sexta-feira, 12 de março de 2010

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Controle seus hormônios e resolva o problema do ovário policístico

A dieta e a ginástica estão em dia, mas o ponteiro da balança continua em alta? A culpa pode ser da disfunção nos ovários, que, além do peso, afeta a beleza, o bem-estar e ainda ameaça seus planos de ser mãe
Facilidade para engordar e dificuldade para emagrecer, pele oleosa, acne, queda de cabelo. A quem você pediria socorro nesse caso? Poucas mulheres consideram marcar uma consulta no ginecologista quando esses problemas surgem sem explicação e persistem, mas deveriam. Afinal, todos são sintomas da síndrome do ovário policístico (SOP, como é conhecida no meio médico), que tem nome complicado, porém é mais comum do que a gente imagina e chega a afetar 10% da população feminina entre 20 e 40 anos.

Não se trata de uma doença. Como em toda síndrome, o diagnóstico da SOP se dá pela manifestação de alguns sintomas. Além daqueles estéticos – ou antiestéticos – já citados, aumento de pelos em lugares inusitados do corpo (como rosto, seios e barriga), ciclos menstruais irregulares e ausência de ovulação são outros sinais de que você pode ser mais uma vítima desse transtorno.

A síndrome do ovário policístico é um daqueles males que só a genética explica: não depende necessariamente do estilo de vida da paciente para dar as caras nem se conhece exatamente suas causas. O que se sabe é que ela atinge um número significativo de mulheres em idade reprodutiva. “Sabemos que entre 20% e 30% delas têm ovário policístico, mas de 5% a 10% manifestam a síndrome”, revela o ginecologista Joji Ueno, de São Paulo. “As outras podem menstruar normalmente, ter filhos, jamais apresentar qualquer sintoma e, mesmo assim, em um exame de ultrassom, constatar que possuem ovário policístico. Nesses casos, é apenas uma característica da mulher, que não precisa passar por tratamento.”

Marcia Di Domenico

Cesariana: 7 mitos e verdades sobre a cirurgia



Medo de sentir dor, de danificar a musculatura da vagina, de ver o bebê se enforcar no cordão umbilical. Essas são as principais aflições das mulheres grávidas ao decidirem por um parto cesárea.

Essa opção cirúrgica é frequente no Brasil: no ano passado, 8 em cada 10 bebês nasceram por meio de cesárea nos hospitais particulares. No SUS (Sistema Único de Saúde), a média foi de 3 em cada 10. Esse número é alto - muito acima do que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Porém, em alguns casos, a cirurgia é mesmo necessária.

O médico obstetra Victor Bunduki, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), explica que a cesárea pode salvar a vida da mãe e do bebê. "Fazemos essa opção quando a criança é muito grande ou está em situação de risco, se há infecções, e em grávidas com diabetes", diz.

Mitos e verdades
Se eu não fizer cesárea, o bebê pode ser enforcado pelo cordão umbilical?
MITO. Há um aparelho que monitora as batidas do coração do feto durante todo o trabalho de parto. Ele indica se o cordão está apertando o bebê.

A recuperação da cesariana demora mais?
VERDADE. A cesárea é uma cirurgia de médio porte. O médico faz um corte profundo para chegar ao útero. Há internação de três a quatro dias, uso de remédios e antibióticos, além da espera de uma semana para retirar os pontos. No parto normal, a recuperação acontece logo após o nascimento do bebê, e a alta ocorre entre um e dois dias.
Se o bebê é muito grande, devo optar pela cesárea?

EM TERMOS. Se houver dificuldades para a criança passar pela bacia da mãe, a cesárea pode ser a melhor solução. Porém, o parto pode ser iniciado de modo normal.

Posso evitar as dores do parto fazendo uma cesárea?

VERDADE. Se a gestante ainda não entrou em trabalho de parto e a cesárea é agendada, não há dor nenhuma durante o procedimento. No entanto, o pós-operatório é mais demorado e doloroso. Há maior risco de infecção materna e de problemas respiratórios no bebê.

Vou ter problemas com o aumento do períneo (musculatura genital)?

MITO. A cesárea é feita pela barriga e não interfere no genital. Durante o parto normal pode haver rompimento de algumas fibras. Isso causa "rasguinhos" na vagina da mãe, algo conhecido como alargamento do genital.

A cesárea é mais cara do que o parto normal?

