Brasileiro de Informações sobre as Drogas (Obid), do Ministério da Justiça, confirmam que as mulheres, quando bebem, apresentam maiores níveis de álcool no sangue do que os homens por causa da maior proporção de gordura em relação à proporção de água no corpo delas. Como a ADH está menos presente no estômago feminino, uma maior quantidade de álcool é absorvida pelo organismo. Em uma comparação mais simples, seria quase como injetar o etanol diretamente na veia das moças, deixando-as embriagadas muito mais rapidamente!

A resposta à ingestão de bebidas alcoólicas também é diferente entre os sexos por variações na organização cerebral e ação de substâncias chamadas neuroesteroides. Segundo o Obid, "esta maior vulnerabilidade explica, ao menos em parte, porque a dependência ao álcool e os problemas físicos associados progridem mais rápido em mulheres".

Outras diferenças
A tolerância ao álcool é diretamente ligada à quantidade das enzimas ADH e ALDH no organismo. O endocrinologista Lucas Moura, do Spamed Sorocaba Campus, destacou que, além das garotas, algumas etnias também costumam apresentar pouca resistência ao álcool. "Os orientais têm uma deficiência ainda maior que as mulheres de outras etnias na produção destas enzimas. Por isso, costumam ficar muito vermelhos quando bebem pouca quantidade de álcool."

Mas ter pouca ADH e ALDH não é algo negativo, pois evitaria o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e seus males, como a ressaca. Para o endocrinologista, as pessoas com menor tolerância ao etanol tendem a beber menos, pois os efeitos da substância costumam ser mais desagradáveis para elas.
O álcool no metabolismo
Ao ingerir bebidas alcoólicas, o corpo reage para metabolizar e eliminar a substância do organismo, por processos variados. A nutróloga ensinou que "cerca de 2 a 10% da quantidade de álcool ingerida são eliminadas pelos rins e pulmões, sendo o restante oxidado no fígado, que contém a maior quantidade de enzimas capazes de metabolizá-lo. Somente quantidades mínimas da bebida podem ser oxidadas no estômago".

A quantidade de bebida ingerida também reflete no tempo que o corpo vai levar para "tratar" o etanol no corpo e também nos efeitos que o organismo vai encontrar pelo caminho: a famosa ressaca! Alguns dos sintomas da ressaca aparecem justamente por causa da transformação do etanol em acetaldeído pelas enzimas responsáveis pela digestão do álcool. Esta substância é tóxica e provoca, por exemplo, as náuseas. "Depois, ela torna-se acetato e, por fim, após diversas reações químicas, converte-se em água e gás carbônico, sendo eliminada do corpo pela urina, suor e respiração", contou a nutróloga.

Para minimizar o efeito de qualquer bebida alcoólica no organismo, o ideal é ingerir bastante água, alternadamente, assim como se alimentar. "Comer ajuda a absorver o álcool de maneira mais lenta", contou Lucas Moura.

Luciana recomendou a ingestão de algum teor de carboidrato integral, "que tem a digestão lenta", e verduras, "para aumentar o teor de fibras". "A gordura, como o azeite, também é uma boa opção. Não é a toa que os petiscos que acompanham as bebidas alcoólicas são ricos em gordura", destacou.

É importante lembrar também que o álcool engorda e deve ser consumido moderadamente, pois pode causar lesões no fígado como esteatose (gordura no órgão), hepatite alcoólica, cirrose, fibrose, hepatite crônica e câncer. "Na minha área, vemos muito a ligação entre álcool e doenças como diabetes, hipertensão e obesidade. Não é proibido, mas em alguns casos, o consumo vai fazer mais mal do que bem", disse o endocrinologista.


