
Segundo a ginecologista e obstetra Maria do Carmo Simoneti, dispareunia é um dos distúrbios entre outros das disfunções sexuais femininas e pode ser de dois tipos: dispareunia de penetração e dispareunia de profundidade.
Para o ginecologista e sexólogo Amaury Mendes Júnior, a dispareunia pode ocorrer tanto em homens quanto em mulheres, mas é mais comum entre as mulheres. "É um tipo de disfunção sexual que pode estar relacionado a bactérias, infecções ou parasitoses presentes na vagina ou no pênis", explica. "No Brasil, estima-se que cerca de 23% das mulheres tenham este tipo de disfunção sexual", relata Maria do Carmo.
"É necessário um exame físico minucioso para identificar as áreas dolorosas e verificar se existem alterações da anatomia e a presença ou não de lesões vulvares", explica Mendes.
"A dispareunia geralmente tem causas orgânicas. Os fatores psicológicos também podem estar associados, mas têm mais relação com o chamado vaginismo, ou seja, a contração involuntária dos músculos próximos à vagina que impedem a penetração pelo pênis, dedo ou ainda objetos", comenta o ginecologista.
Tratamento:
De acordo com a ginecologista Maria do Carmo Simoneti, os progressivos avanços na indústria farmacêutica e a crescente sensibilidade de alguns profissionais de saúde quanto à sexualidade feminina são importantes fatores para ajudar a solucionar o problema. "O tratamento vai depender do tipo de disfunção sexual, que deve ser avaliada e orientada pelo ginecologista da paciente", diz Maria do Carmo.
"O não tratamento pode levar a mulher a um estado de angústia pessoal, podendo influenciar tanto nas relações entre parceiros quanto na qualidade de vida da mulher", enfatiza a ginecologista.
"Se a origem do problemas forem bactérias ou infecções, a mulher pode até mesmo ficar estéril se não se cuidar o mais rápido possível", acrescenta Amaury Mendes Júnior. Terra