domingo, 30 de setembro de 2012

Bebês a tiracolo: conheça as opções de carregadores de bebê

Há alguns anos, uma mãe que saísse à rua levando seu bebê pendurado ao corpo por um pedaço de pano poderia causar espanto, mas, hoje, com a popularização dos carregadores de bebê, os olhares são de admiração. Com benefícios comprovados, como manter o bebê próximo à mãe e permitir que ele fique na posição vertical após as mamadas, os carregadores vêm ganhando cada vez mais adeptos no mundo. Os mais recomendados são os ergonômicos, de pano, que permitem posturas fisiológicas e mantêm o bebê (sempre confortável) em várias posições. Há diversos modelos, com vantagens diferentes. O mais importante, além de escolher o que mais lhe agrada, é ter certeza de adquirir um produto de boa procedência, para a segurança do pequeno.
Conheça aqui os modelos e escolha o seu:
Sling de argolas - de pano, com duas argolas grandes que ficam na altura dos ombros, é ajustável, o que permite que seja usado por bastante tempo. Esteticamente, é mais feminino, pois sobra uma espécie de xale na ponta, que serve para cobrir o bebê ou dar privacidade na hora da mamada ou da soneca. O bebê pode ser colocado em diferentes posições, de acordo com o momento (dormindo, acordado, deitado, sentado) e seu tamanho.

Pouch sling - parecido com o de argolas, mas sem ajustes, agrada por ser descomplicado, leve e fácil de usar. O tecido é maleável e o tamanho deve ser escolhido com atenção. Usado por homens e mulheres, tem visual contemporâneo e apoia-se em um ombro só.

Mei Tai - muito usado pelas europeias, o bebê fica sentado com as pernas abertas. Tem uma base larga que apoia bem a coluna. A vantagem é que o peso fica distribuído nos dois ombros e serve em tamanhos de troncos variados, mas exige tempo e certa habilidade no vestir, regular e amarrar.

Wrap - apoiado nos dois ombros, é um grande pedaço de pano que se enrola ao corpo da mulher, daí o nome Wrap, do inglês, enrolar. Como é mais demorado para vestir, quem usa costuma ficar com ele o dia todo, não convém ficar tirando e colocando. Há a variação "Fast Wrap", mais fácil de colocar, que veste como uma camiseta.
Dica: A partir do primeiro mês de vida, o uso dos carregadores já está liberado. Os slings podem ser utilizados com o bebê deitado de barriga para cima (como quando está dormindo no colo) ou de frente, barriga do bebê com barriga da mãe (posição altamente indicada para quando ele tem cólicas). Por volta dos 4 meses, quando já estão mais durinhos, podem ser sentados, com as pernas dobradas em lótus, olhando para frente ou para trás. Para os bebês maiores, há a opção de sentar com as pernas abertas, para fora do sling. É sempre bom observar que, qualquer que seja o carregador, o bebê não deve ficar pendurado pelos quadris, para não forçar essa articulação.   BEBE ABRIL

Antidepressivos: seu humor depende deles?

A solução de qualquer empecilho, hoje em dia, tem que ser rápida, bem rápida. No trabalho, na universidade e por aí vai, há uma demanda para que obstáculos sejam tirados do caminho o quanto antes, não importa o quê. O cenário é semelhante dentro das clínicas psiquiátricas. Atualmente, melancolia e outros sentimentos tão desagradáveis quanto naturais fazem com que os pacientes muitas vezes exijam dos médicos uma pílula milagrosa que traga alegria a jato. "Estamos observando um crescimento no consumo de antidepressivos que não se traduz em melhor assistência à população", lamenta Ricardo Moreno, coordenador do Programa de Transtornos Afetivos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas paulistano. "Isso evidencia um potencial abuso dessas drogas", analisa o psiquiatra.


