sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O Natal em outras religiões

O Natal é uma das datas mais comemoradas no Brasil. Por ser um país predominantemente católico, o mês de dezembro é marcado pelos preparativos e celebrações. Luzes e enfeites protagonizam a decoração não só de casas, como de espaços públicos. Mas existem religiões que não têm em seu calendário essa data. Como explicar às crianças que, por causa de sua crença, essa data não é importante para vocês? Ou para a família do vizinho.

“Religião é sempre polêmica, portanto é preciso cuidado na hora de explicar às crianças as diferenças e as conseqüências que isto traz”, comenta o psicólogo Paulo Roberto Gonçalves. “O Natal não é celebrado por budistas, muçulmanos e judeus, por exemplo, e crianças que seguem estas religiões aqui no Brasil, um país predominantemente cristão, podem ter dificuldades em lidar com a situação - o que é comum. Quando se tem 4 anos e seus colegas de escola estão alvoroçados esperando a chegada do Papai Noel, não é muito fácil entender por que na sua casa ninguém montou ainda a árvore de Natal”, afirma.

Gustavo Angimahtz Sampaio, 24 anos, já não é mais criança, mas se divide entre comemorações judias e cristãs desde pequeno. “Sempre foi assim, a família segue duas religiões diferentes, mas nunca houve problema em entender isto. Tudo foi explicado desde cedo e eu não me lembro de ter questionado nada. Parecia que já fazia parte de mim. Não comemoramos o Natal em casa. Vamos sempre à casa da minha avó, que é católica. Quando a celebração é judaica, trocamos de casa de avó”, diverte-se.

De acordo com Paulo Roberto, a opção religiosa da família deve ser trabalhada com as crianças desde cedo. O mais sensato a fazer é explicar abertamente o porquê das coisas, sempre ressaltando que não há opções melhores ou piores em relação à crença, e sim diferentes. Tentar evitar comentários muito partidários é essencial para não gerar conflitos com outras crianças. O melhor a fazer é conversar e mostrar que não comemorar o Natal não deve ser encarado como uma desvantagem. Explique, ainda, coisas legais de sua religião também. “É uma situação difícil, mas que pode ser contornada”, explica o especialista.

Não há uma fórmula certa do que dizer. O ideal é que, como na família de Gustavo, as coisas sejam esclarecidas desde cedo, sem forçar. Criada sob fortes tradições muçulmanas, Zainab Nurhbai tem 10 anos e não comemora o Natal de forma alguma. “É claro que existe a parte de ganhar presente. Que criança não gosta? Quando eu era pequena, estudava em colégio público. Eu era a única muçulmana e não comemorava o Natal. O que mais me incomodava era não ganhar nada”, lembra, rindo. Apesar das brincadeiras, a estudante comenta que nunca teve grandes problemas em aceitar as recomendações da sua religião. “Tinha o outro lado também: eu comemorava datas que ninguém mais comemorava. Em certas épocas a minha casa era a única que estava em festa, e isso também era legal. Na verdade nunca houve ressentimento em relação à data e ao fato de não comemorarmos o Natal. Era uma coisa que estava presente na minha vida desde que nasci. Estranho seria se fosse diferente”, conta.


Grescer

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Faça intervalo entre uma sessão de manicure e outra

Com a explosão da oferta de esmaltes no país, os branquinhos perderam lugar para os coloridos. Mas, além de se preocupar com a tendência, é bom você dar um tempo entre uma sessão de manicure e outra, para não prejudicar a saúde da unha e evitar uma surpresa desagradável na hora de retirar o esmalte.

"O uso ininterrupto de esmalte resseca as unhas", alerta a a dermatologista Andreia Leverone, do Centro de Estudos de Unha do Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay. "Devemos dar intervalos de no mínimo três dias entre as passadas de esmalte."

Caso contrário, as unhas ganham manchas brancas, ficam fracas e quebradiças. Deixe uns dias sem pintar, para permitir a hidratação da película unhal. "Manter o esmalte por muito tempo abafa demais a unha e, se ela for propensa a micose, facilita o desenvolvimento de fungos", diz a especialista.

SINAIS

Robertha Nakamura, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, ensina a observar alguns sinais como ausência de meia-lua, descamações em volta da unha, fendas e estrias. Nesses casos, diz a médica, será preciso tratar a unha antes de pensar em usar esmalte.

Nakamura lembra que os esmaltes coloridos deixam as unhas amareladas. "O retorno da tonalidade natural só acontece com o crescimento da unha."

