terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Doença causada por álcool em jovens aumenta 50% em uma década

Entre 2000 e 2001, 230 pessoas com menos de 30 anos foram internadas na Inglaterra por doença hepática causada pelo álcool.

Mas entre 2009 e 2010, esse número chegou a 351, segundo o Centro de Informação do NHS (Sistema Público de Saúde Britânico).

A informação foi publicada nesta terça-feira no site do jornal britânico "The Telegraph".

Isto é apenas uma pequena fração das 14.500 pessoas com idade superior a 31 anos que foram internadas por problemas de fígado relacionados ao álcool no ano passado.

O hepatologista Jonathan Mitchell, dos hospitais do NHS, acredita ainda que o número 351 foi "subestimado" devido à forma como o sistema público registra tais estatísticas.

"Se você entrar com uma perna quebrada e seu exame mostrar um problema no fígado, isso pode não ser registrado", disse ele.


Folha De São Paulo

Escrever a mão é importante para o processo de aprendizado

Ao rever sistematicamente diversos estudos, Anne Mangen (da Universidade de Stavanger, Suécia) e o neurofisiologista Jean-Luc Velay (Universidade de Marselha, França) concluíram que as diferenças entre digitar e escrever são grandes. O estudo sugere que partes diferentes do cérebro são ativadas quando cartas escritas à mão são lidas.

De acordo com Mangen, o processo de aprendizado pode sofrer dano quando é realizado através de computadores e digitação. Ela diz que “Nossos corpos são projetados para interagir com o mundo que nos rodeia. Nós somos criaturas vivas adequadas para usar objetos físicos – seja um livro, teclado ou caneta – para performar certas tarefas”. Ela também afirma que escrever usando a mão dá um maior retorno das ações motoras.

A descoberta foi publicada no Advances in Haptics, especializado em percepções relacionadas à sensores tácteis e uso das mãos e dedos na comunicação.


Boa Saúde

Trabalhadores aplicados são mais estressados

Um estudo realizado no Centre for Addiction and Mental Health (Centro de Vício e Saúde Mental) no Canadá, determinou que os empregados mais aplicados em seus trabalhos têm maiores riscos de sofrer de níveis altos de estresse.

De 2.737 trabalhadores, 18% dizem ter um emprego altamente estressante, e eles são, em maioria, as pessoas que tem cargos especializados ou de liderança. Fatores que afetavam os níveis de estresse desse grupo são longos turnos, trabalhar de casa ou responsabilidades relacionadas a acidentes de trabalho ou danos à propriedade da empresa.

A Dr. Carolyn Dewa, líder do programa que fez a pesquisa, afirma que “Empregadores deveriam estar muito preocupados em manter essa população saudável. De uma perspectiva comercial, é do melhor interesse da companhia apoiar esses trabalhadores”.


Boa Saúde

Cai em 27% o total de casos novos de hanseníase

A hanseníase ainda é um problema de saúde pública no país, informa o Ministério da Saúde. Um levantamento do órgão revela a redução de 27,5% no total de casos novos entre 2003 e 2009, que passaram de 51.941 casos para 37.610, respectivamente. No mesmo período, o número de serviços com pacientes em tratamento de hanseníase aumentou em 45,9%.

Entre os dias 25 e 31 de janeiro, o Ministério da Saúde veicula na mídia a campanha Saúde é Bom Saber, com o foco na hanseníase. O objetivo é estimular a população a procurar unidades de saúde que fazem o diagnóstico e o tratamento da doença. Quanto mais cedo se identifica a hanseníase, menores as chances de sequelas.

Os principais sintomas e sinais da hanseníase são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e áreas da pele que não coçam, mas formigam e ficam dormentes, com diminuição ou ausência de dor, da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque.

A hanseníase é infecciosa e atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos. É importante que ao perceber algum sinal, a pessoa com suspeita da doença não se automedique e procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo.

Todos os casos de hanseníase têm tratamento e cura. A doença pode causar deformidades físicas, evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento pode durar de seis a doze meses, se seguido corretamente. Os comprimidos devem ser tomados todos os dias em casa e uma vez por mês no serviço de saúde. Também fazem parte do tratamento os exercícios para prevenir as incapacidades e deformidades físicas, além das orientações da equipe de saúde.


Uol Saúde

domingo, 23 de janeiro de 2011

Técnica com transplante de tumor a camundongo ‘cura’ paciente de câncer de pâncreas

Pesquisadores espanhois conseguiram eliminar um tumor maligno de um paciente com câncer de pâncreas em estado avançado graças a uma técnica que envolveu o transplante do tumor para camundongos.