VERDADE. Na rede pública as gestantes não pagam as despesas do parto, seja ele normal ou cesárea. Para quem vai usar a rede particular, os gastos são mais elevados.

Se eu fizer cesárea uma vez, não poderei mais optar pelo parto normal?

MITO. A cicatriz feita na cesárea não vai se romper se o próximo filho nascer de parto normal. Se a mãe e o feto estiverem bem, o próximo bebê pode nascer pela via genital.


Conteúdo do site ANAMARIA

Saiba 12 curiosidades sobre pedras nos rins

A litíase urinária ou cálculo renal, chamada popularmente de pedras nos rins, é conhecida pelas fortes cólicas que tende a ocasionar. Mas outros sintomas podem indicar sua presença. Confira abaixo essa e outras curiosidades sobre a doença, formas de preveni-la e tratá-la, de acordo com o urologista Oskar Kaufmann, dos Hospitais Albert Einstein e São Luiz, e membro da Sociedade Brasileira de Urologia e da Associação Americana de Urologia.

1 - O problema costuma acometer mais homens do que mulheres, numa proporção de 3 para 1. Atinge frequentemente pessoas entre 25 e 35 anos, e é mais comum em brancos;

2 - Pacientes submetidos a cirurgia bariátrica, em geral, têm quase duas vezes mais risco de desenvolver pedras nos rins e de sofrer de deficiência de cálcio e de vitamina D;

3 - Os principais fatores que influenciam no aparecimento de cálculos renais são baixo volume de urina, excesso de eliminação de cálcio, diminuição de citrato na urina e fatores dietéticos, como baixo consumo de líquidos e alta ingestão de cloreto de sódio e de proteínas;

4 - É fundamental tomar bastante água, chá e suco de frutas cítricas (ricas em citrato) para evitar a formação de cálculos. Cerca de 50% das pessoas com história de cálculo urinam menos de dois litros por dia. Aumentar a diurese para quatro litros diminui o risco;

5 - Atletas têm perda intensa de líquidos e devem se hidratar adequadamente para manter o fluxo renal correto;

6 - Mantenha uma dieta rica em cálcio para evitar a formação de cálculos, mesmo que a maior parte deles seja de oxalato de cálcio. É que o cálcio da alimentação se liga na luz intestinal (espaço por onde circulam as fezes) com o oxalato. O oxalato de cálcio formado não é absorvido pelo intestino e é eliminado na evacuação. Refeições pobres em cálcio fazem com que o oxalato fique livre. Nessa forma, é absorvido pelo intestino, vai para o sangue e acaba na urina, onde se combina com o cálcio, formando as indesejáveis pedras;

7 - Entre os sintomas estão dor lombar, casos de infecção urinária de repetição, presença de sedimentos/areia, pedras ou sangue na urina. Ao notar esses sinais, procure um urologista para avaliação;

8 - Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), de 10% e 15% da população mundial pode apresentar em algum momento da vida pelo menos um episódio de cólica nefrética. É causada pela migração do cálculo formado dentro do ureter e consiste numa dor muito forte, que começa na região da coluna lombar (nas costas) e vai migrando em direção à raiz da coxa. O paciente com cólica renal não consegue ficar parado, não há posição de melhora. Além da dor, a passagem do cálculo pelo ureter provoca sangramentos e a urina sai avermelhada. Também é comum sentir náuseas e apresentar vômitos;

9 - Se a doença não for tratada, em alguns casos, cálculos muitos grandes podem se formar na saída dos ureteres do rim, uma região chamada de pelve renal. Esses tipos de cálculo podem levar à insuficiência renal, porque crescem lentamente e, como são muito grandes, não migram pelo ureter e acabam impedindo a saída da urina. Geralmente não causam dor e, muitas vezes, o diagnóstico deixa de ser feito. Cálculos menores, além de dolorosos, quando forem obstrutivos, podem levar a um quadro de infecção dos rins se a urina permanecer em estase (parada) por um tempo prolongado;

10 - Uma das possibilidades de tratamento são medicamentos utilizados para diminuir a excreção de cálcio na urina, como os diuréticos tiazídicos. Em relação ao oxalato, a conduta é diminuir a ingestão de líquidos e alimentos ricos nessa substância, como chá-mate. A falta de citrato pode ser revertida pela reposição diária com cápsulas de citrato de potássio ou bicarbonato de potássio. Quando o cálculo está no ureter é indicado o procedimento endoscópico (consiste em passar um endoscópio pela uretra e bexiga, e entrar no ureter para destruir a pedra por meio de laser). Para casos de pedras na região da pelve renal, a sugestão é a litotripsia (procedimento que bombardeia a região do rim com ondas de choque com o objetivo de implodir a pedra);

11 - Depois que alguém apresenta um episódio de litíase, tem 15% de chance de ter o problema novamente no ano seguinte; de 35% a 40%, em cinco anos; e de 60% a 70%, em dez anos.