A necessidade de deixar as unhas respirarem entre um esmalte e outro vale também para os pés. A diferença entre as unhas das mãos e dos pés está na espessura das lâminas. Como as dos pés crescem mais devagar, elas são mais espessas e resistentes. "Em compensação, estão mais expostas a traumas, umidade e infecções", alerta Leverone. No verão, o melhor é usar calçados abertos e secar bem os pés, para evitar fungos e bactérias.


Folha de SP

Anvisa suspende medicamentos usados para emagrecer

São Paulo - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu hoje a importação e a comercialização de todos os produtos da marca Divine Shen, usados para emagrecer. Segundo o órgão de vigilância, será investigado como o produto importado da China e registrado na Anvisa como alimento, foi misturado ao medicamento de uso controlado sibutramina. Também está interrompida a importação, fabricação e comércio da substância Caralluma Fimbriata.

De acordo com a agência, a sibutramina tem ação no sistema nervoso central e é capaz de reduzir a sensação de fome. Ela cita estudos em que pacientes com histórico de doença cardiovascular podem ter aumentado o risco de doença coronariana, acidente vascular cerebral (AVC), taquicardia e aumento da pressão arterial quando expostos ao medicamento.

A presença da sibutramina em um dos produtos da Divine Shen foi atestada em um laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo (IC-SP) ao examinar amostras levadas a teste pelo Ministério Público (MP). A 2ª Promotoria de Justiça Criminal iniciou a apuração depois de receber a denúncia de que o produto estaria adulterado. A Anvisa também pretende notificar a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre o ocorrido.

Irregular
A Anvisa informa que até o momento nenhum produto que contenha em sua composição a substância Caralluma Fimbriata se encontra regularizado no País, tendo em vista que não há qualquer comprovação em relação à sua segurança e eficácia. Por essa razão, uma resolução da agência, publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU), suspende a importação da Caralluma Fimbriata, sua fabricação, distribuição, manipulação, comércio e o uso em todo o território nacional.

A primeira ação da Anvisa em relação às falsas alegações de propriedades relacionadas a emagrecimento foi tomada em maio deste ano, com a publicação da resolução 1992, no dia 3, que proibia a propaganda de insumos anunciados como "naturais" e com propriedade capazes de acelerar a perda de peso, entre eles a Caralluma Fimbriata.

A resolução de hoje da Anvisa amplia o que previa a RE 1992/2010 porque permite que, a partir de sua publicação, as equipes das vigilância sanitária dos Estados e dos municípios possam ir aos estabelecimentos comerciais e às farmácias para retirar o produto da prateleira.


Agência Estado

Falta de amigos na infância aumenta o risco de depressão na adolescência

As crianças que não têm amigos podem ser mais propensas a ter depressão na adolescência, segundo estudo da Universidade Concordia, no Canadá. De acordo com os autores, enquanto a falta de amigos pode fazer com que os jovens se tornem deprimidos, ter apenas um amigo pode ser suficiente para proteger as crianças retraídas ou tímidas de problemas de saúde mental.

O estudo acompanhou, por três anos, 130 meninas e 101 meninos que estudavam da terceira à quinta série. E indicou que “estar isolado e excluído de um grupo de pares pode aumentar os níveis de sentimentos depressivos em crianças, e esses sentimentos negativos podem crescer ao longo da adolescência como uma bola de neve que desce rapidamente a montanha”.

De acordo com o pesquisador William Bukowski, que coordenou o estudo, a amizade promove a complacência e protege as crianças de alto risco contra a internalização de problemas, como se sentir deprimido e ansioso. “Nosso estudo confirma o valor de ter amigos, que são como um escudo contra as experiências sociais negativas”, escreveu o pesquisador na revista Development and Psychopathology.


Boa Saúde

Espiritualidade pode ajudar dependentes do álcool a largar o vício, aponta estudo

A espiritualidade pode ter efeitos muito positivos para aqueles que querem parar de beber, segundo estudo que será publicado na edição de março do próximo ano da revista Alcoholism: Clinical & Experimental Research. Avaliando mais de 1.500 pessoas que estavam tentando parar de beber, os pesquisadores da Universidade de Harvard, nos EUA, descobriram que a espiritualidade aumenta com a frequência das visitas aos Alcoólicos Anônimos, e isso ajuda a ter melhores resultados no tratamento da dependência do álcool.

