quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Chave para manter o otimismo é acreditar que o momento ruim é passageiro

Crenças são pilares de sustentação da nossa personalidade. Elas guiam nossas decisões e comportamentos em todas as áreas da nossa vida, determinando o que nos parece bom, mau, possível ou impossível.

Desde que nascemos vamos colecionando construções mentais baseadas no que aprendemos com nossos pais, parentes, amigos, professores, colegas e até mesmo com a televisão, com livros, com jornais e com revistas. Esse conhecimento tem grande potencial para percorrer toda a vida da pessoa. Um bom exemplo é como nos ligamos fortemente à determinada religião, posição social ou esportiva, que aprendemos quando crianças.

Na infância, a criança está "aberta" e curiosa para descobrir o mundo e pode ser altamente influenciada pelos outros. Desta forma, os rótulos com os quais ela se identifica (sou bonito, sou inteligente) ou com os quais identifica as outras pessoas (ela é chata, eles são malvados) são formados. Se essa criança não encontra contra-exemplos pelo caminho, esses rótulos se tornam crenças e profecias autorrealizadoras.

Quanto mais atenção for dada a esses defeitos que acreditamos ter, mais reforçamos isso dentro de nós.Uma arma tão poderosa pode ser usada de forma positiva ou negativa. Existem crenças que proporcionam resultados positivos, como as suposições de Programação Neurolinguística: "temos todos os recursos de que precisamos' ou "se alguém foi capaz de aprender determinada coisa, eu também sou".

Outras são benéficas dependendo do contexto. Ser paciente, por exemplo, pode não ser legal quando a situação demanda um pouco de proatividade. Existem outras, entretanto, que atrapalham muito mais do que ajudam, como "eu não faço nada direito", "sou incompetente", "não sei lidar com dinheiro", "não consigo emagrecer", "só atraio as pessoas erradas"... Isso lhe soa familiar?

Quanto mais atenção for dada a esses defeitos que acreditamos ter, mais reforçamos isso dentro de nós. Principalmente quando apontamos nossos defeitos na primeira pessoa, ou seja, "Eu sou...". Nesta condição, estamos direcionando os pensamentos em nível de identidade e, assim, estamos nos rotulando definitivamente, tornando mais difícil transformar essa situação.

Rotular-se como fracassado pode levar ao fracasso para todas as áreas da vida, tanto profissional quanto social e afetiva.Ao mudar o nível para comportamental, para "Eu estou...", entretanto, fazemos ligações mentais em termos passageiros. A expressão dá a entender que esta condição é para este momento e deve passar ou mudar em breve.

O maior risco de se passar anos e anos reforçando esses padrões é o fato de que fica cada vez mais difícil deixar de acreditar neles. Neste caso a pessoa acaba encontrando defeitos mesmo quando não existem provas concretas que sustentem tal crença, criando-se assim evidências menos objetivas. Rotular-se como fracassado pode levar ao fracasso para todas as áreas da vida, tanto profissional quanto social e afetiva.

O jeito mais fácil de enfraquecer uma crença negativa é desafiá-la, encontrando contra-exemplos que mostrem a realidade. Um exemplo é imaginar: como posso ser um fracasso se já fui bem-sucedido antes? No máximo eu estou fracassando, o que não indica que vá fracassar de novo.

Isso acaba por diminuir a crença e recriar um novo significado para padrões mais positivos e produtivos.

Outra forma muito eficaz de mudar esses paradigmas seria encontrar pessoas que corroborem com pensamentos e comportamentos mais produtivos. O velho adágio de "diga com quem anda e direi quem é' funciona muito bem neste sentido. Procure conviver com pessoas que alimentem viver a vida que você deseja e não o contrário.

É importante focar no positivo e tratar a nós mesmos com um pouco mais de carinho. Assim, encontraremos o que há de mais belo na vida: viver.

Sociedade Brasileira de PNL .

Damares-Um novo vencedor com legenda.


