domingo, 31 de julho de 2011

Cuide do pulmão do seu bebê

Durante os primeiros anos de vida, enquanto ocorre o desenvolvimento dos órgãos e sistemas, e é necessário que os pais estejam atentos e evitem que os bebês tenham sequelas na vida adulta
Durante os primeiros anos de vida, enquanto ocorre o desenvolvimento dos órgãos e sistemas, e é necessário que os pais estejam atentos e evitem que os bebês tenham sequelas na vida adulta. "Esse é um dos motivos para cuidarmos muito bem do pulmão de nossos pequenos, pois eles ainda vão crescer e ganhar espaço para realizar as trocas gasosas", explica Marina buarque de Almeida, diretora do departamento de Pediatria da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT). impedir a exposição ambiental nociva a esse desenvolvimento pulmonar, como a poluição e o tabagismo, além da realização de um bom pré-natal são atitudes importantes. Após o nascimento, recomenda-se o aleitamento materno por pelo menos seis meses e o tratamento de eventuais infecções respiratórias. nos recém-nascidos as principais doenças estão relacionadas a complicações de prematuridade, como a displasia broncopulmonar, pneumonias e desconforto respiratório adaptativo.

Fernanda Emmerick

Será que eu sou hipocondríaco?

Quais são as causas da hipocondria?

Elas ainda não foram esclarecidas precisamente, mas alguns aspectos ligados à história individual são relevantes. A valorização e o papel conferidos ao corpo e às doenças durante a vida do paciente, ou das pessoas importantes para ele, podem influenciar. Conta também a maior ou menor capacidade em lidar com as vivências físicas e psíquicas. Alguns têm recursos para pensar a respeito de si e de sua vida. Outros, nem tanto. Para estes, há maior suscetibilidade em vivenciar de modo mais concreto os fatos da vida e, assim, são mais vulneráveis às patologias, entre elas a hipocondria.

Quais são os principais sintomas?

Medo e crença de estar gravemente doente são os sintomas centrais. Os outros sinais são a iniciativa de buscar serviços de saúde repetidamente; solicitar realização de exames de modo exagerado; grande interesse por assuntos médicos e rejeição das opiniões dos especialistas. É frequente o conhecimento de variados medicamentos, embora nem sempre se faça uso deles, por temor de algum prejuízo. Sintomas de depressão e ansiedade também são comuns, bem como preocupação excessiva com o corpo, o que faz que tentem pesquisá-lo e decifrá-lo diante dos mínimos indícios.

Como é feito o diagnóstico?

Inicialmente pela constatação dos sintomas característicos, incluindo a não aceitação dos pareceres médicos. Alguma preocupação com o corpo é admissível. Mas discernir entre um traço de personalidade e uma condição claramente patológica é um desafio que só é superado pela experiência clínica. Diagnósticos diferenciais também são úteis. Primeiro, excluem-se patologias de difícil identificação; depois, deve-se dar atenção aos quadros depressivos, em que os sintomas hipocondríacos podem aparecer. Por outro lado, quando o medo de doenças é absolutamente inquestionável, podemos estar diante de um delírio hipocondríaco, que é uma psicose, outra categoria psiquiátrica.

Quando é hora de procurar ajuda médica?

Tudo dependerá da intensidade dos sintomas. Para o paciente, seu comportamento é justificável. Mas, às vezes, ele mesmo percebe que está se prejudicando. É comum que alguém do círculo familiar perceba os excessos e sinalize. Pode acontecer que um médico mais atento identifique o problema. Nos casos mais graves, o psiquiatra é o especialista indicado para tratar a doença, porém, na maioria das vezes, o paciente não aceita essa opção. Afinal, ele se sente “doente do corpo, não da cabeça!” Assim, o profissional mais próximo do paciente, que pode ser o clínico geral, é fundamental.

Medo e crença de estar gravemente doente são os sintomas centrais da hipocondria. Mas outros sinais, como buscar serviços de saúde repetidamente, podem aparecer

Qual é o limite entre o desejável cuidado com a saúde e a hipocondria?
Cuidados com o próprio corpo são essenciais para nossa preservação. Os que ignoram completamente os sinais emitidos pelo organismo correm o risco de adoecer. Entretanto, quando o cuidado é exagerado, a hipocondria passa a permear toda a vida da pessoa e ela viverá em função disso.