Terra Saúde

sábado, 19 de março de 2011

Otimismo: aprenda a jogar nesse time e colha os benefícios

Você já se perguntou se o otimismo tem o lugar que merece em sua vida? Nós sabemos que esse tema é um pouco controverso. Tem a turma que acha que não passa de "conversa fiada" dos livros de autoajuda, enquanto outra acredita que esse sentimento é sim um ingrediente essencial para levar uma vida mais saudável. Mas, o que seria exatamente uma pessoa otimista? "É aquela que tem a disposição interna de enxergar o lado bom em tudo e sempre acredita numa solução favorável a qualquer situação", define a psicóloga Sylvia Sabbato especialista em psicodrama. "O otimismo se manifesta também na maneira que a pessoa tem de encarar as adversidades. Tudo o que a pessoa vê ou passa durante a vida é filtrado por esse seu estado otimista de ser", aponta a especialista.

A ciência vive tentando explicar a real influência do otimismo sobre as nossas vidas. Uma pesquisa publicada na Current Directions in Psychological Science sugere que os bons pensamentos podem ser um poderoso antídoto para o estresse, a dor e as doenças. De acordo com os pesquisadores, existem vários caminhos através dos quais uma atitude positiva pode retardar o aparecimento dos problemas de saúde. Por exemplo, as pessoas mais felizes podem ter uma postura mais pró-ativa com relação ao envelhecimento, e por isso se exercitam regularmente. Segundo a pesquisa, essas pessoas também podem evitar comportamentos menos saudáveis, como fumar.

E por que isso poderia ser considerado ruim? Os que criticam afirmam que o otimismo costuma fazer parte de uma ilusão de "vida perfeita" tornando-se, por sua vez, uma espécie de fuga da realidade. O otimismo benéfico não pode ser uma visão errônea de que tudo é perfeito e não há problemas. Ele deve ser baseado no que é real. Não do modo: "Terei dinheiro, vou apenas desejá-lo com a força do pensamento positivo ou algo do gênero". O otimismo deve ser uma forma positiva de enfrentar os problemas dentro das possibilidades reais. "Caso contrário, realmente é uma fuga, um mecanismo de defesa", ressalta a psicóloga Samia Maluf. Na opinião da especialista o otimismo é uma forma muito benéfica, em todos os sentidos: emocional, mental e orgânica.

Quem é um otimista?

O otimismo é uma característica de uma pessoa. Para quem a possui, é natural ter pensamentos positivos e favoráveis. Um exemplo de quem vive assim? "A pessoa otimista assiste aos noticiários e sua atenção, qualidade cognitiva seletiva, volta-se aos aspectos bons das notícias", explica a especialista Sylvia Sabbato. Por exemplo: em vez de concentrar a atenção nas pessoas que choram, que perderam seus pertences com as chuvas, eles concentram sua atenção nos voluntários e na beleza da solidariedade.

Não desanime se você não é nem um pouco assim. O otimismo pode ser exercitado. A pessoa que está aprendendo a ter essa característica também pode optar em concentrar sua atenção nos aspectos positivos de uma notícia, de seu país e de sua vida. "Todos nós passamos por momentos desfavoráveis e o otimista também. Só que, felizmente, ele se reergue mais facilmente perante às adversidades, pois o otimismo afeta diretamente outra característica muito importante para vivermos atualmente: a resiliência (termo emprestado da física pela psicologia, que significa a capacidade de voltar ao estado emocional anterior, após uma experiência dolorosa, traumática ou desagradável)", conclui Sylvia. A seguir, conheça os benefícios do otimismo e faça sua escolha.

Otimistas vivem mais

O pensamento positivo é um aliado da longevidade. Estudos recentes da Universidade de Kentucky e de Yale, nos Estados Unidos, constataram que pessoas otimistas apresentam uma maior expectativa de vida, podendo viver cerca de 6 a 10 anos a mais do que as pessoas negativas. Quer usufruir desses benefícios? A psicóloga Sylvia Sabbato afirma que para isto, seria necessário aprender a ser otimista. Quem não traz essa característica como herança genética ou psicológica familiar pode aprender a ser otimista imitando os exemplos, convivendo com pessoas otimistas e até se submetendo a tratamentos psicológicos.

Um outro estudo publicado no jornal da Associação Americana de Psicologia concluiu que os idosos otimistas apresentam menor declínio físico e se mantêm saudáveis por mais tempo do que aqueles que não tem essa característica . É importante cultivar esse estilo de ver a vida nessa faixa etária, principalmente porque ele gera boas emoções e favorece novas ideias.

