sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Produto de limpeza caseiro previne alergia e é mais barato

Flávia Muniz

Toda dona de casa conhece a importância da limpeza no lar. Hoje, há no mercado vários produtos eficazes, a preços acessíveis. Mas uma alternativa - saudável, ecologicamente correta e econômica - é "fabricar" seus próprios produtos de limpeza. No dia a dia de famílias com pessoas alérgicas, as receitas também podem ajudar, por terem ingredientes mais suaves.

O microbiologista Roberto Martins Figueiredo enumera as qualidades do bicarbonato de sódio, por exemplo. "É excelente substância de limpeza e também ajuda a tirar cheiros. Um tapete com odor ruim pode ser pulverizado com bicarbonato e varrido 20 minutos depois. Também é bom deixar um pote com a substância na geladeira para tirar odores como os de alimentos estragados", explica. Segundo ele, o bicarbonato serve ainda para desengordurar panelas, fogões e forno, embora não tenha ação desinfetante. "Para acabar com bactérias, só vinagre, e o branco não deixa cheiro", diz.

Economia

Fórmulas caseiras são ainda mais econômicas. "Por mês, o comprometimento médio do orçamento familiar com produtos de limpeza é de 2,27%. Em um ano, representa economia de 27,24%, uma boa saída. Os caseiros são mais baratos, tanto pelos insumos, quanto pelo rendimento", atesta o economista André Braz, da Fundação Getúlio Vargas.

A alergista e imunologista Maria Cecília Aguiar, da Policlínica de Botafogo, diz que as composições caseiras apresentam menos cheiro, o que pode ser favorável em alguns casos de alergia, mas que cuidados sempre devem ser adotados. Para ela, o ideal é usar luvas tanto na manipulação de produtos industrializados quanto dos feitos em casa. "Luvas de poliuretano ou borracha são ideais. As cirúrgicas também servem e custam pouco."

Prevenindo crises alérgicas A rotina de limpeza deve ser modificada nos domicílios de pessoas alérgicas. Para elas, produtos de limpeza devem ter o mínimo possível de perfumes. Em alguns casos, é preciso até eliminar o uso de amaciantes na lavagem de roupas.

Produtos contendo solventes orgânicos ou fortemente perfumados, incluindo ceras e desinfetantes, estão proibidos. A casa do alérgico deve ser limpa, mas não pode "cheirar limpinho". Por serem menos tóxicos em suas composições, os produtos de limpeza caseiros à base de sabão de coco, vinagre, limão, bicarbonato e glicerina ajudam quem precisa enfrentar mofo, poeira e sujeira.

Pano úmido com sabão de coco em vez de espanador e vassoura evita que a poeira se espalhe pelo ar. Móveis devem ser arrastados a cada 15 dias para remoção do pó. Colchões devem ser virados quinzenalmente. Cobertores e mantas precisam de sol a cada semana.

Evite problemas Ao fabricar produtos caseiros alguns cuidados devem ser adotados, sempre. Use recipientes limpos e armazene sempre as fórmulas em locais seguros, longe do alcance de crianças e animais. Mantenha os produtos sempre fechados e nunca guarde-os próximo a alimentos.

Ao manusear amônia, evite inalar o produto e mantenha-o longe dos olhos, para não causar irritação, como coceira. Lave bem as mãos depois de usar o limão, para evitar queimaduras. Nunca use a substância sob o sol.

Limão e vinagre são substâncias ácidas, mas cumprem papéis diferentes na limpeza. O primeiro, cítrico, é útil para retirar crosta de sujeiras. Já o vinagre, asséptico, tem ação de evitar contaminação por microrganismos (bactérias).

Em vez de combater mofo com naftalina, que afeta fígado e rins, tente usar sachês com flores de lavanda. Não armazene os produtos de limpeza próximo a alimentos. Batata e cenoura, por exemplo, absorvem substâncias como a amônia - considerada volátil porque evapora rapidamente.


ODIA

Acupuntura ameniza os chatos efeitos da TPM

Patricia Zwipp

O nervosismo aumenta, o mau humor é evidente e as crises de choro são para lá de comuns. A tensão pré-menstrual, mais conhecida como TPM, teima em aparecer todos os meses. Além da instabilidade emocional que incomoda (e muito!) quem está por perto, traz cólicas, retenção de líquidos, dores de cabeça. A boa notícia às mulheres e, claro, aos maridos, namorados e filhos, é que a acupuntura promete amenizar esses problemas.