12 - Cerca de 30% dos pacientes precisarão de algum tipo de internação em pronto-socorro ou enfermaria por causa de cálculos; e aproximadamente 15% deles necessitarão de procedimento cirúrgico ou endoscópico para eliminar as pedras. Terra Saúde

Dez alimentos que podem ajudar contra a depressão

Estima-se que o Brasil possua 13 milhões de pessoas sofrendo de depressão. No mundo são 340 milhões e cerca de 850 mil suicídios/ano provocados por ela, de acordo com dados da OMS. No final de dezembro, pesquisadores de Londres provaram que comida processada e rica em gordura aumenta o risco de depressão em 58%. Já aqueles com uma dieta rica em vegetais, frutas e peixes, apresentam chances menores de apresentar os sintomas do chamado mal do século 20.

Segundo a nutricionista e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrição, Virgínia Nascimento, para que esses alimentos possam fazer um efeito concreto, devem ser consumidos pelo menos três vezes por semana. E não há problema em ser cozidos. "As perdas de nutrientes são maiores para as fontes de vitaminas hidrossolúveis (A,D,E,K), principalmente ao se desprezar a água de cozimento onde se dispersou as vitaminas. Comer o salmão puro se aproveita menos do que ele tem em especial do que ao comer com arroz, pois a função de fornecer calorias que o alimento protéico (peixe) tem, será minimizada pelo arroz que é melhor fonte de carboidrato e que gera calorias mais rapidamente", afirmou a especialista.

Veja abaixo dez alimentos coadjuvantes na prevenção da depressão e integre-os à sua dieta diária, misturando-os ou comendo isoladamente. Em tempo, o chocolate, que tem fama de levantar o espírito, também tem seus senões. Ele pode aumentar o nível de gordura do corpo (que provoca a depressão) e, de acordo com Virgínia, depende da concentração em cacau e devem-se abater as castanhas, leite e açúcares para atingir melhor resultado. O chocolate meio-amargo é o ideal.

1) Arroz integral: há os que amam e os que odeiam, mas é uma ótima fonte de vitamina B1 e B2 e ácido fólico (estes diminuem o nível da homocistina, uma das culpadas pela depressão) e, como solta a glucose paulatinamente, previne a hipoglicemia.

2) Salmão, sardinha e atum: os asiáticos e os finlandeses têm grau muito baixo de depressão comparado com o resto do mundo e o segredo está no consumo de peixes. Pesquisadores japoneses estudaram 1.763 finlandeses e provaram que o consumo de peixe, pelo menos duas vezes por semana, diminui o risco de depressão. Tudo isso graças ao ômega-3 e às vitaminas do complexo B.

3) Repolho e couve: é rico em vitamina C e também em ácido fólico e ajuda a combater a depressão, o estresse e doenças cardíacas. Além disso, seu suco pode ajudar a curar úlceras de estômago, e a Associação Americana de Pesquisas sobre Câncer mostrou que pode nos proteger de vários tipos da doença.

4) Castanha do Pará: pois é, o Brasil também tem sua fruta nativa que é rica em selênio e com isso dá um impulso na atividade cerebral e diminui o risco de depressão.

5) Abóbora: esta é um dos segredos do bom humor, já que contém altas proporções de vitamina B6 e ferro, que são elementos muito importantes para converter o açúcar no sangue em glucose (que é o combustível do cérebro).

6) Feijão: um dos componentes do prato favorito dos brasileiros é rico em proteínas, ferro, cálcio, vitaminas do complexo B, carboidratos e fibras. Além de ajudar na depressão, também já foi associado à diminuição de doenças como diabetes, doenças cardiovasculares e até neoplasias.