"O idoso que tem boas emoções alimenta projetos para a terceira idade, mesmo que o projeto seja "ter uma velhice feliz". Novamente, ocorre o processo de liberação de substâncias saudáveis no organismo, por meio dos sistemas imunológico, fisiológico e endócrino, atuando diretamente na saúde física, proporcionando, assim, um atraso no declínio físico desses idosos", explica Sylvia Sabbato.

Jovens com mais autoestima

Uma pesquisa publicada na revista científica Pediatrics mostra que o otimismo em jovens protege contra a depressão, pois confere mais autoconfiança e diminui os pensamentos negativos.

Durante a adolescência, uma área do cérebro responsável pelo prazer, chamada de "sistema de recompensas" fica diminuída (a partir de 11 anos em meninas, e 13 em meninos), para que eles se desinteressem de temas infantis e busquem temas mais maduros. É isso que causa o famoso tédio no adolescente. "É muito importante que o otimismo, a sensação de que tudo vai dar certo, esteja presente na vida desses jovens. É isso, além da maturação biológica e da vida em família, que vai garantir que o jovem não se envolva com drogas, álcool e situações de risco. O jovem otimista se vê vencedor no futuro e busca esse caminho", adverte a psicóloga Sylvia Sabbato.

Segundo o neuropsiquiatra Paulo André Issa, o otimismo é uma das armas para lutar contra a depressão e também de preveni-la, pois evita o estresse que é um dos principais precursores desta doença. Entretanto, o especialista ressalta que não se pode afirmar que somente o otimismo será garantia de não desenvolver depressão, pois a doença é multifatorial. Para desenvolver este quadro, há a interferência de diversas causas, entre elas a influência genética.

Proteja-se contra doenças cardiovasculares

O otimismo também é amigo do peito. O Instituto Delfland de Saúde Mental, na Holanda, constatou que a turma dos otimistas têm menos chances de morrer de doenças cardiovasculares. A pesquisa comprovou que assim como o otimismo está relacionado a um menor risco cardiovascular, o pessimismo está relacionado ao pior prognóstico.

De acordo com o cardiologista da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Edmar Santos, os mecanismos da influência não são muito claros, entretanto, sabe-se que indivíduos depressivos, e portanto, num estado mais pessimista em relação à vida, têm piores desfechos clínicos (mais morte e infarto do miocárdio) em qualquer condição prévia (no pós-operatório de cirurgia de safena, pós angioplastias ou até mesmo sem doença cardíaca aparente).

Acredita-se que existam razões neuro-hormonais relacionadas aos indivíduos depressivos, tais como: redução de serotonina (o hormônio do bem-estar), aumento do cortisol (o hormônio do estresse), das substâncias estressoras (catecolaminas) e da insulina que causa fadiga, falta de energia, irritabilidade, além do aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.

"Precisamos caminhar para respostas mais consistentes. No ano passado, a American Heart Association pediu aos cardiologistas clínicos que fizessem uma investigação rápida em suas consultas para identificar depressivos, que teriam maior risco de infarto. É algo a ser pesquisado mais a fundo e com cuidado", conclui o cardiologista.


Minha Vida

quinta-feira, 10 de março de 2011

Tudo Depende de Mim!!!

Ferro faz bem para o cérebro das crianças

Quando o mineral está em baixa no organismo, o cérebro da garotada não se desenvolve como deveria. Daí, aprender o bê-á-bá fica mesmo muito mais difícil .
Reconhecer cores, contar uma história com começo, meio e fim, compreender o que os outros falam, deduzir ordens de grandeza — tudo isso faz parte do desenvolvimento nervoso de uma criança. E o sucesso dessas tarefas, que equivocadamente parecem tão simples aos olhos de um adulto, tem tudo a ver com aquilo que os pequenos comem. “Sem uma alimentação adequada, capaz de garantir o aporte de nutrientes como ferro, o foco e a concentração ficam comprometidos. Daí é mais difícil armazenar novas memórias”, explica a pesquisadora em desenvolvimento humano Elvira Souza Lima, consultora internacional em neurociência e educação de várias instituições de renome.

