quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Nutrição na Gestação

A gravidez é o período em que a mulher tem a maior demanda nutricional da vida. Ela necessita de nutrientes suficientes a cada dia a fim de manter o crescimento saudável do bebê e nutrir seu próprio corpo. Todo suprimento alimentar que esse bebê precisa virá da mãe, seja dos alimentos que ingerir ou dos suplementos que façam parte da sua dieta.

A necessidade de alguns nutrientes aumenta durante a gravidez, pois participam da formação e crescimento do feto, principalmente o cálcio, fósforo, vitamina D, ferro, vitaminas e minerais em geral.

Proteínas: carne, peixe, aves, leite e derivados e ovos, podendo ser consumidos em várias porções ao dia. Carnes são ricas em ferro, vitamina B12 e zinco, essenciais ao crescimento do feto e à boa resistência física da mãe.

Carboidratos: arroz integral, milho verde, polenta, aveia, pão e biscoitos integrais são fontes de vitaminas do complexo B. Suprem as necessidades energéticas, porém quando ingeridos acima da quantidade normal, provocam ganho de peso excessivo. São representados por dois grupos: os açúcares e os amidos.

Leguminosas: feijão branco, preto, fradinho e azuki, lentilha, grão de bico, ervilha e fava são ricos em aminoácidos e ferro. Soja e seus produtos (tofu, missô, carne de soja) são grandes fontes de aminoácidos essenciais, vitaminas do complexo B e cálcio.

Verduras, legumes e frutas: ajudam no bom funcionamento do organismo. O ideal é consumi-los na forma crua ou cozinhá-los com casca e pouca água para que não se percam as vitaminas e as fibras.

O ganho de peso ideal na gestação está relacionado ao peso pré-gestacional. Se a mulher tiver baixo peso pré-gestacional, pode ganhar até 18 kilos. Com peso pré-gestacional normal, pode ganhar até 16 kilos. Com sobrepeso pré-gestacional, pode ganhar até 11,5 kilos. Com obesidade pré-gestacional, pode ganhar até 6 kilos.

Em todos os casos, deve-se ter uma dieta balanceada. Porém, a quantidade de calorias diárias necessárias é calculada a partir do peso ideal pré-gestacional. Por isso, essa quantidade é individual.

O que deve ser evitado:

Cafeína: afeta a freqüência cardíaca e pode ser prejudicial para o feto; são exemplos: café, chá-preto, mate e refrigerantes;

Alimentos com odores e sabores fortes: pimenta, pimentão e excesso de alho provocam a sensação de queimação e ardência;

Bebidas gasosas: produzem gases e desconforto;

Frituras e excesso de gorduras e açúcares na alimentação: provocam fermentação no estômago, além de obesidade.

Recomendações Gerais:

Comer devagar mastigar bem os alimentos;

Se náuseas e/ou vômitos, fracionar as refeições, fazendo de cinco a seis pequenas refeições, o que contribui para melhorar o mal-estar;

Ingerir fibras para auxiliar na digestão (saladas, frutas e legumes);

Consumir em média três frutas ao dia, variando os tipos, dando preferência àquelas que tenham mais vitamina C;

Optar pelos grãos integrais (aveia, arroz integral, gérmen de trigo, farinha integral), pois são ricos em nutrientes e fibras;

Beber bastante líquido ao longo do dia (em torno de 2 a 3 litros por dia).
Estas recomendações só terão validade se a gestante estiver em acompanhamento pré-natal por um obstetra de sua confiança, já que cada paciente tem necessidades diferentes nesse período tão importante de sua vida.

Programa Saúde e Bem Estar





Programa Saúde e Bem Estar com Araujo Pathelle com participação de André Façanha(Educador Físico Comunitário)e Diana Macedo(Nutricionista comunitária,Escola de Saúde da Familia)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Maracujá - calmamente saudável

O maracujá é originário da América Tropical, com mais de 150 espécies nativas do Brasil. Devido as suas propriedades terapêuticas, tem valor medicinal: as folhas e o suco contêm passiflorina, um sedativo natural e o chá preparado com as folhas tem efeito diurético. Entretanto o seu principal valor está na alimentação humana, na forma de sucos, doces, geléias, sorvetes e licores. É rico em vitamina C, cálcio e fósforo.