Hipocondríacos estão expostos a quais riscos?

Talvez o maior deles seja investir grande parte da energia na busca de algo imaginário. Relacionamentos e trabalho ficam em segundo plano. Some-se a isso o sofrimento da pessoa e dos que lhe estão próximos. Há ainda o estabelecimento de um mal-estar na relação médico-paciente, a solicitação de exames desnecessários e arriscados, bem como cirurgias questionáveis, cujas causas são a insistência do paciente e a resposta inadequada do médico. Por outro lado, testes importantes podem ser negligenciados. A verdade é que, como qualquer outra pessoa, o hipocondríaco pode adoecer. Outro perigo é a automedicação, mas ressalvo que o temor da ação dos fármacos inibe muitos desse impulso. E em um nível mais amplo, incluo os gastos extras para o sistema de saúde.

A recusa em se medicar é considerada um distúrbio?

Existem pessoas que ignoram as próprias necessidades. E isso pode acontecer em uma atitude onipotente do tipo: “Essas doenças não me atingem”. Na hipocondria, o indivíduo vivencia seu corpo como doente, estragado, fatores que causam angústia e sofrimento constantes. Há casos em que o bem-estar não pode ser alcançado por culpas inconscientes, e o próprio indivíduo não se dá conta disso. É como se estivesse presente um aspecto masoquista, no qual existe uma imposição de ter de tolerar o sofrimento e, para fazê-lo, prevalece a recusa aos tratamentos e às medicações.

Há algum tipo de classificação da doença?

O quadro de hipocondria, assim como outros quadros psiquiátricos, pode apresentar diferentes graus de comprometimento. Existem pacientes que, apesar dos seus medos e receios, conseguem manter seus relacionamentos, vínculos sociais e até alguma atividade profissional. Porém, há quadros em que o todo está comprometido por causa da gravidade da doença. Entre um polo e outro ocorrem manifestações clínicas e consequências variadas. Existem também casos de hipocondria transitória, geralmente relacionados a situações estressantes. Destaco, ainda, situações em que o paciente não se dá conta do exagero das suas preocupações, a chamada hipocondria de insight pobre.

Como é feito o tratamento?

Casos menos graves podem ser conduzidos por clínicos gerais que tenham tolerância e disponibilidade. E os médicos devem perceber que, muitas vezes, as queixas repetidas encobrem angústias que os pacientes não conseguem exprimir. Por isso, eles devem reservar algum tempo para ouvir o paciente, tendo o cuidado de não fazer encaminhamentos desnecessários, nem solicitar exames exaustivamente. Casos mais complexos requerem atuação de especialistas (psiquiatras e psicólogos). A abordagem terapêutica inclui psicoterapia e, eventualmente, medicações. A psicoterapia tem papel importante, pois é o recurso que pode promover mudanças no funcionamento psíquico. Não existe medicação específica para hipocondria. Quando existem sintomas depressivos associados, os antidepressivos se mostram bastante úteis. Diante da preponderância de ansiedade, ansiolíticos ajudam desde que se evitem dependências pelo uso prolongado.

Há cura para a doença?

O curso da hipocondria tende a ser crônico e flutuante, existindo, porém, indicações de que 1/3, ou até metade dos pacientes, apresente melhora significativa. Aqueles que se dispõem ao tratamento (psicoterapia e eventualmente medicações) podem obter melhora, em graus diferentes. E isso se dá como consequência de avanços mentais que permitem identificar e expressar conflitos psíquicos em termos psíquicos, e não mais em termos somáticos, como antes. Isso pode fazer uma grande diferença em suas vidas.

Cristina Almeida

Damares -sabor de mel

Corpo manifesta em forma de doenças situações conflitantes da rotina

Quando somos submetidos a uma nova situação, seja ela de natureza física ou psíquica, o nosso organismo responde através do estresse, como forma de nos adaptarmos a esta mudança. Apesar do estresse contribuir para nossa sobrevivência, já que oferece meios para que o nosso corpo fique em posição de alerta e se prepare para fugir ou enfrentar o perigo, nos dias de hoje ficamos excessivamente ansiosos e preocupados a todo momento.