Limpeza de pele varre cravos, espinhas e impurezas

Cravos, espinhas e os famosos miliuns (bolinhas de sebo sob a pele) fazem você estremecer em frente ao espelho? Eles são resultados de impurezas produzidas pelas glândulas sebáceas e que a derme não conseguiu expelir. Para conseguir se livrar deles, só com uma boa faxina no rosto, recuperando o brilho e a viscosidade.
Mas nem todo mundo precisa se submeter a essa varredura completa. "Muitos tipos de pele conseguem se limpar naturalmente. A exceção normalmente fica por conta da pele oleosa que, em geral, não se satisfaz apenas com tônicos e sabonetes", explica Mônica Fiszbaum, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

A freqüência da operação limpeza também depende dos tipos de pele.

Quem tem espinhas, precisa do tratamento uma vez por mês. Se sua pele é muito oleosa, a visita pode ser trimestral desde que os cuidados domésticos façam parte do seu dia-a-dia. Peles normais pedem limpezas com o mesmo intervalo ou até com um espaço maior. Para isso, basta manter em casa um kit com alguns produtos que ajudem a manter a aparência higienizada: um bom tônico, loção demaquilante (no caso das mulheres), creme ou gel de hidratação e, para os mais empenhados, alguma fórmula esfoliante.

Na clínica ou em casa, atenção
Em casa, a remoção das impurezas faciais exige cuidados redobrados. Uma apertadinha a mais pode até provocar cicatrizes no rosto. "Recomendo espremer apenas lesões superficiais, fáceis de se retirar" , aconselha Mônica.

O ideal é lavar o rosto embaixo de água bem quente, de preferência no chuveiro, para o vapor ajudar a abrir os poros. Depois, molhe um algodão com água aquecida e deixe repousar por um tempo sobre o cravo ou a espinha. Aperte com os dedos ao redor dos pontinhos fazendo pressão para baixo. Se estiver difícil para sair, não insista.

Já na esteticista, a limpeza de pele dura entre 50 e 60 minutos e pode ter até oito passos. Confira a seguir o que acontece em cada um deles.

1. Higienização
É a primeira fase da limpeza, feita com loções e demaquilantes para retirar impurezas superficiais ou maquiagem. São usados produtos na forma de musse, emulsão, creme ou gel.

2. Esfoliação
Realizada com cosméticos cheios de grânulos, remove as células mortas e afina a parte mais superficial da pele

3. Desincrustação
Alguns dermatologistas fazem uma máscara para amolecer a camada superficial da pele e favorecer a retirada de cravos, espinhas e miliuns.

4. Vapor
O rosto fica sob vapores de ozônio para abrir os poros. O gás também tem efeito bactericida e ajuda a preparar a região para as extrações.

5. Extração
É a caça ao inimigo. Pode ser feita manualmente ou com um aparelho de sucção, sem a necessidade de espremer com as mãos. Os cravos brancos e miliuns são retirados com uma microagulha esterilizada, por serem mais profundos.

6. Máscara calmante
Por 10 minutos, o rosto recebe uma máscara que irá recuperá-lo de tantas apertadinhas. Existem produtos específicos pada tipo de pele, hidratando ou controlando a oleosidade.

7. Aparelho de LED
Esse estágio só aparece em procedimentosmais agressivos. O aparelho tem propriedades cicatrizante e antiinflamatória, deixando o rosto bem menos marcado e sem a vermelhidão característica de uma limpeza mais rigorosa.

8. Máscara final
Feita à base de cremes ou, nas peles oleosas, com gel. Há muitas variações, escolhidas de acordo com a necessidade da pele após o tratamento. Há a hidratante, a clareadora de manchas ou sardas, a calmante, a purificante e a que oxigena boa para peles sem vitalidade. "O paciente vai para casa com a máscara e deve permanecer com ela durante três horas. Depois disso, é só lavar o rosto com água" , explica a dermatologista.

Antes de entrar na faxina
A dermatologista Mônica Fiszbaum conta que algumas dúvidas já se tornaram cativas no consultório e continuam em pauta entre homens e mulheres que procuram orientação profissional antes de entregar o rosto para ser renovado. A seguir, ela responde todas elas para você.

Todo mundo deve fazer limpeza de pele?
Não. Pacientes com a pele cheia de espinhas amareladas devem evitar o procedimento. Nessa situação, a infecção pode se disseminar e o tratamento, em vez de ajudar, vai comprometer a saúde cutânea. Nessas situações, o melhor é fazer um tratamento com o dermatologista, esperar as espinhas sumirem e, aí sim, incluir a limpeza na rotina.

