segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Chá entre as refeições pode ser um santo remédio

Se há algo que todos deveríamos copiar dos ingleses é a famosa hora do chá. A bebida milenar traz inúmeros benefícios para a saúde, mas ainda é pouco consumida no Brasil.

Na verdade, as pessoas conhecem tão pouco sobre essa bebida que muitos nem imaginam que os chás derivam todos da mesma planta, a cammelia sinensis, e que o processo de oxidação acaba por diferenciar os tipos.

O procedimento é responsável pela mudança na cor das folhas, bem como seu sabor e a quantidade de antioxidantes presentes. O chá preto, por exemplo, é o que passa por mais alterações. Como consequência desse processo, há uma diminuição drástica do seu poder antioxidante.

O chá verde, que não passa pela etapa de oxidação das folhas, tem alta concentração de polifenóis e antioxidantes, é um aliado na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e infecções. Além, claro, de acelerar o metabolismo e facilitar a perda de peso.

O chá branco é o menos processado, logo é o que mantém melhor todas as propriedades benéficas da bebida, diz a nutricionista Daniela Jobst. O chá amarelo contém basicamente as mesmas características que o verde, com o atrativo de ser uma variedade mais saborosa.

Já o chá vermelho, conhecido como devorador de gorduras, também varia do verde, porém sofre um processo de fermentação mais demorado.

Rigorosamente falando, essas seriam as únicas bebidas que poderiam ser chamadas de chá. Mas hoje as misturas de água quente com folhas, flores e até frutas também são conhecidas por esse nome. Nesse grupo entram camomila, erva cidreira, erva-mate, boldo e etc.

Conheça os benefícios dos chás para saúde:
Chá de Camomila: bom antiinflamatório, age também contra perturbações estomacais e a insônia.
Chá de Cavalinha: diurético e antiinflamatório, combate o colesterol e é revitalizante.
Chá de erva cidreira: acalma, além de combater cólicas e aliviar desconforto acusado por gases.
Chá de hortelã ou menta: regula o funcionamento do intestino e evita irritações gástricas.
Chá de valeriana: calmante natural, é perfeito para tratar distúrbios do sono.
Chá de Malva: indicado contra tosse e doenças da laringe.
Chá de gengibre: acalma o aparelho digestivo e é energizante.

Independente das características de cada tipo, beber chá entre as refeições pode ser um santo remédio. A bebida ajuda na reposição hídrica, já que o corpo absorve a água quente mais rapidamente que a gelada, melhora a digestão, ajuda a prevenir prisão de ventre e até pedras nos rins. Desidratação e retenção líquida também podem ser combatidas com a ingestão da bebida. Mas atenção: nada de ir ao mercado popular e comprar folhas desconhecidas ou indicadas por leigos para preparar uma infusão. Alguns chás podem causar efeitos adversos. Mulheres grávidas ou pacientes de câncer devem redobrar os cuidados em relação à bebida.



Minha Vida

Atividade cerebral pode ajudar a determinar se fumante deixará o vício

A atividade do cérebro pode ajudar a avaliar a determinação de um fumante para largar o cigarro, segundo um estudo realizado por pesquisadores americanos que observaram tomografias de uma região do córtex ligada às mudanças de comportamento. O estudo, publicado nesta segunda-feira (31) na revista científica "Health Psychology", foi feito com 28 fumantes, que se inscreveram em um programa para deixar o vício.

Os participantes foram convidados a observar uma série de mensagens sobre parar de fumar, enquanto um tomógrafo registrava a atividade de seus cérebros. Depois de cada mensagem, os pacientes "anotavam de que maneira isto havia influenciado seu projeto de deixar o cigarro e se havia reforçado sua determinação".

As pessoas cujo córtex pré-frontal médio manifestava atividade durante as mensagens estavam "significativamente" mais inclinadas a reduzir o consumo da droga no mês seguinte.

"O que é apaixonante, é que sabendo o que acontece no cérebro de alguém, podemos prever muito melhor seu futuro comportamento do que se soubéssemos apenas qual é sua própria auto-avaliação" sobre as possibilidades de parar de fumar, indicou Emily Falk, principal autora do estudo e diretora do laboratório de Neurociência e Comunicação da Universidade de Michigan.

O estudo, financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde norte-americanos (NIH, na sigla em inglês) e a Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês), foi feito na Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles.

