
O volume de leite materno coletado, no entanto, subiu menos: 49,5% nos últimos quatro anos. No mesmo período, a quantidade de recém-nascidos que receberam o alimento materno aumentou 47%.
Segundo o ministério, o número de doadoras não garante um aumento regular na quantidade de leite doado e de bebês contemplados, pois a frequência de doação pode variar -algumas doam apenas uma vez e outras, durante todo o período de amamentação do filho.
O ministério lançou ontem a Campanha Nacional de Doação de Leite Humano, para conscientizar mais mulheres para a importância da doação. A rede nacional conta hoje com 196 bancos de leite materno e 73 postos de coleta em funcionamento. No Estado de São Paulo, há 53 bancos
cadastrados.
Está prevista a criação de mais 16 bancos de leite e 11 postos de coleta em 17 Estados do Nordeste e da Amazônia Legal.
A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) a maior do mundo. O Brasil coordena a Rede Ibero-Americana de Bancos de Leite Humano e transmite tecnologia de controle de qualidade e processamento de leite materno para 22 países da América Latina, Caribe e África e para Portugal e Espanha.
Para doar
Podem ser doadoras mulheres que amamentam e produzem leite em quantidade superior às necessidades do bebê. Além disso, elas devem ser saudáveis e não usar medicamentos que impeçam a doação.
O leite deve ser retirado depois que o bebê mamar ou quando as mamas estiverem muito cheias. Ao retirar o líquido, é indicado estar em local limpo e longe de animais. Também deve-se evitar conversar durante a ordenha.
O leite deve ser conservado em frasco de vidro esterilizado com tampa plástica, no congelador ou no freezer. Uol