
Primeira do gênero lançada no mercado brasileiro, a publicação é destinada a oftalmologistas, clínicos geral, geriatras e gerontólogos. "No mundo, o envelhecimento é o grande desafio da medicina atualmente. E os olhos são a grande demanda", disse Belfort. Isso porque o idoso, quando não enxerga, perde a independência, a mobilidade e a comunicação.
O livro, segundo ele, tem o objetivo de mostrar como prevenir e lidar com as doenças mais comuns que limitam a visão em pessoas acima de 65 anos. "É preciso, por exemplo, pensar no idoso que toma mais de dez medicamentos por dia ou que já não possui boa memória, por isso a receita deve ser recebida e entendida por quem cuida dele", disse. Confira algumas dicas do oftalmologista para envelhecer com qualidade de vida no quesito visão:
- Nas visitas rotineiras ao oftalmologista, é indispensável que as pessoas com mais de 50 anos tirem a pressão ocular e façam exame de retina para diagnosticar possíveis doenças da mácula (que causam alteração no centro da visão) e glaucoma (quando se perde campo visual ou visão periférica pela morte das células do nervo óptico), que são irreversíveis. No primeiro caso, o tratamento é feito com injeções no olho; no segundo, com colírios, mas, se o paciente não responder, a opção é a cirurgia.
- A catarata é uma doença reversível. Mas o único tratamento é a cirurgia, já que não existem colírios nem tratamentos cientificamente comprovados que impeçam seu avanço. A cirurgia é recomendada quando o problema incomoda o paciente e tem ótimos resultados: até 99% de sucesso.
- Quem tem acima de 65 anos pode fazer um autoexame simples em casa. Feche um dos olhos e avalie a visão de perto, depois compare com o outro olho. Se vir manchas ou palavras e letras deformadas (metamorfopsia) é o primeiro sinal de degeneração macular (DMRI), alteração mais freqüente após os 60 anos e principal causa de cegueira irreversível nessa fase da vida nos países desenvolvidos. Nesse caso, procure um oftalmologista o mais rápido possível.
- Portadores de doenças da mácula devem evitar fumo e incluir vegetais ricos em luteína (milho, repolho, espinafre) na alimentação. Pesquisas mostram esse antioxidante natural ajuda a prevenir o problema.
- 10% dos pacientes diabéticos podem desenvolver a retinopatia diabética, que leva à cegueira se não for tratada. Quanto maior o tempo da doença, maior a chance de desenvolver alterações visuais. A boa notícia é que o médico pode detectar os problemas e tratá-los antes que o paciente fique cego. O tratamento pode ser com laser, aplicação de medicamentos específicos dentro do olho ou cirurgia, dependendo do caso. Terra