O estresse surge quando nos deparamos com uma situação geradora de insegurança ou de ameaça. E nossa vida atual é cheia de momentos de ansiedade devido aos desafios do trabalho, da vida familiar, da vida em sociedade, dos relacionamentos amorosos. Além disso, esse sentimento também pode surgir quando temos medo de enfrentar algo novo, insegurança em tomar decisões, preocupação com o futuro e as mais diversas circunstâncias que temos que enfrentar.

O nosso organismo reage a todas essas situações, com maior ou menor intensidade, de acordo com as características individuais e a capacidade de adaptação de cada um de nós. No passado, quando nossos ancestrais se viam de frente a um animal selvagem, por exemplo, suas pernas, embora trêmulas, tinham mais força para a fuga devido aos hormônios liberados naquele momento de estresse. Atualmente, o nosso corpo, ao tentar se adaptar aos constantes momentos de tensão e ansiedade, também libera descargas hormonais, que embora possam ser menos intensas, ocorrem com maior frequência. E haja saúde para tanta adaptação!



O que é somatização do estresse?

É exatamente devido a esses habituais estados ansiosos que surge a somatização. Se passarmos por uma situação estressante e logo conseguirmos nos livrar daquilo, o organismo se adapta e tudo volta ao normal. Mas se o estresse permanece por mais tempo, por não nos livramos do que o ocasionou, aí mora o perigo.

Se estamos convivendo diariamente com uma situação que nos desagrada e nos deixa ansiosos, como um chefe hostil, colegas não cooperativos ou desleais, um trabalho árduo, um familiar doente, um problema financeiro, um congestionamento no trânsito, um ambiente social desconfortável, uma separação conjugal, um relacionamento amoroso inseguro, excesso de responsabilidades, entre tantas outras, podemos concluir que estamos sendo submetidos a uma duradoura ação do estresse sobre o organismo. O corpo por sua vez, após passar por constantes esforços de adaptação, pode chegar ao esgotamento.

A partir daí pode-se iniciar o processo de somatização, que nada mais é do que a tendência de transferir para o corpo e manifestar em forma de sintomas ou doenças, as situações conflitantes do dia-a-dia. Algumas pessoas sentem opressão no peito ou dores de cabeça, podendo apresentar aumento da pressão arterial; outras manifestam sintomas gastrointestinais como dores estomacais, diarreias, vômitos ou intestino preso; algumas ainda apresentam dores musculares, devido à tensão; além de muitos outros sintomas que podem surgir pela somatização do estresse.
Quando falamos em somatização, significa que há uma queixa física, mas o aparecimento da dor ou de outro sintoma pode não ser detectado nos exames clínicos, pois surgiram ou são mantidos por força das emoções. Os sintomas expressam conflitos reprimidos e, de acordo com a psicossomática, esta é uma forma simbólica do corpo se comunicar.

Para resolver esse conflito, a melhor coisa a fazer é manter o bom humor diante dos pequenos problemas do dia-a-dia e procurar não permanecer por muito tempo em situações que nos desagradam. Como na maioria das vezes não podemos mudar situações externas, sempre nos resta mudar nossa maneira de encarar os conflitos.

Se você não tem como escapar do trânsito, descubra formas de relaxar, ouvindo música ou programas que lhe façam rir.
Se você está estressado com seu chefe, procure outro emprego, ou uma transferência. Mas enquanto tem que lidar com essa autoridade, tente minimizar sua atitude em relação a ela.
Se você está enfrentando um problema de separação conjugal ou de doença na família, respire fundo e procure se conscientizar de que é só mais uma fase.
Consciente das respostas automáticas do seu corpo é muito mais fácil diminuir as próprias reações. Afinal, já diziam nossas avós: Não há bem que nunca se acabe, não há mal que sempre dure!

Suely Bello
Graduada em Naturologia, Educação Física e Pedagogia, com especialização em Psicossomática, atende em São Paulo utilizando as Terapias Naturais para auxiliar no processo de autoconhecimento e de promoção, manutenção e recuperação da saúde

domingo, 24 de julho de 2011

Caminhada trabalha músculos das pernas e do bumbum

Caminhar é uma das melhores atividades físicas que existe. É fácil, já que faz parte da vida cotidiana da maioria das pessoas, e não precisa ser aprendida. É prática, porque pode ser executada em quase qualquer lugar. É democrática, visto que toda pessoa saudável pode praticá-la sem custo. E é completa, pois inclui exercícios aeróbicos e trabalhos musculares. Para ser aproveitada ao máximo, recomenda o personal trainer Eduardo Colmanetti, deve ser feita com um bom tênis e uma roupa confortável, além de acompanhada de consumo adequado de água e alimentação balanceada.

