domingo, 7 de fevereiro de 2010

Depressão

É uma palavra usada freqüentemente para descrever nossos sentimentos. Todos nós temos altos e baixos emocionais, e alguns sentimentos são normais em determinadas fases da vida. Muitas vezes confundimos o sentimento de tristeza com a depressão. Tristeza é um sentimento normal do ser humano, uma emoção que pode ser notada diante da realidade que nos frustra. E como no mundo moderno é muito comum vivermos situações que provocam decepções, perdas e frustrações, este sentimento é experenciado inúmeras vezes na vida e não tem nada de patológico.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a depressão é uma das doenças mentais cuja incidência mais tem crescido nos últimos anos, principalmente nos países industrializados. A depressão sob o aspecto de evento psiquiátrico é uma doença que se caracteriza por afetar o estado de humor da pessoa, deixando-a particularmente com um estado anormal de tristeza. Ou seja, é uma doença caracterizada, sobretudo pela perturbação do humor. Não é simplesmente estar na "fossa", ou uma condição que pode ser superada com força de vontade ou pensamento positivo. É uma doença que acomete o físico e o psíquico, provocando enorme sofrimento.
Segundo o manual Diagnóstico de Transtornos Mentais (DSMIV-TR), os Transtornos de Humor incluem os Transtornos Depressivos (ou depressão unipolar), Transtornos Bipolares (que incluem pelo menos um episódio de hipomania), e dois transtornos baseados na etiologia - Transtorno de Humor, baseado em uma condição médica geral, e Transtorno do Humor, induzido por substâncias.
Em geral, a pessoa deprimida sente-se triste a maior parte do dia, praticamente todos os dias, desanimada, abatida, com o conhecido "baixo-astral". A característica essencial de um episódio depressivo é um período mínimo de duas semanas, durante as quais há um humor deprimido ou perda de interesse ou prazer por quase todas as atividades. O indivíduo também deve experimentar pelo menos quatro sintomas adicionais, extraídos de uma lista que inclui alterações no apetite ou peso, no sono, na atividade psicomotora, diminuição de energia, sentimentos de desvalia ou culpa, dificuldades para pensar, concentrar-se ou tomar decisões, ou pensamentos recorrentes sobre morte ou idéias suicidas.

Homens e mulheres, independentemente da faixa etária, podem ser atingidos pela doença. No entanto, as mulheres apresentam um risco duas vezes maior de terem depressão em algum momento de suas vidas. Algumas mulheres relatam uma piora dos sintomas depressivos nos dias que precedem a menstruação ou em algum momento da adolescência ou da menopausa.

Os sintomas da Depressão
A sintomatologia da depressão é muito variada, e ainda assim podemos contar com diferentes manifestações, dependendo da personalidade de cada indivíduo. Existem alguns sintomas básicos evidenciados nos quadros depressivos:

Humor deprimido
O humor é descrito pela pessoa como deprimido, triste, desesperançado e desencorajado. Alguns indivíduos relatam queixas somáticas em vez da tristeza. Em crianças e adolescentes este humor pode ser manifestado pela irritabilidade, raiva exagerada ou ataques de ira.

Perda de interesse
Este sintoma está quase sempre presente, com diferentes intensidades. Há um menor interesse por atividades rotineiras e anteriormente consideradas prazerosas. Pode ocorrer uma diminuição de interesse ou desejo sexual.

Alterações do Apetite e do Sono
O apetite geralmente está reduzido ou aumentado para alguns alimentos específicos, podendo ocorrer perda ou ganho significativo de peso.
O distúrbio do sono mais comum é a insônia, geralmente a do tipo intermediária (em que a pessoa acorda durante a noite e não consegue dormir) ou terminal (aqueles que despertam muito cedo, com incapacidade de conciliar o sono novamente).

Alterações Psicomotoras
Incluem agitação ou retardo psicomotor.

Diminuição da energia, cansaço e fadiga
É comum o relato de fadiga constante, mesmo quando não há atividade que exija um esforço físico considerável.

Sentimento de desvalia
Pode-se observar que o indivíduo faz uma avaliação negativa e irrealista do próprio valor, tem muitas preocupações com sentimento de culpa ou ruminações acerca de pequenos fracassos do passado.
٭ Prejuízo na capacidade de pensar, concentrar-se ou tomar decisões.
٭ Idéias suicidas ou tentativa de suicídio.