Após ter reduzido regularmente desde 2000, a taxa de fumantes entre os adultos estacionou desde 2005 nos Estados Unidos entre 20 e 21% da população, segundo estatísticas do governo federal. Cerca de 443.000 pessoas morrem todos os anos no país em consequência do tabagismo.


G1

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Tenho vergonha de mostrar meu corpo. O que eu faço?

Problema não é exclusividade sua

Resposta
: Nos dias de hoje muitas pessoas, principalmente as mulheres, vivem a mesma dificuldade que você. Cada vez mais as pessoas exigem de si mesmas, que sejam perfeitas e de acordo com as medidas e volumes determinados pela moda e pela mídia.

Em segundo lugar, somando-se a esse fato, muitas pessoas têm dificuldade de se perceber interessantes, bonitas e desejáveis, por mais que os outros lhes passem essa mensagem. Então vamos olhar para essas duas questões.

É claro que um corpo saudável e bem cuidado é desejável. Mas isso é diferente de ter um corpo sem uma gordurinha sobrando, alguma celulite ou estrias. Também não dá para exigir que todas as partes de nosso corpo sejam perfeitamente harmônicas. Se for assim, garanto a você, que praticamente ninguém neste mundo seria feliz.

Não sei se você já leu sobre a história de várias modelos famosas atualmente e que, no passado, se achavam muito feias por serem magras e terem as pernas muito compridas. Isso, até que alguém sugeriu ou as encaminhou para a vida de modelo. E então, agora, nós as admiramos e elas se convenceram que realmente tinham beleza. Beleza que todos nós temos e devemos explorar. Aliás, você deve começar a olhar e valorizar o que você tem de bonito em seu corpo assim como seu namorado já faz.

Por que atributo físico não é o principal

Além disso, seu corpo terá a vida e o encanto que você proporcionar. Você já percebeu como certas pessoas que você não acha modelos de beleza conseguem ter namorados e amigos facilmente? Repare! Essas pessoas estão de bem consigo, são pessoas que na maior parte do tempo, transmitem alegria, bom-humor, sensualidade, mostram interesse em descobrir o mundo e as pessoas e não têm medo de serem vistas e descobertas também. Isso faz com que as pessoas se sintam bem ao lado delas e mesmo que num primeiro momento não se sintam atraídas físicamente, isso pode mudar logo que começam um bom papo, trocam olhares e se tocam.

Mas, como disse antes, você também pode não se perceber interessante por ter dificuldade de se olhar e se gostar. Uma dificuldade que pode ter sido construída ao longo de sua vida, e que te impeça de se reconhecer bonita, gostosa, interessante, por mais que os outros a achem. Isso pode acontecer e é um problema a ser tratado, pois causa muito sofrimento. Inclusive você deixa de viver bons momentos de trocas de carícias e prazer, que estão aí a seu dispor. Você não consegue perceber o quanto é desejada, inclusive com o corpo que você tem medo de mostrar.

Muitas vezes essa insegurança está relacionada a brincadeiras impróprias e inoportunas na época de criança e principalmente, no período de transição para a adolescência. Em função do desenvolvimento do corpo, algumas partes crescem mais e primeiro que outras, ou menos ou mais do que o planejado, trazendo insegurança, mal-estar. E como a maioria dos colegas da mesma idade estão passando pela mesma situação, alguns, para tentar desviar a atenção de si mesmos, começam a colocar nos outros apelidos relacionados ao corpo e quanto mais percebem que incomodam, mais atormentam e expõe.

Esse tipo de brincadeira tem sido seriamente combatido atualmente, principalmente nas escolas, mas até há algum tempo atrás, não se dava a devida importância. Muitos jovens passaram por isso e adquiriram uma grande insegurança sobre si mesmos, precisando de apoio para superar o trauma. Não sei se você passou por isso, ou por outra situação mal resolvida, mas avalie, pois parece que você tem dificuldade de se gostar. E sugiro que se não conseguir superar sua dificuldade sozinha, procure a ajuda de um psicólogo que poderá trabalhar com você na busca de identificar seu problema e livrá-la da tortura de não se permitir viver em paz com seu corpo e ter um relacionamento feliz.


Vya Estelar

Apoio de amigos e familiares é essencial na hora de superar o luto

Estamos nas primeiras semanas do ano de 2011, ainda ouvimos dos colegas o "Feliz Ano Novo" tão frequente nestas épocas. É um período no qual, geralmente, as pessoas estão mais otimistas ou pelo menos se esforçam para isso, fazendo planos, recapitulando metas, olhando para os erros do ano passado e pensando em promover mudanças para o ano que se inicia. Mas e quando surge o inesperado e nada do que foi planejado é passível de acontecer? Devemos abandonar todas nossas metas ou adaptá-las?