O drama é que esses medicamentos estão longe de serem inócuos. Segundo uma revisão da Universidade McMaster, no Canadá, os efeitos colaterais vão muito além da cabeça. "A maioria dos fármacos contra depressão aumenta a disponibilidade de serotonina, neurotransmissor que não age somente no cérebro, mas também no sistema digestivo, no funcionamento do órgão reprodutor masculino e até na coagulação sanguínea", explica Paul Andrews, neurocientista e autor da pesquisa. Ou seja, esses remédios acarretam desde diarreia e disfunção sexual até um eventual derrame. Aliás, esse último fator ajudaria a justificar a maior taxa de mortalidade em idosos que tomam antidepressivos encontrada no estudo.
O uso prolongado gera ainda mais consequências nocivas. "Há uma tendência ao ganho de peso, à perda de libido e, em certos casos, o indivíduo sofre com anestesia afetiva", exemplifica Moreno. O comprimido em si, no entanto, não deve ser visto como um inimigo. "O mal está em usá-lo como muleta. Que fique claro: ele não resolve problemas do cotidiano", enfatiza Alexandre Saadeh, psiquiatra da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um relatório com indícios de que, além da tristeza, a ansiedade também vem sendo supermedicada. O documento revela que, entre os remédios de venda controlada, os benzodiazepínicos — que englobam os chamados ansiolíticos e hipnóticos — ocupam as três primeiras posições em número de vendas. "Esse tipo de droga age sobre o gaba, neurotransmissor que inibe o sistema nervoso central, provocando relaxamento", ensina a farmacologista Márcia Maria de Souza, da Universidade do Vale do Itajaí, em Santa Catarina. "Por isso, ele é bastante prescrito para ansiedade generalizada, pânico e insônia", acrescenta.
"O boletim em si não nos permite falar em abuso, mas os números realmente chamam a atenção, especialmente porque os benzodiazepínicos causam dependência", ressalta Márcia Gonçalves, coordenadora do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados da Anvisa. Tanto que o ideal é não ultrapassar um mês de utilização. Entretanto, o prazo é desrespeitado por muita gente. Em um levantamento da Universidade Federal de São Paulo, a média de uso contínuo das 33 voluntárias consultadas pelos cientistas era de, acredite se quiser, sete anos. "Nesse grupo, a maioria conseguia o fármaco por vias lícitas", destaca Ana Regina Noto, coordenadora do trabalho. A título de curiosidade, em geral as entrevistadas afirmavam que obtinham as prescrições trocando de médico ou encontrando um, digamos, mais leniente.
"Para piorar, boa parte das mulheres avaliadas não possuía um bom conhecimento sobre os riscos da medicação", aponta Ana Regina. Eles não são poucos. "Dificuldade em armazenar novas memórias, letargia, sonolência e perda de coordenação motora são os mais comuns", avisa Márcia Maria de Souza. Isso sem contar que, se acontece uma interação com álcool, as reações tendem a ser intensificadas.

Os potenciais danos advindos de benzodiazepínicos ou antidepressivos dão ainda mais importância às psicoterapias — essas, sim, sem efeitos colaterais para o organismo. "Elas lidam diretamente com o que muitas vezes está desencadeando o mal-estar e, com as conversas, o especialista sabe se realmente será necessário prescrever remédios", atesta Saadeh. A busca por atividades que tragam prazer e tranquilidade também ajuda a deixar as drágeas menos atraentes. Assim, com um pouco de paciência, dá para o lado bom da vida ressurgir pelas suas próprias mãos.
Estragos dos pés à cabeça

Pênis

Alterações nos níveis de serotonina elevam o risco de impotência.
Intestino

Diarreia ou constipação são comuns em quem toma antidepressivos.

Veias e artérias

Em tese, o medicamento aumenta a probabilidade de um trombo se formar e, então, entupir vasos.

Cérebro

A pílula da felicidade pode resultar em sono ruim e apetite voraz.

O lado ruim do relaxamento artificial

Desatenção

Benzodiazepínicos prejudicam a concentração, motivo pelo qual menos fatos se fixam na memória.