Na hora da compra, escolha os de casca brilhante, lisa e firme, sem rachaduras ou manchas. Está maduro, bom para consumo imediato, quando cede à pressão dos dedos sem, contudo, romper a casca.
O maracujá maduro pode ser conservado em geladeira por 2 a 3 semanas. Quando verde, no entanto, deve ser guardado em lugar fresco e seco. Seu período de safra vai de janeiro a julho.
Receita Mousse Maracujá
Suco (concentrado de maracujá 140 ml)
Chocolate branco para cobertura 200 gr
Creme de leite fresco 250gr
Folhas de gelatina 06 unidades (misturar em água fria para amolecer e depois misturar em água quente para dissolver). Antes de jogar na água quente espremer as folhas.

Calda de Maracujá
Açúcar 100 gr
Polpa de maracujá 05 unid.
Suco de maracujá 100 gr

Modo de preparo:
Misturar o açúcar, a polpa e o suco de maracujá em uma panela em fogo baixo, deixar reduzir. Modo de Fazer - Derreter o chocolate branco em banho maria, em seguida misturar o suco de maracujá e as folhas de gelatina dissolvidas. Deixar na geladeira. - Bater na batedeira o creme de leite fresco. Em seguida misturar, com o pão duro, delicadamente a mistura do suco de maracujá com o creme de leite fresco batido. Deixar na geladeira para firmar. - Quando for servir, espalhar por cima a calda de maracujá e decora

Alguns alimentos ajudam a manter saúde

Ervas que curam não é nenhuma novidade! Mas, de que existem alimentos que ajudam a manter uma boa qualidade de vida e a conversar a saúde nem todo mundo sabe. Aprovado por especialistas, eles combatem diabetes, controlam TPM, previnem câncer entre outros benefícios oferecidos.

Confira agora a relação de alguns desses alimentos. Caneta e papel na mão para não perder nada e depois é só correr para o supermercado mais próximo.

Abacate
Acalma o sistema nervoso, controla a ansiedade e alterações no comportamento, por possuir lítio - que evita a depressão - em sua composição.

Pimenta
Limpa as vias respiratórias, descongestiona os seios do rosto e faz bem aos pulmões.

Cebola
Protege sistema circulatório, inibe dores de cabeça e acaba com enxaqueca.

Banana
Protege de doenças cardíacas e evita acúmulo de gordura nas artérias.

Goiaba
Combate infecções e hemorragias, controla taxas de glicose no sangue e por não conter açúcar em sua composição é aliada dos diabéticos.

Canela
Tira a febre alta porque é estimulante, antitérmica e possui especiarias que fazem suar.



CONHEÇA MELHOR O CHÁ VERDE

O chá verde é proveniente das folhas da Camellia sinensis, planta originária da China e da Índia. O sabor é amargo, mas o sacrifício de beber algumas xícaras de chá verde todos os dias vale a pena, uma vez que os benefícios são muitos:

- efeito estimulante; pode aumentar a utilização de energia muito acima dos efeitos da cafeína pura;

- acelera o metabolismo, ajudando a queimar gordura corporal;

- propriedades terapêuticas: ativa o sistema imunológico; ajuda na prevenção do câncer; contém manganês, potássio, ácido fólico e as vitaminas C, K, B1 e B2; ajuda a prevenir doenças cardíacas e circulatórias, diminuindo as taxas do LDL (colesterol que faz mal à saúde) e fortalecendo as artérias e veias; ajuda a prevenir cáries; têm ação antiinflamatória; e antigripal;

- propriedades cosméticas: contém substâncias antioxidantes que ajudam a neutralizar os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento celular precoce; regenera a pele; recupera o viço da pele e dos cabelos; dissolve gorduras e são eficazes no tratamento de celulite e gordura localizada.

Como preparar o chá verde:

É muito fácil preparar o chá verde, mas há alguns segredinhos importantes para preservar os princípios ativos da erva:

1. coloque a água (mineral ou filtrada, sem cloro) para ferver e assim que surgirem as primeiras bolhas de ar (antes de começar para valer o processo de ebulição), apague o fogo;

2. acrescente a erva (o ideal são 2 colheres de sopa para 1 litro de água, mas pode-se começar com apenas 1 colher, pelo menos até que você se acostume com o sabor do chá) e abafe por 2 a 3 minutos;

4. Coe e está pronto para tomar.

Gostinho bom:

Dá, sim, para deixar o chá verde mais gostoso. Você pode combiná-lo com cidreira, hortelã, erva-doce, casca de frutas (abacaxi ou manga) ou maçã seca para suavizar o sabor amargo, sem interferir nos efeitos terapêuticos da Camellia sinensis: ferva 1 litro de água com 1 pedaço médio de casca de abacaxi ou 1 punhado de folhas de cidreira, por exemplo; desligue o fogo e acrescente o chá verde; abafe por 2 a 3 minutos e coe.