A técnica acredita na existência de uma circulação de energia vital pelo corpo e seu excesso ou falta ocasiona os incômodos. "Quando há excesso, a mulher pode sentir cólicas superficiais e ficar mais explosiva, por exemplo. No caso de falta, as dores são mais profundas e a pessoa fica mais introspectiva", disse o terapeuta em acupuntura Almir de Carvalho, proprietário da Reabilita Terapias Naturais, de Santo André, em São Paulo.

Para equilibrar a situação, de maneira geral, as agulhas são espalhadas por pontos específicos da barriga próximos ao umbigo, do pé, da cabeça e da orelha. Assim, a acupuntura busca regular o sistema nervoso, o funcionamento do fígado e os hormônios.

Carvalho sugere um tratamento de oito a dez sessões, sendo uma por semana. Depois, seria interessante a manutenção mensal, na semana anterior à menstruação. "É interessante que haja mudanças em alguns hábitos alimentares. Vale evitar enlatados e bebidas geladas. Devem preferir alimentos mais próximos do natural possível."


Terra Saúde

Como lidar com a ansiedade das crianças no fim do ano

O corre-corre do fim do ano não mexe apenas com a sua rotina, mas também com a das crianças. Ensaios para festas de fim de ano na escola, no inglês, na natação, o acantonamento indicam que o ano está chegando ao fim, e isso pode deixar seu filho ansioso. Para ajudar você a contornar as emoções da criança nesse período, selecionamos 7 situações e o que fazer em cada uma delas para que esta época não seja um caos para os pequenos (e nem para você!).

Meu filho está triste com a chegada das férias
O maior problema das férias é a criança ficar entediada. Para evitar, o melhor dos mundos seria se ou o pai ou a mãe conseguisse conciliar alguns dias de folga junto com os pequenos. A criança já ficaria mais animada só de saber que a rotina dela ao lado dos pais seria ainda mais próxima, desde acordar junto até sair para tomar um sorvete ou viajar. Porém, nem sempre essa situação é possível. Assim, ainda que o seu filho fique com a babá, empregada ou avó, antes mesmo da chegada das férias, converse com ele para que programem juntos algumas atividades para os dias longe da escola. Pode ser desde uma ida ao teatro, cinema ou parque até chamar os amigos que estão na cidade para passar o dia com ele. “Assim, ele vai entender que, apesar de não ir para a escola ficar ao lado dos amigos todos os dias, também vai fazer coisas diferentes e gostosas”, diz Rita Calegari, psicóloga infantil do Hospital São Camilo (SP). Na programação, vocês podem incluir brincadeiras com argila, papel machê, guache. Como as crianças em geral ganham presentes no fim do ano, marque um dia com o seu filho para que ele separe brinquedos que não quer mais. À noite, quando chegar do trabalho, vocês podem embrulhar e organizar a entrega para alguma instituição de crianças carentes. Mandá-lo para acampamentos também é uma opção, mas que será válida somente se for o desejo dele.

Meu filho está cansado e não quer ir mais para a escola
Para a especialista, há duas linhas de pensamento que os pais podem escolher. Se o seu filho teve um bom desempenho durante o ano letivo e já fechou as notas, você pode até flexibilizar um pouco essa rotina escolar, como liberar um dia na semana para que fique em casa. Uma outra maneira é incentivar a criança a curtir os últimos dias de aula ao lado dos amigos, lembrando-a que o ritmo agora será outro, mais leve, de confraternização e que é importante que vá para a escola até o dia estipulado pela instituição. “As duas maneiras ensinam princípios para a criança. Uma em relação à recompensa e a outra da importância do cumprimento das atividades até o fim.”

Meu filho está chateado com o fim das aulas porque no próximo ano vai mudar de escola
Essa situação é muito comum para as crianças que estão saindo da pré-escola e tiveram um período de grande proximidade com os amigos, indo a festas e outros programas que estenderam a amizade além do ambiente escolar. O importante é você conversar com o seu filho de que não é porque ele está mudando de escola que a amizade vai acabar. Deixe-o seguro de que você tem o telefone dos pais dos colegas e que ainda nas férias irão se reunir para se divertir juntos.

Por outro lado, segundo Rita, cabe aos pais também valorizar a nova experiência da criança. Se você mostrar entusiasmo com a nova escola, como será bacana fazer novos amigos, ele se sentirá seguro e até animado com o fim das aulas. “Projetamos muito das nossas emoções para os nossos filhos. E as crianças, em geral, pensam mais no presente.”