De acordo com os autores, os resultados foram melhores entre aqueles que tinham baixa espiritualidade no início do estudo e a aumentaram durante o tratamento. Entretanto, a recuperação também pode ser observada entre agnósticos e ateus, o que “indica que, enquanto a espiritualidade é um importante mecanismo de mudança comportamental nos Alcoólicos Anônimos, não é o único método utilizado”.

“Embora esta não seja a única forma dos Alcoólicos Anônimos ajudarem na recuperação dos indivíduos, acredito que esses resultados apoiam a noção de que os AA levam a melhores resultados do uso de álcool, em parte, intensificando as práticas espirituais, para facilitar a recuperação dos transtornos relacionados ao uso do álcool”, escreveu o pesquisador John Kelly.


Boa Saúde

domingo, 19 de dezembro de 2010

O que fazer quando o coração dispara

São 310 mil brasileiros que sofrem a chamada morte súbita a cada ano. E a principal causa é a arritmia cardíaca, um mal que acontece de forma repentina e demanda tratamento imediato para se normalizar

Não precisa ser um super fã de futebol para se lembrar do caso de Antonio Puerta, jogador do Sevilla, da Espanha que faleceu aos 22 anos vítima de arritmia cardíaca em campo. Nem tampouco do zagueiro Serginho, do São Caetano que desmaiou no gramado pelo mesmo motivo e não resistiu. Vale lembrar que o perigo não está só no esporte. Entre outras situações, as de estresse são muito comuns aos ataques, vide um número significativo de torcedores (mesmo que em frente à televisão) que sofreram deste mal.

A morte súbita vem atingindo milhares de brasileiros por ano e assustando as pessoas, inclusive as mais saudáveis, pois muitas vezes não apresenta sintomas. Daí a importância de ter os exames em dia para detectar uma eventual anormalidade e para que o paciente possa tomar os devidos cuidados.

As arritmias ocorrem quando a sequência dos batimentos cardíacos apresenta uma anormalidade. Ou seja, eles devem ocorrer de 60 a 100 batimentos por minuto (bpm), mas quando este número ultrapassa 100 bpm, ocorre a taquicardia. Já se eles ficam demasiado devagar, com menos de 60 bpm, ocorre a bradicardia. Outro caso de arritmia é quando as vias elétricas condutoras apresentam alguma anormalidade. A arritmia pode não apresentar sintomas, no entanto, um ataque cardíaco pode ser evitado e revertido se o paciente receber atendimento rápido.

Como surgem os problemas
A taquicardia pode ser de origem congênita (quando a pessoa já nasce com esta irregularidade na sequência dos batimentos cardíacos) ou adquirida, devido a diversos fatores. As causas mais comuns são as doenças cardíacas. Muitos medicamentos podem acarretar o problema, daí a importância de exames frequentes . Quando confirmada a tendência de um problema cardíaco, deve existir uma atenção especial às bulas e contraindicações. Entre eles, estão os fármacos que contenham estimulantes (utilizado para problemas respiratórios e alergias, como os broncodilatadores, as populares bombinhas para asma). A taquicardia pode ser desencadeada também pela prática de exercícios físicos, tensão emocional, consumo excessivo de álcool ou tabagismo.

Para o diagnóstico, é importante ficar atento ao histórico familiar e na suspeita de alguns sintomas como palpitações, cansaço fácil, tonturas e desmaio, procurar um cardiologista para realizar alguns exames, como o ecocardiograma, que possam detectar problemas no coração que, portanto, serão pacientes com maior tendência à taquicardia.

Exames em dia
Já o exame de pulso pode detectar anormalidades na frequência dos batimentos cardíacos. Em um caso de emergência, o eletrocardiograma (ECG), pode detectar rapidamente o problema e então o tratamento adequado é agilizado, aumentando as chances de reverter a situação. Existe um aparelho portátil de ECG (método Holter) que possibilita uma análise da frequência cardíaca do paciente. Ele deve ficar 24 horas com o aparelho, para que possa ser detectada, a partir de uma representação gráfica da corrente elétrica que desencadeia os batimentos cardíacos, a existência de alguma anomalia. Além disso, o aparelho permite relacionar a arritmia aos sintomas que o paciente apresenta, uma vez que este deve preencher uma ficha com as atividades que realizar os indícios apresentados e seus horários.

No exame eletrofisiológico, são introduzidos na veia, cateteres com eletrodos minúsculos na extremidade até chegar ao coração. Isto estimula o coração ao mesmo tempo em que se torna possível a percepção de anormalidades, para que então seja detectado os tipos de arritmias e seja feito o tratamento adequado.