Infarto Renal

O infarto renal é a morte de uma área de tecido renal causada pela obstrução da artéria renal, a principal artéria que transporta sangue ao rim.

A obstrução da artéria renal é rara e ocorre mais freqüentemente quando uma partícula que se encontrava flutuando na corrente sangüínea (um êmbolo) aloja-se nessa artéria. O êmbolo pode originar-se de um coágulo sangüíneo (trombo) localizado no coração ou do descolamento de um depósito de colesterol (ateroma) localizado na aorta. Por outro lado, o infarto pode ser decorrente da formação de um coágulo sangüíneo (trombose aguda) no interior da própria artéria renal devido a alguma lesão. A lesão pode ser causada por uma cirurgia, uma angiografia ou uma angioplastia. O coágulo também pode ser decorrente de uma aterosclerose grave, de uma arterite (inflamação das artérias), da doença das células falciformes ou da ruptura de um aneurisma (dilatação da parede arterial) da artéria renal. Uma laceração do revestimento da artéria renal (dissecção aguda) faz com que o fluxo sangüíneo da artéria seja obstruído ou provoca a ruptura da mesma. As causas subjacentes do infarto incluem a arteriosclerose e a fibrodisplasia (desenvolvimento anormal de tecido fibroso na parede de uma artéria).

Ocasionalmente, um infarto renal é produzido intencionalmente (infarto terapêutico) para tra-tar tumores renais, a proteinúria (perda de proteínas na urina) maciça ou a hemorragia renal intensa e incontrolável. O fluxo sangüíneo ao rim é obstruído através da introdução de um cateter no interior da artéria que irriga o rim.
Sintomas e Diagnóstico

Freqüentemente, pequenas obstruções parciais da artéria renal não causam qualquer sinto-ma. No entanto, elas podem causar uma dor surda e constante no flanco do lado afetado. A febre, a náusea e o vômito também podem ocorrer. A obstrução parcial da artéria pode causar elevação da pressão arterial.

A obstrução total de ambas as artérias renais (ou de uma artéria renal naqueles que possuem apenas um rim) interrompe totalmente a produção de urina e a função dos rins (insuficiência renal aguda).

Normalmente, os exames de sangue revelam uma quantidade anormalmente elevada de leucócitos. O exame de urina revela a presença de proteínas e de quantidades microscópicas de sangue. Raramente, a quantidade de sangue na urina é suficientemente grande a ponto de permitir a sua observação a olho nu.

Exames de diagnóstico por imagem são necessários para se estabelecer o diagnóstico, pois nenhum dos sintomas ou dos exames laboratoriais é específico para o diagnóstico do infarto renal. Durante as primeiras duas semanas após um infarto renal, a função do rim afetado é deficiente. A urografia intravenosa ou a cintilografia renal com radionuclídeos podem revelar a função deficiente do rim, pois ele não consegue excretar quantidades normais do contraste (visível nas radiografias) utilizado na urografia ou do marcador radioativo utilizado na cintilografia. No entanto, como a disfunção renal também pode ser causada por outros distúrbios que não o infarto, pode ser necessária a realização de uma ultra-sonografia ou de uma urografia retrógrada para diferenciar entre as possíveis causas.

O melhor método para se confirmar o diagnóstico e se obter uma imagem clara do problema é a arteriografia renal, na qual é realizada a injeção de um contraste (substância radiopaca) na artéria renal. No entanto, a arteriografia renal somente deve ser realizada quando o médico aventa a possibilidade de tentar desobstruir a artéria. O grau de recuperação da função renal pode ser avaliado através da urografia intravenosa ou da cintilografia renal com radionuclídeos realizadas com intervalos de um mês.

Tratamento

O tratamento usual consiste na administração de anticoagulantes, visando evitar que novos coágulos sangüíneos obstruam a artéria renal. As drogas trombolíticas (que dissolvem os coágulos) são mais recentes e podem ser mais eficazes que outros tratamentos. Os medicamentos melhoram as funções renais somente quando a artéria não se encontra totalmente obstruída ou quando os coágulos podem ser dissolvidos em 1 e meia a 3 horas (o tempo que o tecido renal pode tolerar sem irrigação sangüínea).

Para remover a obstrução, o médico pode, a partir da artéria femoral (na região inguinal) pas-sar um cateter com balão até atingir a artéria renal. A seguir, o balão é insuflado para forçar a abertura da área obstruída. Este procedimento é denominado angioplastia transluminal percutânea.