Será bem bacana se, para os últimos dias de aula, você fizer um cartão de visita do seu filho, com o nome, seu e-mail e o telefone, para que ele entregue aos amigos.

Meu filho está ansioso com o acantonamento da escola
É ele mesmo ou você? Segundo Rita, muitas vezes os pais ficam receosos de saber que o filho estará sob cuidado dos professores em um período diferente do que o habitual. Por isso, certificar-se de todas as medidas que a escola irá tomar em relação à segurança, vai deixá-la mais tranquila.

Para a maioria das crianças, dormir na escola é emocionante. Elas ficam ansiosas de ter uma rotina no ambiente escolar diferente daquela do ano letivo. É uma experiência de amadurecimento, ainda que algumas chamem pelos pais no meio da madrugada. Esse é um ótimo momento também para incentivar seu filho a abandonar o hábito da chupeta ou da mamadeira.

Agora, se ele não quer ir de jeito nenhum para o acantonamento, não adianta forçar. O importante é você perguntar o porquê do receio dela em participar dessa atividade.

Meu filho é muito tímido. Ele deve participar da festa de fim de ano na escola?
É muito rico a criança participar de um ritual de passagem, que indica o encerramento de um ciclo para o começo de outra etapa na vida. Além da recordação que ela terá da infância, a apresentação da escola é uma oportunidade de ela mostrar à família o que aprendeu. É um dia especial. Ainda que o seu filho não queira participar, o que acontece, em geral, com crianças menores, leve-o ao local do evento e deixe-o junto com os amigos na “concentração”. É bem provável que junto com eles e os professores ele se sinta motivado a subir no palco. Caso não queira mesmo, não há problema. Assista ao lado dele à apresentação dos amigos. Ele ficará animado para uma próxima vez.

Meu filho não para de perguntar sobre o presente de Natal. O que eu faço?
É difícil controlar a ansiedade da criança em relação a um presente nesta época do ano. Na TV, nos shoppings, nas lojas, nas ruas, tudo está enfeitado, o que indica que o Natal está chegando. Não dá para impedir que ela pergunte mesmo. O melhor é ouvir e propor outros assuntos. Trabalhar o tempo com a criança também é importante. Que tal fazer argolas com os dias para contar quanto tempo falta para a chegada do Natal? Assim, fica mais fácil seu filho visualizar quantos dias precisa esperar para ganhar o presente. E nada de cair na tentação de dar o que ele pediu antes da data. “O gostoso das datas é passar por elas. Ganhar antes não tem o mesmo valor de receber no dia. É importante os pais trabalharem a tolerância à frustração com as crianças. Datas como o Natal, Páscoa, aniversário, são ótimos momentos de transmitir valores para os filhos”, diz Rita.

Meu filho chegou em casa com todos os trabalhos que fez durante o ano na escola. Como eu falo para ele que não vamos guardar tudo?
Nunca fale no primeiro momento que não vai poder guardar tudo. Receba os trabalhos do seu filho com entusiasmo, afinal foi uma produção dele durante o ano todo. Faça uma exposição pela casa, pendure nas paredes por um dia. Converse com ele para que escolha alguns para dar de presente para os amigos, padrinhos, avós. Depois, fale a verdade, que não será possível guardar todos, e peça para que ele ajude você a selecionar os mais bonitos e os que mais gostou de fazer. Não deixe de fotografá-lo com aqueles que serão descartados.


Crescer

Oito dicas que ajudam a lidar com a pressão e o estresse

No trabalho, com os familiares, na escola, no relacionamento e em qualquer ambiente ou situação que nos coloque em contato com outras pessoas, estamos sujeitos ao surgimento de pressões psicológicas ou situações limite ocasionados por influências externas. É importante a pessoa estar vigilante para perceber se além da pressão externa ela não está acumulando cobranças internas.

Existem pessoas detalhistas, perfeccionistas e que não lidam bem com erros, julgamentos e comentários alheios ou falhas que costumam viver em constante cobrança consigo mesma. Esse hábito resulta em mais cobrança e uma maior carga de estresse e cansaço na vida da pessoa.

A insegurança pode colaborar na piora da situação, pois leva o indivíduo a se esforçar constantemente em busca da satisfação do outro. Mas é preciso pensar e considerar qual é a importância da aprovação externa em sua vida, para que o desgaste seja diminuído.

Para evitar o estresse e o desgaste que podem surgir em decorrência do excesso de pressão e cobrança, preste atenção nas suas ações e procure incorporar novas atitudes.