Um estudo que acaba de ser publicado na Revista Paulista de Pediatria mostra que meninos e meninas com anemia por falta de ferro apresentam problemas de desempenho cognitivo — principalmente na área da linguagem. Ou seja, fica atrás no aprendizado quem está com baixos níveis de hemoglobina — a proteína dos glóbulos vermelhos do sangue que é feita do mineral e que transporta oxigênio. “Analisamos crianças com idade entre 2 e 6 anos”, conta a autora, Juliana Nunes, professora de fonoaudiologia do centro de ensino Fead, em Belo Horizonte. “Nessa fase, a anemia pode provocar graves danos ao cérebro”, acrescenta.

Segundo o Ministério da Saúde, uma em cada cinco crianças brasileiras de todas as classes sociais sofre da doença. Alguns especialistas acham que esse número seja até três vezes maior. “Em geral, o problema é provocado pela falta de ferro no prato”, afirma a pediatra Fernanda Ceragioli Oliveira, da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Esse mineral não só entra na receita da hemoglobina como participa da produção de enzimas que ajudam a manter as células cerebrais, os neurônios, sempre ligadas. Sem contar que é importantíssimo para as defesas do corpo.

A atenção deve começar no nascimento. Bebês prematuros requerem sempre um cuidado especial. “Isso porque a estocagem de ferro é feita nos três últimos meses de gestação”, justifica Naylor Oliveira, pediatra e nutrólogo da Sociedade Brasileira de Pediatria. Mas até mesmo crianças aparentemente saudáveis, rechonchudas e coradas podem ser acometidas pelo problema mais tarde. Por isso, não dá para relaxar com a alimentação, confiando apenas nas aparências, nem deixar de seguir as orientações do médico. Para não faltar ferro, é essencial que a dieta infantil inclua carne. Só ela fornece um tipo do mineral, o heme, que é mais bem aproveitado pelo organismo. No caso, as mais ricas são a de boi, de frango e de peixe, nessa ordem. Feijão e outros grãos, além de verduras como couve e rúcula, também carregam o nutriente, mas, para ele ser bem absorvido, necessita do empurrão de fontes de vitamina C, como o suco de laranja. “A verdade é que a criança precisa de um cardápio variado”, lembra Fernanda. Então, combinamos assim: aposente as guloseimas e invista em frutas, verduras, legumes, cereais e, claro, carne. O cérebro do seu filho agradece. E ele, com a desenvoltura de quem se dá bem no território da linguagem, também saberá como agradecer.

Paula Desgualdo
Saúde

Pessoas ansiosas comem rápido e prejudicam digestão

Nossa digestão começa pela mastigação, devemos aprender a mastigar bem os alimentos, na macrobiótica, que é uma filosofia da alimentação natural onde pregam a longevidade, dizem que devemos mastigar umas 30 vezes antes de engolir, até transformar o alimento numa pasta....envolver o bolo alimentar com a saliva que irá ajudar a futura ação das enzimas que ajudam na digestão.

Quando comemos com calma damos tempo para o organismo absorver os nutrientes. Mas se observarmos nossa mastigação veremos que não chegamos nem perto disso, e os ansiosos, pior ainda.

Tive um cliente uma vez que disse que mastigava três vezes e já engolia a comida. Outros comem muito, compulsivamente sem sequer saborear o gosto do alimento.

Quem come rápido, ao fim da refeição, sente-se empanturrado, aquela sensação de estufamento. Nosso estômago leva cerca de 20 minutos após estar saciado para nos dar o aviso de que "não quer mais comer", por isso quem come muito rápido, não presta atenção nos alimentos que ingere, come mais e tem uma tendência maior de engordar.

Todo hábito compulsivo é rápido. Comer rápido sem respirar, engolindo quase tudo inteiro, o organismo não tem como assimilar adequadamente o que se ingere e a consequência disso é o acúmulo de gordura.