O tratamento ideal do infarto renal ainda não foi definido, mas o tratamento medicamentoso é o preferido. Embora a desobstrução cirúrgica seja possível, este procedimento apresenta ris-cos maiores de complicações e de morte e não melhora a função renal mais do que o tratamento exclusivo com drogas anticoagulantes ou trombolíticas. A cirurgia é o tratamento de eleição em uma situação: quando ela é realizada precocemente (em 2 a 3 horas) para remover o coágulo localizado no interior da artéria renal decorrente de um traumatismo (trombose traumática da artéria renal).

Embora possa ocorrer uma melhoria da função renal com o tratamento, ela geralmente não é totalmente recuperada.

Doença Renal Ateroembólica

A doença renal ateroembólica é um distúrbio no qual numerosas partículas (êmbolos) de material gorduroso (ateromatoso) obstruem arteríolas (artérias pequenas) renais e acarretam insuficiência renal.


As partículas de material gorduroso alojadas na parede de um vaso sangüíneo desprendem se, deslocam-se até as arteríolas renais e obs truem o suprimento sangüíneo aos rins. Este dis túrbio pode ocorrer espontaneamente ou como complicação de uma cirurgia ou de procedimen tos sobre a aorta (p.ex., angiografia), nos quais fragmentos do material gorduroso que reveste aorta são desprendidos de forma involuntária A doença renal ateroembólica ocorre mais comumente em indivíduos idosos e o seu risco aumenta com a idade.

Sintomas

Comumente, a doença renal ateroembólica evolui gradualmente, com insuficiência renal progressiva que permanece assintomática até tornar-se avançada. Quando a obstrução é de-corrente de algum procedimento sobre a aorta, o momento em que a obstrução ocorreu é evi-dente e, normalmente, a insuficiência renal instala-se abruptamente. Na insuficiência renal completa, o indivíduo apresenta uma grande variedade de sintomas, começando com fadiga e uma sensação de mal-estar generalizado. Os sintomas não são causados especificamente pela doença renal ateroembólica, mas são secundários à insuficiência renal. Eles incluem distúrbios dos músculos, dos nervos, do coração, do sistema digestivo e da pele.

Normalmente, os êmbolos não estão limitados às artérias renais. Freqüentemente, ele cau-sam obstrução de outros vasos sangüíneos de outros órgãos (p.ex., pâncreas e intestino) Os sintomas comumente observados são a dor abdominal, fezes sanguinolentas e diarréia. Quando os êmbolos deslocam-se para as extremidades, podem ocorrer sintomas como, por exemplo, a pele passa a apresentar um aspecto

Diagnóstico e Tratamento

A insuficiência renal é facilmente diagnosticada através de exames de sangue. A doença renal ateroembólica é diagnosticada através da biópsia renal (coleta de uma amostra de tecido renal para exame microscópico com o auxílio de uma agulha), a qual revela a presença de partículas microscópicas de gordura obstruindo as arteríolas.

Os únicos tratamentos para a insuficiência renal avançada causada pela doença renal ateroembólica são a diálise e o transplante renal.


Necrose Cortical

A necrose cortical é uma forma rara de morte do tecido renal que afeta parcial ou totalmente a porção externa do rim (córtex), mas não a sua porção interna (medula).

A necrose cortical é decorrente da obstrução das arteríolas (pequenas artérias) que se diri-gem ao córtex renal, a qual pode ser causada por muitas condições.

A necrose cortical pode ocorrer em qualquer idade. Aproximadamente 10% dos casos ocorrem na infância e na pré-adolescência. Mais da metade dos recém-nascidos com esse distúrbio tiveram partos complicados pelo descolamento abrupto da placenta (abruptio placentae). A segunda causa mais comum é a sépsis (infecção bacteriana da corrente sangüínea). Nas crianças maiores, a necrose cortical pode ocorrer após uma infecção, um episódio de desidratação, o choque ou a síndrome hemolítico-urêmica. Nos adultos, a sépsis é respon-sável por um terço de todos os casos de necrose cortical. Aproximadamente 50% dos casos notificados ocorrem em mulheres que apresentaram complicações na gravidez como, por exemplo, descolamento abrupto da placenta, posição anormal da placenta (placenta prévia), sangramento uterino, infecções imediatamente depois do parto (sépsis puerperal), obstrução de uma artéria (embolia) por líquido amniótico, morte fetal intrauterina e pré-eclâmpsia (hipertensão arterial com proteinúria e edema durante a gravidez).

