
Pressão masculina
Para a psicóloga Débora Seibel, o desejo de ter filhos não deve interferir na qualidade de vida do casal. "Transar cansada, dolorida por causa dos medicamentos ou brigada com o marido, só para não perder o dia fértil, não dá. Melhor esperar o próximo mês", acredita. Ela recomenda, ainda, que o casal não esqueça do sexo espontâneo. Caso contrário, existe o risco da reprodução tornar-se o único atrativo da relação sexual, deixando o prazer e a intimidade para segundo plano.
Segundo o ginecologista Barussi, a pressão maior recai sobre os homens. "A mulher não depende da vontade para ter relações, o que não ocorre com o homem". Para aumentar as chances de gravidez, o casal deve ter relações em dias alternados, a partir do primeiro dia da ovulação. Se ela for induzida, o medicamento leva entre 36 e 48 horas para agir. Isso significa que, quando aplicado de manhã, o ideal é transar à tarde e à noite do dia seguinte. Não existe, portanto, hora exata para engravidar e, sim, dia exato, o que contradiz a ideia de que o marido terá de sair correndo de uma reunião importante de trabalho, no meio da tarde, para encontrar a mulher ou vice-versa. "Basta que, à medida do possível, o médico ajuste o coito programado ao cotidiano do casal", diz Cláudia.
Mais criatividade
Eventualmente, o período fértil coincide com épocas pouco produtivas em outros setores da vida, afetando o desejo sexual. Nessas ocasiões, criatividade faz diferença. Investir no erotismo ajuda, principalmente nos dias em que o casal está meio desanimado, ajuda, porém só vai funcionar se a gravidez for realmente um projeto a dois. O casal pode desperdiçar a chance de engravidar quando, por exemplo, um deles está com dor de cabeça. A explicação é óbvia: quando um não quer, dois não fazem. Às vezes, porém, não há jeito. Para alguns, quando chega o dia fértil, a tensão é tanta que, sexo, só mesmo por obrigação. "O lado bom é que depois a vida sexual retorna à normalidade", conclui Débora. O desafio, portanto, é ultrapassar os obstáculos. Até porque, se o casal está bem, tem mais vontade de transar - não importa quando. Revista Crescer