O paciente, o americano Mark Gregoire, havia recebido em maio de 2006 o prognóstico de uma sobrevida de poucas semanas. Três de seus sete irmãos morreram em consequência do mesmo tipo de câncer de pâncreas, que mata 95% dos pacientes.

Mais de quatro anos depois, Gregoire, de 65 anos, não apresenta mais sinais do tumor em seu corpo, apesar de os médicos ainda advertirem que é cedo para dizer que ele foi totalmente curado.

Os pesquisadores, da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, e do Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas (CNIO, na sigla em espanhol), de Madri, desenvolveram as células do tumor que acometia Gregoire em camundongos de laboratório, para que pudessem testar simultaneamente a reação do tumor a dezenas de possibilidades de remédios sem expor o paciente aos possíveis efeitos colaterais.

Com isso, eles descobriram que o câncer de Gregoire podia ser tratado com a droga mitomicina-C, uma droga que inibe a divisão das células tumorais. O paciente vinha recebendo doses de quimioterapia padrão para câncer de pâncreas, sem resultados, mas se recuperou rapidamente com o novo tratamento.

“Todos os tumores têm um ponto vulnerável, mas a dificuldade é identificar isso, por conta da diversidade genômica dos tumores”, explicou à BBC Brasil o coordenador do estudo, Manuel Hidalgo.

“A probabilidade de que outro paciente com câncer de pâncreas tenha o mesmo tipo de tumor que Gregoire é de 1% a 3%”, diz ele. As variações possíveis de tratamentos chegam a quase cem, segundo ele. “Daí a necessidade de personalizar o tratamento”, afirma.

Genoma

Paralelamente ao estudo do efeito dos remédios com a ajuda dos camundongos, os médicos sequenciaram o DNA das células cancerígenas do paciente para identificar a mutação genética responsável pelo desenvolvimento do câncer.

“Analisamos cerca de 20 mil genes e encontramos uma mutação em um deles que explica por que o tumor responde bem à mitomicina-C”, relata Hidalgo.

Assim, será possível no futuro identificar se outro paciente tem um tumor com a mesma variação genética que a de Gregoire, eliminando a necessidade do procedimento com os camundongos.

O estudo do caso de Mark Gregoire foi relatado em um artigo publicado na última edição da revista especializada Molecular Cancer Therapeutics. Segundo Hidalgo, a técnica com o transplante do tumor a camundongos vem sendo ainda testada com outros 15 pacientes, com nível de sucesso semelhante.

Segundo Hidalgo, a agressividade dos tumores está relacionada em parte à falta de tratamento adequado a eles, o que pode ser resolvido pela nova técnica. “Se tivermos tratamentos mais eficazes, os tumores podem ser mais bem controlados”, afirma.

O pesquisador afirma que a técnica até agora vem sendo testada com pacientes de câncer de pâncreas, mas pode ser também usada para tumores de cólon, pulmão ou pele (melanoma), cujas células podem ser transplantadas mais facilmente para animais.


BBC Brasil

Tire dúvidas sobre as cirurgias plásticas mais procuradas

O Brasil é referência em cirurgias plásticas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), são realizadas aqui 629 mil cirurgias plásticas por ano. O país é inclusive destino de estrangeiros atraídos por preços mais baixos dos que os do exterior e pela boa reputação dos médicos brasileiros.

E nesse país tropical, a preocupação com a aparência tem níveis altíssimos. Dentre as queixas mais comuns de quem procura um consultório de um cirurgião plástico estão a barriga, o tamanho dos seios, o envelhecimento da pele, a aparência do nariz e das orelhas.

No entanto, uma cirurgia plástica é uma decisão que envolve riscos de possíveis complicações a arrependimentos, pois mexe com a saúde e a aparência. "A plástica não garante satisfação, mas quando observados alguns pontos e tomados os cuidados certos, pode ser fonte de boa melhora na autoestima", de acordo com o cirurgião plástico Alan Landecker. Confira esses cuidados e saiba mais sobre as cinco cirurgias mais feitas no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Lipoaspiração
As estatísticas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, SBCP, indicam que são realizadas 90.000 lipoaspirações por ano. A lipoaspiração está sujeita às mesmas complicações que qualquer outro procedimento cirúrgico, por isso é precisos estar atento as cuidados antes da cirurgia. Doenças cardíacas graves, alterações pulmonares, anemia, diabetes e hipertensão arterial precisam estar sob controle para que o paciente seja operado.

"Outra grande contra-indicação diz respeito às alterações psicológicas, como depressão e doenças ligadas à auto-imagem, como a anorexia e a bulimia. Nesses casos é preciso acompanhamento profissional psicológico antes da cirurgia", de acordo com o cirurgião plástico Ruben Penteado. Para prevenir problemas é necessário que o médico investigue se o paciente apresenta histórico anterior de flebite e trombose nas pernas.