7) Leite e iogurte desnatado: apesar de ter uma turma que o considera um veneno, o leite na verdade é rico em triptofano que é um aminoácido que influencia positivamente na produção da serotonina. Além disso, é fonte de tirosina, que está associada à produção de dopamina e adrenalina que causam sensação de alegria. Quer mais? O cálcio do leite é ótimo para controlar irritabilidade, especialmente de mulheres na TPM.

8) Frutas: um estudo feito nas Filipinas em 2008 provou que consumir de duas a três bananas por dia ajuda a combater a depressão, já que é rica em triptofano. A laranja e a maçã fornecem ácido fólico. A jaboticaba é fonte do complexo B. Abacaxi de serotonina. Nutricionistas também recomendam melancia, mamão, abacate, limão, grapefruit e tangerina como agentes do bom humor.

9) Cereais integrais: não só são fontes de carboidratos, como também são ricos em vitaminas do complexo B e ácido graxo ômega 3. A aveia, por exemplo, tem altas doses de triptofano e ainda de selênio, que dá mais energia. Produtos à base de soja também são recomendados.

10) Espinafre e verduras escuras: por serem ricos em magnésio (que é auxiliar na produção de energia), atuam como antidepressivos. Também possuem altos níveis de complexo B. O brócolis é fonte de ácido fólico. Já o talo da alface (aquele que os restaurantes teimam em tirar na hora de servir) tem ação sedativa e tranquilizante. Viva e Saúde

quinta-feira, 11 de março de 2010

Amor patológico: quando o amor vira doença

O amor – apesar de ser um dos sentimentos humanos mais conhecidos e retratados nas artes e na mídia em geral – somente passou a ser cientificamente estudado recentemente e muitas pessoas que sofrem com sua maneira de amar, se mantendo em relacionamentos dolorosos e destrutivos ou mesmo amando à distância sem conseguir se desligar, têm procurado os profissionais especializados com a dúvida: “Afinal, a minha maneira de amar é normal ou patológica?

A resposta a essa questão ajuda a pessoa a iniciar a sua própria avaliação. Assim como ocorre com todos os sentimentos, como o medo e a raiva, por exemplo, o limiar entre o que é normal e o que é patológico no amor romântico é difícil de ser estabelecido. Não existe uma maneira certa ou errada para amar, isso é variável de indivíduo para indivíduo.

No entanto, sabemos que, no amor saudável, é comum e até esperado o comportamento recíproco de prestar atenção e cuidados ao parceiro. Quando esse comportamento se torna excessivo e a pessoa se vê obrigada a manter atenção no parceiro mais do que ela considera razoável, passando a deixar de lado outras atividades e pessoas que antes valorizava como filhos e amigos, ela pode estar com um problema que convencionamos chamar de amor patológico.

Para ajudar na avaliação da “dosagem” de seu amor com relação a(o) seu(ua) parceiro(a), procure se questionar sobre:

Você costuma sentir-se satisfeito com a quantidade de atenção e tempo que dedica a(o) seu(ua) parceiro(a) ou percebe que fez mais do que gostaria ou do que ele(a) mereceria?
Você acha que a quantidade de atenção que você dirige a(o) seu(ua) parceiro(a) está sob o seu controle ou é comum tentar se conter e não conseguir?
Você mantém outros interesses e relacionamentos ou abandonou pessoas e atividades para privilegiar a relação com essa pessoa em especial?
Você continua se desenvolvendo pessoal e profissionalmente após o início de seu relacionamento amoroso?
Se você respondeu “não” à maioria das questões, é um sinal de alerta; nesses casos, existe a necessidade de realizar uma avaliação clínica mais aprofundada com um especialista, psicólogo ou psiquiatra.

Outra pergunta bastante comum é “Amar dessa maneira patológica é, definitivamente, sofrer?” A resposta é “sim”. Muitas pessoas que estão passando por essa situação referem sentir que o(a) parceiro(a) que é alvo desse sentimento funciona como uma droga. Dizem eles: “Fulano(a) é a minha cocaína”. De fato, há características do amor patológico que se assemelham às da dependência de álcool e outras drogas que precisam ser avaliadas cuidadosamente, tais como:

1. Sinais e sintomas de abstinência (dores musculares, insônia, taquicardia, ansiedade, depressão etc.) na ausência ou distanciamento (mesmo afetivo) do(a) companheiro(a); quando o(a) parceiro(a) “volta” ou “dá sinal de interesse”, esses sintomas desaparecem ao menos momentaneamente;