Causas da Depressão
Apesar de existir uma predisposição genética para os casos de depressão, este fator por si só não determina a ocorrência de uma crise depressiva. Sabe-se que intensas emoções, o estresse do dia-a-dia e fatores sociais podem provocar e desencadear fortes alterações no funcionamento cerebral que levam à depressão.

Pesquisas já evidenciaram na depressão a alteração de uma série de neurotransmissores, níveis alterados de neuropeptídios, perturbações hormonais, como alterações no hormônio da tireóide, além de mudanças no fluxo sanguíneo.

Toda doença orgânica tem o seu representante psíquico, e com a depressão não seria diferente. Do ponto de vista emocional, pode-se observar uma certa constância no tipo das vivências emocionais dos indivíduos que apresentam depressão. É claro que a personalidade de um indivíduo está sempre vinculada à sua história e ao modo como se criou, se desenvolveu e adquiriu sua maneira de ser. Mas em geral as pessoas que apresentam depressão têm maior "rigidez" mental, isto é, apresentam para si exigências e limites muito maiores do que seria necessário para se viver bem. Com padrões mais altos de como as coisas e a vida deveriam ser vividas, gasta-se muita energia mental para mantê-los e sobra menos disposição de conseguir a satisfação de viver de forma mais prazerosa. Maiores exigências provocam mais e repetidas frustrações.

Diversos estudos da área psiquiátrica e psicológica encontraram uma associação significativa entre traumas por perdas na infância e depressão na vida adulta. Os autores destes estudos acreditam que o trauma incindindo sobre um indivíduo geneticamente vulnerável pode desencadear o epsódio depressivo.

Existem alguns fatores estressores que podem propiciar o início da depressão. Esses fatores desencadeantes de um episódio podem ser: mudanças de emprego, de cidade ou de país, separações, divórcio, perda de ente querido, descoberta de doenças graves, entre outros.
Muito freqüentemente ouvimos falar da depressão após a morte de um ente querido. Entretanto, é preciso compreender que mesmo que os sintomas do quadro depressivo existam, temos que associar este episódio depressivo ao período de luto normal do indivíduo. Estudos psicológicos já demonstraram que todos nós passamos por algumas "fases" emocionais após perder uma pessoa querida. Estas fases incluem sentimentos de muita tristeza, perda do interesse e prazer em viver, além de raiva, frustração e revolta. Esses momentos emocionais são esperados e fazem parte deste processo normal de elaboração psíquica da perda e devem ser observados ao tentarmos elucidar um caso "real" de depressão.

O parto também pode se transformar em um evento desencadeante de um episódio depressivo. Aqui também é necessário distinguirmos a depressão do conhecido "baby blues", ou a tristeza pós-parto, que dura aproximadamente 10 -15 dias e afeta quase 70% das mulheres. Este tipo de sentimento é normal e até esperado nesse momento da vida. Além da tristeza, mesmo estando diante do novo bebê, as mulheres se deparam com uma grande insegurança, muitas dúvidas e medos sobre sua capacidade de compreender e atender às demandas da maternidade.

Tratamento

Atualmente já existem muitos medicamentos capazes de tratar a depressão, sem expor o indivíduo de maneira agressiva aos efeitos colaterais das drogas. O tratamento medicamentoso só deverá ser feito pelo médico psiquiatra, diante de uma estudo e acompanhamento minucioso do caso.
As terapias psicológicas também vêm se revelando cada vez mais como um grande aliado nos tratamentos médicos. Busca-se no tratamento psicoterápico a compreensão de aspectos da personalidade e da forma de se comportar e viver do indivíduo, que podem estar interferindo na sua melhora e no seu bem-estar.

É importante lembrar que o tratamento da depressão se dá de forma gradativa. No início do uso da medicação é comum uma melhora considerável do indivíduo, mas outras fases regressivas poderão surgir. Deve-se ter em mente que esses altos e baixos podem ocorrer durante o tratamento, e que gradativamente o indivíduo vai encontrando um equilíbrio. O uso correto da medicação associado ao trabalho psicológico vai proporcionando momentos de maior bem-estar e disposição, fases que com o tempo vão se tornando mais constantes até que se atinja uma certa normalidade.