Posso fazer limpeza quado estiver bronzeada?
Não é recomendado. Após a exposição prolongada ao sol, a melanina (substância responsável pelo escurecimento da pele) está em plena atividade. Portanto, o contato com alguma substância mais agressiva pode provocar o aparecimento de manchas que vão ficar ainda mais evidentes quando o bronzeado sumir.

Depois de fazer a limpeza, é permitido tomar sol?
Nem pense nisso. Saindo da clínica, fique 48 horas sem se expor ao sol. Além disso, aplique filtro solar com fator 15, no mínimo. Cosméticos que tenham ácidos na composição também estão proibidos nesse período a pele está sensível demais e eles prodem causar manchas. A mesma recomendação vale para o cremes oleosos, que podem entupir os poros.

Grávidas podem fazer limpeza de pele?
A não ser que a futura mamãe já tenha o hábito incluído no cotidiano, melhor evitar. Mas explicação para isso tem fundo emocional: os médicos preferem proteger a paciente de qualquer tratamento que possa causar dores ou estresse.

Cravos: é possível prevenir!
Evitar os pontinhos pretos que insistem em marcar seu rosto é praticamente impossível, afinal não dá para frear a oleosidade natural da pele e, menos ainda, encapar o rosto e protegê-lo da poluição os dois fatores que desencadeiam o surgimentos dos cravos.

Mas não é por isso que você precisa passar o tempo todo com o rosto pintado. Alguns cuidados caseiros são suficientes para remover os pontos ainda que, a longo prazo, não substituam uma limpeza de pele.

Tônicos e produtos adstringentes oferecem ótimos resultados, assim como sabonetes de ação profunda. Só tome cuidado para não usar produtos inadequados para o seu tipo de pele. Eles podem ressecar demais o rosto, levando o organismo a produzir ainda mais sebo e, conseqüentemente, favorecendo o aparecimento dos cravos e até de espinhas. No caso das mulheres, dormir maquiada também é fatal: os cosméticos entopem os poros, e o rosto rapidamente enche-se de pontos pretos.


MINHA VIDA

sábado, 27 de agosto de 2011

Conchiglione de Bacalhau

Ingredientes


Recheio
125 ml de água fervente (½ xícara de chá)
200 g de batata cortada em cubos pequenos (1 xícara de chá)
2 dentes de alho descascado
1 colher (sopa) de azeite
½ cebola picadinha (½ xícara de chá)
1 colher (chá) de alho picadinho
250 g de bacalhau dessalgado, cozido e desfiado (2 xícaras de chá)
100 g de champignons picadinho (½ xícara de chá)
salsinha picadinha a gosto
pimenta do reino e sal a gosto



Molho
2 colheres (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de alho picado
410 g de requeijão cremoso
½ litro de creme de leite fresco
250 g de conchiglione cozido "al dente"
queijo parmesão ralado a gosto



modo de preparo
Recheio
1°- Numa panela com 125 ml de água (½ xícara de chá) fervente coloque 200 g de batata cortada em cubos pequenos, 2 dentes de alho descascado e leve ao fogo baixo para cozinhar com a panela tampada. Retire do fogo, transfira a mistura para o liquidificador e bata bem até formar um creme grosso e homogêneo. Reserve.

2°- Coloque numa frigideira 1 colher (sopa) de azeite e refogue ½ cebola picadinha e 1 colher (chá) de alho picadinho. Adicione 250 g de bacalhau dessalgado, cozido e desfiado, 100 g de champignons picadinho e refogue rapidamente. Acrescente o creme de batata (reservado acima), salsinha picadinha a gosto, pimenta do reino e sal a gosto misture e deixe no fogo por mais 1 minuto para encorpar. Retire do fogo, deixe esfriar e reserve.

Molho
3°- Numa panela, em fogo baixo, coloque 2 colheres (sopa) de azeite e doure bem 1 colher (sopa) de alho picado. Adicione 410 g de requeijão cremoso e ½ litro de creme de leite fresco, misture bem e deixe ferver. Retire do fogo.

Montagem
4°- Pegue cada conchiglione cozido "al dente" e coloque uma porção de recheio de bacalhau (reservado acima).

5°- Numa assadeira retangular (35 cm X 22 cm) coloque uma camada de molho de queijo (feito acima), os conchigliones recheados, cubra com o molho de queijo, salpique queijo parmesão ralado a gosto e leve ao forno médio pré-aquecido a 200°C para gratinar. Retire do forno e sirva em seguida.