Sonolência

A vontade de cerrar os olhos aumenta. Nem pense em dirigir sob os efeitos da droga.
Reflexos lentos

O desempenho em práticas esportivas cai. Já a probabilidade de quedas...

Glaucoma

Em casos raros, o fármaco pode fazer subir a pressão intraocular.
Um exame de sangue que acusa doenças psiquiátricas

Centros de pesquisa do porte da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e do Instituto Max-Planck, na Alemanha, investigam se distúrbios mentais produziriam moléculas específicas que poderiam ser identificadas ao caírem na circulação por meio de um simples teste sanguíneo. "Uma análise desse tipo seria útil para perceber problemas em estágio inicial e dar mais segurança ao médico", defende Ricardo Moreno. "Isso é complicado, porque transtornos dessa espécie têm vários estágios. Um teste assim provavelmente não será exato, gerando muitos diagnósticos errados", contrapõe Alexandre Saadeh.

Ina Ramos

Alimentos anticolesterol

Hortelã -- O suco da espécie Mentha piperita, ou hortelã-pimenta, é não só um autêntico antídoto contra o LDL como ainda levanta as taxas de HDL, o bom colesterol. Os especialistas recomendam duas doses da bebida, que deve ser preparada da seguinte maneira: em um litro de água, coloque 100 gramas de folhas frescas e bata no liquidificador. Coe e beba em seguida. Mas atenção: crianças, grávidas e bebês só devem tomar o refresco com orientação médica.


Maracujá -- Um estudo coordenado pelo químico Armando Asbaa Srur, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, constatou que a casca da fruta é cheia de pectina, uma fibra solúvel que ataca em cheio o colesterol e, de quebra, as altas taxas de glicose. Duas colheres de sobremesa da farinha da casca de maracujá polvilhadas em cada refeição surtem um bom efeito. Aqui vai a receita:

1. Selecione maracujás firmes e sem rugas. Retire a polpa e corte a casca ao meio ou em pedaços.

2. Coloque em uma assadeira e leve ao forno médio por cerca de meia hora, mexendo de vez em quando.

3. Retire a assadeira do forno quando a casca estiver torrada. Bata no liquidificador. Se restarem grumos, peneire a farinha.

4. Acrescente a farinha em pratos e bebidas.

Chocolate -- Sim, ele mesmo. Todo mundo sabe que essa delícia é gorduroso. Só que a gordura do cacau, chamada ácido esteárico, ganha nova roupagem no fígado, transformando-se em ácido oléico -- um tipo benéfico também presente no azeite de oliva. E mais: o consumo de 20 gramas diárias (um tablete pequeno ou um bombom) aumenta em até 20% a quantidade de antioxidantes no corpo. Esses últimos evitam que o mau colesterol se deposite nas paredes dos vasos. Mas atenção: só vale o chocolate amargo, já que a gordura saturada presente no leite atrapalha os benefícios daquela que está no cacau.

Óleos vegetais -- São ricos em gordurinhas do bem. Presentes nos óleos de oliva ou canola, na azeitona, e ainda no abacate e nas oleaginosas (nozes, castanhas e amêndoas), as gorduras monoinsaturadas são mestras em reduzir o colesterol total sem abaixar as taxas de HDL, o benfazejo. Para aproveitar melhor o azeite, prefira o extravirgem, que tem também componentes antioxidantes. As gorduras poliinsaturadas -- aquelas dos festejados ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 -- também surtem o mesmo efeito. Além dos óleos vegetais, elas estão em nozes e sementes de linhaça, e ainda nos peixes de águas frias, como o salmão, o atum, a sardinha e o bacalhau.