A medicalização do sofrimento

Diversos pesquisadores em saúde mental vêm alertando para o problema da medicalização excessiva ou da imagem difundida de que os medicamentos podem resolver todos os problemas e sofrimentos psíquicos. A busca pelo alívio imediato dos sintomas, de preferência indolor, nos remete a características da nossa atual cultura e sociedade. O consumo exagerado, imediatista, a opressão pelas conquistas de idéias de beleza de tratamento.

Vale lembrar que os medicamentos têm a função de auxiliar o indivíduo na melhora de seu funcionamento físico, o que inclui o funcionamento cerebral. Porém, não tratamos somente de cérebros, e sim de pessoas que também reagem a um tratamento humano como o desempenhado pela psicoterapia e psicanálise. Ao abrirmos essa possibilidade do encontro humano, podemos oferecer uma nova escuta da dor mental e, conseqüentemente, um alívio das angústias na medida em que o homem passa a conhecer melhor os seus conflitos e sua própria história.
BEM ESTAR DA MULHER

Veja o que comer e beber quando está com diarreia

Se você fez parte das estatísticas das pessoas acometidas por diarreia nas últimas semanas, principalmente no litoral, saiba que o perigo ainda ronda. E, com a chegada de mais um feriado e dias de folia, é bom se prevenir. Água e alimentos contaminados são os grandes vilões das viroses em geral. Entre os resultados está a diarreia, que abre espaço à desidratação. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, a cada ano, mais de 2 milhões de pessoas morram por doenças diarreicas. Portanto, é importante ficar atento.

Mas quando o problema se manifesta, você sabe o que beber, o que comer e o que fazer? As principais dúvidas são como evitar a desidratação e o que precisa entrar e sair do cardápio. De acordo com o Ministério da Saúde, em casos de diarreia aguda, deve-se apostar no sal de reidratação oral, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, ou outras soluções de reidratação oral. As bebidas esportivas devem ficar de fora do tratamento, porque não compensam corretamente as perdas de fluidos corporais e de sais minerais.

O especialista em nutrologia Cristiano Merheb ressaltou a importância de reforçar a ingestão de água e fazer refeições leves e frequentes, com o mínimo possível de gorduras e óleos. Dê preferência a frutas como maçã, banana, goiaba e caju, que são ricas em elementos que ajudam a interromper o problema. "Se a diarreia vem acompanhada de febre, a pessoa deve procurar assistência médica, pois pode haver a necessidade de controle com antibióticos além dos cuidados alimentares".

Como é preferível evitar o problema, uma dica de Merheb é esquecer excessos de carboidratos concentrados (doces e refrigerantes, por exemplo), porque podem causar gases e cólicas, além de diarreia.

Alimentação
Os surtos de doenças transmitidas por alimentos (DTA) são uma das possíveis causas de diarreia e ainda apresentam uma lista de outros sintomas: falta de apetite, náuseas, vômitos, dores abdominais e febre. Há um registro médio de 665 surtos por ano no Brasil, com 13 mil doentes, causados pela ingestão de comidas ou bebidas contaminadas. Os principais produtos vilões, segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde, são ovos crus e mal cozidos (22,8%), carnes vermelhas (11,7), sobremesas (10,9%), água (8,8%), leite e derivados (7,1%).

Existem mais de 250 tipos de DTAs e a maioria é ocasionada por bactérias e suas toxinas, vírus e parasitas. As condições que favorecem a contaminação são erros de higiene pessoal, preparo com muita antecedência das iguarias e refrigeração inadequada. Confira abaixo recomendações simples do Ministério da Saúde que ajudam na prevenção:

