
A urticária pode ser aguda, quando as
lesões desaparecem após alguns dias, ou crônica, quando persistem por
várias semanas. Na urticária crônica, o quadro é menos intenso, mas de
longa duração. As lesões tendem a ser menores e podem existir
continuamente ou desaparecer por um período para reaparecer
posteriormente. A urticária também pode ocorrer em concomitância com
alguns quadros clínicos, como, por exemplo: estresse emocional, exposição ao sol ou ao frio extremo, transpiração excessiva, doenças (incluindo lúpus, entre outras doenças autoimunes e oncológicas) e infecções, como a mononucleose.
Algumas substâncias que podem
desencadear a urticária: caspa de animais (principalmente de gatos),
picadas de insetos, medicamentos, pólen, frutos do mar, peixe, frutos
secos, ovos, leite, nozes e outros alimentos.
Diagnóstico da urticária crônica
Nos casos de urticária crônica o quadro é
menos intenso, mas de longa duração (mais de seis semanas). As lesões
tendem a ser menores e podem existir continuamente ou desaparecer por um
período para reaparecer posteriormente. Na verdade, a classificação de
aguda ou crônica é determinada pela duração da urticária, maior ou menor
do que seis semanas. O dermografismo e aurticária de pressão são
exemplos de urticária física. Neste caso podemos citar: a urticária por
dermografismo que aparece após uma área linear ser friccionada ou
arranhada; urticária por pressão, que forma lesões em áreas da pele que
sofrem pressão contínua, como por exemplo, área do sutiã ou do elástico
da calça; ou ainda a urticária por frio, quando surgem lesões após
exposição ao frio.
O diagnóstico da urticária é basicamente clínico. Coceira,
"queimação" e as lesões cutâneas, confirmam a condição. Qualquer
relação com algum agente que possa ter desencadeado o quadro precisa ser
considerado, assim como tendência familiar ou alguma doença recente. A
reação alérgica pode ser confirmada por testes de alergia
de rotina. No entanto, em muitos casos, a causa específica não é
encontrada. A urticária crônica raramente é causada por alergias, exames
de rotina deste tipo são, portanto, de pouco valor. Entretanto, testes
podem ser necessaries para excluir agentes específicos ou outras doenças
sistêmicas que podem se manifestar por meio de reações semelhantes, é o
caso de doenças endócrinas, doenças malignas ou lupus sistêmico. A
urticária pode ser um sintoma de infestação de vermes, como o
Strongyloides ou a filária. Isso deve ser considerado caso o paciente
tenha viajado para áreas onde estes organismos são endêmicos.
Tratamento da urticária crônica
O tratamento da urticária visa
inicialmente combater os sintomas provocados pela ação da histamina, e
portanto, os anti-histamínicos são os medicamentos de primeira escolha.
Produtos de uso local, como loções calmantes com mentol e cânfora,
ajudam a aliviar a coceira.
No caso das urticárias crônicas, além do
tratamento sintomático para alívio dos sintomas, é importante descobrir
o que está causando a urticária. Entretanto, muitas vezes, a causa
permanece incerta. Vale ressaltar que até fenômenos emocionais podem
desencadear ou prolongar a doença. O ideal é que o agente desencadeante
seja identificado e assim possa ser afastado com melhorar definitiva do
quadro, mas muitas vezes não conseguimos descobrir o que causa as
crises. São necessárias inúmeras consultas e uma observação criteriosa e
prolongada dos hábitos de vida e agentes (químicos, físicos,
emocionais) aos quais o paciente se expõe. Diversos fatores podem
colaborar concomitantemente para o aparecimento do quadro e mais de um
fator pode estar envolvido em um mesmo paciente.
Prevenção da urticária crônica
A melhor forma de prevenir a urticária é
evitar se expor às substâncias às quais se tem reação. E se ao usar
algum produto novo perceber sintomas de alergia, coceira ou "queimação",
interromper o uso e não voltar a entrar em contato com a substância
novamente. A causa mais comum de urticária são as medicações, em
especial os analgésicos e antinflamatórios não hormonais, o uso eventual
pode ser suficiente para perpetuar o quadro. Alimentos também podem
desencadear urticária, algumas pessoas alérgicas não podem ingerí-los
mesmo que seja em quantidades muito pequenas, pois essas reações podem
ser severas em algumas situações.

Carolina Marçon
Dermatologia