Realizada de 20 a 60 minutos de três a seis vezes por semana, a caminhada traz inúmeros benefícios para o bem-estar físico e mental. Alguns deles são melhora da circulação e do funcionamento do intestino, controle do colesterol, perda de peso, redução dos riscos trazidos pelo diabetes, aumento da qualidade do sono, alívio da depressão e diminuição do estresse e da ansiedade.

Apesar de ter um gasto calórico inferior ao da corrida (700 calorias por hora) ou da natação (550 calorias por hora), por exemplo, a caminhada é considerada um bom exercício aeróbico. Com perda média de 250 calorias por hora, a atividade, diz o especialista, é suficiente para ter gerar a redução de quilos quando conciliada com uma dieta equilibrada de emagrecimento.

Andar também trabalha a musculatura. "Quando a caminhada é realizada em uma superfície plana, são mais exigidos músculos dos membros inferiores como glúteos, panturrilhas e quadríceps. Em um aclive, o glúteo e a panturrilha são mais solicitados. Em um declive, o principal esforço fica com o quadríceps. Os músculos do tronco são exercitados em todos os casos", explica Colmanetti.

A atividade, em reta, subida ou descida, pode ser realizada na esteira de uma academia ou na rua. A diferença está nos benefícios, segundo o personal trainer. Na esteira, o amortecimento é melhor, a temperatura à qual a pessoa se expõe permanece estável, a superfície é sempre igual, sem buracos, o ritmo de caminhada fica constante e a medição de distância e tempo é mais precisa.

Já na rua, a contemplação da paisagem e a sensação de liberdade são os diferenciais. "A escolha depende do objetivo de cada um. Se a pessoa quer se sentir livre, ficar em contato com a natureza, sentir o cheiro das plantas, relaxar e aliviar o estresse, a melhor opção é a rua. Deve-se considerar que os benefícios físicos são mais ou menos os mesmos", orienta Colmanetti. Na rua, só é preciso prestar mais atenção aos obstáculos, que podem causar quedas e traumas como entorses, luxações e fraturas.

Outros cuidados que precisam ser tomados são com relação à hidratação e à alimentação. "Durante o exercício é aconselhável beber 30 ml de água a cada 20 minutos", diz o treinador. É importante comer algo leve, como pão com geleia, biscoitos água e sal e sucos, uma hora antes de sair para caminhar. Alimentos à base de leite não devem ser consumidos, pois a digestão da lactose, assim como a sua absorção, é lenta, podendo levar a desconforto estomacal. Depois da atividade, deve-se seguir uma alimentação balanceada e saudável.

Usar roupas leves, protetor solar e calçados adequados também é importante. "Hoje, existem no mercado tênis para todo tipo de pé. Procure um profissional que possa avaliar o tipo de sua pisada e as possíveis alterações. Escolha um tênis com bom amortecimento e estabilidade e que não seja muito justo, pois, após um tempo de caminhada, o pé incha", recomenda Colmanetti. Alongar antes e depois é outro hábito que deve ser cultivado. Fora isso, atitudes, como escutar música, levar o cachorro junto ou ir com um amigo ajudam a aumentar a motivação e tornar a atividade mais agradável.

MINHA VIDA

Medo ou fobia? Saiba reconhecer e tratar esses problemas

Medo de falar em público, de insetos, de altura, de injeção... São diversas as causas desse sentimento que é instintivo a todo ser humano. De acordo com o psicólogo e professor Jair Kappann, da Unesp, o medo está ligado à ansiedade que é a antecipação mental do perigo a ser enfrentado.

O que ocorre fisiologicamente é que, frente ao perigo, todo o organismo se prepara para enfrentá-lo: o cérebro libera mais substâncias, o coração manda mais sangue, a mente fica em estado de alerta, os músculos ficam enrijecidos e a força física aumenta substancialmente.

Apesar de servir para a sobrevivência da espécie, o medo em excesso paralisa a pessoa e pode se transformar em uma doença na sociedade atual: a fobia. A seguir, saiba como diferenciá-los e quais são os tratamentos.

