
Estima-se que no início do próximo século o mundo seja uma nação de idosos: metade da população terá mais de 60 anos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o índice de pessoas com mais de 60 anos deve triplicar até 2050, passando dos atuais 9% para 29%. Nesse mundo grisalho, quem deseja ver netos e bisnetos crescerem certamente pretende chegar ao fim da vida em boa forma, tanto do ponto de vista físico como mental.
Enquanto não surge – se é que surgirá – um tratamento para minimizar os efeitos do envelhecimento sobre o cérebro, quem pretende chegar bem ao final da vida dispõem de algumas alternativas ao alcance de todos. Uma é a prática de exercícios físicos. Estudos com animais já mostraram que manter o corpo em movimento melhora o fluxo sanguíneo e a oxigenação do cérebro e estimula a produção de neurônios. Constatou-se em pesquisa recentemente que atividades aeróbicas, como caminhadas, melhoram o funcionamento do córtex, o desempenho em tarefas cognitivas e promovem o crescimento do hipocampo. Quem não se exercita sempre pode começar.
Pra quem não deixa o conforto da cadeira sequer para alcançar o controle da tevê temos outra saída: manter-se intelectualmente ativo. Pessoas com alto grau de escolaridade e o nível intelectual elevado apresentam ser saudáveis do ponto de vista neurológico. Atividades que exigem esforço mental, como planejar o caminho mais rápido na feira, fazer palavras cruzadas ou ler, ajudam. A melhor maneira de manter as sinapses ativas é a leitura.
Quem não pode ou não sabe ler deve pedir a alguém que leia para ele. Assim usa a memória auditiva.
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