ANA MARIA

Recados Para Orkut

Você comprou um vestido lindo para estrear no fim de semana e aquela sua amiga do trabalho adorou o modelito. Para a sua surpresa, no dia do evento, um pouco antes de sair de casa, você esbarra no portão e rasga a peça exclusiva que iria arrasar na noitada. Azar? Que nada, você foi vítima de mau-olhado!

Urucubaca, ziquizira, olho gordo, ou simplesmente inveja. Este sentimento assola a vida de qualquer mortal. Inveja do corte do cabelo, do namorado rico e bonitão, da promoção no emprego ou do carro novo. Seja qual for o motivo, toda mulher já foi cobiçada e sabe que a danada é capaz de acabar com o humor do dia.

Presente desde os primórdios da humanidade, como na história de Caim e Abel, a inveja é um dos mais perigosos dos sete pecados capitais. "É o pior sentimento do comportamento humano. Ela é vil e causa uma série de más conseqüências não só para quem sente, mas também para quem é vítima da cobiça", diz o especialista em relacionamentos Alexandre Bez.

Origem do mal

A faixa etária de um invejoso em potencial está entre os 16 e os 35 anos, já que é durante essa fase que a pessoa molda a sua personalidade, deixando de lado a inocência infantil. O sentimento é desenvolvido até os sete anos de idade, moldando a personalidade da pessoa e se solidifica no caráter até o fim da vida. Fatores como o temperamento, convívio social e até genética podem interferir na manifestação da cobiça. "Se o pai ou a mãe tem um temperamento invejoso, a criança pode nascer com uma tendência a desejar o que é do outro", avisa o psicólogo.

Tipos de veneno

A cobiça pode ser consciente, quando a pessoa sabe que é invejosa e pratica atos premeditados, arquitetando planos com o objetivo de prejudicar o outro. A inconsciente ocorre quando as atitudes tomadas não são planejadas, sendo o objeto de desejo o alvo de uma admiração exagerada, fazendo que alguém queira para si o que é de mérito alheio.

Segundo a psicóloga Maura de Albanesi, a inveja pode ter seu lado bom, desencadeando um processo de superação. "Ela tem início em um sentimento de admiração, que pode ser um estímulo para que a pessoa trabalhe suas potencialidades, a fim de conquistar o sucesso adquirido pelo outro."

Entretanto, para Alexandre Bez, não existe inveja positiva. "A admiração e a imitação são diferentes da inveja. Quando o invejoso admira alguém ele sente raiva de não possuir aquilo. Ele é uma pessoa fria, um vampiro emocional que suga as suas energias e deixa um clima pesado no ar".

Quando a máscara cai

Segundo Bez, é impossível separar a inveja da falsidade. Por isso é preciso prestar atenção no comportamento dos colegas que integram o seu círculo social. "O falso amigo pode estar em qualquer lugar e se aproximar de determinada pessoa por ela possuir algo que lhe desperte desejo, como um objeto de valor, um imóvel, um bom emprego ou até mesmo a pessoa com quem você se relaciona".

Para não ser enganada por um invejoso, vale a pena ficar de olho nas atitudes e nos rastros deixados por ele. Geralmente, pessoas invejosas não fixam contato visual muito tempo e desviam o olhar para baixo, ou para os lados. Outra técnica é reparar se o amigo se aproximou depois que você comprou algo, como um carro, por exemplo. Também é interessante observar uma pessoa quando você compartilha momentos de vitória com ela. Discreto, o invejoso acompanha o elogio com um sorriso de quem não gostou, ou com um comentário que duvida da sua capacidade nesse novo patamar

Homens e mulheres

Existem algumas diferenças básicas de invejas para cada sexo. O homem geralmente tem inveja do carro, do status e da posição social alheia, cobiçando um automóvel, uma mulher ou um cargo na empresa. Já a mulher está mais ligada à aparência pessoal, invejando o vestido, o corte de cabelo, o corpo ou o namorado por você ser amada é ela frustada. "Mulheres invejosas armam planos , incentivam a traição e fazem de tudo para acabar com o relacionamento", explica o especialista.