Afinal, o que é fobia?
Segundo a psicóloga Neuza Corassa, membro da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental, o medo funciona como um sinalizador, ajudando a pessoa a se preparar para alguma situação, como, por exemplo, dar uma palestra. Entretanto, o medo além da medida é considerado fobia, que imobiliza as pessoas, fazendo elas se esquivarem do problema.

"Os medos considerados patológicos, que são excessivos e desproporcionais ao perigo enfrentados, foram nomeados com uma palavra grega, ou latina, acrescida do sufixo fobia", ressalta o psicólogo Jair. Temos, como exemplo, agorafobia (medo de grandes espaços, multidões e do escuro), acrofobia (medo de lugares altos), claustrofobia (medos de lugares fechados) e muitas outras.

O ataque de pânico, um medo tão intenso que paralisa o indivíduo, ocorre de forma espontânea e involuntária, sempre frente aos mesmos objetos ou situações.Funciona assim: a pessoa canaliza toda a angústia, a ansiedade e o medo para um objeto ou determinada situação, que não causa o mesmo medo em quem não tem o problema. "Para a Psicanálise, esses medos têm uma origem comum e, na maioria dos casos, as causas estão em situações vividas na infância", explica Jair.

O medo de altura, por exemplo, está relacionado à insegurança do bebê em dar os primeiros passos, enquanto a fobia de sair à rua, ao medo da criança de perder-se dos pais. Nessas situações extremas, qualquer adulto pode ter atitudes infantis, como fazer xixi nas calças, gritar e chorar.

De acordo com a psicóloga Neuza Corassa, fundadora do CPEM - Centro de Psicologia Especializado em Medos, em Curitiba, a fobia pode surgir de três maneiras:

1- Por ouvir histórias ruins que fazem a pessoa ficar traumatizada com a situação.
2 - Por associação. Exemplo: A pessoa está ansiosa em um dia horrível, entra em um elevador e o associa ao momento ruim.
3 - Por ter passado pela experiência traumática com o objeto/situação de sua fobia.


Como surge a fobia social?
Todos nós temos certa ansiedade natural frente às outras pessoas e situações sociais desconhecidas, como falar em público, pedir aumento de salário, paquerar, entre outras. Essa sensação pode ser uma característica normal da personalidade da pessoa, considerada mais tímida que as demais. "Em alguns casos, esse medo é exagerado e é descrito como fobia social, uma sensação difusa de angústia e apreensão acompanhada de várias sensações físicas de palpitações, sudorese, tremor, aperto no estômago e a nítida sensação de que vai morrer", adverte o psicólogo Jair.

O ataque de pânico, um medo tão intenso que paralisa o indivíduo, ocorre de forma espontânea, involuntária e recorrente, sempre frente aos mesmos objetos ou situações que se tornam ameaçadores. Com medo de ter os ataques, o sujeito acaba se trancando em casa e tem dificuldade em ter uma vida normal, por ter medo de entrar em pânico.

Jair ainda explica que, sem um tratamento adequado, a pessoa vai enfrentar uma série de limitações na sua vida social, mesmo tentando conviver com a situação, que prejudicará a sua qualidade de vida e as relações com os outros.

Tratamento de fobia
Os especialistas recomendam tratamento psicológico que pode ser acompanhado do uso de medicamentos receitados por psiquiatras para amenizar os sintomas e evitar as crises.

De acordo com o psicólogo Jair, existem vários tipos de psicoterapia que podem ser utilizadas nesse caso. A Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) é a mais breve, pode durar só algumas sessões e eliminar totalmente os sintomas. Já as psicoterapias mais profundas e de longa duração vão buscar as causas desses temores e, além de eliminar os sintomas, irão proporcionar um crescimento pessoal mais amplo e duradouro para o paciente, evitando o aparecimento de outros transtornos psicológicos ligados à mesma causa.

Se a pessoa já tem um medo acentuado, a família deve prestar atenção e ajudar a pessoa a enfrentar o problema com auxílio de um profissional. Segundo a psicóloga Neuza, a maior dificuldade para tratar a fobia é a pressa do paciente em melhorar.

No tratamento que Neuza utiliza em sua clínica, ela recomenda o exercício físico três semanas antes de se "expor" ao medo, para o relaxamento muscular e para produzir as endorfinas que neutralizam a noradrenalina em excesso que surge nas situações de fobia. Em seguida, ela ressalta a importância da respiração do diafragma porque, sem oxigenação no cérebro, a pessoa fica mais ansiosa.