1) Lave as mãos antes, durante e após o preparo dos alimentos;
2) Assegure-se de que a comida servida esteja bem cozida e quente (aproximadamente 60ºC);
3) Selecione alimentos frescos com boa aparência. Antes do consumo dos crus (como frutas, verduras e legumes), desinfete-os, mergulhando-os por 30 minutos em uma solução preparada com uma colher de sopa de hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água tratada;
4) Prefira frutas e verduras que podem ser descascadas;
5) Limpe bem os utensílios utilizados no preparo das refeições;
6) Comidas prontas que serão degustadas posteriormente devem ser armazenadas sob refrigeração (abaixo de 5°C) e aquecidas no momento de saboreá-las (o centro do produto tem de estar a 72°C);
7) Não coma iguarias que tenham permanecido em temperatura ambiente por mais de quatro horas, o que representa um dos maiores riscos de DTA;
8) Compre alimentos seguros, verificando prazo de validade, acondicionamento e suas condições físicas (aparência, consistência, odor). Não adquira os que estiverem sem etiqueta de identificação do produtor;
9) Pescados e mariscos podem estar contaminados com toxinas que permanecem ativas mesmo com um bom cozimento. Solicite orientação aos moradores do lugar onde está passando férias ou o feriado para indicar os melhores locais;
10) Ingira leite pasteurizado, esterilizado (UHT) ou fervido. Não beba leite nem seus derivados crus;
11) Evite pratos que contêm ovos crus (gemada, ovo frito mole, maionese caseira) e outros produtos crus ou mal cozidos/assados (saladas, carnes). Esqueça os sorvetes de procedência duvidosa;
12) Impeça o contato entre comidas cruas e cozidas;
13) Resista à tentação de comprar produtos oferecidos por ambulantes;
14) Mantenha os alimentos fora do alcance de insetos, roedores e outros animais;
15) Não nade em rios, lagos, praias e piscinas com água contaminada;
16) Água e gelo devem ter procedência conhecida;
17) Quando estiver em dúvida sobre a potabilidade da água, ferva ou trate-a com hipoclorito de sódio a 2,5% (não pode ter alvejante na composição). Basta colocar duas gotas em um litro de água e aguardar 30 minutos para beber.

Hidratação
Cuidados com a hidratação são fundamentais a todos, principalmente na estação mais quente, e não só a quem está com diarreia. Isso porque a desidratação pode trazer prejuízos graves, como fraqueza e taquicardia, e até levar à morte.

A melhor maneira de se cuidar é ingerir água. "Em geral, a recomendação fica em torno de dois litros de líquido por dia. Em medidas caseiras, seria o equivalente a oito copos. Quatro deles devem ser de água e o restante de outros líquidos", afirmou a nutricionista Alessandra Paula Nunes, professora do curso de nutrição do Centro Universitário São Camilo, de São Paulo. Sucos, água de coco, chás claros e leite são boas pedidas.

O cardápio do precavido deve conter frutas, legumes e verduras, já que apresentam alto teor de água na composição. Em média, são recomendadas de três a cinco porções diárias de frutas e vegetais. Vale ressaltar que nem todos os líquidos colaboram com a hidratação. Alguns têm efeito diurético. É o caso de bebidas alcoólicas, café, chá-mate e refrigerantes. Viva Saúde

Norma do CFM alerta para ausência de comprovação das práticas ortomoleculares

O Conselho Federal de Medicina (CFM) baixou uma resolução definindo os limites e os critérios para a prescrição de fórmulas e procedimentos adotados nas práticas ortomolecular e biomolecular. O texto publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (5) atualiza uma resolução de 1998.

A norma do CFM confirma a ausência de comprovação científica para a eficácia das práticas ortomoleculares e alerta para o risco do uso indevido de vitaminas e complementos. Entre os prejuízos estão o aumento do risco de câncer.

Os tratamentos propostos pela prática ortomolecular e biomolecular incluem, entre outros, a correção nutricional e de hábitos de vida; a reposição medicamentosa das deficiências de nutrientes; e a remoção de minerais como ferro e cobre, quando em excesso, e de agrotóxicos, pesticidas ou aditivos alimentares. Uol Saúde

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Alterações no pênis preocupam o sexo masculino

A idade chega e com ela as mudanças no corpo. E claro, o pênis entra na lista dos sinais provocados pelo envelhecimento. Queda hormonal, dificuldade de ereção, mudança na aparência e mudança no sistema urinário sugerem que o passar dos anos irão comprometer a vida sexual masculina.

Mas, o que será que realmente acontece com o pênis de um homem que chegou aos 40 anos ou acima disso? As mudanças são realmente radicais? De acordo com o chefe de urologia do Hospital Orêncio de Freitas, Elder Machado, o universo masculino ainda não se acostumou com as alterações causadas pelo tempo. " Existem homens que não aceitam as mudanças do corpo. Mas, a maioria também não cuida da saúde. Vale destacar que na grande parte dos casos, os problemas acontecem devido ao descuido e a falta de cuidados médico", diz.