2. A pessoa se ocupa do parceiro e dos interesses dele mais do que ela gostaria, muitas vezes não chegando a receber a mesma atenção em retorno;

3. Atitudes para diminuir ou para controlar o comportamento de cuidar do parceiro são difíceis e, em geral, mal sucedidas;

4. A pessoa gasta muito tempo pensando no(a) parceiro(a) ou controlando suas atividades;

5. Ocorre abandono de interesses e atividades antes valorizadas;

6. O quadro é mantido, apesar da pessoa saber que gera problemas (inclusive profissionais) para ela, para o(a) parceiro(a) ou para os familiares.

Além dessa avaliação, o profissional irá analisar, juntamente com cada cliente, se um transtorno psiquiátrico está presente ou não. Existem pessoas que desenvolvem esse quadro devido a sintomas de ansiedade e de depressão anteriores ao amor patológico e, nesses casos, o relacionamento destrutivo e conturbado funciona como atenuante do sofrimento gerado por esses sintomas e o tratamento medicamentoso pode ser necessário.

No entanto, os casos de amor patológico também podem ocorrer como problema isolado tanto em homens quanto em mulheres, principalmente aqueles com baixa auto-estima e profundos sentimentos de raiva, abandono e rejeição. Na infância dessas pessoas, o modelo familiar predominante era o ansioso-ambivalente, ou seja, na relação entre mãe/pai com o bebê, este não se sentia seguro quanto ao apoio do(a) pai/mãe (ou de quem os substituiu) em situações amedrontadoras. Quando uma criança aprendeu esse modelo de relação, ela poderá repeti-lo em sua relação amorosa, na vida adulta. A psicoterapia está indicada nestes casos, para reestruturação desse modelo, ajudando a pessoa a se fortalecer, de modo a possibilitar o desenvolvimento de outro modelo de relação. Isso não significa trocar de parceiro, mas sim adquirir a capacidade de se relacionar de maneira mais segura e saudável com o parceiro atual ou com quem ela queira se relacionar.

Outro tipo de problema que ocorre frequentemente no âmbito do relacionamento amoroso é a dificuldade de um dos parceiros em formar um laço mais duradouro, apegar-se, de forma a amadurecer a relação. Esses indivíduos têm dificuldade de passar do estágio da paixão. O que os motiva é o jogo da sedução e da conquista e, uma vez conquistado, o parceiro deixa de representar um interesse. Em geral, o modelo aprendido na infância é o rejeitador, no qual o bebê, ao procurar proteção, experimentava constante rejeição por parte dos pais. Ao se tornar adulta, a pessoa passa a tentar viver sem precisar se envolver, isto é, sem amar e sem a ajuda dos outros, dificultando a formação do laço amoroso. Muitos conquistadores se encaixam nessa situação e alguns se incomodam a ponto de procurar um terapeuta, enquanto outros são pressionados pelo(a) parceiro(a) a mudar. Bem Estar

Medo e stress provocam paixão

Emoções aparecem quando interpretamos excitação sexual de modo cognitivo

Como surgem sentimentos de paixão? Pela teoria dos dois fatores do psicólogo social Stanley Schachter da Universidade Columbia, as emoções aparecem quando interpretamos excitação fisiológica de origem sexual de modo cognitivo. Conferimos a elas, por assim dizer, uma etiqueta correspondente: euforia, tristeza, raiva etc. Mas, se há várias fontes de excitação, o cérebro parece ter problemas para distingui-las. Situações dramáticas, portanto, podem aumentar sensivelmente o amor apaixonado. Esse fenômeno é ilustrado pelo chamado efeito Romeu-e-Julieta. Os dois famosos adolescentes tiveram de lutar pelo seu amor contra a resistência de todos a sua volta. Não seria espantoso que ambos interpretassem a sua excitação em parte como expressão de seu interesse mútuo. De fato, pesquisas confirmam que pais que quiserem evitar relacionamentos românticos dos filhos acabaram por alcançar o contrário: a pressão de fora fortalece os sentimentos de um pelo outro. Chama a atenção que a maior intensidade dos sentimentos amorosos parta de emoções negativas, como medo e stress. Mas também o desejo por aventura ou a excitação emocional em competições esportivas podem funcionar como elixir do amor. Mente Cérebro