De acordo com essa técnica, entre a quinta e a oitava sessão no consultório, os resultados começam a aparecer. "A exposição é feita aos poucos. No caso de fobia de elevador, por exemplo, a pessoa é levada até ele para observá-lo. Em um segundo momento, ela vai usá-lo até o primeiro andar e volta de escada, depois, usa até o segundo e volta de escada e por aí vai. No entanto, nada é forçado e nunca a pessoa é exposta a uma situação muito complicada", explica Neuza.

Medo comum: deve ser tratado?
Se os medos que você sente estão te causando desconforto, problemas na vida pessoal ou profissional, é preciso buscar ajuda especializada. "Nas mulheres, é comum amenizar esses sentimentos com o uso de medicamentos, já o homem costuma procurar alívio em bebidas alcoólicas ou drogas, que podem apenas mascarar o problema, tornando-o ainda mais crônico com o passar do tempo", diz o professor da Unesp, Jair Kappann.

Também é preciso lembrar que toda pessoa, mesmo que não tenha um problema grave, pode ter benefícios em uma psicoterapia ou análise. "Além de melhorar a saúde - já que 80% das doenças estão ligadas a causas emocionais - ela mudará o seu modo de pensar e as suas atitudes e proporcionará um desenvolvimento psicológico maior, favorecendo o crescimento pessoal e aumentando as chances de ter uma vida mais feliz", conclui o especialista.

Roberta Vilela

Saiba deixar a sua pizza mais saudável

Saborosa e de aroma irresistível, a pizza combina ingredientes que, além de apetitosos, podem ser fonte de nutrientes importantes ao organismo. No entanto, por ser rica em carboidratos e gorduras, precisa ser ingerida com moderação. Para aproveitar melhor esse presente da culinária italiana, confira sugestões que deixam a sua pizza ainda mais saudável, com informações das nutricionistas Denise Zitti, gerente do Departamento de Segurança Alimentar da rede Patroni Pizza, Gabriela Fregolente, especialista em nutrição funcional e Fernanda Amparo, do Spa Kauai.

os sabores aliados da saúde
Segundo a nutricionista Fernanda Amparo, as opções de pizzas saudáveis são aquelas que apresentam queijos brancos, rúcula, brócolis, tomate, champignon, palmito, vegetais em geral, frango, atum e bordas sem recheio.

Já os sabores que devem ser consumidos com ainda mais moderação são: bacon, quatro queijos, carne seca, strogonoff, lombo, queijo cheddar, ovo, ovo com bacon, entre outros. "São opções que apresentam valor calórico elevado, além de muita gordura saturada e colesterol, presente na gordura animal", explica a nutricionista.

Compare os valores calóricos de uma fatia de 150g:

Pizza de atum - 290 calorias
Pizza de mussarela e tomate seco - 449 calorias
Pizza de mussarela - 393 calorias
Pizza portuguesa - 329 calorias
Pizza quatro queijos - 385 calorias
Pizza de calabresa - 400 calorias
Pizza de presunto - 333 calorias
Pizza de lombinho com catupiry - 322 calorias
Pizza romana - 417 calorias
Pizza de rúcula - 207 calorias
Pizza com carne vermelha, frango ou peixe?
Peixe. A nutricionista Fernanda Amparo afirma que o peixe é muito nutritivo e deveria estar sempre na alimentação. "O peixe é rico em proteínas, como qualquer outra carne, e ainda tem grande quantidade de minerais, entre eles cálcio, fósforo, iodo e cobalto", conta a profissional, que ainda lembra que esse alimento é fonte de vitaminas A, B e D.

Evite abusar das azeitonas e da borda de catupiry
Para ficarem conservadas, elas possuem grande quantidade de sódio, que é o inimigo de quem tem pressão alta e hipertensão. No entanto, há benefícios ao consumi-las com moderação, já que essas companheiras inseparáveis da pizza apresentam ácidos graxos saturados, que regulam o colesterol.

Já as bordas com recheio de catupiry representam uma maior quantidade de calorias, o que faz a pizza ficar ainda mais calórica. "O ideal é pedir pizzas com bordas sem recheio e com o gergelim, pois é um alimento rico em cálcio", aconselha a nutricionista Fernanda Amparo.

Letícia Gonçalves