Outra aparência
De acordo com o urologista, existem três mudanças significativas na aparência do pênis. "Normalmente, a glande (cabeça do pênis) vai perdendo a cor púrpura, de forma gradual, em razão da redução do fluxo sanguíneo na área. Também pode ocorrer uma diminuição dos pelos pubianos, por causa da queda do hormônio testosterona", explica. "Mas, a principal mudança se dá pela perda do tônus da pele, que fica mais flácida", afirma Elder.

Sistema urinário
Em alguns casos, as mudanças ligadas ao pênis, também interferem no sistema urinário. E isso acontece graças ao aumento benigno da próstata. "Quando há hipertrofia da próstata, que ocorre normalmente em homens acima dos 40 anos, ela pode interferir no canal da uretra e acabar gerando problemas na hora de urinar. Diminuição do jato, vontade frequente e dificuldade ao urinar são as principais características", explica o também urologista do Hospital Samaritano Stênio de Cassio Zequi.

Existem remédios que ajudam a diminuir esse problema, porém em alguns casos, é preciso de intervenção cirúrgica. "Quando os remédios não conseguem reter o aumento da próstata ou a compressão da uretra, é necessário a realização de uma cirurgia que liberta o canal da uretra", diz o especialista.

Dificuldade de ereção
A dificuldade pode acontecer por diferentes problemas. Um deles é a diminuição da testosterona (hormônio masculino que estimula a libido ), que apresenta uma queda de 1% ao ano, quando os homens passam dos 40 anos de idade. "Na terceira-idade, o grande causador da dificuldade de ereção, sem considerar os problemas psicológicos, é o aumento gradual de gordura nas artérias. Esse fator obstrui as veias sanguíneas e impede que o sangue chegue na glande, deixando a ereção complicada e, em alguns casos, sem condições de penetração", explica Elder Machado.

Menos sensível
A sensibilidade do pênis também pode diminuir com o passar dos anos e acontece principalmente em pessoas que sofrem de diabetes ou ingerem grande quantidade de bebidas alcoólicas. "As agressões nos nervos tiram a sensibilidade do pênis e de outras regiões do corpo. O diabetes e o consumo de álcool afetam o sistema vascular e assim atingem os nervos", explica o urologista Elder Machado.

Curvatura
A curvatura do pênis acontece devido a formação de um tecido fibriótico que se instala na região com o passar do tempo. O problema é conhecido como Doença de Peyronie e costuma acometer homens acima dos 40 anos. "Ainda não existe um estudo especifico, mas acredita-se ele acontece por pequenos traumas no pênis", explica Elder Machado. "Em alguns casos, a curvatura chega a um estado que não permite a penetração e apenas o processo cirúrgico pode reverter o problema." Especial Sexo

Uma em cada quatro adolescentes sofre com uma DST

Um estudo realizado peloNational Health and Nutrition Examination Survey sugere que uma em cada quatro adolescentes americanas sofrem de alguma doença sexualmente transmissível. O problema mais comum entre as jovens era o vírus do HPV ( 18,3% das adolescentes) e a clamídia (3,9% das meninas).

O estudo contou com a participação de 838 adolescentes americanas, com idade entre 14 e 19 anos. As meninas eram entrevistadas e examinadas para detectar doenças como: gonorreia, clamídia, tricomoníase, herpes e HPV.

Outro dado que também chamou a atenção dos pesquisadores foi o tempo em que as participantes levaram para serem infectadas. Um ano depois de iniciar a vida sexual, 19,2% já possuíam alguma DST. Os cientistas alertam que as doenças podem levar à complicações a longo prazo, tais como a doença inflamatória pélvica, a infertilidade e o câncer cervical ou até mesmo aumentar o risco de infecção pelo HIV.



Depois de analisar os resultados da pesquisa, os cientistas reforçam a importância da orientação sexual dentro das salas de aula. Tudo para informar as jovens e aumentar o nível de proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis.

Números de HIV

Dados divulgados recentemente pelo Programa Conjunto da ONU para HIV/Aids (Unaids) mostram que a incidência de novas infecções pelo vírus HIV caiu em 17% desde 2001. Porém, as estimativas indicam que 33,4 milhões de pessoas vivem com o HIV.