Soja -- Esse pequeno grão é uma verdadeira farmácia, cheia de compostos benéficos. As isoflavonas evitam a formação das placas de gordura no sangue. Os fitosteróis competem com o colesterol, fazendo com que seja eliminado do organismo. E ainda tem as fibras solúveis, que reduzem os níveis de LDL. Por tudo isso, o FDA -- órgão que fiscaliza alimentos e remédios nos Estados Unidos -- recomenda o consumo diário de 25 gramas de proteína de soja (o equivalente a 100 gramas de soja cozida, um copo de leite de soja ou meia xícara de tofu). De acordo com uma pesquisa conduzida na Universidade Federal de São Paulo, esse hábito pode nocautear de 3,5% a 6,4% do LDL e levantar a taxa do HDL em até 10%.

Fibras solúveis -- Presentes em várias frutas (maçã, laranja e goiaba) e leguminosas (feijão, grão-de-bico e lentilha), essas substâncias comprovadamente detonam as taxas de colesterol. Uma teoria sugere que elas absorvem ácidos biliares no intestino, essenciais para que a molécula gordurosa penetre nas paredes do órgão. Mais tarde -- adivinhe -- ela será eliminada. A alcachofra também é rica em inulina, uma fibra solúvel que ajuda o fígado a ficar em forma, evitando, assim, que o LDL fuja dos parâmetros normais.

Aveia -- Outra super-heroína contra o colesterol. Em 2004, o primeiro estudo brasileiro sobre os benefícios da aveia, feito na Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp, demonstrou uma queda de até 15% dos níveis da gordura no sangue em 126 voluntários que consumiram diariamente 100 gramas de flocos de aveia.
Amaranto -- Um grão andino riquíssimo em proteínas, cálcio e zinco que, segundo estudos da Universidade de São Paulo, derruba as taxas de colesterol.
Vinho -- Os flavonoides da casca da uva já se tornaram sinônimo de vasos e artérias saudáveis, graças à sua poderosa ação antioxidante, que ajuda a evitar a formação de placas. Um cálice por dia é a medida certa -- lembrando que o álcool não é muito recomendável para diabéticos, hipertensos e quem tem altos níveis de triglicérides. Nesses casos, um bom copo de suco de uva já faz as vezes do vinho.

Alho -- Sua força anticolesterol está nos compostos sulfurosos que, infelizmente, não resistem ao calor da panela. Ou seja, quem quiser se beneficiar terá que comer um dente grande de alho cru por dia! A alternativa a essa terapia malcheirosa é engolir a mesma porção em forma de cápsula.

SAÚDE ABRIL

domingo, 23 de setembro de 2012

Causas comuns da pele seca ou ressecada

Se você tem pele seca ou ressecada, um dos primeiros pontos a serem analisados é o sabonete que você está usando. "Todos os sabonetes têm como ação desengordurar a pele, até mesmo os sabonetes neutros, e ressecam a pele na medida em que retiram a camada de gordura que tem função protetora e participa na hidratação da pele", afirma a dermatologista Ana Maria Pinheiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. "O ideal para quem tem a pele muito seca é usar sabonete apenas nas axilas, nádegas e área genital."


Mas, se você não abre mão de usar sabonete no corpo inteiro, opte pelo sabonete líquido, que tende a ser mais delicado e com pH mais equilibrado, ou sabonetes que contenham no rótulo a palavra 'hidratante'. "Esses sabonetes possuem baixíssima concentração de detergente, têm baixo custo e são fáceis de encontrar", aconselha a dermatologista Fernanda Casagrande, de Farroupilha (RS).

Outra alternativa é o sabonete para peles sensíveis. "Ele possui hidratante em vez de desengordurante na fórmula", completa o dermatologista Erasmo Tokarski, do Distrito Federal.

Mau uso do hidratante

Não basta usar hidratante: ele deve ser aplicado da maneira mais eficiente se o objetivo for se livrar da pele seca. A dica da dermatologista Fernanda é usá-lo logo após o banho. "Temos uma camada na pele chamada barreira transepidermal, composta por queratinoides, que ficam mais móveis e maleáveis depois do banho, fazendo com que o hidratante penetre melhor", explica. Segundo Ana Maria, o produto deve ser aplicado nos três primeiros minutos após o banho.