Outras causas possíveis incluem a rejeição de um rim transplantado, queimaduras, a pancreatite (inflamação do pâncreas), lesões, mordida de cobra e envenenamento (p.ex., por fósforo ou arsênico).

Sintomas

A necrose cortical pode assemelhar-se a outros tipos de insuficiência renal. Contudo, o médico suspeita de necrose cortical quando a produção da urina diminui súbita e radicalmente, sem evidências de obstrução nos ureteres ou na bexiga, e é observada a presença de sangue na urina de um indivíduo que apresenta uma condição que pode causar necrose cortical. Freqüentemente, o indivíduo apresenta febre. A hipertensão arterial leve ou mesmo a hipotensão arterial é comum.

A pequena quantidade de urina que é produzida contém proteínas e muitos eritrócitos, junta-mente com leucócitos e cilindros (aglomerados de eritrócitos e leucócitos e outros produtos da degradação metabólica). Nos estágios iniciais da doença, os exames de sangue revelam concentrações anormalmente elevadas de algumas enzimas.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico normalmente pode ser estabelecido através da ultra-sonografia ou da tomo-grafia computadorizada (TC). Pode ser realiza-da uma biópsia renal ou uma arteriografia renal, mas, na maioria dos casos, esses procedimentos são desnecessários. A observação de depósitos de cálcio nas radiografias sugere a necrose cortical renal, mas eles formam-se tardiamente na evolução da doença como conseqüência do processo de cura e são observados apenas em 20 a 50% dos indivíduos.

Freqüentemente, o tratamento é complicado porque a condição subjacente deve ser tratada. A insuficiência renal exige a diálise. Ocasionalmente, o indivíduo recupera uma função renal suficiente para interromper a diálise após vários meses. Aproximadamente 20 a 40% dos indivíduos recuperam parcialmente a função renal. Para a maioria, no entanto, as únicas soluções são o transplante renal ou a diálise por toda a vida.

Nefrosclerose Maligna

A nefrosclerose maligna é um distúrbio associado a uma pressão arterial muito elevada (hiper-tensão maligna), na qual as arteríolas (artérias pequenas) renais são lesadas e a insuficiência renal evolui rapidamente.


A nefrosclerose com hipertensão maligna é mais comum entre os homens com 40 a 60 anos de idade e em mulheres 30 a 40 anos de idade. Ela é mais comum entre os indivíduos da raça negra do que entre os da raça branca e é incomum entre aqueles que apresentam hipertensão arterial.

A arteriosclerose das artérias renais (nefrosclerose benigna) acompanha freqüentemente o processo de envelhecimento e está associada à hipertensão arterial. A nefrosclerose maligna é um distúrbio muito mais grave que cursa junto com uma hipertensão maligna. A hipertensão maligna muito freqüentemente é conseqüência de uma hipertensão arterial mal controlada, mas também pode ser decorrente de outras afecções como, por exemplo, a glomerulonefrite, a insuficiência renal crônica, a estenose da artéria renal (hipertensão vascular renal), a inflamação dos vasos sangüíneos renais (vasculite renal) ou, raramente, distúrbios hormonais (p.ex., feocromocitoma, síndrome de Conn ou síndrome de Cushing).

Sintomas e Diagnóstico

Os sintomas são causados por uma lesão cerebral, cardíaca ou renal decorrente da hiperten-são arterial grave. A pressão diastólica normalmente é superior a 130 mmHg (milímetros de mercúrio). Os sintomas incluem a agitação, confusão mental, sonolência, visão borrada, cefaléia, náusea e vômito. Através do exame do fundo de olho realizado com o auxílio de um oftalmoscópio, o médico pode observar áreas de sangramento, de acúmulo de líquido e de edema do nervo óptico. O coração aumenta de volume e a insuficiência cardíaca é comum. O coma pode ocorrer em conseqüência do edema ou de uma hemorragia cerebral.

Devido à disfunção renal, pode haver a presença de proteínas na urina. O exame microscópico da urina pode revelar a presença de células sangüíneas e de cilindros (formados pela aglo-meração de eritrócitos). Freqüentemente, o indivíduo apresenta anemia em conseqüência da destruição e do comprometimento da produção de eritrócitos. A coagulação intravascular disseminada também é comum. A concentração de renina e de aldosterona (substâncias produzidas pelos rins que ajudam a regular a pressão arterial) no sangue encontra-se elevada.