Do total de infectados, 31,1 milhões são adultos, sendo que as mulheres representam mais da metade (15,7 milhões) dos soropositivos. Crianças e adolescentes com menos de 15 anos somam 2,1 milhões de infectados. Em 2008, 2 milhões de pessoas morreram em consequência da Aids. Minha Vida

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O que é Ejaculação Precoce?

A ejaculação precoce é definida como a dificuldade de manter a ereção a partir de uma estimulação sexual mínima antes, durante ou pouco tempo depois da penetração e antes do momento desejado, de maneira persistente ou recorrente. A ejaculação que ocorre antes ou até 1 a 2 minutos depois da penetração vaginal sugere fortemente a ejaculação precoce. De maneira geral, podemos dizer que a ejaculação precoce representa um problema no controle do orgasmo, o qual ocorre mais rápido que o desejado, trazendo um fim abrupto à atividade sexual.
Quem sofre com a ejaculação precoce

A ejaculação precoce é reconhecida como a mais comum disfunção sexual masculina, afetando de 10% a 30% dos homens em alguma fase de suas vidas. Alguns autores afirmam que aproximadamente 30% dos homens com ejaculação precoce ejaculam antes mesmo da penetração. Tipicamente, a ejaculação precoce é encontrada em homens jovens e está presente desde as suas primeiras relações sexuais.

Quando o início do problema dá-se após um período de funcionamento sexual adequado, o contexto normalmente envolve uma redução da frequência da atividade sexual, intensa ansiedade quanto ao desempenho com uma nova parceira ou perda do controle ejaculatório relacionada à dificuldade em obter ou manter a ereção.

Como se classifica a ejaculação precoce

Primária: desde o início da vida sexual;
Secundária ou adquirida: acomete um homem que antes tinha uma atividade sexual normal. Costuma ser transitória e deve-se a uma causa temporária, como congestão pélvica, estresse, disfunção erétil, etc.
Também podemos classifica a ejaculação precoce em:

Generalizada (ou verdadeira): quando ocorre com qualquer parceira;
Situacional: quando ocorre com parceiras específicas.
A causa da doença

A causa da ejaculação precoce é de difícil abordagem. Teorias mostram causas psicológicas, orgânicas e mistas. Entre as causas psicológicas podemos destacar: o sentimento de vergonha e culpa sobre a sexualidade, a hostilidade contra a parceira, a iniciação precoce e/ou conturbada da vida sexual do homem em situações de ansiedade (exemplo: situações em que a expectativa de ser flagrado provoca uma ejaculação precoce devido à pressa). Como causas orgânicas, podemos citar: espinha bífida, cirurgias pélvicas, prostatite e uretrite.

Alguns homens que cessam o uso regular do álcool podem desenvolver ejaculação precoce porque se basearam no hábito de consumir álcool para adiar o orgasmo, em vez de aprenderem estratégicas comportamentais. A alteração da ereção deve ser incluída como causa de ejaculação precoce, tendo sua própria contribuição psicológica e/ou orgânica.

O diagnóstico da ejaculação precoce

O diagnóstico baseia-se na queixa do paciente ou, muitas vezes, de sua parceira.

Problemas ocasionais de ejaculação precoce (não recorrentes ou não persistentes) não acompanhados de sofrimento acentuado ou dificuldade interpessoal, não se qualificam para o diagnóstico da ejaculação precoce.

Como tratar

O tratamento da ejaculação precoce pode ser dividido em:

Não-farmacológico:

• Terapias comportamentais, que incluem relaxamento muscular, educação sexual, além de técnicas e métodos científicos que dependem da cooperação mútua do casal e têm resultado a longo prazo.

• Outros métodos, como pomadas analgésicas, uso de preservativos ou reabilitação do andar pélvico, que tentar ensinar o paciente a reconhecer os movimentos da pelve e a fortalecer os músculos que podem inibir o reflexo ejaculatório.

Farmacológico:

• Através de medicamentos de uso oral, principalmente de dois grupos principais, os antidepressivos tricíclicos e os inibidores seletivos da recaptação de serotonina.
Somente o médico poderá diagnosticas e indicar o melhor tratamento para cada paciente. Procure o especialista.


saudeemmovimento

Solte seu corpo e previna-se de varizes, dores nas costas e até má digestão

Você vira de costas e olha o bumbum no espelho: perfeito, sem nenhuma sobra de tecido. Nas pernas, a mesma coisa, coxas e penas desenhadas dentro da sua calça jeans. Com ou sem strecht, o modelo ideal deve se ajustar perfeitamente ao corpo, como tivesse sido costurado nele. A vaidade, no entanto, pode custar mais caro do que você imagina.