Estamos assistindo a uma das tragédias de maiores proporções que nosso país já vivenciou, com o acontecimento das chuvas e as, centenas de mortes na região serrana do estado do Rio de Janeiro. Compartilhamos através das lentes da TV o sofrimento de pessoas que perderam tudo, de bens materiais a amigos, vizinhos, famílias inteiras e porque não dizer que estas pessoas perderam, inclusive, a própria origem?

Ouvimos falar de reconstrução: quanto se gastará para refazer as cidades, os bairros, as ruas, as casas...O que não deixa de ser importante, mas, e emocionalmente? Quanto se gastará para superar tais perdas? Qual o custo emocional para se recuperar diante de tal tragédia? Podemos falar de superação?

Entendemos que quando uma pessoa passa por um período dede luto, uma série de mudanças emocionais deve acontecer para que ela possa reestruturar a sua vida sem o que perdeu, seja um bem material ou um ente querido. Hábitos e pensamentos que foram construídos precisam ser revistos e modificados, alterando, inclusive, a visão de mundo desta pessoa. É o que chamamos de Transição Psicossocial. A pessoa precisa abandonar hábitos antes comuns e desenvolver novos em seu lugar.

Todo este processo demanda muita força emocional e gera um grande sofrimento, porque as pessoas submersas em suas dores não conseguem se desvincular do passado sem resistências, pois estão desarticuladas e desorganizadas psiquicamente. Por isso, elas precisam de apoio e proteção diante do desamparo que estão vivendo. Somente quando puderem sentir um pouco de confiança, poderão assumir tais mudanças e conviver com a nova realidade.

Não havendo este tipo de cuidado, elas poderão sofrer comprometimentos em sua saúde mental, desenvolvendo transtornos como, por exemplo, a depressão.

A catástrofe no Rio de Janeiro foi de grande proporção, resultando em perdas de diferentes âmbitos (pessoal, material) e na qual as vítimas participaram de um cenário de enorme destruição, sendo telespectadoras involuntárias de cenas terríveis. Neste caso, podemos pensar, também, em consequências psíquicas como o transtorno de estresse pós- traumático. Este transtorno acomete pessoas que vivenciaram grande situação de trauma e cuja memória sobre o fato, passa a ser limitante e incapacitante.

Diante destas informações percebemos que no momento inicial da pós-perda, a necessidade primária da pessoa que passa pelo luto é de apoio pessoal, acolhimento e aceitação. Tendo alguém que possa desempenhar este papel, sobretudo, que seja do convívio da pessoa, melhores serão os resultados no sentido da elaboração do luto.

Se você conhece alguém que está passando por uma situação de perda, mostre-se disposto a ajudá-la e aceitar essa nova realidade.


Minha Vida

Como agir para proteger os dentes em casos de queda

Nesta época do ano, uma brincadeira em piscinas naturais ou fazer trilha no meio da mata é uma boa oportunidade de sair do estresse das grandes cidades e aproveitar o que a natureza tem de melhor. Entretanto, acidentes podem acontecer e quem já não ouviu ou presenciou uma queda envolvendo a face, os lábios e os dentes.

Na coluna de hoje vou orientar em "o que fazer" quando os dentes são afetados. Antes de tudo, é importante saber que o dente é classificado tecnicamente como um órgão, assim como o cérebro, o coração, os olhos, e assim sendo, deve-se tomar algumas precauções para mantê-los sempre em perfeitas condições para que possa exercer suas funções: mastigação, comunicação e beleza. E como diz o ditado: Os dentes são o cartão de visita da pessoa.

De uma forma bem simples e genérica, os traumas dentários são classificados em:

Luxação Intrusiva: quando ocorre a intrusão do dente para o interior do osso, ou então popularmente dizendo "o dente enterrou no osso".

Luxação lateral: situação em que o dente "vira" para frente ou para trás.

Luxação extrusiva ou avulsão: é aquela quando o dente sai da boca.

Existem ainda mais sub-classificações técnicas, porém as acima citadas são as principais e de fácil entendimento.

A luxação intrusiva ( quando o dente "enterra" no osso) é a mais fácil de ser tratada e com melhor prognóstico. Quando ocorrer um acidente e você observar que o dente entrou para o interior da gengiva e osso, ficando somente uma parte dele aparecendo, o indicado é fazer NADA. É isso mesmo! O próprio organismo vai fazer com que o dente volte a posição natural, mas é muito importante que seja acompanhado por um dentista.