Outro hábito nocivo dos ansiosos é que muitas vezes mastigam chicletes durante horas, essa mastigação estimula a produção das enzimas digestivas, mas como não há alimentos para digerir, esse excesso de ácido pode começar a corroer a mucosa do estômago criando uma úlcera.

Aprenda a degustar
Comer com calma e mastigando bem os alimentos, percebendo os sabores, isso é saudável. É na superfície da língua que existem dezenas de papilas gustativas, cujas células sensoriais percebem os cinco sabores: doce, azedo, picante, salgado e amargo. Depois de engolir acaba o prazer.

A pessoa que come por compulsão não dá tempo de sentir saciedade, justamente porque mal mastiga já engole, come um pacote inteiro de bolacha num segundo e depois se sente culpada por ter cometido esse ato de autodestruição.

Com o fumante também acontece isso, ele fuma sempre com pressa ou com a atenção em outros afazeres e assim não sente o gosto do cigarro e acaba fumando muito mais.

É comum pessoas ansiosas relatarem que fumam três maços de cigarros por dia. Essa semana uma cliente me disse que não fumava durante o dia todo, mas quando chegava em casa fumava um maço inteirinho.

Ansiedade de novo, compulsão e intoxicação do corpo. Como uma pessoa quer viver bem se não percebe o quanto está se agredindo.

Entenda a digestão
Esse bolo alimentar passa pela faringe, e se desloca por um tubo alongado chamado esôfago.

O alimento é empurrado pelo esôfago por meio dos movimentos peristálticos, que nada mais são que contrações musculares. Quem come rápido e é ansioso tem uma tendência a ter esofagite que é uma inflamação da mucosa do esôfago causada, na maioria das vezes, por refluxo de ácidos.

A mucosa do esôfago não está preparada para receber esse conteúdo extremamente ácido como o suco gástrico. O excesso de ácido no seu estômago pode estar voltando pelo esôfago, o chamado refluxo, e quando isso acontece, e normalmente é à noite, é comum pessoas acordarem com muita azia e sentido esse ácido voltando na boca.

O absurdo é que tem pessoas que ao invés de cuidar do problema, usam almofadas anti-refluxo, rs. Tem muita gente que passa uma vida inteira assim, remediando os problemas, e quando chega ao final da vida quer ter saúde, se espanta quando aparece uma doença grave. Eu sempre falo ou você cuida da saúde ou depois corre atrás da doença.

"Quem come rápido e é ansioso tem uma tendência a ter esofagite que é uma inflamação da mucosa do esôfago causada por refluxo de ácidos".

Veja o que piora o refluxo
Fumar e tomar café contribui de forma importante para a irritação no estômago e devem ser evitados. Cuidado com frutas e sucos ácidos, tais como de tomate, laranja, abacaxi.

Tem gente que come o abacaxi e logo depois aparecem aftas na boca. Isso é um alerta do excesso de acidez estomacal. Laringite, gengivite e problemas dentários ocorrem, em alguns casos, devido à ação direta do ácido do refluxo, principalmente o mau hálito.

E não adianta escovar os dentes, nem usar enxaguantes bucais se o seu estômago está completamente ácido, esse hálito está relacionado a essa digestão.

Do estômago para o intestino
No final do esôfago encontra-se o estômago, onde começa a transformação das proteínas e gorduras.

Tudo o que está no seu estômago é misturado com as enzimas, que processam o alimento, não temos dentes no estômago, por isso quem não mastigou direito vai ter que produzir mais ácidos para conseguir digerir.

Esta mistura passa do estômago para os intestinos, onde os nutrientes são absolvidos pela corrente sanguínea. Os nutrientes que são as vitaminas, os minerais e as proteínas são transportados pelo seu corpo para as células onde serão utilizados ou armazenados. As substâncias dos alimentos que não são absorvidos serão eliminadas pelo intestino.


Dra.Adriana Splendore Terapeuta ortomolecular

Gagueira pode ser tratada com reprogramações cognitivas

Entre o sucesso do filme "O Discurso do Rei", filme ganhador do Oscar, e o participante Diogo do Big Brother Brasil, a gagueira está se tornando um assunto presente nas conversas do dia a dia.