Segundo a psicoterapeuta Cecília Zylberstajn, os homens admitem e falam mais abertamente com os amigos daquilo que admiram no outro. Na relação entre mulheres este sentimento é mais velado.

Proteja-se

Como o falso amigo é um inimigo secreto, é sempre importante prestar atenção a alguns comportamentos. Confira as dicas do Alexandre Bez e aprenda a desmascarar o invejoso antes de ser vítima de seu veneno.

O invejoso

• Tem um comportamento obsessivo-compulsivo e deseja controlar a sua vida, querendo saber onde e com quem você pratica suas atividades, além de procurar acompanhá-lo sempre que possível. Não confunda estes sinais com a prestimosidade sincera de um amigo.

É agressivo e desconta suas frustrações nas pessoas.

• É fofoqueiro e mentiroso. Já que não se sente capaz de conseguir o sucesso alcançado pelo outro, ele tenta difamar a imagem da vítima de sua inveja.

• É desconfiado. Ele tem uma desestrutura de ego é tão grande que sempre vai achar que o que você conta é mentira ou que está querendo levar vantagem às custas dele.

Tem complexo de inferioridade e auto-estima baixa. Precisa de elogios constantes para se sentir tão capaz quanto os outros.

Nathalya Buracoff

TRANSTORNO BIPOLAR DO HUMOR PSICOSE MANÍACO-DEPRESSIVA

O que é a doença bipolar do humor:


O Transtorno Bipolar do Humor, antigamente denominado de psicose maníaco-depressiva, é caracterizado por oscilações ou mudanças cíclicas de humor. Estas mudanças vão desde oscilações normais, como nos estados de alegria e tristeza, até mudanças patológicas acentuadas e diferentes do normal, como episódios de MANIA, HIPOMANIA, DEPRESSÃO e MISTOS. É uma doença de grande impacto na vida do paciente, de sua família e sociedade, causando prejuízos freqüentemente irreparáveis em vários setores da vida do indivíduo, como nas finanças, saúde, reputação, além do sofrimento psicológico. É relativamente comum, acometendo aproximadamente 8 a cada 100 indivíduos, manifestando-se igualmente em mulheres e homens.
O que causa a doença bipolar do humor:

A base da causa para a doença bipolar do humor não é inteiramente conhecida, assim como não o é para os demais distúrbios do humor. Sabe-se que os fatores biológicos (relativos a neurotransmissores cerebrais), genéticos, sociais e psicológicos somam-se no desencadeamento da doença. Em geral, os fatores genéticos e biológicos podem determinar como o indivíduo reage aos estressores psicológicos e sociais, mantendo a normalidade ou desencadeando doença. O transtorno bipolar do humor tem uma importante característica genética, de modo que a tendência familiar à doença pode ser observada.

Como se manifesta a doença bipolar do humor:


Pode iniciar na infância, geralmente com sintomas como irritabilidade intensa, impulsividade e aparentes “tempestades afetivas”. Um terço dos indivíduos manifestará a doença na adolescência e quase dois terços, até os 19 anos de idade, com muitos casos de mulheres podendo ter início entre os 45 e 50 anos. Raramente começa acima dos 50 anos, e quando isso acontece, é importante investigar outras causas.

A MANIA (eufórica) é caracterizada por:

Humor excessivamente animado, exaltado, eufórico, alegria exagerada e duradoura;
Extrema irritabilidade, impaciência ou “pavio muito curto”;
Agitação, inquietação física e mental;
Aumento de energia, da atividade, começando muitas coisas ao mesmo tempo sem conseguir terminá-las
Otimismo e confiança exageradas;
Pouca capacidade de julgamento, incapacidade de discernir;
Crenças irreais sobre as próprias capacidades ou poderes, acreditando possuir muitos dons ou poderes especiais;
Idéias grandiosas;
Pensamentos acelerados, fala muito rápida, pulando de uma idéia para outra,tagarelice;
Facilidade em se distrair, incapacidade de se concentrar;
Comportamento inadequado, provocador, intrometido, agressivo ou de risco;
Gastos excessivos;
Desinibição, aumento do contato social, expansividade;
Aumento do impulso sexual;
Agressividade física e/ou verbal;
Insônia e pouca necessidade de sono;
Uso de drogas, em especial cocaína, álcool e soníferos.