A segunda situação, luxação lateral (quando o dente "entorta"), é importante que a pessoa socorrendo o acidentado coloque-o sentado contra a parede encostando a cabeça. E, de forma bem simples, mas firme, da mesma forma que se impunha uma caneta ao escrever, deve ser posicionado o dente deslocado na posição original de acordo com os dentes do lado. Ou seja, num único movimento, forte e firme colocar o dente deslocado na posição semelhante ao dente do lado.

Mas, e a dor? Bem, imediatamente após uma queda, o organismo libera uma série de elementos químicos na corrente sangüínea que, seja qual for o ferimento, o limiar de dor é suportável. Mas, desde que este procedimento de colocar o dente na posição seja feito minutos após o acidente.

Situações de escurecimento do dente, rompimento do nervo e cortes na gengiva são conseqüências que podem ser tratadas com muito sucesso pelo seu dentista. No entanto, após essa manobra de emergência, o paciente deverá ser levado à um hospital que tenha um serviço de cirurgia e traumatologia buco maxilo facial para dar seqüência ao tratamento emergencial.

No último tipo de acidente, luxação extrusiva ou avulsão dental (quando o dente sai da boca), o paciente deve ser socorrido de forma imediata, ou seja, quando o dente sair da boca ou do lugar dele no osso, deve ser imediatamente colocado no seu devido lugar.

Embora muitas vezes o dente esteja sujo, jamais deverá ser esfregado ou lavado em água corrente (água da torneira)! Para limpeza, caso esteja muito sujo, deve ser utilizado a saliva do próprio paciente ou soro fisiológico (mas nem sempre se tem esse produto naquele momento).

Mas, e se não for possível colocar o dente no lugar? Muito simples, pegue um copo e deixe escorrer saliva e sangue neste recipiente o suficiente para que o dente esteja recoberto. E assim, leve o paciente para o hospital que tenha o especialista citado acima. Muitos profissionais recomendam, também, utilizar leite como meio de transporte e acondicionamento dos dentes que saíram, porém somente leite de vaca fresco seria o mais indicado.

Na verdade, muito se diz e muito se escreve sobre o assunto. O fato é que uma vez perdido um dente da frente, todo um sorriso ou autoestima ficam comprometidos quando não são executados os primeiros socorros adequadamente e o tratamento odontológico seguinte ser abordado de forma empírica e inadequada.

Como membro da International Association of Dental Traumatology, posso garantir que essas condutas simples são as mais eficazes para que o paciente acometido por este tipo de trauma possa ter de volta seus dentes saudáveis, seguros e belos.


Minha Vida

Saber se portar à mesa não é frescura, não

Falar mastigando a comida não pode. Comer de boca aberta, nem pensar. Levantar no meio da refeição sem pedir licença está fora de cogitação. Ensinar seu filho como se comportar à mesa pode exigir paciência - e muita insistência - mas vale a pena. Quando crescer, ele terá desenvoltura para lidar com todo tipo de situação: de jantar romântico até almoço de negócios.

A idade da criança é o que vai determinar quando ensinar certas regras de etiqueta. O exemplo dos pais, mais uma vez, é o melhor caminho para esse aprendizado. 'Com a minha filha vale aquele ditado: casa de ferreiro, espeto de pau', conta Claudia Matarazzo, consultora em etiqueta e comportamento, chefe do cerimonial do governo de São Paulo e mãe de Valentina, 13 anos. 'Por mais que eu fale e mostre como se faz, ela insiste em apresentar um novo passo de sapateado no meio da refeição. Tudo porque meu marido é assim, ele canta, levanta da mesa e dança durante o jantar. Ele dá o mau exemplo.'

Albertina Costa Ruiz, professora de etiqueta também afirma que exemplo é tudo e diz que a família não deve deixar as boas maneiras para depois. 'Cada criança tem seu tempo, mas os pais devem mostrar como se faz, insistir para que adquira bons hábitos', diz. 'Não é questão de frescura, mas de educação.' Mas não transforme a hora da refeição em um momento tenso. As regras precisam ser introduzidas aos poucos e de acordo com a idade da criança. 'Se ela é pequena, deve ser a primeira a comer e, de preferência, seu prato vem pronto da cozinha', diz Albertina. 'Quando cresce, tem de aprender a esperar todos serem servidos para começar a refeição.' Ao lado, dicas das especialistas para que seu filho se comporte bem à mesa sem você perder a calma.