Prognóstico e Tratamento

Quando o distúrbio não é tratado, aproximadamente 50% dos indivíduos morrem em 6 meses e a maioria dos remanescentes morrem em 1 ano.

Aproximadamente 60% das mortes são devidas à insuficiência renal, 20% à insuficiência car-díaca, 20% a um acidente vascular cerebral e 1% a um infarto do miocárdio. A redução da pressão arterial e o tratamento da insuficiência renal reduzem significativamente a taxa de mortalidade, sobretudo devida à insuficiência cardíaca e renal e ao acidente vascular cerebral.
Os indivíduos que apresentam uma insuficiência renal menos grave respondem melhor ao tra-tamento. Para a maioria dos indivíduos, a pressão arterial extremamente elevada pode ser re-duzida satisfatoriamente com a dieta e o tratamento medicamentoso. Aqueles com insuficiên-cia renal progressiva podem ser mantidos vivos e, ocasionalmente, melhoram o suficiente para que a diálise seja interrompida.

Trombose da Veia Renal

A trombose da veia renal é a obstrução da veia renal, a qual transporta o sangue para fora do rim.

A obstrução pode ser aguda (súbita) ou crônica (gradual), produzindo uma grande variedade de sintomas e, normalmente, resultando na síndrome nefrótica, na qual ocorre uma proteinúria (perda de proteínas na urina) acentuada.

Nos adultos, esse distúrbio normalmente ocorre associado a outros distúrbios renais que cau-sam proteinúria. A trombose da veia renal pode ser causada pelo câncer de rim ou por distúrbios que comprimem a veia renal (p.ex., um tumor) ou a veia cava inferior (na qual a veia renal desemboca). Outras causas possíveis incluem são o uso de contraceptivos orais, as lesões ou, raramente, a tromboflebite migratória (um distúrbio no qual a coagulação ocorre consecutivamente em diferentes veias por todo o corpo).

Sintomas e Diagnóstico

Os indivíduos com trombose da veia renal comumente são assintomáticos e o distúrbio passa despercebido. Quando a trombose da veia renal causa sintomas, ela segue dois padrões em função de o seu início ter sido gradual ou súbito.

Nos adultos, o início e a evolução normalmente são graduais. A urina contém proteínas e ocor-re uma diminuição do volume urinário. Quando o início é súbito em adultos, a dor normalmente é localizada na região lateral do corpo, entre as costelas e o quadril. O indivíduo apresenta fe-bre, sangue na urina, urina pouco, retém água e sal (sódio) com conseqüente edema, uma quantidade anormalmente elevada de leucócitos e os exames de sangue revelam evidências de insuficiência renal. As crianças apresentam sintomas semelhantes, mas, comumente, o distúrbio inicia com diarréia, desidratação e uma maior propensão do sangue à coagulação. A destruição maciça do rim ocorre apenas raramente.

A ultra-sonografia renal mostra um rim aumentado de volume quando a obstrução foi súbita ou um rim atrofiado quando a obstrução foi gradual. Os métodos de diagnóstico por imagem (p.ex., urografia intravenosa e cintilografia renal com radionuclídeos) revelam uma função renal deficiente. Nesses exames, é realizada a injeção intravenosa de uma substância radiopaca e o seu deslocamento é acompanhado. As radiografias da veia cava inferior ou da veia renal (venografia) podem revelar o perfil da trombose. Quando maiores informações são necessárias, pode ser realizada uma tomografia computadorizada (TC) ou radiografias da artéria renal.

Prognóstico e Tratamento

O prognóstico depende da causa da trombose, de suas complicações e do grau da lesão renal. A morte causada por esse distúrbio é rara e, geralmente, é conseqüência de uma causa subjacente mortal ou de suas complicações. Uma complicação grave é a embolia pulmonar, na qual ocorre o alojamento de um coágulo nos pulmões. A função renal adequada depende de vários fatores: se um ou ambos os rins foram afetados, se o suprimento sangüíneo foi restaurado e do estado da função renal anterior à trombose.

Raramente, é realizada a cirurgia de remoção de coágulos localizados no interior da veia renal. O rim somente é removido se houver ocorrido a morte de todo o tecido devida à interrupção do seu suprimento sangüíneo (infarto total). Comumente, as drogas anticoagulantes melhoram a função renal evitando a formação de mais coágulos e podem prevenir a embolia pulmonar. O uso de drogas trombolíticas (que dissolvem coágulos), além dos anticoagulantes, é um procedimento que ainda se encontra em fase experimental, mas seus resultados são promissores.