Confira abaixo formas de lidar com as situações de pressão:

1- Cuidado com cobranças excessivas: Fique atento para não se cobrar excessivamente por algo que já está sendo cobrado por terceiros. Diante muita cobrança, você poderá sentir desânimo, falta de força e de estimulo para cumprir o que foi delegado.

2- Evite idealizar soluções: Diante de um problema ou um prazo a ser cumprido, analise de forma concreta e lógica a melhor forma de resolvê-lo e parta para a ação. Ao ficar idealizando soluções você pode "ficar preso" a cobranças e soluções irreais a respeito do que deve ser feito e não conseguir sair da ideia para partir para a ação.

3- Analise a importância do outro: Existem pessoas que sempre têm atitudes ou palavras que nos desagradam e irritam. Para lidar com elas, pense qual o tamanho da importância que essa pessoa tem na sua vida e se vale a pena gastar o seu tempo e se estressar com o que foi dito. Pense que naquele momento pode haver outras questões mais importantes para esquentar a cabeça do que um comentário maldoso.

4- Adquirir maior segurança: Pessoas inseguras sofrem muito quando pressionadas, pois se questionam o tempo todo se vão dar conta daquilo ou se tem condições de resolver o problema. Se você está em determinada função é porque tem capacidade para tal.

5- Analise e assuma a sua responsabilidade pelos atos: Diante de um conflito reavalie as suas atitudes e tente perceber se não teve alguma atitude que o desencadeou. Ao perceber a situação converse com as pessoas envolvidas e peça desculpas.

6- Cuide da saúde: procure perceber se o seu corpo está mostrando sinais físicos de cansaço e cobrança, como dor de cabeça, insônia, dor de estomago, irritabilidade, ganho de peso, dificuldade de concentração e etc. Caso você não esteja se sentindo bem, procure primeiramente um médico e depois um psicólogo.

7- Tenha momentos de relaxamento e prazer: É importante ter momentos que nos proporcionam relaxar e "desligar" um pouco dos acontecimentos para relaxar a mente e o corpo. Outro ponto positivo é que quando nos "afastamos" dos problemas, conseguimos vê-los por outra ótica e encontrar novas soluções.

8- Se respeite: Todos nós temos limites. Ninguém é tão forte a ponto de aguentar tudo e nem tão fraco a ponto de não dar conta de nada. Portanto, se existem situações que estão além do seu limite, reconheça e peça ajuda para as pessoas próximas.


Minha Vida

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cerca de 250 mil brasileiros não sabem que foram infectados por HIV


Estudantes seguram faixa vermelha formando o símbolo da luta contra a Aids na província de Anhui, na China

Cerca de 630 mil brasileiros vivem com HIV em todo o país – desses, 255 mil não sabem que foram infectados. Os dados foram divulgados hoje (1º) pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a pasta, o número de testes de HIV distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) dobrou, passando de 3,3 milhões, em 2005, para 8,9 milhões em 2009. O índice de testagem para HIV em todo o país, no ano passado, foi de 38,4%.

Aumento no número de infecções

O número de novas infecções por HIV no Brasil passou de 37.465, em 2008, para 38.538, no ano passado, de acordo com dados divulgados hoje (1º) pelo Ministério da Saúde. Em média, são registrados 35 mil novos casos de Aids por ano.

De acordo com a pasta, o crescimento não é preocupante, porque é reflexo do aumento de testagens em todo o país. Ao todo, atualmente, há 630 mil infectados no Brasil. A faixa etária preponderante é dos 30 a 49 anos.

O boletim epidemiológico aponta ainda que 11.839 pessoas com HIV morreram em 2009, praticamente o mesmo número registrado em 2008 (11.815). Desde os anos 80, mais de 229 mil pessoas morreram em decorrência da doença.

Jovens

Entre os menores de 5 anos, os dados apontam para uma redução de 44,4% no número de novos casos entre 1999 e 2009.

Em relação aos adolescentes, o Ministério lembra que nos últimos anos houve uma inversão no perfil de infectados e, hoje, na faixa de 13 a 19 anos, há mais jovens do sexo feminino que do sexo masculino com Aids.

Dos jovens infectados, 20, 1% são homossexuais, 11,5% são bissexuais e 30,5% são heterossexuais.

Regiões

Os registros de novos casos de Aids acumulados de 1980 a junho de 2010 indicam que a maior parte dos infectados está no Sudeste (58%). Em seguida, estão as regiões Sul (19,5%), Nordeste (12,5%), Centro-Oeste (5,7%) e Norte (4,2%).


