sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Artista implanta orelha no próprio braço

O artista de origem grega e australiana Stelarc implantou a cartilagem de uma orelha no próprio braço. O processo levou anos e ele quase perdeu o braço por causa de uma infecção.
Veja vídeo aqui.

Ele é um dos participantes da feira Kinetica, em Londres, que reúne arte com novas mídias e tecnologias.

Stelarc explica que quando a orelha se desenvolver mais, com o uso de células tronco, vai instalar um microfone sem fio nela. O som captado poderá então ser transmitido para diversos lugares. A Kinetica acontece entre 3 e 6 de fevereiro.


G1

Cafeína aumenta raciocínio feminino em situação estressante

Às mulheres que vão participar de uma reunião de trabalho importante ou precisam encarar alguma outra situação desafiadora, fica a dica: tomem café para melhorar o raciocínio. Já os homens devem evitar a bebida, porque pode prejudicar a memória e tornar mais lento o processo de tomar decisões. Essa é a conclusão de um estudo da Universidade de Bristol, na Inglaterra.

A equipe de cientista teve a ideia de examinar o que a bebida, mais precisamente a cafeína, faz com o corpo quando ele está sob estresse. Então, recrutou 64 pessoas do sexo masculino e feminino e os dividiu em duplas do mesmo sexo. Todos tiveram realizar uma série de tarefas, incluindo negociações, quebra-cabeças e desafios de memória, finalizando com uma apresentação sobre o que haviam feito no dia.

Segundo os resultados, metade dos pares recebeu café sem cafeína e, a outra, a bebida com uma grande quantidade da substância. O desempenho de homens que saborearam o líquido cafeinado em testes de memória foi "muito prejudicado". Eles também levaram, em média, 20 segundos a mais para completar quebra-cabeças, enquanto as mulheres que consumiram cafeína os finalizaram com mais de um minuto de vantagem, cerca de 100 segundos mais rápido.


Terra Saúde

Mães são mais felizes quando as crianças têm 6 meses de idade

OK. Que ter um filho é uma felicidade indescritível ninguém discute. Mas confesse: você já parou para pensar que em alguns momentos essa satisfação é enorme e em outros tudo parece mais difícil? Um estudo norueguês revelou que as mães são mais felizes quando os seus filhos têm 6 meses do que quando chegam aos 3 anos.

Para esse resultado, os cientistas analisaram as respostas de questionários de 60 mil grávidas, sendo que a pesquisa foi feita na 19a e 30a semana de gestação e quando as crianças tinham 6 meses e 3 anos. O estudo mostrou, ainda, que a satisfação da mulher com a vida de uma maneira geral está totalmente ligada à do relacionamento. Ou seja: apesar de haver um declínio da satisfação da mulher entre essas faixas etárias do filho, a relação com o companheiro durante a gestação têm papel fundamental na felicidade da mãe três anos e cinco meses após o nascimento do filho.

É fato que aos 6 meses, a mãe e o filho já estão bem mais entrosados do que nos primeiros dias e a mulher está mais relaxada e adaptada à novidade. Com o passar do tempo, no entanto, e quando a criança está com 3 anos, como no estudo, ela entra naquela fase em que testa os pais, os seus limites e até onde podem – ou não - ir com a birra, transformando alguns momentos do dia a dia um tanto mais tensos. Mas seriam menos prazerosos? Você concorda?


Crescer

Leite orgânico tem mais ômega-3 do que versão convencional

Quase ninguém duvida que os produtos orgânicos são mais saudáveis, justamente por não conterem agrotóxicos. Mas um estudo da Universidade Newcastle, na Inglaterra, descobriu que as vantagens do leite orgânico vão além: a bebida certificada contém níveis mais altos de ácidos graxos benéficos à saúde, como ômega-3 e gordura poliinsaturada. Além disso, quem toma leite orgânico ingere menos gordura saturada (a grande vilã do sistema cardiovascular) do que quem prefere o leite produzido de maneira convencional, ou seja, com o uso de herbicidas, adubos artificiais e medicamentos veterinários.

A pesquisa, publicada no Journal of Dairy Science, também concluiu que a qualidade do leite ingerido pelos ingleses está mudando devido às mudanças climáticas. Os cientistas encontraram mais gordura saturada e menos ácidos graxos benéficos na bebida produzida durante um verão com mais chuva e temperaturas mais baixas (em relação à média histórica) e no inverno seguinte a esse verão atípico. “Essas condições climáticas podem afetar o comportamento das vacas, reduzindo a ingestão de capim e a produção de leite”, afirma Gillian Butler, pesquisadora responsável pelo estudo. “Para manter a oferta de leite, os fazendeiros geralmente aumentam a alimentação artificial dos animais”, completa.