O problema é bastante comum; são cerca de 1,6 milhões de indivíduos com essa dificuldade para falar, segundo a Associação Brasileira de Gagueira (Abragagueira). Mas, não é por isso que ela pode ser tratada apenas como um probleminha simples.

A fala pode ser afetada por distúrbios neurológicos, mas há quem tropece nas palavras sem motivo aparente. É possível encontrar crianças, adultos e idosos que manifestam o distúrbio. Há gagos ricos, pobres, com mais ou menos formação acadêmica.

Mesmo quem é especialista em determinado assunto pode gaguejar na hora de apresentá-lo a outras pessoas. Isto porque a gagueira pode ser desenvolvida por razões psicológicas, como falta de autoconfiança e autoestima. O estresse pode causar episódios de gagueira, que, por sua vez, geram insegurança e mais estresse.

Uma explicação possível para esse problema na fala, seria a velocidade do processamento cerebral. Quando pensamos criamos imagens, sons e sensações internas, que chamamos de sistemas representacionais. Assim, a disfemia pode ocorrer pelo rápido fluxo de informações e pensamentos, quando a velocidade da emissão das informações pensadas não é acompanhada pela boca, ocasionando o atropelamento de palavras e expressões.

Somos seres sociais e os prejuízos desta situação podem se estender para as relações interpessoais e também as relações intrapessoais, ou seja, nossa própria relação. Perdemos a autoconfiança e a autoestima, o que pode levar a outras psicopatologias e ao isolamento social.

No filme "O Discurso do Rei", o monarca George VI, interpretado por Colin Firth, recorre a muitos especialistas a fim de tornar seu discurso mais eficaz e um chega a recomendar o fumo para relaxar as cordas vocais. A cena divertida não é muito diferente do que acontece, às vezes, na vida real. Existem pseudoespecialistas em todas as áreas, soluções mágicas também.

Na minha opinião, o que traz melhor resultado são as reprogramações cognitivas, que podem ser feitas tanto pelos métodos da Programação Neurolinguística (PNL) ou pela Hipnose Ericksoniana.

Como todos temos um diálogo interno - uma voz em nossos pensamentos que nos acompanha todos os dias em todos os momentos - um caminho é diminuir a velocidade desta voz e mudar sua tonalidade, o que, imediatamente, promove uma afinação nas expressões verbais. A pessoa fala mais lentamente e, por consequência, a gagueira deixa de acontecer.

O preconceito e a ideologia da fala perfeita sempre existirão, porém, quando isso é divulgado pela mídia, essas representações podem mudar, fazendo com que o respeito seja considerado a premissa para relações interpessoais mais adequadas. O filme e o programa de TV, ao trazerem o assunto à tona, nos fazem entender quem é "diferente" e fazem com que passemos a ser co-participantes no processo de cura.

Alexandre Bortoletto é instrutor da SBPNL - Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística

MINHA VIDA

O desagradável “chulé”

É causado basicamente por bactérias, que se multiplicam com as altas temperaturas e o suor dos pés, causando mau cheiro.

Para evitar o problema, recomendo as seguintes orientações. No caso do problema já estar instalado, consulte seu médico dermatologista para fazer o tratamento.

  • Após o banho, secar bem os pés e entre os dedos.
  • Evitar calçados fechados no verão, pois aumentam a temperatura e a transpiração.
  • Usar sapato com meias limpas, as meias de algodão absorvem melhor o suor.
  • Não ande descalço em pisos úmidos (banheiro coletivo, sauna e lava-pés).
  • Prefira usar seu próprio material para cortar as unhas (alicate, tesouras).
  • Não use os mesmos sapatos todos os dias.
  • Pode-se expor o calçado utilizado ao sol, pois o calor secará o sapato diminuindo as bactérias e os fungos.
  • O uso de talco para os pés absorve a umidade e pode prevenir o chulé.

Há casos em que o médico dermatologista poderá indicar uso loções ou outro tratamento para casos mais resistentes.

Dra. Érica Monteiro - Dermatologista