Banhos muito quentes e prolongados

A má notícia para os fãs de longos banhos quentes é que, sim, este hábito contribui - e muito! - para a pele seca e ressecada. "Banhos quentes, com temperaturas acima de 36ºC/37ºC, facilitam a remoção da camada de gordura da pele, principalmente associado ao uso de sabonetes. A temperatura ideal é a temperatura da nossa pele, 35ºC", afirma Ana Maria Pinheiro.

Umidade do ar

As condições climáticas influenciam muito o estado da pele. Quando o tempo estiver seco, os especialistas indicam banhos mais curtos e menos quentes, pouco uso do sabonete e investimento pesado em hidratação logo após o banho. Também vale contar com a ajuda de um umidificador de ar.

Roupas que causam alergia

Sabe aquele suéter que você adora, mas dá uma coceira danada? Ele pode ser a causa de sua pele seca. "Roupas que possuem tecido sintético, onde o suor permanece na pele e não é absorvido pelo tecido, podem fazer com que a pele perca a barreira de proteção mais superficial e tenha maior propensão a alergias", conta Fernanda Casagrande. "A pele fica mais sensível, vermelha e extremamente seca."
O melhor é optar por tecidos com maior capacidade de absorção do suor, que são os naturais e o chamado Dry Fit.

Doenças que afetam a pele

Diabetes, hipotireoidismo, má nutrição e psoríase podem prejudicar a saúde da pele. O primeiro passo é tratar e controlar o problema. "No caso do hipotireoidismo, mesmo quando controlado, a pele pode permanecer alterada e extremamente ressecada, sendo preciso optar por hidratantes com alto poder de emoliência, como aqueles com ureia e lactato de amônia", ensina Fernanda Casagrande.

Já no caso da psoríase, não adianta só hidratar a pele. "A causa da descamação e ressecamento excessivo está relacionada a alterações imunológicas da pele, sendo preciso tratá-la com produtos específicos para este tipo de dermatose e, em alguns casos, com medicação via oral", afirma a dermatologista.

Efeito colateral de medicamentos

Existem medicações que ressecam a pele, como as estatinas, usadas no controle do colesterol. "Mas esse efeito colateral não costuma ser frequente", garante Ana Maria. Os diuréticos, usados no tratamento da hipertensão também contribuem para diminuição da oleosidade da pele. A solução é investir em um bom creme hidratante.
No caso do uso de retinoides - como a isotretinoína, usada para o tratamento da acne por ressecamento da pele por atrofiar as glândulas sebáceas -, é preciso ter cuidado. "O uso deve ser avaliado pelo dermatologista, pois pode até piorar a acne", alerta Fernanda.

Ana Paula de Araujo

Brócolis, abacaxi e laranja são apenas alguns dos alimentos que ajudam na desintoxicação do organismo

O fígado é um órgão que efetua diversas funções diferentes, todas ligadas ao bom funcionamento das atividades metabólicas. Age em diversos processos do organismo, destruindo, processando e reconstruindo elementos. Ele também bloqueia substâncias que podem fazer mal ao organismo, pois possui uma ação antitóxica extremamente importante e tem papel vital no transporte de nutrientes, essencial ao equilíbrio do organismo.


Não é força de expressão dizermos que o funcionamento inadequado do fígado - causado por hábitos de vida nocivos - influencia a saúde e a aparência. Se a sua alimentação não é das mais equilibradas, vale a pena repensar o que anda compondo seu prato. Uma alimentação desbalanceada e inadequada - repleta de alimentos gordurosos, conservantes, agrotóxicos, refinados (farinha branca e açúcar) e bebidas alcóolicas - sobrecarrega o órgão responsável por efetuar a limpeza do nosso organismo. Ele acaba sofrendo com as consequências de diversas doenças e tornando-se deficiente em uma de suas funções, o de detoxificar o organismo. A detoxificação é qualquer processo de eliminação de substâncias tóxicas do organismo.