* Três ou mais sintomas aqui relacionados devem estar presentes por, no mínimo, uma semana;
* A hipomania é um estado de euforia mais leve que não compromete tanto a capacidade de funcionamento do paciente. Geralmente, passa despercebida por ser confundida com estados normais de alegria e devem durar no mínimo dois dias.

A DEPRESSÃO, que pode ser de intensidade leve, moderada ou grave, é caracterizada por:

Humor melancólico, depressivo;
Perda de interesse ou prazer em atividades habitualmente interessantes;
Sentimentos de tristeza, vazio, ou aparência chorosa/melancólica;
Inquietação ou irritabilidade;
Perda ou aumento de apetite/peso, mesmo sem estar de dieta;
Excesso de sono ou incapacidade de dormir;
Sentir-se ou estar agitado demais ou excessivamente devagar (lentidão);
Fadiga ou perda de energia;
Sentimentos de falta de esperança, culpa excessiva ou pessimismo;
Dificuldade de concentração, de se lembrar das coisas ou de tomar decisões;
Pensamentos de morte ou suicídio, planejamento ou tentativas de suicídio;
Dores ou outros sintomas corporais persistentes, não provocados por doenças ou lesões físicas.

* estes sintomas manifestam-se na maior parte do tempo por, pelo menos, DUAS semanas.

O ESTADO MISTO é caracterizado por:

Sintomas depressivos e maníacos acentuados acontecendo simultaneamente;
A pessoa pode sentir-se deprimida pela manhã e progressivamente eufórica com o passar do dia, ou vice-versa;
Pode ainda apresentar-se agitada, acelerada e ao mesmo tempo queixar-se de angústia, desesperança e idéias de suicídio;
Os sintomas freqüentemente incluem agitação, insônia e alterações do apetite. Nos casos mais graves, podem haver sintomas psicóticos (alucinações e delírios) e pensamentos suicidas;

* os sintomas devem estar presentes a maior parte dos dias por, no mínimo, uma semana.

De que outras formas a doença bipolar do humor pode se manifestar:

Existem três outras formas através das quais a doença bipolar do humor pode se manifestar, além de episódios bem definidos de mania e depressão.
Uma primeira forma seria a hipomania, em que também ocorre estado de humor elevado e expansivo, eufórico, mas de forma mais suave. Um episódio hipomaníaco, ao contrário da mania, não é suficientemente grave para causar prejuízo no trabalho ou nas relações sociais, nem para exigir a hospitalização da pessoa.
Uma segunda forma de apresentação da doença bipolar do humor seria a ocorrência de episódios mistos, quando em um mesmo dia haveria a alternância entre depressão e mania. Em poucas horas a pessoa pode chorar, ficar triste, sentindo-se sem valor e sem esperança, e no momento seguinte estar eufórica, sentindo-se capaz de tudo, ou irritada, falante e agressiva.
A terceira forma da doença bipolar do humor seria aquela conhecida como transtorno ciclotímico, ou apenas ciclotimia, em que haveria uma alteração crônica e flutuante do humor, marcada por numerosos períodos com sintomas maníacos e numerosos períodos com sintomas depressivos, que se alternariam. Tais sintomas depressivos e maníacos não seriam suficientemente graves nem ocorreriam em quantidade suficiente para se ter certeza de se tratar de depressão e de mania, respectivamente. Seria, portanto, facilmente confundida com o jeito de ser da pessoa, marcada por instabilidade do humor.


Como se diagnostica a doença bipolar do humor:

O diagnóstico da doença bipolar do humor deve ser feito por um médico psiquiátrico baseado nos sintomas do paciente. Não há exames de imagem ou laboratoriais que auxiliem o diagnóstico. A dosagem de lítio no sangue só é feita para as pessoas que usam carbonato de lítio como tratamento medicamentoso, a fim de se acompanhar a resposta ao remédio.

Como se trata a doença bipolar do humor:


O tratamento, após o diagnóstico preciso, é medicamentoso, envolvendo uma classe de medicações chamada de estabilizadores do humor, da qual o carbonato de lítio é o mais estudado e o mais usado. A carbamazepina, a oxcarbazepina e o ácido valpróico também se mostram eficazes. Um acompanhamento psiquiátrico deve ser mantido por um longo período, sendo que algumas formas de psicoterapia podem colaborar para o tratamento.


ABC DA SAÚDE