Com essa descoberta, novamente, a versão sem agrotóxicos ganhou pontos. Os efeitos negativos das mudanças climáticas são menores no leite orgânico. Para receber a certificação, os fazendeiros devem alimentar o gado principalmente com pasto natural, o que melhora a composição da bebida. “Optar por laticínios orgânicos é uma boa maneira de aumentar a ingestão de gorduras benéficas, vitaminas e antioxidantes, diminuindo de 30% a 50% as gorduras saturadas”, diz Gillian.

Livre de resíduos
Independentemente dos benefícios nutricionais do leite orgânico, somente o fato de não conter químicos em sua cadeia produtiva já faria dele uma opção mais saudável. Muitas fazendas convencionais utilizam herbicidas para controle de parasitas, adubação artificial e produtos veterinários (como antibióticos, antiinflamatórios e hormônios de crescimento), que deixam restos tanto na carne quanto no leite que chegam às nossas casas. “O resíduo fica na pastagem e passa para o animal. São cancerígenos”, afirma Mônica Florião, pesquisadora mestranda em ciências veterinárias e colaboradora da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio).

Segundo Mônica, todo o tratamento de pragas e doenças na produção orgânica é feito de maneira natural, com homeopatia, fitoterapia e até mesmo acupuntura. As entidades certificadoras de alimentos orgânicos permitem o uso de, no máximo, 15% de produtos convencionais para esse controle. Por isso, é tão importante verificar se o alimento que você compra no supermercado ou na feira perto de casa tem um selo de certificação. No Brasil, há algumas instituições certificadoras, como o Instituto Biodinâmico (IBD), a Ecocert e a Associação de Agricultores Biológicos (Abio).


Crescer

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS

O que é?
É uma das causas mais comuns de irregularidade menstrual e de amenorréia secundária.
Essa síndrome foi descrita pela primeira vez em 1935, por Stein e Leventhal, com as clássicas características de ovários policísticos: obesidade, amenorréia, infertilidade e hirsutismo.

Incidência
Estima-se que 5 a 10% das mulheres em idade reprodutiva apresentem esse distúrbio.

Etiologia
A síndrome dos ovários policisticos não tem uma etiologia conhecida, mas sabe-se que ocorre uma disfunção hipotalamica(pituitária)e resistência a insulina. A hiperinsulinemia estimularia a produção excessiva de androgênios pelos ovários.
A anovulacao crônica mantem o estímulo do endométrio pelo estrogênio sem oposição, aumentando a incidência de hiperplasia endometrial e carcinoma de endométrio nessas mulheres.

Metade destas mulheres são hirsutas e muitas são obesas. Elas podem apresentar perfil lipidico alterado, predisposição ao DM tipo II e a doença cardiovascular.

Como se faz o Diagnóstico?
Pacientes com síndrome dos ovários policísticos têm, de modo característico, ciclos menstruais irregulares (amenorréia ou oligomenorréia).
Associado a anovulação crônica, as pacientes costumam apresentar hirsutismo (aumento de pêlos), acne, obesidade, infertilidade.
Algumas pacientes apresentam hemorragia uterina (sangramento vaginal aumentado e irregular).

Antes de diagnosticarmos síndrome dos ovários policísticos precisamos descartar outras doenças que podem manifestar-se com quadro clínico similar ao da síndrome dos ovários policísticos, tais como hiperprolactinemia (aumento da prolactina) e alterações da glândula supra-renal.

Quadro clínico
Pacientes com síndrome dos ovários policísticos procuram atendimento por diferentes motivos. Podem estar preocupadas com a irregularidade menstrual, com o excesso de pêlos, com a obesidade, com dificuldade para engravidar ou devido à acne de difícil tratamento.

Investigação
A história clínica é muito importante para o diagnóstico. Todas as causas de anovulação devem ser excluídas: ganho de peso excessivo, uso de drogas, secreção mamilar e outros quadros.
No exame clínico, devem ser pesquisados sinais de hiperandrogenismo: distribuição de pêlos, acne, distribuição de gordura corporal, trofismo dos genitais.
Nas pacientes obesas, deve ser lembrada a associação da síndrome dos ovários policísticos com a resistência à insulina (no futuro maior associação com diabete mélito tipo II).