Uma pesquisa feita em parceria entre a Universidade de São Paulo e a Universidade de Campinas constatou que as mulheres brasileiras andam comendo muito mal e que os efeitos a longo prazo podem ser devastadoras para a saúde e para a qualidade de vida. O exagero no consumo de gorduras e açúcares torna o organismo vulnerável a doenças oportunistas, como o diabetes e a obesidade.

Além disso, o consumo excessivo de calorias - que leva ao ganho de peso e ao aumento da circunferência abdominal - gera um quadro chamado de esteatose hepática, que nada mais é que excesso de gordura no fígado. A consequência pode ser a inflamação do fígado (hepatite gordurosa), que pode culminar em cirrose hepática. A incidência da associação dessas doenças triplicou nos últimos anos.

"Uma alimentação desbalanceada e inadequada sobrecarrega o órgão responsável por efetuar a limpeza do nosso organismo"

Alguns sintomas podem estar relacionados ao mau funcionamento do fígado. Fique atento a:
- Boca amarga;

- Fadiga;

- Má digestão;

- Olhos amarelados.
Outros sintomas podem passar despercebidos, pois o fígado é um órgão que só dá sinais de que algo não vai bem quando a agressão e a repetição dos hábitos nocivos são extremas.

Controle no prato
Para a nossa sorte, não é preciso transformar o prazer de comer em tortura para se nutrir de maneira adequada. Em geral basta incluir em sua alimentação diária as seguintes combinações:
- Três a quatro porções de frutas e vegetais;

- Uma porção de leguminosas;

- Uma a duas porções de proteína magra;

- Quatro a cinco porções de carboidratos integrais, de preferência;

- Uma porção de gordura saudável.

Alimentos detoxificantes

Alguns alimentos têm um efeito claramente purificante em certos órgãos, especialmente no fígado, rins e trato digestório - que processam toda a comida que ingerimos. Quando esses órgãos operam de forma eficiente, a digestão e a maneira que o nosso organismo utiliza os nutrientes melhoram.

O resultado aparece na balança, na aparência e especialmente na sensação de bem-estar. Uma ótima maneira de estipular um plano de perda de peso é incluindo esses alimentos em sua alimentação diária, eles detoxificam e melhoram a digestão. Alguns exemplos são: abacaxi, kiwi, uva, pêssego, maçã, damasco, melão, pera, manga, mamão, ameixa preta, cereja, frutas vermelhas, laranja, limão, grapefruit, batata doce, cebola, alho-poró, alho, cenoura, beterraba, pepino, abobrinha, brócolis, alcachofra, aspargo, endívia, espinafre, agrião, couve-lombarda, azedinha, aipo, alga marinha, psilio, lentilhas, alfafa, semente de girassol, ostras, camarão, fígado, ovos, água, gengibre, entre outras.

Bebês prematuros precisam de cuidados especiais

Fique de olho no peso e na alimentação


Como a criança só pode sair do hospital após chegar a 1,9 kg, o peso costuma ser uma grande preocupação dos pais de bebê prematuro. "Ele é um dos pré-requisitos para o início da amamentação direto no peito, o começo da vacinação e o recebimento de alta da maternidade", afirma o pediatra Jorge Huberman, do Hospital Albert Einstein. Para que o bebê possa se alimentar e crescer com saúde, o leite materno é um grande aliado. "O bombeamento de leite não só serve para alimentar a criança, como impede que ele seque e se esgote no futuro", reforça.
Proteja o organismo do pequeno contra doenças

Quanto mais prematuro o nascimento, menos o sistema imunológico do bebê se desenvolve e menor é a quantidade de anticorpos que ele recebe. "Medidas simples como restringir o número de visitas de parentes no hospital e garantir que o bebê esteja bem agasalhado (já que seu corpo tem temperatura mais baixa que a de outras crianças) também ajudam a preservar a saúde dele", aconselha Jorge Huberman.
Na hora de dormir, preste atenção na melhor posição