"Desconfie de promessas milagrosas. "Minilipo", "lipinho" ou "lipo Light" são nomes que seduzem e podem até confundir quem quer melhorar o contorno corporal, mas tem medo de se submeter a uma cirurgia. ?Não considero apropriado 'mascarar' o procedimento, lipoaspiração é sempre lipoaspiração, com os seus riscos e benefícios. É preocupante observar a banalização das lipoaspirações de pequeno porte?, diz o médico.

Prótese de silicone
Ter seios volumosos e firmes é uma das grandes ambições das brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira de Cirurgia Plástica, 21% das cerca de 460 mil cirurgias estéticas realizadas em 2009 foram de aumento de mama. Uma grande preocupação atual dos médicos está no exagero do tamanho pedido por algumas pacientes. "Tão importante quanto resolver essa desarmonia estética é adequar o tamanho do implante ao tipo corporal de cada mulher. Uma prótese grande fica bem para uma mulher alta ou que tenha quadris largos, já nas baixinhas pode passar a impressão que a mulher está acima do peso", afirma Rubens Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada (SP).

Um mito sobre as próteses é o de que elas impedem a amamentação. As próteses são colocadas abaixo das glândulas mamárias, não interferindo no aleitamento. Outro questionamento recorrente sobre o silicone é sobre a validade das próteses. Quanto a este ponto, antes que a paciente se submeta à cirurgia, é preciso que o médico esclareça que uma prótese de silicone não dura por toda a vida. No entanto, o tempo de vida útil de uma prótese é algo imponderável e completamente individual. É preciso entender que o corpo encara a prótese como um transplante, e, em alguns casos, há rejeição à prótese de silicone.

É aconselhável que a cada ano após o implante, se faça uma revisão da prótese, pois a troca também pode se tornar necessária em função da flacidez da pele ou do reposicionamento dos seios. Por exemplo, depois de uma gestação, o corpo da mulher passa por uma série de transformações, e a troca da prótese pode ser feita para devolver o equilíbrio à silhueta.

Rejuvenescimento facial
Também conhecido como ritidoplastia, a cirurgia é a mais procurada para quem quer dar "aquela levantada" na expressão. De acordo com o cirurgião Alan Landecker, para que a cirurgia da face dê certo, ela deve ser calculada tendo por base todas as regiões do rosto e do seu entorno, inclusive pescoço e couro cabeludo. "Em geral, o paciente deve ficar em repouso por até 15 dias e é importante que se observe o surgimento de hematomas, que devem ser drenados, pois podem evoluir para uma necrose", completa o médico.

Atualmente, são utilizadas técnicas que reposicionam os tecidos, dando um resultado mais natural, restaurando a forma e o volume de áreas que haviam "murchado". A técnica é a mais indicada para quem está preocupado com a flacidez facial, pois o laser ou luzes polarizadas e pulsáteis não são capazes de substituir a cirurgia. Esses procedimentos podem até melhorar a qualidade da pele, mas não corrigem a flacidez, o excesso epidérmico e as rugas profundas e extensas, servindo melhor como tratamentos complementares.

Rinoplastia
A plástica de nariz traz como maiores riscos as deformações e assimetrias. No entanto, conforme explica Alan Landecker, hoje, os melhores consultórios usam uma técnica que têm 96% de sucesso, que é a chamada técnica estruturada. Ela consiste no seguinte: em vez de apenas cortar os ligamentos entre as cartilagens do nariz, como ocorria na antiga técnica, há um fortalecimento do esqueleto, através de vigas de cartilagem. Como qualquer outra plástica, o resultado estético da rinoplastia é previamente avaliado, havendo casos em que a cirurgia pode não trazer bons resultados. "Já cheguei a não operar alguns pacientes, pois sabia que o nariz não tinha uma estrutura adequada para a cirurgia e que o resultado final não seria conforme o esperado", diz Alan.

Otoplastia
Não poder prender os cabelos com o calor que faz nas estações mais quentes é, no mínimo, um grande incômodo. Isso é uma preocupação frequente em quem tem "orelhas de abano": um problema que pode parecer insignificante, mas que mexe com a autoestima. A cirurgia é feita, em muitos casos, ainda na infância. Por volta dos três anos e meio de idade, as cartilagens já atingiram 90% do seu tamanho. Portanto, crianças que apresentam as orelhas salientes podem submeter-se à otoplastia bem cedo. Os cirurgiões plásticos recomendam que se espere até seis ou sete anos de idade para que o procedimento seja realizado.


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