"Roupas apertadas, principalmente as confeccionadas em tecidos grossos, podem prejudicar a circulação sangüínea e causar, além de dores, varizes", afirma o médico angiologista Augustus César de Araújo, de Brasília. É o caso do jeans: mesmo com elástico, ele comprime o corpo e prejudica a passagem do sangue.

Mas os problemas não param por aí. Dificuldades de digestão e de respiração, cansaço fora do normal e problemas ligados aos órgãos sexuais são alguns dos riscos que você corre ao privilegiar as peças justas no guarda-roupa. Os prejuízos envolvem várias áreas da saúde, como mostram os especialistas entrevistados pelo MinhaVida: além do angiologista, atente às dicas do dermatologista Gilvan Alves, de Brasília, da nutricionista do MinhaVida Karina Gallerani, e do ginecologista Odair Albano, do Hospital Maternidade de Campinas.

1. Circulação sob risco
As roupas apertadas podem dificultar o retorno do sangue venoso, que passa muito tempo nos membros inferiores. Essas roupas geram compressões, ao longo da perna e na região abdominal, sem uma graduação adequada.

2. Varizes
Elas prejudicam principalmente as mulheres. Isso porque a progesterona, um dos hormônios femininos, causa a dilatação das veias além do calibre normal. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que 17% da população sofre com problemas vasculares, as varizes entre eles. Quando você usa roupas apertadas, prejudica sua circulação, aumentando as estatísticas. Principalmente se há casos de varizes na sua família ou se você toma algum tipo de contracepção hormonal, prefira peças mais larguinhas.

3. Celulites
Não é que as roupas apertadas causem celulites. Mas elas retardam o tratamento ou favorecem o surgimento dos furinhos. Quando há formação dos nódulos de gordura, causadores de celulite, a circulação sangüínea fica prejudicada nestas regiões. Se você usa roupas apertadas, prejudica ainda mais a passagem do sangue, agravando o quadro. Ou seja, a celulite de grau 1 evolui para grau 2 e assim por diante.

4. Respiração
Roupas muito apertadas ou um cinto ajustado demais prejudicam a passagem de ar pelo seu corpo. Resultado: você pratica a chama respiração curta na maior parte do dia, ou seja, a inspiração só chega até a parte alta do tórax. Com isso, as trocas gasosas não acontecem de maneira eficiente e seu corpo acumula mais gás carbônico, que é tóxico e acelera a oxidação das células, provocando o envelhecimento. A respiração curta deixa o cérebro mal oxigenado, dificultando a concentração e trazendo ansiedade: portanto, livre-se das roupas apertadas quando precisar de calma.

5. Dores nas costas
Acha que não tem nada a ver? Então compare, marcando suas sensações por dois dias seguidos. Num, use uma combinação bem justa e, no outro, escolha um modelo que deixe seu corpo bem à vontade. A diferença é notável: vestindo peças que restringem seus movimentos, você é obrigado a sobrecarregar os músculos e as vértebras para realizar atividades que, normalmente, nem exigiriam tanto esforço. Com o quadril comprimido, sua coluna sofre para dar suporte aos movimentos. O mesmo vale para as camisas que impedem os braços de se mexerem-se: por causa disso, os ombros encerram o dia com uma sensação de peso e, às vezes, até ardência e formigamento.

6. Digestão
O problema, neste caso, deve-se principalmente às calças e cintos que apertam demais sua barriga. Após as refeições, seu estômago dilata-se (é nele onde ocorre parte da digestão, graças à ação dos ácidos presentes ali). No entanto, a pressão das roupas pode fazer com que os ácidos do estômago refluam para o esôfago, causando azia e refluxo.

7. Saúde sexual
Entre as mulheres, o uso de roupas apertadas pode favorecer o corrimento. Com a umidade e a temperatura alta, a região genital torna-se propícia ao desenvolvimento de fungos e bactérias que podem causar doenças como a candidíase. Nos homens, o risco em vestir calças e cuecas apertadas demais está em afetar a quantidade e a qualidade dos espermatozóides produzidos, além de causar dor nos testículos.

Minha Vida