O senso comum leva a crer que a melhor posição para deitar o bebê era de lado, para evitar o risco de morte com o refluxo. A partir de 2009, campanha do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Unicef revelou que colocar o filho de barriga para cima diminui em 70% o risco de morte súbita. "Com um sistema respiratório imaturo, é comum que estes bebês sofram do mal", explica o pediatra Sylvio Barros, da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Minha Vida

Evitar pensamentos negativos pode aumentar, e muito, a sua qualidade de vida

Vocês já pararam para observar o quanto os pensamentos negativos apenas alimentam seu mau humor, fazendo com que seu dia se torne mais pesado e cheio de pequenos incidentes desagradáveis? Quantas vezes ao acordar pela manhã e bater o dedo na beira da cama já não saiu esbravejando e dizendo que o dia começou ruim?


Isso porque muitas vezes vivemos rodeados de pessoas e ou situações que nos levam a ver somente o lado ruim das situações, e acabamos interiorizando esse comportamento crítico e queixoso em nossa vida.

Outro exemplo é que algumas pessoas já cresceram ouvindo os pais reclamarem de tudo, sempre insatisfeitos com o que têm em casa ou no trabalho e, por mais que isso possa incomodar, nos acostumamos a ver esse mundo ingrato que tanto nos foi descrito. Quando menos esperamos alguém ao nosso lado nos aponta isso. Ao nos dar conta desse comportamento, ficamos a pensar o que fazer para mudar esse jeito de ser mal humorado.

Porque é tão complicado entender que viver é um grande aprendizado e que, nesse contexto, precisamos alongar nosso olhar em busca de outros significados para não carregarmos o peso de uma vida difícil todos os dias? Isso acontece porque nos acostumamos a colocar muita tralha em nossas cabeças e, desta forma, vamos nos alimentando somente de pensamentos ruins que, refletem não somente em nós mesmos, mas no nosso corpo e na nossa relação com as pessoas ao nosso redor.

"Felicidade é um conjunto consciente de situações que no todo nos trazem contentamento"

Pensamentos ruins geram doenças como depressão, ansiedade, mau humor crônico, entre outras doenças do estomago, coração, dores de cabeça, musculares. Isso porque o corpo não suporta tantas situações incompreendidas e mal digeridas, causando um mal estar constante na nossa vida.

É importante aprendermos a diferenciar a real felicidade das pequenas situações que nos fazem felizes no nosso dia a dia. Felicidade é um conjunto consciente de situações que no todo nos trazem contentamento. Uma avaliação objetiva e afetiva que fazemos de nossa própria vida, incluindo as experiências emocionais que nos são agradáveis com baixo nível de humores negativos e alta satisfação em relação à vida.

Esse processo é muito interessante, pois começamos a dar outro sentido à vida, muito maior do que aprendemos sobre ser feliz. Incluímos uma série de novos comportamentos que nos levam a uma satisfação imediata, pois quem não gosta de um bom dia com um belo sorriso no rosto, ou um momento de atenção quando se quer ser ouvido, ou mesmo um breve aperto de mão?

Todas as nossas ações contribuem diretamente para o bem estar próprio e do outro, desencadeando uma cadeia de bem estar constante. A saúde mental está ligada diretamente ao nosso corpo, nosso cérebro registra todos os nossos pensamentos como reais, e passa a agir de acordo com eles.

O que a ciência diz

A neurociência vem estudando os efeitos da positividade e identificou o quanto os nossos comportamentos são geradores de mudanças cerebrais importantes, como vemos em alguns casos de pessoas que passaram por situações traumáticas físicas e mentais se recuperaram.

Se você se identificou com o texto, é importante avaliar a forma que tem se relacionado consigo mesmo e com as pessoas ao redor. Procure manter uma atitude positiva, promovendo o que, segundo a psicologia positiva, é o caminho adequado para mudar comportamentos.


Luciana Kotaka