Uol Saúde

Um a cada quatro homens sofre com a ejaculação precoce. Conheça suas causas e ajude-o a evitá-la

Poucas mulheres admitem que seus problemas na cama têm um único responsável: a ejaculação precoce do parceiro (quando o homem não se controla e goza rápido demais). Pesquisas mostram que um a cada quatro homens sofre desse mal, chegando ao orgasmo dois minutos após a penetração - ou mesmo antes dela. Com a falta de controle sobre o próprio prazer, o homem tem menos chances de se preocupar em satisfazer a mulher. Com o tempo, isso desgasta a relação do casal.

Segundo o urologista Celso Marzano, há vários fatores que causam essa falha. "Problemas no trabalho ou casamento, estresse, além de alcoolismo e uso de drogas são alguns", explica. Em vez de culpar o companheiro ou desistir de fazer sexo, veja como ajudá-lo nesse momento delicado.

Algumas causas da rapidez entre lençóis

- Disfunção erétil
Após os 40 anos, o homem passa a produzir menos quantidade de hormônio masculino (testosterona). Isso significa que seu interesse sexual pode diminuir, assim como a força da ereção. O problema pode ter causa física ou psicológica.

- Ansiedade: a raiz do problema
Nove a cada dez casos de ejaculação precoce estão associados à ansiedade, provocada por fatores como dívidas, pressão no trabalho e desemprego. Medo de rejeição e sentir-se inferior à mulher também deixam os homens inseguros, interferindo na qualidade da relação sexual.

- Infecções e câncer de pênis
A falta de higiene costuma levar muitos homens para o consultório. Água e sabão previnem infecções simples e até o câncer de pênis, responsável por mais de mil amputações por ano no Brasil. Essas doenças podem ser responsáveis pela falha no ato sexual.
3 maneiras infalíveis de ajudá-lo

- Mude de posição
Terapeutas sugerem que o casal comece a relação na posição menos gostosa para o homem e que adie a penetração, demorando nas carícias iniciais.

- Xixi sob controle
Ao urinar, fale para ele interromper e soltar o jato várias vezes. Isso contrai o músculo do períneo e ajuda no controle da ejaculação.

- Converse
Se o problema ocorrer em mais de 50% das relações, ele precisa procurar um urologista. Com amor, convença-o a ir ao médico.

Carolina Porne

Como controlar os pedidos de compras dos filhos no Natal

Nessa época do ano, é fatal: a garotada fica ainda mais consumista. Saiba os limites para agradar os filhos sem exageros
Fim do ano chegando e as crianças ficam alvoroçadas! “Eu quero uma boneca, um carrinho, um videogame”, pedem. Enfim, querem tudo o que as propagandas de TV mostram. Como agir? Mesmo endividada você compra o que seu filho quer? O segredo é sempre estabelecer limites – para você e para eles. A psicóloga Andreia Calçada dá algumas dicas para lhe ajudar nestas horas:

. Antes de sair de casa, converse com a criança e combine o passeio. Diga coisas como: “Hoje vamos comprar presente para o seu primo que faz aniversário, não para você”.

. Explique que dinheiro não nasce em árvore e que temos que trabalhar para conseguir as coisas.

. Seja o exemplo. Não vá combinar com ele antes de sair de casa que vocês não vão comprar nada, para depois sair de uma loja de roupas cheia de sacolas para você.

. Faça mais passeios ao ar livre com ele. E deixe a criança mais atenta a outras coisas do que à TV.

. Frustre a criança de vez em quando, pois ela tem que aprender que na vida também haverá outras frustrações futuras.

. Deu acesso de birra? Deixe chorar, não compre só porque ela está esperneando! Se você ceder, só reforçará esse comportamento.

Como ensinar os filhos a lidarem com o consumo?
Estipule regras para o consumo do seu filho. Compre um cofrinho para que ele aprenda o valor do dinheiro e a importância de se economizar para, lá na frente, comprar algum bem que seja mais valioso pra ele. Se for possível, estabeleça uma mesada.

Até os 11 anos, a quantia deve ser dada por semana, após essa idade, passe para mesada mensal. Na família do universitário Leon F., 21 anos, isso deu certo. Ele começou a ganhar mesada aos 8 anos e recebeu dos pais a seguinte instrução: gaste como quiser, mas lembre que é importante guardar. “Desde cedo criei a consciência de que deveria poupar para conseguir as coisas”, diz ele hoje. Se pedia algo para os pais, era questionado: “Por que você não compra com a sua mesada?”.
Daniella De Caprio