No restaurante
• A criança sempre deve ser servida primeiro
• Leve algum brinquedinho para que ela se distraia enquanto a comida não chega, até quando tiver 5 ou 6 anos. Depois, ela precisa aprender a esperar um pouco
• Não deixe para comer muito tarde, para que ela não fique irritada
• Se a criança se comportar mal no restaurante, não faça escândalo. Diga que,
em casa, terão uma conversa séria - ou vá embora
• Não coloque roupas cheias de babados e fitinhas na manga, porque ela poderá se sujar facilmente. Se isso ocorrer, dobre as mangas
• Prefira as mesas que ficam nos cantos, para evitar confusão em torno da criança

Até os 2 anos
• Nesta idade, a criança ainda se dispersa com muita facilidade e seu prato já deve ser levado pronto à mesa
• Mesmo sendo pequena, ela deve aprender que nem tudo pode ser comido com as mãos

Aos 3 anos
• Os pais podem começar a oferecer o garfo no lugar da colher
• Troque o prato infantil por um fundo
• Aproveite para ensiná-lo que não se deve ficar batendo os talheres na mesa

Aos 4 anos
• A faca, sem ponta, já pode ser oferecida. Comece estimulando seu filho a cortar alimentos moles, como batata
• Ensine-o a usar a faca, e não o dedinho, para empurrar a comida até o garfo

Aos 5 anos
• Quando a criança estiver usando o garfo com mais habilidade, deve-se substituir
o prato fundo pelo raso
• Com esta idade, ela já consegue ver a mesa de cima e não precisa mais de cadeirão

Aos 6 anos
• Troque o copo de plástico pelo de vidro, mas supervisione tudo para que não ocorra nenhum acidente
• Encha o copo apenas até a metade

Aos 7 anos
• Você já pode ensinar seu filho a colocar a mesa corretamente: facas do lado direito do prato, garfos do esquerdo, e assim vai...
• Ele também já estará apto a usar os talheres de peixe


Crescer

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ONU aponta corrupção em recursos contra Aids

O que prometia ser o maior plano de ajuda à saúde nos países pobres está corroído pela corrupção. Grande parte do dinheiro internacional arrecadado para a compra de remédios nunca chega às vítimas da Aids, tuberculose ou malária. Essa é a conclusão de um relatório feito por auditores do Fundo Global. Eles concluíram que, em alguns dos programas de ajuda, até dois terços dos recursos simplesmente desaparecem ao chegar aos países beneficiados.

Os auditores não sabem ainda dizer quanto a corrupção movimentaria dentro do sistema. Por enquanto, ao investigar apenas 20 países que receberam recursos, eles notaram que o desvio de doações para países como Haiti, Zâmbia ou Mali chegaria a mais de R$ 83,5 milhões (US$ 50 milhões).

O Fundo Global foi criado em parte como uma iniciativa do Brasil para garantir recursos para compra de remédios para o tratamento da Aids, tuberculose e malária. Com a promessa de receber R$36,2 bilhões (US$ 21,7 bilhões), a entidade com sede em Genebra se transformou no maior programa de saúde do mundo, apoiada por celebridades e governos. Bill Clinton, Bono (U2), Carla Bruni e Bill Gates são alguns dos incentivadores da ideia.

Mas a constatação é que uma parte significativa do dinheiro é justificada com documentos falsificados e uma contabilidade pouco clara. Para os investigadores, isso provaria o desvio de recursos e até o uso dos remédios para a venda no mercado negro. Por enquanto, os auditores apenas investigaram uma fração do que o fundo já enviou aos países pobres desde 2002. Em oito anos, a entidade já financiou programas de saúde no valor de R$ 16,7 bilhões (US$ 10 bilhões), alguns no Brasil.

O que os auditores encontraram até agora os surpreendeu: 67% do dinheiro para um programa contra a Aids na Mauritânia foi alvo de um uso "duvidoso". Na Zâmbia, R$ 5,8 milhões (US$ 3,5 milhões) enviados até hoje não foram justificados. No Haiti, R$ 2 milhões (US$ 1,2 milhão) foram usados sem justificativa e não há garantias de que o dinheiro tenha um fim adequado. No Mali, há suspeitas de corrupção em programas contra malária e tuberculose: R$ 6,6 milhões (US$ 4 milhões), 36% do dinheiro enviado pelo fundo, foram usados sem que o governo obtivesse comprovantes para justificá-los.


Agência Estado