Como se Trata?
O tratamento é dirigido à causa da anovulação. Quando for síndrome dos ovários policísticos (sem hipotireoidismo, sem alteração de glândula supra-renal, sem hiperprolactinemia) o tratamento é multifatorial e depende do objetivo da paciente com o tratamento.
Todas as pacientes obesas com ovários policísticos devem emagrecer.

O uso de indutores da ovulação, pílula anticoncepcional e outros tratamentos para acne e excesso de pelos serão utilizados conforme cada caso.
O seu médico, analisando o seu caso, deve estar apto a lhe indicar o melhor tratamento.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Minha filha menstruou normalmente, mas agora os ciclos estão ficando mais longos e às vezes ela nem menstrua.

O que pode estar acontecendo?
Sempre fui gordinha e tenho muitos pêlos em todo o corpo. Agora não consigo engravidar. Quais os procedimentos que devo realizar?
Tenho diagnostico de PCOS. Devo me tratar por toda a vida?


ABC Da Saúde

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sexo matinal melhora humor e sistema imunológico

Se você anda de mau humor e não sabe como melhorá-lo, a solução é simples: ao acordar, continue na cama e pratique sexo matinal. De acordo com uma pesquisa da educadora sexual Debby Herbenick, da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, o ato faz se sentir mais feliz ao longo do dia e ainda pode fortalecer o sistema imunológico.

A cientista disse ao jornal Daily Mail que as relações sexuais no período da manhã liberam oxitocina, que tornam os casais mais amorosos e ligados. Também elevam os níveis de IgA, um anticorpo que protege contra infecções.

Os benefícios não param por aí. Já ouviu dizer que transar deixa a pele, as unhas e o cabelo mais vistosos? Pois é a mais pura verdade. Isso porque aumenta as taxas do hormônio estrogênio.

Nem sempre é fácil encontrar tempo para uma praticar sexo ao despertar. Filhos e afazeres domésticos podem atrapalhar. Mas o empenho vale a pena, certo?


Terra

SUS não está preparado para aumento da população idosa, diz estudo

Estimativas apontam que, em 40 anos, o número de idosos no Brasil vai triplicar, alcançando quase 30% da população. Isso significa uma maior demanda por recursos de saúde e medicamentos para essa faixa etária. No entanto, para se assegurar o atendimento deste grupo será necessário um aprimoramento nos serviços e uma alteração nas políticas do Sistema Único de Saúde (SUS). É o que aponta o farmacêutico André de Oliveira Baldoni, pesquisador responsável por um estudo que analisou a realidade de 1 mil idosos atendidos pelo SUS, de novembro de 2008 a maio de 2009, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

"Se hoje já temos enormes filas de espera e muitas vezes o mau atendimento, a perspectiva para o setor de saúde nas próximas décadas, caso não haja um planejamento imediato para atender a demanda crescente, só tende a piorar", afirma o farmacêutico, que apresentou sua pesquisa junto à Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP), da Universidade de São Paulo (USP). Segundo dados de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no Brasil 21 milhões de pessoas com 60 anos ou mais.

De acordo com Baldoni os principais fatores responsáveis pelas deficiências do SUS são a falta de padronização de medicamentos que sejam seguros e com indicação específica para os pacientes idosos; a falta de investimento e priorização da atenção primária; e a carência de políticas preventivas e de profissionais que atuem na prevenção, tais como educadores físicos e nutricionistas. Segundo o pesquisador, o investimento nessas áreas poderia reduzir as complicações com o tratamento das doenças típicas da população idosa, e com isso diminuiria os gastos do sistema público de saúde. "O envelhecimento populacional deve ser enfrentado com uma conquista e não como um problema social."

O estudo revelou que 16,3% dos idosos que retiraram medicamentos pelo SUS não receberam orientação sobre o seu uso correto por nenhum profissional da saúde. Além disso, 57,4% disseram não receber visitas dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que são profissionais fundamentais para a prevenção de doenças. "Dados como este refletem a carência de recursos humanos enfrentada pelo setor", afirma Baldoni . Para o farmacêutico, também é necessário investir em conscientização. "É preciso acabar com a cultura da automedicação, responsável por grande parte das complicações das doenças em idosos. Cerca de 31% dos entrevistados se automedicam", alerta.


AE