Evitar a morte súbita
Qualquer arritmia que altere a capacidade do coração de bombear sangue para o restante do corpo de forma adequada é grave. Quando há a perda total da função cardíaca, que ocorre no máximo em uma hora após início dos sintomas e de forma inesperada, ocorre a morte súbita cardíaca, um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, que acomete mais de 310 mil mortes por ano no Brasil e representa 50% das mortes por doenças cardíacas.

O tratamento depende do tipo de arritmia, mas no caso da taquicardia os fármacos antiarrítmicos são muito benéficos. Porém, às vezes é necessário experimentar diversos medicamentos até encontrar aquele que dê melhor resposta ao problema. Vale ressaltar que, em alguns casos, estes medicamentos podem piorar as arritmias e/ou causar outros efeitos secundários. Uma aplicação de uma descarga elétrica pode tratar a taquicardia e restabelecer o ritmo normal (cardioversão). O aparelho que proporcionará esta descarga elétrica chama-se desfibrilador que pode ser manuseado por uma equipe de médicos especializados, bombeiros ou paramédicos. Porém, as chances de sucesso diminuem de 7 a 10% a cada minuto. Assim, se o tratamento for feito após um minuto, as chances de sobrevivência são 85%. Já se for feita seis minutos após a detecção dos sintomas, as possibilidades caem para 35%.

Da mesma forma que se implanta um marca-passo (usado com maior frequência no tratamento das arritmias mais lentas) pode-se colocar cirurgicamente um desfibrilador que irá detectar automaticamente as arritmias rápidas e emitir uma descarga para normalizar a situação. Porém, vale lembrar que este método não previne a arritmia. Existe um novo tipo de desfibrilador externo automatizado (DEA) que é capaz de detectar uma anormalidade, verificar a necessidade de uma descarga elétrica e emiti-la de forma automática e controlada. Sua utilização requer apenas capacitação em primeiros socorros, ou seja, leigos devidamente treinados podem aplicá-lo. O ideal seria a disponibilidade destes aparelhos em todos os locais públicos e com aglomerações de pessoas.

Fernanda Morelli

Os segredos das mulheres magras Descubra o que elas fazem para continuar com o corpo enxuto e lindo ano após ano

Elas parecem diferentes de nós, pobres mortais. Não falam de dieta 24 horas por dia nem se privam dos prazeres de um delicioso sorvete. Mesmo assim, entram sem dificuldades naquele jeans número 38 e ainda ficam lindas! Será que não engordam de ruindade, como diz o ditado? Nada disso. Na hora de comer, elas fazem escolhas inteligentes e mantêm hábitos saudáveis. Isso tudo como estilo de vida, sem grandes sacrifícios ou dietas radicais. Quer conhecer os segredos dessas mulheres magras e lindas? Nós revelamos logo a seguir.

As mulheres magras...

1 investem nas fibras
Nada melhor para conter o ronco do estômago do que elas. Isso porque os alimentos ricos em fibras precisam ser bem mastigados e demoram mais a ser digeridos. Com isso, o cérebro tem tempo de receber a mensagem da saciedade e desliga o botão da fome mais rápido.

2 começam o dia com um ovo
"O ideal é consumi-lo inteiro no café da manhã, assim você fica com menos fome nas próximas refeições. A gema é fonte de gordura monoinsaturada e ômega-3, o que ajuda a regular os níveis de açúcar do sangue, diminuindo a vontade de comer doces. Já a clara é fonte de ovoalbumina, que combate a flacidez", explica Francine Schmidt, nutricionista (PR).

3 bebem muiiita água
A sugestão é de pelo menos 2 litros por dia e a melhor hora para consumi-la é antes das refeições, pois diminui o apetite e evita o consumo excessivo de calorias.

4 investem nas frutas
As magras já descobriram que adicionando uma maçã à vitamina de aveia, garantem os benefícios de uma fibra chamada pectina, que tem poder quase mágico de diminuir o apetite. Essa fibra solúvel, presente não apenas na maçã como também no limão, na ameixa, goiaba, laranja, tangerina e no pêssego, absorve água e forma uma camada gelatinosa, que retarda o esvaziamento do estômago e ajuda a controlar a fome.

5 jamais se deitam logo após a refeição
Especialmente se você exagerou nas massas. Os carboidratos simples caem rapidamente no sangue, elevam o pico de glicose e estimulam a produção de insulina, hormônio que ajuda a acumular gordura pelo organismo.

Fernanda Cury